Nesta seção, pretendo desenvolver uma análise inspirada na produção do saber antropológico (OLIVEIRA, 1999/2004; SOUZA LIMA, 1995/2010; PEREIRA, 2005; CORREA; 2008, entre outros), procurando na medida do possível, dar conta das diferentes realidades em jogo, tanto em nível regional, quanto nacional como forma de entender como se desenhou o quadro político e econômico da região onde se localiza a Aldeia Rio Verde e posição dos Kozarini, em contextos de desenvolvimento.
Procurei brevemente historicizar as origens do termo e das discussões sobre etnodesenvolvimento, enfatizando os contextos de lutas a favor dos direitos humanos durante as décadas de 1970 e 1980, apresentadas como formas alternativas de existência das minorias, sobretudo, frente ao cerco etnocida, instalado pelo projeto desenvolvimentista, dos governos militares, como era o caso de vários países latino-americanos, incluindo o Brasil.
Conforme já foi dito, as discussões no campo antropológico, pelo lado brasileiro, foram desencadeadas principalmente por Roberto Cardoso de Oliveira e Darci Ribeiro, os quais certamente contribuíram, entre outras coisas, para que se tornassem parte das pautas nas plenárias e discussões das ideias constituintes, refletidos na Constituição de 1988.
Considero importante recuperar (e até para não correr o risco de homogeneizar o termo), o que Cardoso de Oliveira (2000) observou a respeito da ampliação do sentido do modelo proposto na época, em consonância com o caso brasileiro, não se detendo ou associando o modelo somente à causa indígena:
O que significa dizer que esses programas alternativos poderão ser igualmente úteis e, sobretudo, éticos, junto a quaisquer outros grupos carentes de auxílio para o seu desenvolvimento, sejam eles constituídos por operários urbanos, por favelados, por aldeões e ou por qualquer segmento minoritário e subalterno da sociedade brasileira, sempre ameaçados de se tornarem vítimas de programas desenvolvimentistas geralmente não comprometidos com os seus interesses.
No bojo dessas discussões, o mesmo autor chamou a atenção para as especificidades que deveriam ser observadas para as questões dos indígenas no Brasil, demonstrando o quão eram diferentes das realidades vivenciadas nos países hispano-americanos, nos quais Stavenhagem se inspirou. A grande expressão demográfica dos grupos indígenas daqueles países, frente à realidade brasileira com contingentes indígenas menores, mas que agregam em si uma grande diversidade étnica, levou Cardoso de Oliveira a associá-la ao modelo
proposto de etnodesenvolvimento, com caráter participativo, com o trato da etinicidade e a destacar os cuidados em ouvir as lideranças e os grupos locais, sobre seus desejos de mudanças, em decorrência da instabilidade que permeiam o campo político do Estado brasileiro, voltadas para as denominadas políticas indígenas (CARDOSO DE OLIVEIRA, 2000).
Tais ideias ganharam expressão e, atualmente, a noção de etnodesenvolvimento é utilizada como principal orientação, ao lado da legislação em vigor, para as políticas públicas pensadas para os grupos indígenas brasileiros, objeto deste estudo. Conceito e legislação que são usados principalmente para reafirmarem os princípios básicos de respeito à autonomia e à autodeterminação desses grupos humanos, a garantia das terras por eles habitadas e a reivindicação de participação e sustentação.
Em face da ordem econômica globalizada, os nortes das políticas destinadas aos grupos indígenas dentro do estado brasileiro passaram abruptamente do assistencialismo ao estado mínimo, ou seja, num determinado momento, para atender as demandas internas, os grupos indígenas recebiam as coisas prontas, no outro, os recursos se esgotavam, e por não ter mais tais recursos, e dizer para os indigenas: “virem-se como puder”.
Contemporizando o conceito de etnodesenvolvimento, por si só, aponta para a necessidade premente de heterogeneizar a sua extensão para a diversidade interna dos grupos indígenas brasileiros, que na maioria das vezes, por pertencerem a um eixo cultural comum, são agregados aleatoriamente num grande grupo, mas que habitam áreas ecológicas e geográficas bastante distintas, e por conta disso, apresentam suas especificidades e particularidades, como é o caso que apresento neste estudo, a dos Paresi e dos Kozarini.
