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ACPI Objects and Namespace

A.2 ACPI Objects

A.2.6 The _CST Object

4.1- Caracterização dos fragmentos amostrados durante o censo de primatas no município de Viçosa, MG.

1 - F1 (Paraíso): Fragmento de mata com vegetação arbórea heterogênea da paisagem, com delineamento poligonal. Esse fragmento é representativo dos diferentes estágios sucessionais, pois sua vegetação distribui-se de forma irregular por seu relevo, abrangendo os vales e montanhas na sua localização rural. Sua floresta apresenta mata secundária com estratificação definida e formação de três estratos: dossel, sub-dossel e sub-bosque, sendo que esse dossel é superior a doze metros de altura, com frequente ocorrência de árvores emergentes e serrapilheira variando em função da localização. Existência de pequenas propriedades ao entorno, com produção de café, milho e pequenos rebanhos de gado leiteiro. Unidade de Conservação destinada a pesquisas científicas de vários gêneros, sob a responsabilidade da Universidade Federal de Viçosa. Maior fragmento de mata contínua do município de Viçosa. Existência de transectos por todo fragmento, com ocorrências de pontos de observação estratégicos. Existência de estradas de acesso ao Centro de Pesquisas para Educação Ambiental. No interior da unidade de conservação existem pontes e outras construções compondo a paisagem natural.

2 - F2 (Biologia): Mata da Biologia. Fragmento urbano, com restante da área impactada por agricultura extensiva e área agrícola utilizada como prática para aulas técnicas realizadas no Campus da UFV. Possui transectos, com vias pavimentadas, movimento intenso de veículos e pessoas, praticando, principalmente caminhadas.

3 - F3 (Biologia b): Fragmento com vegetação relativamente conservada, árvores com as copas altas, interior da mata de difícil acesso, isolado por habitações, monoculturas e estradas.

4 - F4 (Dendrologia): Fragmento localizado na área urbana. Existência de transectos em toda mata, com intensa presença humana e de cães. Apesar das características do relevo, composição florística e o do uso para fins científicos, o fragmento é frequentado por pessoas que moram nos bairros ao redor, principalmente nos finais de semana, quando as atividades da UFV são monitoradas por pouco servidores.

5 - F5 (Funarbe): Fragmento de mata dentro dos limites da UFV. Edificações e plantio de monoculturas constituindo barreiras geográficas nos limites do fragmento, evidenciando acelerado efeito de borda. Divisa de limites com Acamari I e Campus da UFV.

6 - F6 (Cristais/Veterinária): Fragmento de formato longelíneo, com pouco adensamento vegetal, presença de lianas e palmeiras na borda. Morro que contorna o Departamento de Veterinária da UFV. Estágio médio sucessional. Observação de queimada durante o estudo. Local com reduzidas fontes de recursos alimentares para os animais silvestres. Presença abundante de urubus (Coragypis atratus) sobrevoando o fragmento. Relevo com diferentes níveis de declividade, com a existência de um penhasco localizado na parte oeste do fragmento, significando barreira geográfica. Fragmento com um único transecto que corta todo o fragmento, com perímetro central medindo cerca de 3,6 km. Movimento constante de veículos passando pela encruzilhada na parte norte do fragmento. Presença de seres

humanos, inclusive que acompanham rebanhos de gado pelo interior da mata e pastagens anexas à borda mata.

7 - F7 (Sítio Zootecnia) Fazenda José Lourenço: Paisagem com distribuição heterogênea da vegetação, sendo que a parte superior do relevo (platô) é composta por árvores mais altas, árvores emergentes. Apesar do seu estágio sucessional médio, a vegetação possui grandes espaçamentos entre as árvores, provavelmente devido ao longo histórico de corte seletivo para o uso da madeira. A parte do terreno, que apresenta declividade média próxima a 45 graus, abriga a parte da vegetação que possui estágios sucessionais iniciais e médios e um efeito de borda pronunciado em todo seu redor. De acordo com histórico geográfico do fragmento, parece estar isolado a menos de 35 anos do maciço restante da vegetação do seu entorno. Local é frequentado por seres humanos e outros animais, com grande incidência de poluição sonora. Transectos em todo interior e borda da mata.

8 - F8 (Igreja São Silvestre): Fragmento com as bordas sul e sudeste voltadas para área urbana de Viçosa, próximos ao bairro centro. As demais bordas estão voltadas para zona rural do município. Existência de pastagens, mata de difícil acesso, destituída de transectos, ausência de passagem de humanos dentro da mata. Existência de pequenos sítios ao redor do fragmento. Inclusive, houve a declaração de um dos proprietários quanto à presença de saguis e saúas em determinadas épocas do ano, quando os mesmos foram vistos se alimentando de frutos e folhas existentes na mata.

