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Critical assessment of regression analysis based on

6. Economic perspectives and quantitative analyses of

6.6 Critical assessment of regression analysis based on

Com o objetivo de fundamentar, neste trabalho, a análise que discorre sobre o modo como o tema do fracasso escolar vem sendo incorporado nas pesquisas que tratam da relação da juventude com a educação considero necessário, em um primeiro momento, explicitar a forma como a juventude é apreendida enquanto categoria analítica que possibilita aprofundar nosso conhecimento sobre as relações entre as masculinidades e o desempenho escolar.

A tarefa de conceituar juventude consiste em enfrentar o desafio teórico e político de adentrar em um terreno impregnado por representações sociais conflitantes e distintas. Segundo José Machado Pais (1990), juventude é uma categoria socialmente manipulada e manipulável, de acordo com os interesses em voga tanto no cenário acadêmico quanto na sociedade civil.

No entanto, afirma o autor, antes de trabalharmos com os critérios de manipulação da juventude como categoria analítica e enquanto sujeito, do ponto de vista teórico, o primeiro grande desafio é explorar as similitudes e as diferenças sociais existentes entre os jovens. Em outros termos, impõe-se ao pesquisador como ponto de partida a necessidade de definir se a juventude, como categoria teórica e analítica, será considerada em uma vertente que homogeneíza os diferentes modos de ser jovem, ou se a pesquisa será conduzida na direção oposta, destacando as múltiplas possibilidades de vivência dessa etapa de vida. Na primeira alternativa, juventude tende a ser vista como uma fase de vida que pode ser vivenciada pelos diferentes sujeitos e grupos sociais da mesma maneira. Na segunda, juventude é compreendida não apenas como uma etapa de vida, e é interpretada como uma condição social experimentada por sujeitos jovens de formas completamente distintas. As variações seriam decorrentes das condições concretas de existência material, por exemplo, a condição de classe, mas também como produto das relações raciais, de gênero, étnicas e das formas variadas de afirmação das identidades juvenis.

Era esse treino que gostaria também de exercitar ao propor que a juventude fosse principalmente olhada em torno de dois eixos

semânticos: como aparente unidade31(quando referida a uma fase de

vida) e como diversidade (quando estão em jogo diferentes atributos

sociais que fazem distinguir os jovens uns dos outros). De facto, quando falamos de jovens das classes médias ou de jovens operários, de jovens rurais ou urbanos, de jovens estudantes ou trabalhadores, de jovens solteiros ou casados, estamos a falar de juventudes em sentido completamente diferente do da juventude enquanto referida a uma fase de vida (Pais, 1990, p.149).

Em qualquer uma das proposições, conforme Pais (1990), a juventude é uma construção social que pode ser pensada como um mito, “uma construção social que

existe mais como representação social do que como realidade (p.145)”. As diversas construções sociais sobre a juventude constituem a base das visões mitológicas ou de senso comum que possibilitam segmentar o curso da vida em fases sucessivas, de modo que a etapa correspondente à juventude tende a ser vista de forma singular, parcial e que, muitas vezes, não incorpora o olhar do próprio jovem sobre suas experiências juvenis. Nesse sentido, é preciso desconstruir as elaborações sociais sobre a juventude, que, sob a forma mitológica, tendem a ser consideradas homogêneas. A cientificidade do trabalho de pesquisa decorre dos esforços empreendidos nessa direção, com o rigor metodológico e conceitual que se faz necessário, de forma que “a representação social

da juventude dará lugar a realidade socialmente construída (Pais, 1990, p.146)”. De maneira oposta a essa proposição, a corrente sociológica que apresenta a tendência de interpretação da juventude como um período da vida enfatiza o caráter de transição dessa fase, ou seja, trata-se de uma etapa que marca, evidencia, explicita a passagem da infância para a vida adulta. Em cada uma das pontas desse percurso etário, são selecionados os critérios que evidenciarão o final da condição infantil, o ingresso na condição juvenil e, na sequência, a efetiva inserção dos sujeitos e grupos sociais na vida adulta. Todavia, a ideia da existência de certa estabilidade nesse percurso pouco tem se sustentado na produção acadêmica mais recente sobre juventude, dado o caráter fluido e distinto das diferentes possibilidades de passagem por essa transição. E é nesse sentido que a compreensão da juventude circunscrita à chave interpretativa de passagem por uma fase de vida nada mais é que uma construção social.

