• No results found

Which Country Is Important?

É utilizado para desenvolvimento deste trabalho, o método do estudo de caso, por meio de levantamento de dados. Para Yin (2001), o estudo de caso é a estratégia mais adequada quando se analisa situações contemporâneas e não existe liberdade para se manipular comportamentos cruciais para a pesquisa. Além disso, embora o estudo de caso possa contar com pesquisas históricas, ele também conta com observação direta e realização sistemática de entrevistas. Ainda se diferencia porque apresenta capacidade de lidar com uma abrangente variedade de evidências, tais como documentos, artefatos, observações e entrevistas.

De acordo com Stuart et al. (2002), o primeiro estágio para a construção de um estudo de caso contempla a definição da pergunta de pesquisa e de que forma o estudo contribuirá para a robustez e o desenvolvimento da teoria envolvida. No que se refere à validação da teoria, os estudos de caso exploram as limitações propostas pelos modelos por meio da compreensão e análise de comportamentos fora dos padrões.

Ainda com relação ao primeiro estágio, Stuart et al. (2002) relatam que as principais fraquezas que podem ser encontradas em um estudo de caso estão relacionadas à identificação de qual teoria explica adequadamente o fenômeno estudado; à construção assertiva da pergunta de pesquisa e do referencial teórico, garantindo a abordagem apropriada do estado da arte do tema; à utilização de referências não acadêmicas na pesquisa e; por fim, ao reconhecimento de que o trabalho proposto realmente se constitui de conteúdo que agregará algo novo e utilizável ao tema estudado.

O estágio dois envolve a qualificação do instrumento de pesquisa. O instrumento de pesquisa deverá capturar os dados para uma futura análise, considerando o foco por meio da construção das proposições de pesquisa, demonstrando as características do setor estudado. Neste sentido, sugere-se que o protocolo deva explicitar como os dados estão relacionados com as proposições. Na sequência, estrutura-se as visitas e a coleta de dados e, por último, procede-se à documentação das evidências, que é a relação de documentos que auxiliaram na descrição do estudo de caso (STUART ET AL., 2002).

O objetivo do estágio três, de acordo com Stuart et al. (2002), é de relatar “como” foi realizada a pesquisa. Neste quesito, o protocolo de realização do estudo de caso é importantíssimo para a garantia da qualidade. Neste ponto, detalha-se todo o processo de apresentação da empresa, como foram realizadas as coletas de dados, isto é, por meio de questionário estruturado ou não, por meio de gravação de voz, vídeo ou observação não participante. Neste ponto, Eisenhardt (1989) ratifica a importância de que o estudo seja possível de se realizado em outro ambiente, por outro pesquisado.

O estágio quatro contempla a análise dos dados. Neste ponto, Stuart et al. (2002), discutem que três situações podem comprometer a qualidade do estudo. A primeira situação é a inabilidade para identificar os pontos fortes, o que pode ser entendido como a identificação dos padrões de comportamentos. O segundo ponto é a inabilidade para descrever situações e o terceiro, a inabilidade para pensar lateralmente.

No quinto estágio, ratifica-se que o uso do estudo de caso deve ser realizado em situações onde existe uma literatura prévia ou evidências empíricas sobre o fenômeno. Neste sentido Stuart et al. (2002) e Eisenhardt (1989) reforçam a importância do rigor metodológico, quanto à

83 validade do construto, à validade interna, à validade externa e, por fim, quanto à confiabilidade. Este modelo é denominado protocolo de pesquisa e é detalhado a seguir:

i) Validade do construto: para garantir a validade do construto, sugere-se o uso de múltiplas informações para evidenciar os elementos ou variáveis de análise. Descrever como foi realizada a coleta de dados; a cadeia de evidências e como, começando com os mesmos dados básicos outro pesquisador pode chegar aos mesmos dados. Revisão por parte dos entrevistados.

ii) Validade interna: o estudo de caso expõe um relacionamento espúrio ou pode estabelecer uma replicação de casos mediante este caso.

iii) Validade externa: volume e variedade de pesquisa, porque e como a inferência estatística e/ou generalização faz sentido e não se constitui em um erro.

iv) Confiabilidade: possibilidade de replicação do estudo de caso em outras organizações.

Mediante à execução desse protocolo, a pesquisa garante uma proposta robusta para a generalização e reavaliação em outros ambientes (STUART ET AL., 2002). No entanto, Cooper e Schindler (2011) abordam ainda que uma mensuração legítima deve apresentar praticidade, ou seja, apresentar aspectos facilitadores de ordem econômica, conveniência e interpretabilidade.

Segundo Gil (2008), o estudo de caso vem sendo utilizado cada vez mais como método de pesquisas que exploram situações cotidianas que ainda não apresentam um escopo claramente definido, que descrevam os contextos envolvidos nas investigações que são realizadas e que expliquem as variáveis causais de fenômenos em situações complexas, que inviabilizam a realização de experimentos.

Um importante apontamento feito por Yin (2001) é sobre a clareza ao se definir a unidade de análise do caso. Nesta pesquisa, o estudo envolve o programa de aprendizagem, uma ESFL, os clientes ou parceiros dessa entidade, o jovem e a sociedade. O estudo, embora envolva a análise pelo menos superficial de todos os componentes do contexto, busca compreender aspectos relacionados à ESFL, dessa forma, a unidade de análise desta pesquisa é o Instituto Alfa.

Gil, Licht e Oliva (2005) porém, chamam a atenção para o cuidado que se deve ter ao se utilizar o estudo de caso como método de pesquisa. De acordo com os autores, os estudos apresentam poucas fontes de evidências e baixa clareza dos procedimentos adotados, além de

baixo rigor na aplicação de procedimentos. Gil (2008) também concordam com essa visão e afirmam que além do baixo rigor na aplicação de procedimentos, outros dois fatores que podem comprometer o método é a dificuldade de generalização dos resultados e o grande tempo destinado à pesquisa com baixa consistência de resultados.

Yin (2001) afirma que é fundamental para o estudo de caso que o pesquisador se prepare para a coleta de dados. Ser uma pessoa capaz de fazer boas perguntas e interpretar respostas, ser um bom ouvinte e acima de tudo ser imparcial, ter capacidade de adaptação e flexibilidade para lidar com as situações encontradas e ter clareza sobre as questões que estão sendo estudadas, para o autor, são habilidades desejadas para o pesquisador.

No item 4 – Contextualização do caso, têm-se a abordagem e os resultados do estudo que foi realizado na organização de análise deste estudo de caso.