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D YNAMIC A NALYSIS

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6 D YNAMIC A NALYSIS

Uma vez definido o instrumento de observação definitivo, passamos agora à sua aplicação. Para tal devemos ter em conta determinadas condições e uma delas é o momento da sua aplicação.

O período de aplicação do instrumento, nomeadamente o final do ano lectivo 2004/2005, não contribuiu para que a sua implementação fosse facilitada.

Se por um lado temos a garantia que os elementos inquiridos serão maioritariamente alunos internos, ou seja alunos que possuíam uma classificação interna suficiente para aceder ao exame nacional de Matemática, por outro lado nesta altura os professores estavam atarefados com as derradeiras provas de avaliação, os últimos conteúdos a leccionar e os conselhos de turma que se adivinhavam. No entanto, o processo foi desenvolvido nos últimos dias do ano lectivo 2004/2005 para os discentes do décimo segundo ano de escolaridade.

Como o fizemos no momento de validar o nosso modelo explicativo teórico passamos agora a definir o universo, no qual se insere a amostra a estudar. Definimo-la, através de várias características que têm que ser verificadas simultaneamente:

ƒ Localizada geograficamente no Alentejo130 (Baixo e Alto Alentejo);

ƒ Alunos do décimo segundo ano de escolaridade que no ano lectivo de 2004/2005, estiveram inscritos na disciplina de Matemática até ao final do ano lectivo131;

130 Justificámos a escolha da localização geográfica anteriormente (p. 129, p. 131 a p.133).

131 Mais uma vez a frequência até o final do ano lectivo por parte dos alunos era essencial uma vez que algumas questões implicavam o acesso ao exame nacional por parte de alunos internos.

ƒ Alunos que tiveram no décimo segundo ano de escolaridade o mesmo docente pelo menos desde o décimo primeiro ano de escolaridade.

Todas estas premissas foram devidamente justificadas no momento de validação do modelo explicativo teórico132 e mantêm-se agora na aplicação do instrumento de observação.

Uma vez que decidimos incluir o Alto Alentejo no nosso estudo temos agora como universo de investigação o Alentejo no seu todo. Por sugestão do orientador tivemos que optar entre uma de duas situações. Ou inquirir a totalidade dos alunos em 50 % das escolas ou inquirir 50 % dos alunos em 100 % das escolas. Optámos pela primeira opção uma vez que nem todas as escolas poderiam querer participar neste estudo.

De modo a evitar problemas no sentido de atingir o patamar de 50 % de escolas participantes decidimos inquirir um número substancial de estabelecimentos de ensino para que, mesmo com uma elevada taxa de mortalidade na obtenção dos dados, o número de elementos recolhidos permitisse realizar o nosso trabalho.

Entre as cinco escolas do Baixo Alentejo que não participaram na primeira fase do nosso trabalho não efectuámos qualquer tipo de sorteio uma vez que estas constituíam uma amostra com o tamanho previamente definido e para tal decidimos deslocarmo-nos a todas elas que se mostraram interessadas em participar. Apenas uma não nos devolveu os instrumentos de recolha de dados. O que significa que cerca de 40 % das escolas do Baixo Alentejo foram consideradas na aplicação do instrumento de observação.

No Alto Alentejo, uma vez excluída a escola onde foi realizado o pré-teste ficámos com onze estabelecimentos de ensino com os quais podíamos trabalhar.

Decidimos aplicar o nosso instrumento de observação em sete delas, o que constituía cerca de 63 % das escolas, na expectativa de no caso de alguma delas não pretender participar, ficarmos, com cerca de 50 % das escolas do Alto Alentejo abrangidas. Através de uma extracção aleatória simples e sem reposição de sete dos onze cartões onde figuravam as localidades obtivemos o nome das sete escolas secundárias a visitar.

Entre as sete escolas apenas uma delas não se mostrou interessada em participar no estudo alegando razões que não interessa aqui divulgar por uma questão de ética profissional.

Como foi referido anteriormente o inquérito por questionário foi aplicado na última semana de aulas do décimo segundo ano de escolaridade, mais precisamente, entre seis e nove de Junho de 2005.

