3 Utforskingen – samspillet mellom de endelige vilkår
3.1 Døden og eksistensiell avhengighet
O processo de coletas de dados foi realizado, mediante Observação Participante e Registro em Diário de Itinerância de atividades desenvolvidas em oficinas da Transiarte. As turmas escolhidas em função da disponibilidade e da disposição dos professores que se comprometeram com o Proeja-Transiarte e decidiram se envolver com todas as atividades das oficinas. Esses professores, em colaboração com os pesquisadores, trabalharam em cima da integração curricular, envolvendo os assuntos tratados no bimestre e as propostas da Transiarte. Em um primeiro momento, integraram-se, de forma mais efetiva, professores de geografia e
artes, após a apresentação do projeto ao corpo docente e à equipe gestora para concluir a fase da contratualização, incluindo os estudantes.
O Diário de Itinerância foi construído a partir das observações participantes feitas nas oficinas, dos registros escritos, produzidos pelos graduandos, mestrandos e doutorandos e dos registros visuais como fotografia e filmagens. Observaram-se comportamentos dos estudantes, assim como dos professores regentes, percepções sobre suas ações e reações diante das propostas de trabalho, da metodologia de ensino e de colaboração adotada pelo Proeja- Transiarte, assim como foram evidenciadas as dimensões da aprendizagem, verificando como elas ocorrem e se desenvolvem, na prática, verificando qual o nível de preocupação com a promoção de atitudes colaborativas para a construção de aprendizagens com sentido para vida acadêmica e para formação de conhecimentos para o mundo do trabalho. A maior parte dos registros foi construída após os encontros com a turma e com a equipe de pesquisadores coletivos.
CAPÍTULO 5 – ANÁLISES, COMPARAÇÕES E REFLEXÕES ENVOLVENDO O PROCESSO DE PESQUISA: OFICINAS DA TRANSIARTE E DIMENSÕES DE APRENDIZAGEM COLABORATIVA
Esta pesquisa situou sua reflexão a partir da problematização de um dos eixos estruturantes do Proeja-Transiarte, ou seja, a Aprendizagem Colaborativa, assim, vem tratando dos aspectos ligados ao processo de construção coletiva e colaborativo que se estrutura por meio da elaboração e da resolução de situações-problemas-desafio, mediados pela Transiarte, inscrita em produções estéticas visuais, transpostas para o ambiente virtual, por meio de vídeos animados. Todo o processo de produção é analisado, a partir da observação do trabalho que três grupos de estudantes realizaram em oficinas do Proeja-Transiarte, verificando-se a correlação entre as aprendizagens e as dimensões colaborativas. Sobre este entendimento, este capítulo dedicou-se a responder ao problema da pesquisa e observar se os objetivos foram alcançados, na medida em que se analisam as experiências dos estudantes.
Com os dados coletados, foi feito o confronto entre as informações obtidas por meio da pesquisa bibliográfica que resultou no corpo das referências, aquelas tratadas pelas observações e relatadas no Diário de Itinerância, a fim de estabelecer relação entre realidade teórica e cotidiana, verificando similitudes e divergências, primando pela manutenção da coerência, da consistência, da recorrência, da originalidade e da objetivação de ideias e dos conceitos tratados no decorrer do processo investigativo (TRIVIÑOS, 1992). Como resultado desse processo, foi construída uma análise categórica, envolvendo a extração de sentidos dos dados para lhes dar maior significação, mediante sua organização e tratamento. Nesse sentido, as falas, as ações, os comportamentos e/ou silenciamentos e as situações cotidianas são analisados via observação, uma vez que a comunicação entre os indivíduos é tão rica que apresenta visão polissêmica, permitindo ao pesquisador uma variedade de interpretações que englobam a objetividade e a subjetividade humanas, expressas no campo simbólico das interações (CAMPOS, 2004).
Nas pesquisas qualitativas, o problema da pesquisa orienta as ações do pesquisador, sendo preciso respondê-lo, por meio de técnicas como a escolha de recortes temáticos que são capazes de compor um todo, ou a escolha de temas para alcançar os objetivos da pesquisa. Campos (2004) informa que o tema pode ser escolhido pelo pesquisador, vislumbrando os objetivos da pesquisa e as impressões de seu contato com o material estudado, relacionando-o com as teorias embasadoras, havendo uma ordem psicológica, variável que permite abranger vários outros temas. “O evidenciamento das unidades de análises temáticas, que são recortes do texto, consegue-se segundo um processo dinâmico e indutivo de atenção ora concreta à
mensagem explícita, ora às significações não aparentes do contexto” (CAMPOS, 2004, p.613). Caracterizando as categorias, o autor afirma:
[...] grandes enunciados que abarcam um número variável de temas, segundo seu grau de intimidade ou proximidade, e que possam através de sua análise, exprimirem significados e elaborações importantes que atendam aos objetivos de estudo e criem novos conhecimentos, proporcionando uma visão diferenciada sobre os temas propostos (CAMPOS, 2004, p. 614).