9 - F9 (Barrinha I): Está entre sete outros fragmentos com tamanho médio de 60 ha. Fragmento sobre relevo ondulado. Presença de apenas um transecto que corta a mata. Vegetação com pouco adensamento entre as árvores. Distribuição heterogênea quanto aos diferentes aspectos do dossel. Árvores emergentes, com espécies que caracterizam tipo de vegetação secundária. Presença de humanos e outros animais com intensidade média.

10 - F10 (Barrinha II): O fragmento encontra-se no estágio sucessional médio. Apesar de existirem poucas árvores emergentes, a paisagem distribui-se de maneira heterogenea, com conexões pouco expressivas. O fragmento está isolado por barreiras geográficas como pastagens e edificações. Local com grande número de transectos dentro da mata, o que permitiu fazer uma abordagem mais efetiva no interior da mesma. Movimentação intensa de seres humanos, pois existem atalhos para a passagem de pedestres e de animais domésticos. Movimentação de cães. Local com frequentes queimadas na época seca do ano, talvez, devido a evidentes atividades religiosas no local.

11 - F11 (Acamari I): Estágio sucessional vegetal avançado. Estratificação definida com formação de três estratos: dossel, sub-dossel e sub-bosque. Dossel superior a 12 metros de altura com ocorrência frequente de árvores emergente. Menor densidade de cipós e arbustos. Sua extremidade noroeste confronta com os muros do Condomínio Acamari I, portanto existe grande movimentação de animais domésticos e de seres humanos.

12 - F12 (Acamari II): Estágio sucessional de vegetação avançado no eixo central do fragmento, estando em estágios médios e iniciais em direção às bordas. Árvores emergentes com copas altas, presença de cipós e lianas em alguns trechos da mata que acompanha a borda. Sua imagem de satélite mostra uma conexão desfeita num curto intervalo de tempo com outros maciços de mata. Separação realizada por plantio de café. Local próximo a grandes lavouras de café e eucalipto.

13 - F13 (São José do Triunfo): Pequeno trecho da mata. Possui árvores emergentes com dossel acima de doze metros. Restante do fragmento pouco expressivo, com vegetação no estágio inicial de recuperação, assim há muito tempo, devido a constantes queimadas durante todo o ano. O fragmento apresenta, conforme suas características histórica/geográfica de ocupação antrópica, um isolamento antigo. A região, como um todo, apresenta uma paisagem de fragmentos muito afastados, sem nenhum tipo de conexão. Presença de seres humanos, talvez pela proximidade do fragmento com a pequena área urbana do São José do Triunfo.

14 - F14 (Urbano - Stº Antonio): Remanescente com apenas 9,78 ha de mata. Presença de bambus. Vegetação no estágio final de existência. Local com estruturas de tijolos, lixo e muito barulho, sendo totalmente inserido na área urbana de Viçosa. A vegetação restante forma uma mata ciliar que protege canaletas de esgotos, outrora denominado córrego Posses. Vegetação pouco expressiva.

15 - F15 (Cachoeirinha): Fragmento pequeno, com apenas 5,22 ha, completamente isolado entre monoculturas e estradas. Aparentemente conserva algumas de suas características edáficas do passado, já que abriga árvores altas. O fragmento teve

sua área reduzida a ponto de não apresentar o efeito de borda pronunciado. Apresenta formato arredondado e vegetação homogênea, com os troncos e copas das árvores aproximadamente com as mesmas medidas. Sofre influência antrópica direta.

16 - F16 (Cachoeirinha/UFV): Remanescente de mata que apresenta diferentes tipos sucessionais de recomposição. Relevo acidentado cercado de vestígios de monoculturas como eucalipto e café. Fragmento completamente isolado. Estágio evoluído de sucessão ecológica. Existem transectos remanescente de uso dos funcionários da UFV e grande atividade de humanos e cães. Na época que foi realizado o estudo, grande movimento e barulho de máquinas, abrindo estradas.