Para poder ser aplicado pedimos pessoalmente autorização aos respectivos órgãos de gestão dos estabelecimentos de ensino visitados entregando-lhes um pedido formal por escrito133 e um exemplar do instrumento de recolha de dados, de modo a inteirá-los do propósito de tal inquérito por questionário e também para que pudessem verificar a total garantia de anonimato dos alunos, docentes e escola envolvidos no estudo, assim como a confidencialidade e salvaguarda da utilização dos dados apenas no âmbito deste trabalho.

Mais uma vez os órgãos de gestão fizeram alguma referência ao momento da aplicação dos questionário que se podia considerar inoportuno, uma vez que algumas escolas se encontravam condicionadas pelo cumprimento dos programas.

133 Anexo I

Também foi pedida autorização por escrito134 aos docentes de Matemática e facultado um exemplar do instrumento de recolha para que este pudesse ser aplicado nas suas respectivas turmas.

Devidamente autorizado, os exemplares dos questionários foram entregues aos Conselhos Executivos que depois se encarregaram de fazer chegar os mesmos aos docentes de Matemática que leccionaram o décimo segundo ano de escolaridade no ano lectivo 2004/2005. Posteriormente, os Conselhos Executivos devolveram pelo correio os questionários através de envelopes previamente preparados pelo investigador de modo a apenas identificar a região de proveniência (Alto ou Baixo Alentejo). Saliente- se que alunos e docentes se mostraram mais uma vez bastante cooperativos.

Analogamente à primeira fase do nosso trabalho, foram inquiridos todos os alunos de Matemática do décimo segundo ano de escolaridade e posteriormente foram apenas considerados válidos135 os questionário que satisfizeram a condição essencial que era ter o mesmo docente pelo menos desde o décimo primeiro ano de escolaridade.

Esta estratégia foi utilizada para evitar alguma perda de tempo por parte dos docentes em identificar quais eram os alunos que frequentavam as suas aulas desde pelo menos o décimo primeiro ano de escolaridade e também acautelar um simples esquecimento.

Portanto, foram considerados válidos para o nosso estudo no Baixo Alentejo cento e três questionários, entre os cento e oitenta e três questionários recebidos e devidamente preenchidos. O que significa que cerca de 56.28 % dos alunos mantiveram o mesmo docente desde o décimo ou décimo primeiro ano de escolaridade.

134 Anexo J.

No Alto Alentejo foram considerados válidos para o estudo cento e vinte questionários, entre os duzentos e dois questionários recolhidos e devidamente preenchidos. O que significa que cerca de 59.41 % dos alunos mantiveram o mesmo docente desde o décimo ou décimo primeiro ano de escolaridade.

Constatámos que a diferença entre o Alto e o Baixo Alentejo no que diz respeito à política de continuidade nas escolas que têm a “sorte” de manter um quadro de docentes sensivelmente estável, é de 3.13 % o que no nosso entender é pouco significativo. O que quer dizer que podemos considerar que cerca de metade dos alunos inquiridos no Alentejo têm o mesmo docente na disciplina de Matemática desde pelo menos o décimo primeiro ano de escolaridade.

2. Análise Descritiva dos Dados Organizativos

Após a recepção e análise dos questionários codificamos os dados de modo a criar uma base de dados para ser tratada estatisticamente pelo software estatístico Statistical

Package for the Social Sciences – S.P.S.S. versão 12.0.

Talvez influenciado pela nossa formação académica de base e apesar de se poder considerar fastidiosa ou pouco enriquecedora para o trabalho, não podemos deixar de incluir nesta dissertação uma análise dos dados realizada através da utilização da estatística descritiva complementada por gráficos.

Como é óbvio não deixaremos de garantir a validade do nosso trabalho e nos certificaremos do grau de confiança dos resultados, através do recurso aos testes estatísticos com alguma robustez.

Mas comecemos pela análise descritiva dos dados organizativos. Estes dados constituem a primeira parte do instrumento de observação, nomeadamente, onde os itens 1 a 8.2 serviram fundamentalmente para caracterizar os sujeitos envolvidos no trabalho e também para seleccionar os indivíduos que apresentavam a característica essencial para o nosso estudo, ou seja, “ser discente do mesmo docente pelo menos

desde o décimo primeiro ano de escolaridade” de modo a poder existir termo de

comparação para os respondentes.

Como o fizemos anteriormente comentamos os gráficos apresentados para o Baixo e Alto Alentejo de modo a expor a nossa interpretação dos resultados obtidos.

Itens Relativos à Seriação do Instrumento de Observação

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