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É um sist em a abert o de com unicação que pode adapt ar- se às necessidades das pessoas com Surdocegueira e Deficiência Múlt ipla Sensorial, visando prom over a sua int egração social.

Baseado em ( AMARAL ET ALI , 2004) , int roduzim os m ais inform ações sobre obj et ivos de usar um sist em a de calendário para se com unicar, conversar e desenvolver linguagem de pessoas com surdocegueira e/ ou com deficiência m últ ipla sensorial.

conversar, com unicar, consist ência ( perm it e ao aluno a int eração, com unicação, escolha de um sist em a com unicação e dom ínio sobre ele)

ant ecipar ( perm it e ao aluno t er conhecim ent o do que vai ocorrer no seu dia ou de algo que vai ocorrer em seqüência)

ler ( obt er inform ações e: conversar, pergunt ar ou confirm ar sobre elas) .

experiência ( perm it ir falar de fat os vivenciados e im previst os do dia a dia)

novidades ( perm it e falar de surpresas, sit uações inesperadas e int roduzir novos t em as) .

dinâm ico ( favorece o uso de diferent es sist em as de com unicação e conversação)

aprendizagem ( form ar conceit os sobre: pessoas, lugares, obj et os e experiências em sit uações vivenciadas) .

rot inas, repet ição ( favorece o conhecim ent o e aprendizagem , perm it indo o t em po do aluno, criação de m em ória, organização do pensam ent o e reflexão) .

int eração ( perm it e cont at o com as pessoas e com o m eio, desenvolvim ent o de vínculo afet ivo e segurança favorecendo o est abelecim ent o da com unicação e a const rução da linguagem ) . organizador ( est rut ura: t em po, espaço, am bient es, pessoas e pensam ent o) .

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Exem plos de Calendários Calendário Móvel

Calendário m óvel ( ut ilizado para favorecer alunos que apresent am at enção reduzida e ret enção de inform ação, necessit ando ser lem brado a t odo o m om ent o o que vai realizar, onde e com quem ) .

Pode ser confeccionado de diferent es m odelos com o bolsa, avent al, cint o com ganchos e ou sacola, levando os obj et os sem pre em consideração e a habilidade que o aluno t em para fazer uso. Os obj et os de referência são fixados do lado de fora e a cada t érm ino da at ividade um obj et o é guardado.

N ot a: Tam bém são ut ilizados com alunos, com deficiências visual t ot al, que necessit am se locom over com os obj et os para ident ificação e confirm ação da at ividade a ser realizada, perm it indo assim a ut ilização das m ãos para aut oprot eção e orient ação.

Calendário diário

É ut ilizado para organizar a rot ina das at ividades no dia a dia da pessoa com necessidade de desenvolver e est abelecer com unicação.

Visa ant ecipar ao aluno t odas as at ividades que serão realizadas no det erm inado dia, garant indo a inform ação do que vai ser feit o, com quem e onde.

Calendário diário com caixa de sapat os

Calendário com caixa de sapat os que foram revest idas de papeis coloridos, para favorecer m ais um a inform ação a pessoa com surdocegueira e/ ou deficient e m últ iplo com baixa visão ( Fig. 29) .

Calendário const ruído com a t écnica da reciclagem de caixas de papelão ( Fig. 30) .

Fig. 29

Calendário diário com pist as t át eis

O calendário foi confeccionado com caixas de sapat os e revest idos com papel cam urça e na t am pa foram colocadas pist as t át eis para inform ar o local onde serão realizadas as at ividades ( Fig. 31) .

Est e calendário foi criado para um a aluna com deficiência m últ ipla sensorial surda que necessit ava de m ais pist as para processar a inform ação para ant ecipar as at ividades.