Concluo minha análise com um exercício em que pretendo demonstrar a diversidade que coexiste entre os Kozarini, entendendo como o significado de etnodesenvolvimento neste estudo se reporta a maneira pela qual os Kozarini agem frente aos modelos desenvolvimentistas regionais, que a sociedade regional lhes impõe, acentuadamente pós os anos 1990, momento em que o desenvolvimento vira etnodesenvolvimento. Com isso, na arena do desenvolvimento regional, procurei apresentar quais as alternativas ou tentativas que eles adotam, ou produzem, para administrar as questões exógenas de desenvolvimento, no interior da sua cultura? Quais são as saídas, e quais etnos estão buscando para responder a isso tudo? E mais, como os grupos familiares atuam diante destas alternativas, se concebem de maneira hegemônica, ou se cada grupo (ou facção como já foi mencionado), respondem de maneira diferente.
Nesse sentido, ao longo da etapa de pesquisa de campo, procurei obter de meus interlocutores, como se deu a entrada das discussões a cerca de etnodesenvolvimento na Aldeia Rio Verde. Primeiramente, em conversas com servidores da FUNAI, eles me relataram que o uso do termo etnodesenvolvimento nas aldeias remonta ao final dos anos 1990, numa reunião na Aldeia Formoso, onde se discutiu sobre economia solidária, como uma tentativa de associar os conhecimentos econômicos regionais aos conhecimentos tradicionais, para poderem produzir, ou dizendo de outra forma, para se tornarem produtivos, buscando suprimir a diminuição dos recursos por parte da FUNAI. Relataram-me ainda que a ideia não foi aceita pelo grupo, tendo em vista que não previa verbas para adquirirem tratores, adubos, entre outros materiais e bens, conforme era feito pela FUNAI.
As demandas por recursos cresceram nas aldeias, em função das interferências das políticas públicas, como acesso a saúde, que melhorou as condições de saúde, diminuindo a mortalidade infantil, desencadeando um aumento populacional, e consequentemente, aumentaram-se os custos.
O resultado desse primeiro investimento foi que os indígenas não assimilaram a ideia, não houve discussões e o projeto da introdução dos princípios da economia solidária não prosperou. Em 2007, o IBAMA e a FUNAI, em parceria, realizaram nova tentativa, utilizando a metodologia da Comunidade Ativa – projeto em que se insere os membros das aldeias como protagonistas. Esse trabalho foi realizado nas aldeias dos grupos Kozarini (Rio Verde, Nova Esperança e Batizá) e Waimaré (Quatro Cachoeiras, Sacre II e Formoso), em que se reuniram todos os segmentos sociais e se discutiram dentre outras questões as perspectivas do uso do fogo nas aldeias e os grandes incêndios provocados no entorno das terras indígenas.
No tocante à educação, Daniel Cabixi, que atualmente assessora a gestão da educação na FUNAI, demonstrou como os Kozarini, ao construírem o Projeto Político Pedagógico, concebem a educação formal em três dimensões, as quais são: a) educação tradicional, oriunda das raízes culturais dos Kozarini e o fortalecimento da língua materna haliti; b) um meio termo que oscila entre os conhecimentos formais e os tradicionais – isto é, as crianças e os jovens apreendem os conceitos formais primeiramente na língua, e depois passam a estudar na língua portuguesa; c) educação formal em consonância com as políticas pedagógicas oficiais (MEC, SEDUC e Secretarias Municipais de Educação).