Para os objetivos deste estudo a juventude precisa ser pensada, estudada, ouvida, relatada e interpretada em sua condição social, sem que se abandone a tarefa de também

desvelar as representações sociais historicamente construídas sobre os grupos de jovens. As experiências juvenis constituem modos de vida constituídos e vividos por jovens em situações sociais diferentes, ao mesmo tempo em que a sociedade também constrói as suas próprias formas de interpretação sobre os diferentes modos pelos quais os jovens vivem esses percursos.

Enquanto condição social de existência e vivência de uma etapa de vida, a definição de juventude pode ser desenvolvida tendo como base uma série de pontos de partida: faixa etária32, período de vida, contingente populacional, categoria social, geração. Cada uma dessas possibilidades estaria, portanto, vinculada a uma etapa de vida compreendida entre a passagem da infância para a vida adulta. E é assim que certa correspondência a uma faixa etária adquire sentido, mesmo que essa delimitação não ocorra de forma rígida (Abramo, 2005, p.6). Segundo Marília Sposito (2002), o pesquisador não pode isentar-se da responsabilidade de delimitar o objeto de estudo – a juventude – em uma faixa etária específica. Contudo, essa delimitação não precisa ocorrer de forma fixa; na verdade, diferentes estudos poderão trabalhar com faixas etárias diferenciadas, de acordo com a natureza da investigação, proposições teóricas, objetivos e hipóteses a serem confirmadas. Certo grau de flexibilidade também deve constituir o âmago dessa classificação, tendo em vista a necessidade de incorporação dos elementos contextuais, em especial nas pesquisas qualitativas.

Na perspectiva interpretativa da juventude como fase de vida, do ponto de vista biológico, esse período é genericamente definido na sociedade moderna ocidental como aquele em que as mudanças físicas da puberdade se evidenciam (maturação das funções fisiológicas ligadas à capacidade de reprodução), assim como as transformações de natureza intelectual e emocional. A etapa final da vida juvenil tende a ser interpretada como o momento em que se conclui a escolarização, o indivíduo alcança independência financeira, estabelece um domicílio fora da família de origem, inclusive com a concretização de uma união conjugal e a constituição de um novo agrupamento 33.

32 Segundo Sposito (2002), do ponto de vista da faixa etária, para o conjunto da sociedade brasileira há

uma tendência de antecipação da juventude para indivíduos com menos de 15 anos de idade, uma vez que o mundo do trabalho – mesmo que no mercado informal – torna-se a realidade para muitos jovens dos setores populares já no início de sua existência juvenil.

Nesse sentido, é correto afirmar que seriam jovens aqueles que vivem percursos semelhantes até ingressarem na condição de adultos.

Por sua vez, a juventude – como já salientado – também é interpretada tendo como base o conjunto de representações sociais presentes no imaginário coletivo. As múltiplas visões sociais sobre a juventude, embora apresentem a tendência de terem origem no plano do senso comum, muitas vezes acabam sendo incorporadas no discurso acadêmico e político, a ponto de fundamentarem a constituição de diferentes políticas e programas destinados aos jovens, assim como iniciativas da sociedade civil.

De acordo com Abramo (1997), a juventude adquire visibilidade no Brasil nos anos 1960, quando se deu o engajamento de jovens de classe média, do ensino secundário e superior, na luta em oposição ao regime autoritário, “através de

mobilizações de entidades estudantis e do engajamento nos partidos de esquerda; mas também pelos movimentos culturais que questionavam os padrões de comportamento

(p.31)”. É a partir desse momento que se instala uma das representações sociais mais recorrentes sobre a juventude brasileira, ou seja, para determinados setores, as mobilizações políticas desses grupos juvenis passaram a ser vistas sob o rótulo da transgressão, dos comportamentos anômicos, para os quais se justificavam respostas violentas em prol da defesa da ordem política, econômica e moral.

