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CTC- understasjoner

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10 Diverse utstyr, som tilkoples kabel

10.9 CTC- understasjoner

O uso das avaliações de produtividade como instrumento de gestão da empresa, pressupõe a definição de conceitos ou referências, que possam ser utilizados no cálculo das medidas de produtividade. Estas referências, portanto, constituem meios de avaliação, que podem (ou não), adequar-se às situações desejadas. Nesse sentido, algumas proposições metodológicas são conhecidas na literatura.

Evitando o uso de indicadores de produtividade parcial, a abordagem de Gold (1973), por exemplo, sugere que a produtividade total, isto é, saídas totais em relação às entradas totais, pode ser medida pela lucratividade, denominada simplesmente produtividade do capital, como segue:

Jailson Ribeiro de Oliveira PPGEP Resgatando os aportes teóricos feitos no item 2.35 (p. 122), uma alteração na produtividade é definida como sendo a resultante da combinação de alterações de várias medidas na rede de produtividade. Essa rede de produtividade, por sua vez, consiste em um sistema de interações, apresentando seis pontos de interface. Esses pontos de interface, bem como o sistema interativo, estão representados na figura 10. O aspecto relevante desse constructo reside no fato do ponto ativo fixo ser comparado com a capacidade de produção, indicando o grau de ocupação ou ociosidade. As três linhas de ligação indicam as proporções nas quais estes são combinados.

Saídas / Homens-Hora

.

Capacidade / Ativo Fixo Saídas / Quant.de Materiais Quantidade de Materiais / Ativo Fixo

Saída / Capacidade

.

.

Figura 10 - Os seis pontos de interação na rede de produtividade física Fonte: Adaptado de Eilon, Gold e Soesan (1976)

A rede de produtividade física, por si só, não subsidia adequadamente a análise dos benefícios de uma melhoria. Essa análise deve ser elaborada a partir da avaliação dos seis componentes da rede inicialmente proposta, tendo presente também, os efeitos econômicos. Para considerar os efeitos de custos e mudanças

Jailson Ribeiro de Oliveira PPGEP nas entradas específicas e relativas, pode-se adicionar uma estrutura de custos na rede de produtividade, conforme demonstrado na figura 11.

Materiais / Custo Total

Capacidade / Ativo Fixo Vendas / Saídas

Ativo Fixo / Ativo Total

Lucro / Ativo Fixo

Saída / Capacidade Custo Total / Saída

Materiais / Saídas Custos Fixos / Saídas

Custo Fixo / Custo Total

Vendas / Homens-Hora Capacidade / Ativo Fixo Saídas / Materiais Salários / Vendas

Homens-Hora / Ativo Fixo Materiais / Ativo Fixo Salários / Custo Total

Quantidade de Materiais / Homens-Hora Quantidade de Materiais / Homens-Hora

Figura 11 - Estrutura de inter-relações com variações na lucratividade Fonte: Adaptado de Eilon, Gold e Soesan (1976)

Analisando o modelo de Gold, Moore (1989) considera que essa rede de produtividade apresenta uma série de interações, mostrando que uma alteração em qualquer variável, como a produtividade da mão-de-obra, por exemplo, pode ser apenas o resultado passivo de mudanças iniciadas em outro lugar da rede, pela própria natureza das relações existentes entre os indicadores. Por exemplo, a

Jailson Ribeiro de Oliveira PPGEP substituição da mão-de-obra por máquinas adicionais, representa uma diminuição inicial da relação homens-horas por utilização das instalações, resultando numa maior produtividade da mão-de-obra, mesmo se a qualidade desse fator permanecesse inalterada.

Neste sentido, o aumento da produtividade da mão-de-obra poderia significar tanto uma redução nas quantidades de homens-hora, quanto uma redução na quantidade de materiais, mantendo a produção constante. A relação quantidade de materiais por homens-hora diminuiria, desde que a taxa de redução de materiais fosse maior que a taxa de diminuição dos homens-hora, supondo ainda que a substituição inicial de trabalho por máquinas adicionais, não envolveria nenhuma variação nas necessidades específicas de materiais, ou na proporção da capacidade em relação ao ativo fixo.

