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6.4 Scenario D: Have trust in partner morality and customer loyalty

6.4.1 Core Value Propositions

Foram realizados 20 (vinte) encontros de intervenção, os quais foram planejados juntamente com o orientador, e executados pela própria pesquisadora, contando com a participação de membros do GEIPEE. Tais encontros foram organizados a partir de atividades de dança, música, brincadeiras rítmicas e coreografias, sempre dirigidos pela pesquisadora, a qual fomentou discussões contínuas com os sujeitos da pesquisa, estimulando a sua oralidade e memória. Importante lembrar que os encontros aconteceram semanalmente, com duração de 60 (sessenta) minutos.

As intervenções ocorreram por meio de aulas de dança sob a metodologia de Rudolf Laban (1978), metodologia esta que apresenta uma prática baseada na realidade do aluno, onde não há padronização de movimentos e o maior enfoque é no potencial de criação dos indivíduos, os quais são reconhecidos como sujeitos do processo pedagógico.

Marques (2011) afirma que a dança educativa moderna própria do método Laban, contribui com a formação da personalidade e da cidadania dos sujeitos que dela participam, uma vez que busca diferenciar-se de propostas de danças técnicas como o balé clássico e a dança de salão, as quais seguem padrões de estética e sincronia.

Ainda afirma a autora que a dança proposta por Rudolf Laban é liberada de um estilo idealizado segundo normas e técnicas específicas, entretanto há que se considerar as técnicas que são necessárias à aquisição de experiências que deve estar necessariamente ligada a compreensão do movimento, e não apenas em sua mera reprodução. Podemos entender que “dentro de conceitos específicos determinados e claros – e não de formas externas impostas de fora para dentro –, cada um pode criar e desenvolver sua própria

maneira de dançar” (MARQUES, 2011, p. 280).

Considerando o método Laban como o mais adequado para os nossos trabalhos, planejamos as atividades de intervenção de todo o processo de pesquisa, sendo que os 04 (quatro) encontros (iniciais) foram filmados com objetivo de identificar a atuação dos sujeitos nas atividades propostas, bem como, seu repertório motor (passos de danças, movimentos e formas de expressão corporal), assim como sua capacidade de memorização inicial das atividades e coreografias, manifestações orais sobre a atividade, compreensão das atividades propostas, expressões de ludicidade e interação com os demais membros do grupo de intervenção e com o pesquisador.

Tivemos o propósito de observar a interação entre os sujeitos com Síndrome de Down e os sujeitos sem deficiência, com objetivo de identificar o tipo de interação, qualificando-a como verbal, corporal ou outras formas de interação, tendo em vista a discussão sobre a importância da relação entre crianças com deficiência e crianças sem deficiência.

Os 12 (doze) encontros subseqüentes também foram filmados, com o objetivo de garantir a fidedignidade dos dados obtidos no processo e devido à necessidade de se registrar todo o processo de intervenção, tendo em vista a descrição e a discussão acerca das características do processo de desenvolvimento dos sujeitos.

Os dados obtidos, por meio das filmagens, foram transcritos em Diário de

Campo21, salientando aspectos observados e relacionados ao desenvolvimento da memória e situações de inclusão social dos sujeitos com Síndrome de Down. Também as estratégias metodológicas ludo-pedagógicas, utilizadas pela pesquisadora para a consecução das atividades (meio), foram objeto de registro em Diário de Campo ao longo dos encontros de intervenção.

Para a realização dessa tarefa das transcrições, construímos relatórios de observação para cada encontro de intervenção e considerando as filmagens dos encontros, constando os aspectos principais relacionados ao desenvolvimento da memória dos sujeitos, situações

de interação e inclusão entre os sujeitos com deficiência e sujeitos sem deficiência e, estratégias metodológicas ludo-pedagógicas utilizadas para o desenvolvimento das

21 Diário de campo é um caderno de registro das atividades realizadas com os sujeitos ao longo do processo de pesquisa/intervenção, as quais são descritas minuciosamente pelo pesquisador para subsidiar as análises dos dados coletados no processo

atividades de intervenção. É importante salientar que as crianças foram avisadas sobre as filmagens e em nenhum momento demonstraram situações constrangimento em decorrência da realização das filmagens, pelo contrário, sentiram-se motivadas a realizar as atividades pelo fato de estarem sendo filmadas, fato importante ao longo da realização do trabalho.