Na caixa de t am pa de cor verm elha foi colado areia para inform ar que a caixa t inha os obj et os da at ividade de ir ao t anque de areia; na caixa de t am pa cor laranj a foi colocado gel de cabelo dent ro do saco plást ico prom ovendo a sensação t érm ica da água, inform ando assim que a at ividade a ser realizada será de higiene ( escovar os dent es e lavar as m ãos) e na caixa am arela foi colada a folha de papel cam urça que inform ava a at ividade a ser realizada de orient ação e m obilidade, na qual a bolsa era am arela de t ecido onde se guarda o dinheiro que é ut ilizado para com prar um produt o. No caso dest a aluna era a com ida do peixinho do aquário.

Calendário diário com pist as visuais

O calendário diário foi confeccionado em caixas de sapat os encapadas com m at erial colorido e em alt o cont rast e.

Est e calendário foi const ruído com um a aluna com surdocegueira de baixa visão, os cont rast es foram realizados em diferent es form as que m ot ivavam essa aluna a t er at enção visual para saber sobre as at ividades. Cada caixa indicava um a at ividade.

O calendário foi confeccionado em alt o cont rast e para favorecer a inform ação visual, os obj et os de referência eram fot os de pessoas e at ividades para se referir à rot ina do aluno.

Fig. 32 Fig. 33

O calendário foi confeccionado em m adeira ( caixa) com divisões e os obj et os de referência com diferent es t ext uras para prom over as inform ações para pessoas com deficiência visual t ot al.

O calendário foi confeccionado com a t écnica de papelão e forrado com m at erial que prom ova alt o cont rast e, favorecendo as pessoas que t êm baixa visão ( Fig. 36)

Ca le ndá r io diá r io a da pt a do pa r a pe ssoa s com pr oble m a s neurom ot ores

O calendário foi confeccionado com a t écnica do papelão. As caixas eram m ais largas, coloridas para cont rast e com os obj et os.

Est e calendário foi ut ilizado com um a criança com surdocegueira que t inha Fig. 35

(Fonte: Holanda/1997)

paralisia cerebral severa e baixa visão; era colocado no chão para favorecer o deslocam ent o da criança, que se m ot ivava at ravés da visão e arrast ava- se at é as caixas ( Fig. 37) .

O calendário foi confeccionado com m at erial de plást ico que perm it ia fixá- lo por um a vent osa na m esa e prom ovia o m ovim ent o girat ório. Foi colocado “ sucat a”, palit os de com ida chinesa para prom over o t oque do aluno no palit o, m ovim ent ando o calendário para escolher a at ividade e a pessoa. Conform e a fot o, o obj et o de referência fixado com a placa azul refere- se às at ividades e a placa am arela refere- se às pessoas ( m ãe e a professora, Fig. 38) .

Fig. 37

O calendário foi confeccionado com sucat as de past as poliondas e obj et os de referência ( desnat uralizado) eram presos com elást icos e fixados no apoio inclinado feit o com a t écnica do papelão ( Fig. 39) .

Do lado esquerdo foram fixados os obj et os das at ividades e do lado direit o os obj et os de referência pessoal do profissional que at uava com a criança. Ele visava m ais aut onom ia e at enção da pessoa com surdocegueira.

Est e calendário foi ut ilizado com um a pessoa surdocega com baixa visão e graves dificuldades m ot oras.

Calendário Sem anal

O calendário foi confeccionado com a t écnica do papelão, no form at o de um a planilha e com velcro para colocação dos obj et os; era t am bém ut ilizado um plano inclinado para favorecer o cam po visual do aluno que apresent ava baixa visão e com dificuldades para profundidade ( Fig. 40) .

O calendário foi confeccionado com obj et os de referência, usando figuras do sist em a alt ernat ivo de com unicação “ PEC” e fixadas com velcro na parede ( Fig. 41) .

Fig. 40

O calendário sem anal foi confeccionado com a t écnica do cart az de prega e os dias foram represent ados por cores diferent es, os obj et os de referência são figuras referindo- se as at ividades a serem realizadas ( Fig. 42) .

O calendário sem anal foi confeccionado com bacias coloridas para indicação da seqüência das at ividades. A bacia m aior, com os obj et os em seu int erior, indica o t érm ino das at ividades ( Fig. 43) .