17 - F17(Córrego Paula /Teixeiras): Fragmento de mata com variações nos tipos sucessionais de vegetação, sendo que as bordas apresentam vegetação baixa, com ausência de estratificação definida. Vegetação formando um único estrato, emaranhados. No entanto, a vegetação inserida na parte superior do relevo, onde está o fragmento na sua maior representatividade, apresenta árvores mais altas, com estratificação incipiente e a formação de dois estratos: dossel e sub-bosque. O fragmento possui transectos remanescentes, apresentando larguras de até dois metros. Existe intenso movimento de animais, como bovinos e equinos, distribuídos por toda a área de mata. A paisagem faz parte de um contexto histórico e comum para Mata Atlântica, pois em vários trechos, observa-se o corte seletivo de árvores nativas. Juntamente com o eucalipto, os plantios de monoculturas estão sendo responsáveis por acelerar o processo do efeito de borda nesses locais. Existe

também, sobre esse fragmento, a passagem de linhas de transmissão. Local com elevado índice antrópico.

18 - F18 (Stº André- Fazenda Botafogo): Fragmento que historicamente compunha um maciço que comportava os fragmentos 17, 18 e 19. Mata pouco densa, com tipos diferentes de vegetação sucessional. O fragmento possui árvores altas nos platôs, sendo que a borda sofre um alto nível de antropização, cercado por estradas, rodovias e monoculturas, como café e eucalipto. A área de mata possui grandes clareiras, sendo que esses locais parecem ser usados para chegada de veículos, os quais são responsáveis pelo carregamento de troncos de cafezais e eucaliptos. Movimento constante de pessoas e máquinas. Fragmento de mata possui formato alongado, o que propicia o efeito de borda sobre a flora e fauna.

19 - F19 (Fazenda Botafogo): Menor fragmento amostrado. Aparentemente, estava conectado ao fragmento 18. Encontra-se isolado de qualquer possibilidade de conexão com outros remanescentes da área, pois existem barreiras geográficas em todo seu entorno. Árvores altas no seu interior, apesar do tamanho pequeno do fragmento. Esse pequeno trecho vem sofrendo alterações na sua paisagem, por causa do corte seletivo de árvores em suas extremidades.

20 - F20 (Urbano - Amoras): Fragmento inserido na área urbana, completamente antropizado. Sofre influência direta de diferentes níveis de intervenção humana. Floresta sofreu sucessivos incêndios pontuais, o que parece estar acontecendo há vários anos, devido às características do terreno. O lado do relevo no qual está inserido a vegetação mais expressiva trata-se da área com maior declividade do

terreno. A parte superior desse terreno possui vegetação pouco expressiva, apesar da presença de espécies arbóreas remanescentes, que apresentam características semelhantes à de exemplares mais antigos, presentes em outras regiões do estudo. E possível percorrer por toda a mata em várias direções, devido ao pouco adensamento da sua vegetação.

21 - F21 (Chalé Mundial): Fragmento de mata em estágio sucessional médio. Apresenta características dos fragmentos de mata mais antigos, com estratificação definida e com formação de dois estratos, dossel e sub-bosque. Vegetação heterogênea na maior parte do terreno, sendo cercado por monoculturas (café) e um condomínio (Chalé Mundial). Nesse fragmento existe um único transecto com uma largura superior a dois metros. Presença de seres humanos e outros animais, como cães e equinos. Linhas de transmissão da estação da CEMIG passam sobre o terreno.

22 - F22 (Fazenda Arrudas): Esse fragmento é um dos poucos que, apesar do seu tamanho, representa uma parcela significativa para conservação de algumas espécies arbóreas. Floresta com estratificação definida, dossel superior a doze metros de altura e ocorrência frequente de árvores emergentes. Existem transectos remanescentes, com largura necessária para a passagem de carroças e outros animais. Presença de cães. Local com suas margens voltadas para pastagens, monoculturas e estradas. Local completamente inserido na zona rural da comunidade São João, cerca de 10 km a noroeste da sede do município de Viçosa.

23 - F23 (Nobres): Terceiro maior fragmento em tamanho, com vegetação arbórea mais expressiva nas encostas e próximo aos cursos d’água, sendo que nas partes mais elevadas do terreno, a vegetação forma um mosaico com poucas árvores remanescentes. Aparentemente, a maior parte da vegetação nesses locais encontra- se nos estágios iniciais de recomposição florestal. Fragmento com formato assimétrico, relativamente alongado. Terreno com declividade acentuada e de difícil acesso. Existem transectos no interior da mata, porém, estes estão cobertos por lianas e cipós, o que influenciou na velocidade média da marcha na transecção linear. O fragmento encontra-se isolado de um maciço e esse isolamento está diretamente relacionado com as atividades agrossilvipastoris do local. Existe também a presença de cães e outros animais domésticos.

