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CRITERIS PER INVENTARIAR SEGONS EL VALOR I LA NATURALESA DEL BÉ MOBLE

In document Pressupost UIB 2017 (sider 142-146)

Universitat de les Illes Balears

PROCEDIMENT PER A LA GESTIÓ DE L’INVENTARI DE BÉNS MOBLES

5. CRITERIS PER INVENTARIAR SEGONS EL VALOR I LA NATURALESA DEL BÉ MOBLE

A palavra linguagem pode ser entendida como um sistema de combinação de símbolos arbitrários a fim de produzir um número infinito de enunciados que tenham significados (HOCKENBURY; HOCKENBURY, 2003). O principal objetivo da linguagem é a comunicação que por sua vez consiste em expressar informações de forma significativa, de modo que possam ser entendidas por outros. A linguagem constitui-se em fundamento da cultura e foi por seu intermédio que o homem se mostrou capaz de escapar à morte e se perpetuar (VILLALOBOS, 1986). Sabe-se que a linguagem humana não corresponde a um tipo único de comunicação, podendo ser entendida como um todo coeso, composto por partes que se interligam de forma mútua. A linguagem necessita da utilização de símbolos que podem ser sons, gestos e palavras escritas. Existem palavras que se assemelham a outras quanto ao significado, algumas possuem pouca ou nenhuma relação, enquanto novas palavras podem ser inventadas. Pelo uso da palavra, a linguagem humana transforma o homem em um ser particular dentro do reino animal.

Ao longo do tempo histórico, a comunicação humana via palavras vem sendo estudada por diferentes áreas. O resultado destas investigações é uma série de propostas teóricas formuladas por vários campos do saber científico, e cada qual, ao seu modo, buscou olhar para o assunto por um prisma diferente. Um exemplo é o interesse crescente pelos estudos na área da semântica, que faz parte de uma teoria semiótica mais ampla sobre o comportamento significativo e simbólico. No entanto, o âmbito de investigação dos estudos lingüisticos engloba elementos e fatores fundamentais a uma situação de comunicação, se estendendo do texto ao contexto, tendo como fim último entender a interpretação. A linguagem verbal, em geral, é vista como característica complexa, possuidora de um papel crucial principalmente na constituição da cultura.

Para Chomsky (1998) o homem possui um tipo peculiar de organização intelectual que se caracteriza por ser um mecanismo ilimitado quanto ao seu alcance e utilização. Esta característica envolve inicialmente aspectos relativos à linguagem humana, principalmente em relação àquela que envolve a utilização de palavras. Além disso, para que sejam usadas, tanto gramaticalmente quanto cognitivamente, é necessário que as palavras estejam divididas e associadas a categorias que podem ser flexibilizadas e utilizadas em contextos apropriados e diferentes.

Assim, pela utilização de palavras, uma infinidade de objetos, fatos, pessoas e mesmo estados internos podem ser nomeados e principalmente comunicados. Ao comunicarem sobre estados internos, as palavras podem se referir às emoções e estudar tais palavras pode possibilitar meios para a compreensão do comportamento humano, principalmente aspectos que dizem respeito ao comportamento verbal. No entanto, estudos referentes às emoções são tão numerosos quanto a própria vida emocional, além de que estudar aspectos referentes às emoções não é tarefa simples, visto que a emoção não corresponde a uma única categoria de fatos e não depende de uma única variável.

Na relação possível entre emoções e linguagem, percebe-se que as palavras utilizadas para nomear emoções podem variar de acordo com as culturas e as línguas, fazendo com que uma palavra que se refere a uma emoção em uma língua não tenha sentido ou correspondência em outra. Este fato não implica dizer que a emoção não exista naquela população, mas que a sua expressão por meio de uma palavra-rótulo não recebe o mesmo tipo de codificação conceitual.

Uma outra complexidade em se realizar estudos sobre emoções é que mesmo dentro de uma mesma categoria emocional, existem populações que não possuem palavras em seu vocabulário para se referirem a variações de intensidade emocional (CACIOPPO; GARDNER, 1999; MESQUITA; FRIJDA, 1992; RUSSELL, 1991, 2003). Sobre este tópico, Russell (1991) aponta estudos com diferentes populações, citando por exemplo que muitas línguas contêm palavras similares àquilo que se entende por emoção, mas que em outras línguas e culturas podem não ter o mesmo sentido. Russell (1991) cita ainda, como exemplo, o fato dos samoanos não terem palavras para descrever os diferentes estados emocionais, no entanto, possuem a palavra “lagona” que agrupa em seu significado todos os termos referentes a sentimentos e sensações tal como são entendidos em outras línguas. Assim, as limitações da língua influenciam na forma como as emoções são comunicadas sendo os significados culturais responsáveis pela

construção das emoções e por tudo a elas relacionado. Acredita-se também que as limitações da língua traduzem ou influenciam a forma como os estudos relativos a emoções são realizados naquela cultura que a utiliza.

Geertz (1978, citado por GONDIM; SIQUEIRA, 2004) afirma que o homem está envolto em uma rede de significados construídos culturalmente e é através desta estrutura que palavras que descrevem estados afetivos são inventadas, eventos são vivenciados, sentimentos são expressos e é possível aprender a conviver e lidar com as incertezas da vida. Na visão convencional de comportamento relacionado à linguagem, as palavras e sentenças são dotadas de significado que é passado do falante ao ouvinte por meio de verbalização.

Segundo Baum (1999) consultar um dicionário perante uma palavra nova e desconhecida é obter um resumo de como a palavra é, o que significa e como pode ser usada. Assim, o contexto determina o significado, além de que o próprio significado de um nome é o contexto e as conseqüências de sua ocorrência. Especificamente quanto ao uso das palavras que se referem a emoções, ao comunicarem a informação verbal relevante, estas palavras possibilitam a identificação do perigo, expressam e informam sobre estados internos, falam sobre eventos comportamentais das pessoas e ajudam-nas a melhor orientarem suas ações em relação aos outros, a si mesmas e ao ambiente circundante.

Possibilitando a identificação do perigo, seja por palavras e/ou ações, as emoções exercem um importante papel na manutenção e sobrevivência da espécie, na construção histórica, no desenvolvimento humano e no ajustamento social, tornando-se fundamentais para a existência humana (GONDIM; SIQUEIRA, 2004). As emoções são também, importantes moduladoras das memórias individuais e coletivas, possibilitando significar e entender aquilo que cada indivíduo tem de mais relevante e especial em sua própria história pessoal.

CAPÍTULO 2

2.1. SURGIMENTO, REPRESENTAÇÃO E PROCESSAMENTO DA INFORMAÇÃO

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