Nos anos 1980, a juventude aparece sob os marcos de um registro patológico – quando comparada à geração dos anos 1960 – com uma caracterização sociológica que a define como individualista, consumista, conservadora e indiferente aos assuntos públicos, apática (Abramo, 1997, p.31).

Nos anos 1990, as representações sociais sobre a juventude são caracterizadas por outros significados a partir da presença de inúmeras figuras juvenis nas ruas. A juventude passa a ser vista novamente como problema e ameaça social, todavia não mais pelo seu engajamento político no questionamento ao regime autoritário, tal como se deu anos 1960, mas agora em função da violência, interpretada de modo frequente como resultado do desregramento e do desvio.

Fruto de uma situação anômala, da falência das instituições de socialização, da profunda cisão entre integrados e excluídos, de uma cultura que estimula o hedonismo e leva a um extremo individualismo, os jovens aparecem como vítimas e promotores de uma “dissolução

do social”. O pânico, aqui, se estrutura em torno da própria possibilidade de uma coesão social qualquer (Abramo, 1997, p.32). Em outro registro interpretativo mais recente “percebe-se o jovem reduzido

apenas ao campo da cultura, como se ele só expressasse a sua condição juvenil nos finais de semana ou quando envolvido em atividades culturais” (Dayrell, 2003, p.41). Associadas a essa imagem convivem outras em que ora a juventude é vista como momento de crise, dominado por conflitos com a autoestima e a personalidade, ora é vista como uma etapa de vida em que ocorre o distanciamento da família, razões pela quais muitos jovens apresentariam comportamentos considerados transgressores da ordem social. Segundo Dayrell (2003), nesses modelos de juventude socialmente construídos, os grupos juvenis tendem a ser interpretados de forma negativa, dada a ênfase atribuída a características – por eles apresentadas – que não corresponderiam a um determinado modelo de ser jovem.

Em contraposição a interpretações pautadas em tais pressupostos, o autor sugere que os jovens sejam vistos como sujeitos sociais, ou seja, como agentes ativos no processo de construção e atribuição de significados de um modo próprio de ser jovem, com base em suas experiências cotidianas concretas. Nesse sentido, mesmo quando apresentam comportamentos violentos, os jovens estariam apresentando à sociedade as mediações e/ou os canais pelos quais lidam assertivamente com as construções sociais sobre suas experiências, suas possibilidades de inserção social e alternativas de ingresso na vida adulta.

No campo das políticas públicas aparecem diferentes representações sociais do conceito de juventude, para além daquela que tende a perceber a juventude apenas como uma etapa de transição, com propósitos políticos que nem sempre incorporam as necessidades especificas de determinados segmentos juvenis, assim como não fundamentam seus objetivos em uma compreensão de juventude que seja capaz de resgatar e destacar o jovem como sujeito social ativo. Boa parte das políticas públicas e ações da sociedade civil ainda trabalham com um paradigma de juventude que a aproxima da noção de adolescência, destacando a condição de transição da infância para a idade adulta. Nesse caso, as políticas sociais geralmente estão voltadas para a área educacional, no mais das vezes em programas complementares à educação regular que, quando destinados aos segmentos populares, procuram ocupar o tempo livre dos jovens (Abramo, 2005). Nessa perspectiva, as múltiplas experiências juvenis são vistas em uma

concepção universalizante de educação fundamentada em uma igualdade que pulveriza as diferenças raciais, regionais, de classe, de gênero, étnicas etc., ou seja, a pluralidade de identidades juvenis que esses condicionantes sociais conformam.