Tais dados coletados em seu conjunto, tiveram objetivo de subsidiar a análise qualitativa do processo vivido pelos sujeitos ao longo dos encontros, enfatizando os avanços do desenvolvimento da memória, assim como as situações consideradas de inclusão social vividas pelos sujeitos com Síndrome de Down e, paralelamente, identificamos as estratégias metodológicas ludo-pedagógicas utilizadas para a realização das atividades de dança junto aos sujeitos da pesquisa.

O relatório de observação do desenvolvimento da memória foi composto pelos seguintes itens: tempo de atenção na explicação e realização da atividade proposta; interesse pela atividade; compreensão da instrução verbal realizada pelo pesquisador; execução das atividades e coreografias com ajuda do pesquisador e execução autônoma; criatividade na realização dos movimentos e coreografias; construção de novos movimentos; memorização das letras das músicas; expressões orais sobre as atividades; interações orais com os membros do grupo, dentre outras expressões que possam surgir ao longo do processo.

O relatório de situações de interação e inclusão social de deficientes e não deficientes foi descritivo e relatamos minuciosamente as situações em que os sujeitos deficientes interagem com os sujeitos sem deficiência e vice-versa, salientando as falas, comportamentos e outras atitudes consideradas interativas entre os sujeitos tais como, situações de ajuda mútua, orientações verbais ao colega, desentendimentos com relação as atividades a serem realizadas, dentre outras situações de interação que surgirem durante os encontros.

O relatório de estratégias metodológicas ludo-pedagógicas foi descritivo, onde apresentamos todas as atividades, assim como seus objetivos, procedimentos de ensino e materiais utilizados no desenvolvimento de cada uma das atividades do processo de intervenção.

Para finalizar a discussão sobre o processo de intervenção, os 04 (quatro) encontros (finais) foram filmados, com objetivo de se analisar comparativamente a atuação dos

sujeitos na fase inicial e final do processo de intervenção, comparando aspectos presentes nos 04 (quatro) encontros iniciais os quais serão discutidos no capítulo de análise dos dados da pesquisa.

Esclarecemos que todos os 20 encontros propostos na intervenção foram filmados pelos membros do GEIPEE que apoiaram a realização da pesquisa, destacamos também que a câmera ficava sob os cuidados do membro responsável pela filmagem, para que o mesmo pudesse se deslocar e filmar todos os momentos da intervenção sob diferentes ângulos e a partir de diferentes tomadas de cena (frontal, lateral, etc). Por esse motivo a câmera não foi posicionada num lugar fixo do LAR onde realizávamos a intervenção, estratégia que possibilitou captar o movimento, diferentes expressões, posturas corporais, falas e outros comportamentos dos sujeitos durante o processo.

As atividades (iniciais) do processo de intervenção foram organizadas a partir de um levantamento dos conhecimentos e experiências prévias e da livre expressão corporal dos sujeitos sobre dança e música. Procuramos partir de sua realidade concreta imediata, identificar seus limites e possibilidades e satisfazer suas curiosidades e necessidades, de forma a possibilitar maior envolvimento dos sujeitos na realização nas atividades de intervenção do processo de pesquisa.

As atividades ao meio do processo de intervenção enfocaram brincadeiras rítmicas, memorização de músicas, passos, seqüências e coreografias simples, com a finalidade de criar condições de expressão e manifestação de diferentes formas de linguagens corporais e construção e desenvolvimento da memória voluntária dos sujeitos.

As atividades (finais) do processo de intervenção enfatizaram a construção de coreografias completas e criadas coletivamente, com objetivo de possibilitar e identificar avanços na construção e desenvolvimento da criatividade dos sujeitos, valorizando as lembranças e recordações de atividades realizadas nas fases anteriores, consolidando ainda mais os processos de construção da memória voluntária dos sujeitos.