Fig. 42

Calendário Mensal

O calendário m ensal foi confeccionado com um quadro de avisos com pist as visuais e t át eis ( cores diferent es para os dias da sem ana, m ãos de biscuit , represent ado os sinais de LI BRAS dos dias das sem anas) ( Fig. 44) .

Calendário m ensal foi confeccionado com papel cart ão com pist as visuais, papéis coloridos represent ando os dias da sem ana e, para organização das at ividades foi realizado um cart az de prega em cont rast e ( Fig. 45) .

Fig. 44

Calendário de Tem po

O calendário de t em po foi organizado para prom over aut onom ia de um a aluna com deficiência m últ ipla surda. Ele foi confeccionado em plano inclinado com desenhos das at ividades e da hora que deverão ser realizadas ( Fig. 46) .

Calendário com obj et os de referência N ível sim bólico Calendário diário de varal

O calendário diário de varal foi confeccionado para favorecer o desenvolvim ent o da coordenação viso m ot ora de um aluno com deficiência m últ ipla sensorial visual ( paralisia cerebral e baixa visão) . O calendário foi confeccionado a part ir dos desenhos das at ividades realizadas com aluno, a professora desenhava na frent e do aluno a cena da at ividade, t ransform ando assim esse m at erial nos obj et os de referência para ant ecipar as ações a serem realizadas ( Figs. 47 e 48) .

Fig. 46

Calendário sem anal com figuras do sist em a alt ernat ivo e aum ent at ivo de com unicação.

O calendário com as figuras do sist em a alt ernat ivo de com unicação COMPI C são ut ilizados com pessoas com surdocegueira que apresent am com unicação sim bólica e podem t am bém apresent ar dificuldades m ot oras. As figuras são m ais próxim as do desenho de cont orno, perm it indo assim um a m elhor ident ificação e os nom es das professoras foram escrit os em cores diferent es ( Fig. 49) .

Est e calendário foi const ruído para um aluno que j á t inha um sist em a de com unicação e o ut ilizava com aut onom ia.

Caderno de com unicação

É um a est rat égia de com unicação que visa regist rar ações, fat os, novidades e aprendizagem de conceit os, perm it indo que as pessoas com Surdocegueira e Deficiência Múlt ipla Sensorial com ent em com os seus parceiros de com unicação o seu dia a dia, favorece t am bém o desenvolvim ent o da m em ória.

O caderno de com unicação é realizado j unt o com o aluno, ele é Fig. 49

individualizado em virt ude de fornecer as necessidades de com unicação de cada um .

O obj et o de referência pessoal é colocado na capa do caderno e deve t er o fundo em cont rast e ( para pessoa com baixa visão) ou em t ext ura ( para pessoas com cegueira) e o nom e do aluno.

Ao t érm ino da at ividade ou das at ividades do dia, o regist ro é realizado j unt o ao aluno, prom ovendo assim m em ória, com unicação e linguagem . Os regist ros poderão ser feit os at ravés de obj et os concret os, part e deles ou desenhos ( Figs. 50, 51, 52, 53 e 54) .

Fig. 50

Fig. 52

Fig. 51

Obs: O caderno poderá t er o regist ro com m arcações em referência, auxiliando o aluno a ident ificar o t em po ( Figs. 55 e 56) .

Livro de Experiência Real

O livro de experiência é um a est rat égia de com unicação que fornece ao “ I nst rut or Mediador” , oport unidade de reforçar experiências de linguagem que não ocorrem freqüent em ent e. Por exem plo, se um período em que um indivíduo se m achucou ou ficou hospit alizado foi relat ado em um livro de experiência, você t eria um a ferram ent a disponível para reforçar est es conceit os part iculares sem precisar reviver a experiência real.

O livro é confeccionado com m at eriais que prom ovam ao aluno o acesso ao seu sist em a de com unicação e as referências necessárias as suas condições visuais e est ilo de aprendizagem .