O modelo de Gold considera, portanto, que as decisões gerenciais, de um modo geral, não podem estar baseadas apenas na minimização de custos totais, dada a importância da taxa de retorno do capital. Para analisar os efeitos reais ou esperados de melhorias tecnológicas, deve-se relacioná-los, de alguma forma, à rede de produtividade de custos, para que sejam analisados os efeitos na lucratividade.

As variações na lucratividade, definidas como lucro/ ativo total, podem ser causadas por interações entre preços médios do produto, custo unitário total, porcentagem utilizada da capacidade, produtividade do investimento fixo (ativo fixo/ ativo total) e sua relação com o ativo circulante. Essa abordagem resulta no seguinte modelo:

Jailson Ribeiro de Oliveira PPGEP Essa equação pode ser decomposta em outros cinco rateios, denominados pelo autor de "índices de controles gerenciais", os quais devem ser utilizados no planejamento e avaliação da capacidade administrativa. Desse modo, os índices que resultam de (1.4), são:

Lucro / Ativo Total = (preço médio - custo unitário médio) × (taxa de utilização) x (produtividade do capital) × (alocação do capital) ( 1.5 )

onde:

preço médio = vendas / saída; custo unitário médio = custo total / saídas; taxa de utilização = saídas / capacidade; produtividade do capital = capacidade / ativo fixo; alocação do capital = ativo fixo / ativo total;

De acordo com este modelo, os esforços para se aumentar a lucratividade não se resumem apenas à reduções de custos. Deve se observar, também, as variações de preços e a porcentagem da utilização da capacidade produtiva. Efeitos prejudiciais das variações dos preços e utilização da capacidade podem neutralizar os ganhos esperados de lucratividade, provenientes da redução de custos.

A figura 11 mostra como os índices de controles gerenciais devem estar integrados com a estrutura de produtividade física, e com a rede de índices de custos, para a montagem de uma estrutura unificada, ressaltando também complexas interações que determinam mudanças na lucratividade.

Uma outra abordagem, desenvolvida por Leontief et al. (1977), considera que a produção e o consumo de não setores (ou indústrias) de uma economia, podem ser representados por uma equação do seguinte tipo:

Jailson Ribeiro de Oliveira PPGEP

( 1 ij ) xij - Xi = 0 (1.6)

para j = 1, 2, ..., n, onde:

Xj = produto líquido do setor (ou indústria), dado pelo produto total do setor j, menos a soma dos produtos consumidos dentro do próprio setor j;

Xij = produto do setor j consumido pelo setor i;

ij = 0 se i # j, e 1 se i = j

Quando se define aij por i, j = 1,2,..,n, como sendo coeficiente de produção

(ou input coeficiente do produto do setor i dentro do setor j), uma função de

produção é introduzida da seguinte forma:

Xij = aij / Ai A'j (1.7)

para i, j = 1, 2, ..., n.

Melhoramentos na produtividade, e portanto, mudanças na relação entre Xi e Xij, devem ser refletidos pela designação adequada de valores para Ai e A'j, nos períodos posteriores. Considerando essa abordagem, pode-se substituir a equação (1.7) em (1.6), de modo a obter-se:

( 1 - ij ) aij / Ai A'j ( Xi - Xj ) = 0 (1. 8)

para j = 1, 2, ..., n.

Conceitualmente, Ai designa o coeficiente de produtividade da indústria i, e Ai indica o coeficiente de produtividade da mercadoria i. Então, se Ai aumenta, significa que, para produzir cada unidade de Xi, necessita-se menos recursos de outras indústrias. Por outro lado, se Ai permanece o mesmo, mas Ai aumenta,

Jailson Ribeiro de Oliveira PPGEP significa que cada unidade de produto da indústria i tornou-se mais eficiente, assim como as outras indústrias podem fazer o mesmo trabalho com menos quantidade de Xi.

Dogramaci apud Severiano Filho (1999) argumenta que a potencialidade do modelo de Leontief, na análise de interdependências complexas entre diferentes setores de uma economia, revelou-se tão atrativa que, apesar das suposições definidas na equação (1.7), em um certo período de tempo suas aplicações se espalharam por um grande número de países.

O estudo de mudanças tecnológicas e seus efeitos sobre a produtividade, é apenas um dos muitos propósitos para os quais o modelo tem sido utilizado. Um outro exemplo de sua aplicação, é o United Nations Report's (1973), preparado por A.G. Armstrong, onde o valor agregado é expresso em termos de recursos primários de uma economia, no contexto do modelo input-output.

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