24 - F24 (Mata do Sr.Nico): este talvez seja o único fragmento representativo de mata primária, com características intrínsecas dessa vegetação. O formato do fragmento é levemente arredondado, sendo que a vegetação mais expressiva encontra-se na parte central. Esta porção abriga três estratos bem definidos: dossel, sub-dossel e sub-bosque, sendo que o dossel é superior a doze metros de altura, com frequente ocorrência de árvores emergentes e serrapilheira, variando em função da localização. No entanto, as bordas dessa mata, encontra-se no estágio inicial de sucessão ecológica, com ausência de estratificação definida, predominância de indivíduos jovens de espécies arbóreas, arbustivas e cipós, formando um adensamento (paliteiro) com altura de até 5 (cinco) metros. O local é usado também como centro de desenvolvimento de pesquisas científicas da UFV, portanto existe o movimento de pesquisadores da referida instituição e também

funcionários da propriedade anexa. O fragmento está isolado e cercado por várias barreiras geográficas da própria paisagem

4.2- Fauna de primatas neotropicais na região do estudo

As coletas compreenderam as estações seca e chuvosa e, foram realizadas entre os meses de abril 2011 a março 2012, totalizando 274,6km de trilhas percorridos em 113 dias, ou (1.130 horas) de coleta de dados. A amostragem contemplou vinte e quatro (24) fragmentos florestais, com áreas que variam entre 5,22 ha (Cachoeirinha) e 389,12 ha (Paraíso; Tabela 1). O censo tinha início às 07:00 hs e era finalizado aproximadamente as 17:00hs (desconsiderando o horário de verão), em média duas vezes por semana.

Foram identificadas quatro espécies puras de primatas neotropicais e também formas híbridas (Tabela 2). Esses grupos de animais estão distribuídos em três famílias; Callithrichidae (Callithrix), Pitheciidae (Callicebus) e Atelidae (Alouatta). Os animais estão distribuídos em diferentes fragmentos no município, sendo que os da espécie Callicebus nigrifrons foram os mais abundantes, presentes em vinte e um fragmentos amostrados. Apesar do registro visual negativo da espécie nos fragmentos intitulados Chalés Mundial e Acamari II, foi registrado a vocalização dessa espécie, permitindo-nos inferir a existência da mesma. No entanto, o bugio ou barbado (Alouatta guariba clamitans), obteve o menor registro, sendo localizado em apenas um dos vinte e quatro fragmentos amostrados. Dentre os animais pertencentes à família dos Callitrichidae, Callithrix sp (forma híbrida) apresentou maior distribuição nos fragmentos, verificada em onze fragmentos. O C. penicillata e C. jacchus, foram identificados respectivamente em nove e três dos fragmentos amostrados.

Figura 19 – Primatas avistados em Viçosa, MG. (A) Allouata guariba clamitans, registrado no fragmento 22 (Fazenda Arrudas); (B) Callithrix penicilata, fragmento 6 (Cristais/ Departamento de Veterinária UFV); (C) Forma hibrída de Callithrix, registrado no fragmento 2 (Mata da Biologia); (D) Callithrix jacchus, registrado na Mata do Paraíso, juntamente com outros animais hibrídos, compondo um grupo misto de Calithrichideo e (E) Callicebus nigrifrons, registrado na Mata da Dendrologia.(Fotos:AntônioMarcosPereira,2012).

Tabela 2 - Relação das espécies de primatas identificadas no município de Viçosa - MG, nos respectivos fragmentos. Espécies

Fragmentos amostrados

Callithrix penicillata Callithrix jacchus Callithrix sp. Callicebus nigrifrons

Alouatta guariba clamitans Total 1 Mata do Paraíso x x x X 4 2 Mata da Biologia x x X 3 3 Mata da Biologia x X 2 4 Mata Dendrologia x x X 3 5 Mata Funarbe x x X 3 6 Cristais/Veterinária x x 2 7 Sítio Zootecnia x X 2

8 Igreja São Silvestre X 1

9 Barrinha I X 1

10 Barrinha II x X 2

11 Acamari I x x x X 4

12 Acamari II x x x X 4

13 São José Triunfo X 1

14 Urbano, Stº Antonio 0 15 Cachoeirinha/UFV 0 16 Cachoeirinha/UFV X 1 17 Córrego Paula/Teixeiras X 1 18 Stº Andre/Faz.Botafogo X 1 19 Stº Andre/Faz.Botafogo X 1 20 Motel Amoras X 1 21 Chalés Mundial X 1 22 Fazenda Arrudas X X 2 23 Nobres cima x X 2 24 Mata Sr.Nico x X 2 Total 9 3 10 21 1