Fig. 54

O livro “ Vam os ao Parque” foi confeccionado para um a aluna com surdocegueira sem resíduo visual, m as com pouco resíduo audit ivo.

No regist ro das at ividades realizadas no parque, com o gira- gira e balanço, os obj et os selecionados, perm it iam ao aluno t er a pist a m ais significat iva durant e a brincadeira ( Figs. 57, 58, 59, 60, 61 e 62) .

As figuras 60, 61, e 62 ret rat am o livro de experiência real confeccionado com out ros m at eriais para exem plificação da cit ação realizada no início do t ext o. Fig. 57 Fig. 59 Fig. 61 Fig. 58 Fig. 60 Fig. 62

At ividades de culinária

Para preparação do leit e, foram usados desenho de cont orno e colagem de part e dos m at eriais ut ilizados, auxiliando o aluno na ident ificação dos m esm os.

O m at erial foi confeccionado no cont rast e azul e laranj a por favorecer a at enção visual de pessoas com surdocegueira, que foram acom et idas pela síndrom e da rubéola congênit a.

Seqüência de at ividades at ravés de fichas ( uso de cont rast e azul royal para favorecer a at enção visual) de aluno surdocego com baixa visão de síndrom e da rubéola congênit a ( Figs. 63, 64, 65, 66, 67, 68 e 69) .

Fig. 63 Fig. 65 Fig. 64 Fig. 66

Est a at ividade de culinária foi organizada em duas fichas grandes azuis e os desenhos de cont orno foram feit os com o réplicas dos obj et os nat urais. Na folha 1 foi feit o o regist ro de t odos obj et os necessários para o desenvolvim ent o da at ividade e na folha 2 o regist ro do passo a passo da at ividade ( Fig. 70) .

Fig. 67

Fig. 69

Fig. 70

O regist ro da at ividade de culinária foi organizado at ravés de desenho, na part e superior os produt os a serem ut ilizados e abaixo, t oda seqüência da at ividade ( Fig. 71) .

Organizando os obj et os de referência das at ividades para escolha do aluno ao elaborar o seu calendário diário ( Figs. 72 e 73) .

Fig. 71

Análise de t arefas de at ividades

At ividade da Oficina Pedagógica preparação de papel ( t écnica da pint ura com uso de t int a plást ica e bolinha de gude)

Organização dos m at eriais da oficina de papelaria para confecção dos produt os realização do passo a passo ( análise de t arefa) ( Figs. 74, 75, 76, 77, 78, 79, 80, 81, 82, e 83) . Fig. 74 Fig. 76 Fig. 75 Fig. 74 Fig. 77

At ividades para desenvolver at enção visual e habilidade m ot ora Muit as crianças com surdocegueira congênit a e/ ou com deficiência m últ ipla sensorial apresent am dificuldades para m ant er a at enção, assim necessit am de est rat égias com o est e avent al que prom ove m ot ivação para explorar obj et os e t ext uras diferenciadas.

Fig. 78 Fig. 80 Fig. 82 Fig. 79 Fig. 81 Fig. 83

É confeccionado com várias t ext uras e obj et os do uso diário da criança, esponj a, escova de dent e, colher, pent e e et c. Est es obj et os são pregados no avent al com elást ico para m elhor m anuseio da criança ( Fig. 84) .

Passaport e da Com unicação

É um docum ent o sim ples, prát ico e personalizado que t em o obj et ivo de facilit ar a int eração ent re a criança/ j ovem que não usa a fala. É norm alm ent e organizado por um dossiê no qual se incluem inform ações relevant es sobre a criança/ j ovem surdocego e o deficient e m últ iplo, a form a com o se expressa, a m elhor form a de se com unicar, as suas preferências e as coisas de que não gost a, as caract eríst icas da fam ília ou m edicam ent os que t em de t om ar. Est es aspect os aj udam a com unicação com a criança/ j ovem de um a form a m ais adequada e consist ent e ( NUNES, 2005) .

Fig. 84

REFERÊN CI AS

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