4 Case Studies: Four Main Types of jihadi Terrorist Cell Financing in Europe
4.3 Criminal Activities: Mohammed Merah
O transporte, segundo Faria e Costa (2005), “é considerado como um fator dos subprocessos mais relevantes da logística”, seja ele local, nacional ou internacional. Muitas empresas conseguem um diferencial competitivo no mercado utilizando de forma correta os diversos tipos de transporte, porém sua eficiência está diretamente ligada à satisfação do cliente e à minimização dos custos.
Ainda de acordo com Faria e Costa (2005), as despesas com transporte deveriam ser analisadas sob duas óticas: a do usuário (contratante) e a da empresa operadora (que possui frota própria). Na ótica do usuário, quando a empresa terceiriza as operações de transporte, os custos de transporte são variáveis. Na ótica da empresa operadora, os custos de transporte têm uma parcela fixa e outra parcela variável. Porém, independente de uma operação ser própria ou terceirizada, deve-se buscar sempre a otimização do transporte por meio de economias nos
custos. Segundo Bowersox e Closs (2001, apud Faria e Costa, 2005), despesas com transporte são influenciadas basicamente pelos seguintes fatores econômicos:
Distância – é o que tem maior influência no custo, pois afeta os custos variáveis. Embora a relação custo/distância seja considerada linear, ou seja, quanto maior a distância maior o custo, o custo de frete por quilômetro rodado diminui, pois os custos fixos permanecem inalterados.
Volume – segue o princípio da economia de escala, ou seja, o custo do transporte unitário diminui à medida que o volume da carga aumenta. Com carga consolidada e ocupação completa do veículo, tem-se uma diluição dos custos por unidade transportada.
Densidade – é a relação entre peso e volume e incorpora considerações de peso a ser transportado e espaço a ser ocupado. Um veículo, normalmente, é mais restrito quanto ao espaço do que quanto ao peso. Em termos logísticos, para melhor aproveitamento da capacidade do veículo, deve-se aumentar a densidade da carga.
Facilidade de Acondicionamento – refere-se às dimensões da carga e de como estas dimensões possam afetar o aproveitamento do espaço do veículo. Produtos com tamanhos ou formas não padronizadas levam ao desperdício de espaço, o que gera custos desnecessários.
Facilidade de Manuseio – Para agilizar e facilitar a carga e descarga, podem ser utilizados equipamentos especiais que, também, afetam o custo de manuseio/movimentação.
Responsabilidade – o grau de responsabilidade está relacionado à questão do risco e incidência de reclamações, contemplando as características da carga a ser transportada, tais como: suscetibilidade de avarias (vidros), de combustão ou explosão espontânea, riscos de deterioração (alimentos, frutas) e produtos com alto valor agregado (eletrônicos).
Mercado – os custos de frete são influenciados por fatores de mercado, tais como sazonalidade das movimentações dos produtos, intensidade e facilidade de tráfego, nacional e internacional, origem destino (mercados consumidores x mercados produtores), entre outros. A existência de cargas de retorno, por exemplo, pode reduzir o custo do frete por unidade de peso, se isso não ocorrer o veículo volta vazio e o custo de retorno irá onerar o custo da viagem inicial.
40 Figura 03 – Relação distância x volume (Tabela de Frete Progressiva)
Fonte: Elaboração Própria (2014).
O fator econômico de mercado pode ser considerado o principal determinante para a formação do valor relacionado ao transporte, pois é o único que relaciona a oferta e demanda de cargas e veículos. Caixeta-Filho (2001) afirma que na microeconomia tradicional a oferta é definida como a quantidade que os produtores estão dispostos a oferecer no mercado, dado um determinado preço. Nesse caso podemos fazer uma analogia caracterizando as empresas e autônomos ofertando seus serviços e caminhões. Já demanda é a quantidade de um bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir dado preço definido pelo mercado. Nesse caso temos a figura do contratante do transporte como demandante. O ponto de equilíbrio da oferta e demanda para o transporte de cargas é definido pelo mercado e conhecido como frete, porém até sua valoração final o frete é subdivido em diversos componentes.
De acordo com a NTC (Associação Nacional do Transporte de Cargas, 2001) os componentes do frete são:
Frete Peso – é a parcela da tarifa de frete que tem por finalidade remunerar o transporte do bem/produto do ponto de origem ao ponto de destino. Ele inclui tanto os custos diretos como indiretos e também a taxa de lucro operacional do transportador. O frete peso está diretamente relacionado aos fatores distância e volume da carga. Frete Valor – comumente chamado de ad-valorem, o frete valor é proporcional ao
valor da mercadoria transportada e tem como finalidade resguardar o transportador dos riscos de acidentes, avarias e roubos envolvidos em sua atividade. O frete valor é cobrado através de uma alíquota pré-definida, varia de acordo com a região do transporte e com o tipo de produto. Geralmente é utilizado para custear as despesas com apólices de seguros e está relacionado ao fator responsabilidade da carga.
DISTÂNCIA
Km FRETE PESO
De Até 250 kg1 até 251 até 500 kg 501 até 750 kg até 3 ton751kg 3 até 8 ton 15 ton8 até Acima de 15 ton
1 100 101 200 201 300 301 400 401 500 501 600 601 700 701 800 801 900 901 1000
Quanto menor a distância e maior o peso,
mais barato o frete
Quanto maior a distância e menor o peso,
GRIS – abreviação de Gerenciamento de Risco, o componente também é proporcional ao valor da mercadoria transportada e cobrado através de alíquota pré- definida para cobrir despesas com rastreamento, aparelhos de comunicação via satélite e centrais de monitoramentos. Todo esse cuidado é no intuito de preservar a carga contra roubos e está relacionado ao fator responsabilidade.
Pedágio – a cobrança do pedágio é um simples repasse do transportador para o embarcador das despesas com pedágios em rodovias cuja cobrança é obrigatória. A lei 10.209 tornou obrigatório o fornecimento do vale-pedágio ao carreteiro e o pagamento das despesas ao embarcador.
Taxas – destinam-se a remunerar os serviços adicionais necessários à prestação dos serviços. Existem as taxas de coleta e entrega, taxa de emissão de conhecimentos de transporte, taxas específicas para transporte em áreas com tributação diferenciada, como por exemplo, na Zona Franca de Manaus, entre outras.
Com a conclusão de mais este capítulo, finaliza-se a parte introdutória sobre a cultura da soja no Brasil e os principais conceitos utilizados sobre logística, criando assim um
background para que possamos entrar no assunto principal do trabalho, o impacto dos custos
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