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Cracking the Fuzzy Commitment for Iris Recognition

5. Evaluation of Template Protection for Iris Recognition 62

5.2. The Fuzzy Commitment Scheme for Iris Recognition

5.3.4. Cracking the Fuzzy Commitment for Iris Recognition

Figura: 17; Máscara trágica

Fonte: portaldoprofessor.mec.gov.br Figura: 14; maquiagem - Katakali

As máscaras com finalidades cênicas são, de acordo com Jansen (1952, p; 3-20), originárias da Grécia. Inicialmente, sob forma tosca e rudimentar, elas eram feitas de folhas, fibras naturais, madeira ou argila. Posteriormente é que passaram a ser feitas de couro ou com tela endurecida por camadas espessas de cera de abelha.

No teatro grego, o uso da máscara é parte integrante do espetáculo teatral. Ela define o caráter do personagem, aumenta a estatura do intérprete e amplia a voz do ator. Essas adaptações do rosto do ator para a cena ocorria em outras partes do corpo, tais como ventre e musculatura. Era utilizada uma espécie de “maillot” que unificava todo o corpo. O uso das máscaras tornou-se indispensável à interpretação e familiar ao seu publico que reconhecia o tipo de personagem pela expressão fixada em suas máscaras.

Para Amaral (1961, p; 160) a relevância das máscaras para o teatro Grego

“[...] está também ligada à origem do teatro, pois, para muitos historiadores, o teatro grego teria começado nos rituais a Dionísio, conhecido também como Deus Máscara.”. O ato de mascarar-se permite que o corpo seja recriado em seu duplo

simbólico. Sua forma está na objetividade e relevância de seus gestos.

As máscaras gregas podem ser classificadas em duas grandes categorias – Trágicas e Cômicas. Essas categorias eternizaram-se como símbolo universal do teatro. As máscaras trágicas dispunham de cerca de vinte e oito máscaras: seis para representar anciães; oito, para jovens; onze, para mulheres; e três, para escravos.

Quanto às máscaras cômicas, se dispunha de quarenta e três máscaras: nove para representar anciães; dez, para jovens; três, para mulheres de idade; catorze, para mulheres jovens; e sete, para escravos. Esses personagens estão, às vezes, separados conforme critérios sociais, morais e estéticos, em bons e maus, belos e feios.

Figura: 18; Máscara cômica

A ação dos personagens desenvolve-se, consoante Pereira (1973) nos seguintes episódios: i) Peditório; ii) O nascimento; iii) A luta entre bons e maus; iv) A morte: os bons são derrotados, temporariamente, pelos maus; vi) A ressurreição: o protagonista recobra o vigor físico por intermédio de uma ação maravilhosa; vii) O casamento: o protagonista casa. Na estrutura dramatúrgica do teatro grego, existia a possibilidade de um mesmo ator utilizar várias máscaras durante a peça e com isso representar diversos personagens.

Jansen (1992) diz que em Roma, a máscara era denominada de “larva” ou “persona” que significavam tanto a máscara em si como suas utilidades relativas à estatura, à voz e à expressão. Era confeccionada por habilíssimos artífices e produzia a ilusão de aumentar a voz e a estatura, de definir, em traços fortes, o caráter segundo as feições do rosto. Essa ilusão tornou-se mais forte quando os intérpretes passaram a mudar de máscara, no decurso do espetáculo, de acordo com o assunto.

Em Roma no período do império (27 a.C. - 14 d. C), o teatro torna-se parte integrante da organização politica do estado. Um acontecimento social importante para o povo romano - “panem et circenses3” (pão e circo) – com este lema o governo

torna o espaço de espetáculo, lugar comum para os cidadãos romanos.

Figura: 19; Máscara romane

Fonte: http://www.historiaclasica.com

3 Consistia em oferecer ao povo romano alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas

de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu de Roma), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta.

A máscara apoia o ator em seu desempenho artístico e reforça o caráter psicológico de seu personagem.. O ato interpretativo esta no disfarce, na busca de um olhar outro, os lugares não são trocados, porem a cena transforma o expectador em atuante na subjetividade da criação artística. Assim, as descobertas cenográficas e estéticas do teatro romano marcaram importantes transformações na sua estrutura dramatúrgica de sua época.

Originário da cidade de Constantinopla, o Gothikon era uma apresentação teatral de cunho religioso, interpretado por atores-soldados, que atuavam com máscaras imitativas de animais selvagens e simulavam batalhas sangrentas. Afrescos Romanos datados de 406 D.C registram cenas de atores com indumentárias trágicas e máscaras antropomórficas, contracenando com animais selvagens. O ato de utilizar máscaras de animais em rituais é comum em vários povos do mundo, porém neste caso, seu uso pertencer ao momento lúdico de uma encenação teatral para.

As máscaras encontram-se ainda na Fábula Atelena – espécie de farsa rústica do século II – seus atores usam máscaras grotescas e irreverentes nas suas apresentações improvisadas, seus atores conhecidos por Atelenos, foram a resistiram contra a perseguição da igreja cristã da época. As leis eclesiásticas, conhecidas como epístolas papais, atribuíam as máscaras e a seus personagens mascarados, sendo a própria representação do mal entre os homens. Apesar de toda perseguição cristã, a Fábula Atelena conservou a tradição do teatro popular e consequentemente abriu caminhos para o surgimento da Commedia dell’arte.

O valor simbólico presente no ato do mascaramento expressar a transgressão de desvelar ou revelar lutas politicas entre grupos humanos. Nos cultos pagãos o bem e o mal caminham juntos e compartilham características semelhantes em sua estrutura simbólica. O desejo é o objeto principal na formação desse organismo cósmico – máscara - revelar seus demônios é representar-se no seu cotidiano mítico.