Outro paradigma bastante presente nas políticas públicas destinadas à juventude, além de não reconhecê-la em sua pluralidade, tende a interpretá-la em uma concepção que associa os jovens – especialmente dos setores populares – a uma ameaça social que se explicita em comportamentos de risco e atitudes de transgressão e ruptura com os interesses coletivos. Os jovens seriam vistos – nessa concepção – como aqueles que vivenciam a transição de forma a se constituírem uma ameaça social aos outros segmentos etários e geracionais. O conceito de juventude é associado politicamente a iniciativas de caráter compensatório voltadas aos segmentos da população que apresentam maior vulnerabilidade social em políticas de saúde, justiça ou segurança social (Abramo, 2005, p.21). Dois problemas emergem dessa compreensão: de um lado, as reais necessidades desses grupos juvenis podem deixar de fazer parte da pauta de políticas públicas; de outro, ocorre um processo de estigmatização da juventude pobre, que tende a ser vista na condição de problemática e como uma ameaça permanente à ordem social. Vale ainda destacar que essa concepção predominou na formulação de políticas públicas destinadas aos grupos juvenis nos anos 1980 e 1990, sendo portanto ainda muito recente seu questionamento teórico/conceitual e político.

Em outra perspectiva, nota-se a tentativa de resgate do capital humano juvenil. O jovem é concebido como o principal agente capaz de resolver os problemas de desenvolvimento. O grande destaque é a ideia de retirá-lo da visão estigmatizante de ameaça social, resgatando um protagonismo juvenil que mais uma vez pouco incorpora as efetivas necessidades das múltiplas experiências juvenis, com o risco de se tornarem alvo do interesse público somente na medida de suas contribuições, em detrimento de suas demandas (Abramo, 2005, p.7).

Em uma perspectiva emergente a partir dos anos 1990 em alguns países, a juventude é compreendida como etapa singular de desenvolvimento pessoal e social; portanto, admite-se o jovem como sujeito de direitos, deixando-se de defini-lo por sua incompletude em comparação à idade adulta, assim como por atitudes interpretadas como desvios de comportamento que devem ser alvo de intervenções específicas. No contexto brasileiro, é possível afirmar que essa tem sido a perspectiva mais profícua no

avanço de políticas destinadas às juventudes que procuram atender a dimensão universalizante e, ao mesmo tempo, diversificada das necessidades desses grupos populacionais. Em igual medida, as múltiplas capacidades de contribuição e participação dos jovens podem ser incorporadas, sem que se perca o norte do atendimento de suas necessidades. Segundo Abramo (2005), essa é uma concepção de juventude consolidada no plano da postulação e no debate acadêmico, o que não tem significado sua imediata tradução no campo das políticas públicas e ações da sociedade civil voltadas aos grupos juvenis.

Dessa discussão, entendemos a juventude como parte de um processo mais amplo de constituição de sujeitos, mas que tem especificidades que marcam a vida de cada um. A juventude constitui um momento determinado, mas não se reduz a uma passagem; ela assume uma importância em si mesma. Todo esse processo é influenciado pelo meio social concreto no qual se desenvolve e pela qualidade das trocas que proporciona. Assim, os jovens pesquisados constroem determinados modos de ser jovem que apresentam especificidades, o que não significa, porém, que haja um único modo de ser jovem nas camadas populares. É nesse sentido que enfatizamos a noção de juventudes, no plural, para enfatizar a diversidade de modos de ser jovem existentes. Assim compreendida, toma-se necessário articular a noção de juventude à de sujeito social (Dayrell, 2003, p.42).

