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D ISTRIBUTION AND ABUNDANCE OF 0- GROUP FISH

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Como já foi referido acima, não serão descritas todas as atividades, no entanto poder-se-á visualizar, todas as que foram concretizadas ao longo do estágio, em apêndice no CD-ROM. Assim sendo passo a descrever duas das atividades efetuadas, que remetem para a educação das artes.

Peça de teatro – “Um lobo diferente”

Nem sempre os adultos vêm o jogo como algo educativo, pois pensam que o facto de realizar-se jogos é algo inútil e sem nenhum fundamento a não ser a diversão. Apesar destes pressupostos, Muñiz, 1989, menciona que é essencial inserir o jogo na vida das crianças pois através do mesmo é possível que ganhem confiança, aprendam que nem sempre se consegue obter o êxito à primeira, respeitem regras e sigam as diversas etapas estabelecidas. É também através do jogo que a criança por vezes representa papéis, como

por exemplo imitar os pais, os colegas, os professores, entre outros e a partir disto desenvolvem-se socialmente e enriquecem o seu interior.

No seguimento da ideia anterior que remete para a importância do jogo, sugeriu- se às crianças da Sala das Borboletas a realização de uma peça de teatro, que iria retratar a história “Um lobo diferente” que já tinham ouvido na semana anterior.

Para dar início às dramatizações, foi realizada a eleição das personagens que seriam atribuídas a cada uma das crianças. Inicialmente todas as meninas queriam ser o coelhinho, pois achavam-no o mais fofinho, mas após alguma negociação, chegou-se a um entendimento e todos ficaram contentes com o seu papel.

Dado que a turma tinha dezoito crianças, fez-se uma divisão de nove crianças a representar por cada dia, pois para todos experienciarem esta tarefa tivemos que dividi-la por dois dias.

Foram realizadas pinturas faciais para caraterizar o lobo, o urso e o coelho. A educadora cooperante alertou para o facto de nem todos os meninos poderem querer pintar a cara, pois podiam achar desconfortável, mas afinal quiseram todos aderir a esta experiência, ficando muito agradados. Godinho e Brito (2010) afirmam que é importante incluir as crianças em meios onde possam ter contato direto com as artes e com os seus processos de criação.

As peças de teatro sucederam-se após o intervalo, para poder-se aproveitar um bocadinho do mesmo, para elaborar as pinturas faciais de todos os participantes.

Figura 35 – Cenário e pinturas faciais

Finalizei as pinturas, preparei o cenário, as árvores e o arbusto, vesti as personagens e distribui os acessórios.

Feitas as tarefas supracitadas, iniciaram-se as dramatizações. É de salientar que um menino se recusou a realizar a peça de teatro, acabando por ser substituído por outro menino que representou duas vezes.

Figura 36 – Dramatização “Um lobo diferente”

Pode-se mencionar que durante as dramatizações estavam um bocado inibidos e que por vezes paravam para olhar para mim para eu informar o que é que eles tinham que dizer a seguir. Apesar desta situação, na terceira vez acabou por correr melhor, pois fiz com que as crianças entendessem que não precisavam de dizer exatamente igual às personagens do livro, apenas tinham de transmitir a mesma ideia. Após entenderem, sentiram-se mais à vontade, acabando mesmo por improvisar novas falas.

No fim da atividade, as maquilhagens foram retiradas e enquanto isso, as crianças que tinham assistido tiveram um papel de críticas, dizendo o que tinham achado do desempenho dos colegas.

o Concluindo…

O grupo não estava habituado a representar, no entanto fizeram um ótimo trabalho. Por fim é de salientar que durante uma das reuniões no tapete, após as dramatizações, uma menina mencionou que com esta peça tinha aprendido que somos todos diferentes, mas que temos sentimentos e um coração que têm que ser respeitados. Além destas conclusões retiradas, novos conceitos foram aprendidos como cenário, e aprenderam também que durante as peças existem diversos acessórios e roupas sem ser as que eles já trazem vestida.

Coreografia

No seguimento da aprendizagem de uma canção “Canção da Amizade”, foi apresentada uma coreografia que as crianças tinham que dançar.

Apesar de serem tão novinhos, este grupo tinha uma grande capacidade de memorização, sabendo ainda a letra da canção que tinham aprendido na semana anterior. Assim sendo não teve que ser relembrada.

Tal como Rooyackers (1999) afirma, a brincadeira é importante no mundo das crianças e a dança de certa forma é uma maneira de brincar. E ainda apresenta alguns benefícios da dança como por exemplo, o facto de relaxar, promove a criatividade, aumenta a autoconfiança, molda a personalidade e contribui para o desenvolvimento emocional e social.

Antes de se iniciar a dança, foi explicado que seria necessário cada criança obter duas fitas coloridas, uma para cada pulso. Para que não existissem “brigas” para escolher a cor, foi passado um saco e de olhos fechados cada uma tinha que retirar uma fita. A cor que lhes calhasse, seria a cor que iriam utilizar durante a dança.

Inicialmente colocaram-se as crianças distribuídas por seis filas distintas, com três meninos por cada uma, à frente o educador fazia os passos para que pudessem imitar. Pensou-se que seria uma tarefa fácil de concretizar, mas acabou por se tornar numa grande confusão, pois as crianças nem sempre estavam atentas e quando era referida a sua direita, apresentavam muita dificuldade em diferenciá-la da esquerda. Posto isto, após o intervalo, decidiu-se que seria mais simples tentar apenas com seis crianças, enquanto as restantes ficavam a observar atentamente. À primeira vista estava a resultar, uma vez que, as que estavam a dançar já sabiam os passos, mas depois os que estavam sentados começaram a ficar aborrecidos e queriam era conversar, o que no fundo foi compreensível, dadas as suas idades. Assim sendo, pediu-se que se levantassem para acompanhar os colegas, mas depois de dois ensaios, a motivação não era a melhor e decidiu-se não insistir mais naquele dia.

No segundo dia, voltou-se a ensaiar, havia algum receio da minha parte devido ao que tinha acontecido no dia anterior, mas a verdade é que as crianças me surpreenderam pela positiva, pois estavam com muita vontade de dançar e conseguiram realizá-la bem.

Figura 37 – Momentos da dança

É indispensável procedermos à repetição, em qualquer que seja a área, mas principalmente na aprendizagem artística. Godinho e Brito (2010) referem que o educador deve gravar as atividades realizadas, quer seja em fotografia, em registo áudio mas de preferência deve ser em vídeo. Desta maneira as crianças poderão observar o seu desempenho e o dos colegas, podendo efetuar uma avaliação ou algumas críticas.

Por fim, num terceiro dia, voltou-se a realizar a dança uma vez, antes de a realizarmos pela segunda vez, na qual seria gravada.

o Concluindo…

Apesar de no início ter existido alguns problemas, no fim acabou por ser uma atividade bem conseguida, pois as crianças ultrapassaram as suas próprias barreiras. Devo salientar, que posteriormente e em reflexão com a educadora cooperante, acabei por entender que aquela dança era um bocado extensa e exigente para as idades do grupo.

Aprendi que futuramente têm que ser elaboradas danças mais práticas e sem grande variação de passos, no entanto e como já referi o resultado final foi muito positivo. Surpreendeu-me o desempenho de todas as crianças e a própria educadora confessou que não estava à espera que corresse tão bem.

Na festa final do ano letivo, em que os pais foram todos convidados, esta foi uma das partes apresentadas pelas crianças, à qual todos os encarregados se sentiram emocionados e no fim alguns ainda me agradeceram por todo o trabalho feito com o grupo.

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