4.3- Levantamento por transecção linear

A espécie com maior número de registros foi o Callicebus nigrifrons, com trinta e seis avistamentos (n=36), distribuídos em vinte e um fragmentos, dos vinte e quatro amostrados. Em seguida, o grupo do Callithrix sp. com vinte e um (n=21) avistamentos, C.penicillata com dezessete (n=17) avistamentos, C. jacchus com quatro (n=4) e, o grupo de Alouatta guariba clamitans foi o que obteve o menor número de avistamento, com apenas dois (n=2), sendo avistado somente no Fragmento (22) vinte e dois (Fazenda Arrudas).

Além dos avistamentos das formações comuns dos grupos de primatas, foi realizada também a contagem dos avistamentos de grupos com formações mistas, ou seja, grupos compostos por espécies de primatas puras e formas híbridas do gênero Callithrix, com suas respectivas formações (Tabela 5), totalizando dez avistamentos (n=10), registrados em sete fragmentos amostrados, sendo estes: Mata do Paraíso, Mata da Biologia, Mata da Dendrologia, Mata da Funarbe, Cristais/Veterinária, Acamari I & II.

Tabela 3 - Características do sistema de transectos e respectivas áreas dos fragmentos amostrados.

Comprimento Distância Fragmentos áreas (ha) transectos

(km) percorrida (km) 1 Mata do Paraíso 389,12 18,3 69,8 2 Mata da Biologia 161,14 5,5 42,7 3 Mata da Biologia 11,05 1,3 2,6 4 Mata Dendrologia 94,90 6,1 11,1 5 Mata Funarbe 93,54 3,7 5,8 6 Cristais/Veterinária 81,82 3,3 6,6 7 Sítio Zootecnia 34,66 4,3 8,6

8 Igreja São Silvestre 8,69 3,3 6,6

9 Barrinha I 68,72 2,6 5,2

10 Barrinha II 80,54 3,7 11,1

11 Acamari I 19,50 2,2 4,4

12 Acamari II 49,61 2,7 5,4

13 São José Triunfo 16,47 5,1 10,2

14 Urbano, Stº Antonio 9,78 2,8 5,6 15 Cachoeirinha/UFV 5,22 1 2 16 Cachoeirinha/UFV 23,68 3,6 7,2 17 Córrego Paula/Teixeiras 50,75 4,2 12,6 18 Stº Andre/Faz.Botafogo 25,44 1,8 5,4 19 Stº Andre/Faz.Botafogo 5,86 0,8 1,6 20 Motel Amoras 16,29 1,1 2,2 21 Chalés Mundial 30,18 2,6 5,2 22 Fazenda Arrudas 64,0 3,1 9,3 23 Nobres cima 134,52 7 28 24 Mata Sr.Nico 31,28 1,8 5,4 Total 1.564,03 91,9 274,6

De acordo com o descrito na metodologia, a contagem dos animais foi realizada com base no número registros em cada transecto (Tabela 4). A posteriori esse número de avistamentos foi utilizado para o cálculo da densidade, sendo que os registros foram realizados no interior e borda das formações florestais, com o objetivo de amostrar ao máximo a heterogeneidade ambiental de cada fragmento.

Tabela 4 - Número de avistamentos de primatas neotropicais registrados durante as transecções lineares realizadas nesse estudo. Espécies

Número de avistamentos Fragmentos

Callithrix penicillata Callithrix jacchus Callithrix sp. Callicebus nigrifrons Allouata guariba clamitans Total

1 Mata do Paraíso 6 2 4 7 19 2 Mata da Biologia 1 7 7 15 3 Mata da Biologia 1 1 2 4 Mata Dendrologia 3 1 2 6 5 Mata Funarbe 2 1 2 5 6 Cristais/Veterinária 1 2 3 7 Sítio Zootecnia 1 1 2

8 Igreja São Silvestre 0

9 Barrinha I 1 1

10 Barrinha II 1 1 2

11 Acamari I 1 1 1 2 5

12 Acamari II 1 1 1 3

13 São José Triunfo 1 1

14 Urbano, Stº Antonio 0 15 Cachoeirinha/UFV 0 16 Cachoeirinha/UFV 1 1 17 Córrego Paula/Teixeiras 2 2 18 Stº Andre/Faz.Botafogo 1 1 19 Stº Andre/Faz.Botafogo 1 1 20 Motel Amoras 1 1 21 Chalés Mundial 1 1 22 Fazenda Arrudas 2 2 4 23 Nobres cima 2 3 5 24 Mata Sr.Nico 2 1 2 Total 18 4 21 36 2 80

4.4- Formação dos grupos mistos de primatas

Durante a realização do levantamento da primatofauna em fragmentos florestais no município de Viçosa-MG, foi possível verificar formações mistas entre as diferentes espécies e suas formas híbridas, para o gênero Callithrix.