De acordo com o autor acima mencionado, essa visão ampliada e diversificada de juventude, embora ainda não plenamente consolidada nas políticas públicas, se deve à maior visibilidade das culturas juvenis dos setores populares. Suas atuações e linguagens variadas no plano da cultura, do lazer, do cotidiano, da vida comunitária, da vida estudantil trazem para a cena pública as questões que os afetam, que os preocupam e suas necessidades específicas. Esses jovens assumem a condição de atores sociais e fazem uma leitura de mundo que inclui, além do desemprego e da dificuldade de estruturar perspectivas positivas de vida, a necessidade de lidar com novos modos de exclusão material e simbólica e o desejo de ganhar espaços de afirmação identitária. Com sua atuação, procuram assegurar as possibilidades de circular pelo espaço urbano e conquistar condições de vivenciar suas próprias formas de expressão e diversão, em um enfrentamento constante da concepção que tende a considerar a juventude como etapa de transição, cujas principais manifestações caracterizam-se por comportamentos desviantes que consolidam a noção de que a juventude representa uma ameaça à ordem social.

Nesse sentido, o reconhecimento da pluralidade e da importância de considerar o jovem na sua condição de sujeito da própria história representa a necessidade constante de superação dessa visão de juventude pobre sempre inserida na condição de risco, cabendo à sociedade executar ações de contenção de seus comportamentos ameaçadores, assim como a tarefa de preveni-los por meio de ações que contemplam a formação e a ocupação do tempo livre.

Assim também, a aceitação do caráter plural das diversas experiências juvenis coloca pesquisadores(as) diante do desafio de pensar em que momentos as políticas públicas e as ações voltadas às juventudes devem ser universalizantes e quando o foco das intervenções deve se pautar pela contemplação de necessidades sociais específicas. Trata-se, sobretudo, de propiciar “o direito à juventude” no interior de cada grupo juvenil.

Por que trabalhar com o conceito de juventude?

Os estudos sobre as questões que afetam a juventude caracterizam-se por uma constante confusão entre os conceitos de adolescência e juventude, por força dos paradigmas teóricos do campo da Psicologia. Essa confusão conceitual também pode ser vista como produto do fato de que os dois conceitos têm como fundamentos básicos um mesmo tripé: as transformações biológicas que sinalizam o final da infância, mudanças nas estruturas de pensamento e a constituição de processos identitários diferenciados dos já vivenciados na condição de criança.

Em relação aos três aspectos acima mencionados, pesquisadores(as) que trabalham com o conceito de adolescência tendem a destacar as mudanças de caráter biológico. Nessa perspectiva, considera-se que a adolescência estende-se do início da puberdade até a maturidade reprodutiva completa, quando o organismo é capaz de produzir todas as condições necessárias à geração de uma nova vida: fertilização, concepção, gestação e lactação. Nessa concepção, a adolescência pode ser definida como um vir-a-ser, ou seja, uma etapa de transição e/ou ainda um período de moratória e preparação para a vida adulta.

Por sua vez, pode-se afirmar que os estudos que têm como eixo de investigação a adoção do conceito de juventude, embora possam também enfatizar as mudanças acima citadas, também podem destacar as mudanças cognitivas, assim como o caráter

cultural existente nas novas experiências juvenis. Segundo Abramo (2005), é nessa etapa de vida que o jovem vive mais intensamente a força dos processos identitários individuais, coletivos e sociais.

As mudanças cognitivas, por sua vez, estão vinculadas a uma compreensão mais profunda de si mesmo, possibilitando a diferenciação do eu, ao mesmo tempo em que pode ocorrer uma identificação coletiva com os que são da mesma geração e que, portanto, enfrentam – na esfera coletiva e individual – dilemas semelhantes aos vividos pelo eu diferenciado. O jovem também se depara com um conhecimento mais amplo do contexto social em que está inserido, fator que lhe possibilita aceitar e/ou negar os princípios da ordem social em que vive.

O processo de constituição de identidades juvenis pode implicar assumir identidades culturais próprias desses segmentos populacionais, tanto no plano individual como no coletivo. Portanto, diferentemente do observado no universo infantil, pode-se inferir que o jovem tem condições de manifestar mais autonomia na definição das identidades e na escolha das formas de expressão dessas identidades – por exemplo, pela música, pela dança, pela arte, pelo estilo de vida, por uma indumentária específica, por atitudes de menor ou maior conformidade à ordem vigente etc.