Na análise das atividades observadas na pesquisa, foi possível perceber dois aspectos importantes: o primeiro que se refere às dimensões da aprendizagem colaborativa, onde verificou-se a existência de algumas dimensões que perpassam vários passos das oficinas e o segundo aspecto diz respeito aos passos das oficinas de produção artística que, pela dinâmica das atividades colaborativas, puderam ser condensados em seis, de acordo com Rodrigues (2015) que fez uma adaptação prática dos dez passos definidos por Teles (2012),para dar maior praticidade às ações desenvolvidas pelos estudantes, por essa razão, essa pesquisa adotou a seguinte ordem: (1) O convite, (2) Definição do Tema Gerador e da situação-problema-desafio, (3) A criação do roteiro, (4) A criação artística coletiva, (5) Edição de imagens e (6) A postagem no site.
Estabeleceram-se categorias de análise para apresentar, organizadamente, os resultados alcançados pela pesquisa que utilizou Observações Participantes, cujas experiências foram relatadas em Diário de Itinerância. O processo de categorização e sub-categorização é definido como uma operação de classificação de elementos constitutivos de um conjunto por diferenciação e, seguidamente, por reagrupamento segundo o gênero (BARDIN, 1977). Nesse entendimento, definiram-se quatro categorias para verificar e analisar a relação entre as dimensões de aprendizagem e os passos da oficina do Proeja-Transiarte, considerando o papel da colaboração e avaliando se a experiência desenvolvida nesse projeto produziu aprendizagens colaborativas.
O quadro a seguir apresenta a relação entre as dimensões da aprendizagem colaborativa e os passos das oficinas de produção artística, considerando a adaptação feita por Rodrigues(2015) adotados por essa pesquisa:
Quadro 3 - Ocorrência das Dimensões da Aprendizagem Colaborativa nas oficinas do Proeja-Transiarte
DIMENSÕES DA APRENDIZAGEM COLABORATIVA OFICINAS DE PRODUÇÃO
ARTISTICA DO PROEJA- TRANSIARTE (PASSOS)
1) Papel do Professor no Design e Gerenciamento de Atividades Colaborativas
1) O convite
2) O momento de estabelecer a situação-problema-desafio
3) A criação do roteiro 4) A criação artística coletiva 5) Edição de imagens e 6) A postagem no site
2) Escolha do Tópico, definição e duração das atividades das oficinas 2) Eleição de um tema gerador e das situações-problemas-desafios;
3) Modelo Pedagógico de Colaboração
1) Convite
2) Tema e situação-problema- desafio
3) A criação do Roteiro 4) A criação artística coletiva 5) Edição de imagens 4) Formação dos Grupos (tamanho)
2) Tema e situação-problema-
desafio
3) Criação do Roteiro 4) Criação artística coletiva.
5) Consenso e Coesão
2) Tema e situação-problema-
desafio
3) A criação do roteiro 4) A criação artística coletiva 5) Edição de imagens 6) A postagem no site
6) Avaliação
1) O convite
2) Eleição do tema e da situação- problema-desafio,
3) A criação do roteiro, 4) A criação artística coletiva, 5) Edição de imagens 6) A postagem no site 7) Groupware 2) Tema e situação-problema- desafio 3) Criação do roteiro 4) Criação artística coletiva 5) Edição de imagens e 6) A postagem no site Fonte: elaborado pela autora
Destaca-se que há várias dimensões presentes em todos os passos da oficina, demonstrando a relação imbricada entre esses dois vetores de desenvolvimento da pesquisa e dos estudantes. Essa intersecção foi notada durante a análise e observação dos estudantes realizando as atividades promovidas nas oficinas, com caráter colaborativo e serão apresentadas no decorrer do capítulo, a fim de que se compreenda melhor os aspectos e as complexidades desta conexão.
5.1 Relação entre os passos das oficinas do proeja-transiarte e as dimensões da