A formação de grupos mistos com a presença de híbridos pode representar uma estrutura estável, porém a formação de grupos mistos com espécies puras, podem apenas significar encontros oportunos na busca por alimentos ou forrageamento durante os deslocamentos dos grupos específicos de primatas.

Tabela 5 - Categoria de formação dos grupos mistos de primatas, correspondente a número de indivíduos especifícos, nos respectivos fragmentos florestais no município de Viçosa, MG.

* Tratam-se de dois grupos; sendo para Formação 2: (2 C.penicillata + 4 C.sp) e (1 C.penicillata + 4 C.sp); Formação 3: (1 C.penicillata+ 3 C.jacchus) e (5 C.penicillata+3 C.jacchus).

4.5- Abundância de primatas

Apesar do número reduzido de avistamentos por espécie nos respectivos fragmentos, foi possível estabelecer uma taxa de avistamentos de grupos por espécie a cada 10 km percorridos, sendo que as com o maior número de avistamentos foram: Callithix sp. e C.nigrifrons, com sete avistamentos cada (Tabela 6). Para Callithrix.sp esse valor foi contabilizado apenas na Mata da Biologia, e para

Formação 1 Formação 2 Formação 3

Fragmentos C.penicillata x C. jacchus x C.sp C.penicillata x C.sp C.penicillata x C. jacchus Total 1 (2-1)* 4 (1-5)* 3 16 2 2 4 6 4 1 1 2 5 3 1 4 6 3 2 5 11 7 3 1 11 12 3 2 1 6 Total 10 5 2 12 12 6 3 50

a espécie C.nigrifrons foi contabilizado o mesmo número de avistamentos para os fragmentos 1 (Mata do Paraíso) e 2 (Mata da Biologia), dentre os vinte quatro fragmentos amostrados.

Tabela 6 - Taxa de avistamentos de grupos de primatas/10km percorridos no município de Viçosa, MG.

* Total de indivíduos registrados isoladamente e/ou participantes na formação de grupos mistos.

Taxa de avistamentos de grupos (indivíduos) por 10 km percorridos

Fragmentos Callithrix penicillata Callithrix jacchus Callithrix sp. Callicebus nigrifrons Allouata guariba clamitans Grupos mistos

1 Mata do Paraíso 1,2(6,5) 6* 0,9(4,3) 1(2,7) 0,5(23) 2 Mata da Biologia 0,4(2,3) 3,0(16,8) 1,6(5,3) 0,2(3) 3 Mata da Biologia 7,6(38,5) 3,8(11,6) 4 Mata Dendrologia 2,7(13,5) 1,8(9) 1,8(6,3) 0,9(2) 5 Mata Funarbe 5,1(31) 1* 10,3(15,5) 1,7(2) 6 Cristais/Veterinária 2* 4,5(29,6) 1,5(2,5) 7 Sítio Zootecnia 1,1(3,5) 3,4(8,7) 9 Barrinha I 3,8(11,6) 10 Barrinha II 1,5(1,3) 0,9(1) 11 Acamari I 7* 3* 1* 4,8(9,7) 2,4(11) 12 Acamari II 3* 3,7(14,8) 1* 1,8(6)

13 São José Triunfo 0,9(1,9)

16 Cachoeirinha/UFV 1,3(1,4) 17 Córrego Paula/Teixeiras 1,5(3,1) 18 Stº Andre/Faz.Botafogo 1,8(5,5) 19 Stº Andre/Faz.Botafogo 6,2(19) 20 Motel Amoras 4,5(9,0) 21 Chalés Mundial 1,9(5,8) 22 Fazenda Arrudas 2,1(4,3) 3,2(16,1) 23 Nobres cima 0,3(1) 1,4(2,8) 24 Mata Sr.Nico 3,7(22,2) 1,8(5,6) Total 11,2(55,6) 3,7(14,8) 22,6(123,9) 54,8(130,8) 3,2(16,1) 9(49,5)

4.6- Densidade de primatas

As densidades das espécies de primatas foram calculadas segundo os