Essa discussão pode ser ampliada com as explicações dadas pelo Prof. Rony Azoynaice, em 2010, que assim descreveu o contexto educacional:
O fortalecimento da língua materna – 100% falam a língua materna, e isso gera credibilidade e fortalecimento, e os conhecimentos tradicionais Kozarini – 100% acreditam na força de Enorê. Foram os primeiros guerreiros a lutar para assegurar as terras, participaram das lutas pelos direitos territórios, políticos e culturais. Isso tudo desencadeia nos jovens Kozarini, o orgulho e força de se autodenominarem haliti-kozarini, e priorizam a cultura do subgrupo Kozarini, e tem consciência que sempre serão índios mesmo utilizando elementos da sociedade nacional, como roupas, carros, sempre serão Kozarini. (...) Não se expressam muito bem no português, mas tem absoluto entendimento do que está sendo transmitidos a eles, diferentemente do que ocorre com os jovens Waimaré, que detêm maior conhecimento ocidental, do que a sua própria cultura.” (Rio Verde, 13.06.2010)
Os Kozarini acreditam que dessa maneira estarão garantindo trânsito nos diversos conhecimentos envolvendo as questões econômicas, políticas e sociais (em várias dimensões), quando se aborda os conhecimentos haliti, os conhecimentos da sociedade regional, nacional e mundial, de maneira crítica, capacitando- os para separarem as coisas boas e ruins. Em tese, com esses procedimentos estão concretizando o que de fato preconiza as diretrizes para existir de fato uma educação escolar indígena, que tem como metas: o compromisso com a causa indígena, que as crianças e os jovens continuem aprimorando a escrita e o discurso na língua materna, que possam falar e escrever bem o português, assim como permitir que conheçam a diversidade e o contexto da sociedade lá fora, aprender outras línguas, conhecer outras culturas. Assim, poderão formar outras categorias profissionais, futuros gestores, fugindo da tendência que a FUNAI instituiu, de proporcionar o acesso ao ensino profissional, encaminhando sempre para a área de educação e saúde. Na escola de educação básica, todos os professores e professoras são Kozarini, todos falam a língua e a alfabetização se inicia na língua haliti.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste trabalho, aproximando Antropologia e História (OLIVEIRA 1988, 1999), procurei dar conta de uma breve história de longa duração do grupo indígena conhecido como Paresi, de autodenominação Halití, com ênfase nos processos econômicos quem tem incidido sobre o grupo desde o início de seu contato com a sociedade dominate regional-nacional. Neste contexto, trato especialmente do subgrupo Kozarini, no contexto dos debates e propostas sobre a noção de etnodesenvolvimento. Dessa forma, procurei tanto contribuir para uma etnografia de um grupo paresi ainda pouco etnografado, em especial no modo como se apresenta e ditingue-se de seus vizinhos (Barth, 1969, 2000), quanto contribuir para os debates e dilemas em torno de noções e projetos de desenvolvimento em áreas indígenas.
Para encerrar, recorro, mais uma vez, a uma de minhas principais interlocuções, a realizada com o intelectual indígena Daniel Cabixi, quando propus que formulasse uma possível definição do prefixo etno-, entre os Paresi, na arena do desenvolvimento. Levando-se em consideração que, mesmo que, ao final, seja a maneira pela qual estão administrando a entrada do desenvolvimento nas feições capitalistas empresariais em suas aldeias, os procedimentos e comportamentos atuais já se configurem como a produção de uma leitura indígena. Explicou-me que:
Etnodesenvolvimento é um conceito abstrato, da mesma maneira que cultura é um termo exógeno, advindo principalmente da antropologia. (...) É importante citar três questões importantes para entender a produção de um etno, na questão do desenvolvimento étnico: a cultura tradicional, como ela sempre foi ensinada; a cultura de transição que se refere às mudanças da estrutura da cultura tradicional em função das influências exógenas (como o convívio com Rondon, as Missões); e a recompilação da cultura tradicional, com a as influências exógenas que caracteriza o atual processo de um novo estabelecimento do status quo contemporâneo (Tangará da Serra, 17/02/2011).
Diante do exposto, a guisa de conclusão, é possível apresentar três caminhos possíveis na produção de um desenvolvimento que responda aos interesses e concepções kozarini:
1º) A importância de se selecionar os conhecimentos tradicionais – as histórias sagradas, como pressupostos para se conhecer os Kozarini;
2º) A apresentação do Projeto Político Pedagógico que é único, singular e particular, como forma de preparar gestores Kozarini, qualificados para debater e discutir sobre o destino
do grupo, sem depender da FUNAI, almejando aprender inglês, conhecimentos de informática, os tramites do setor financeiro, jurídico, dominar os projetos, como ferramentas para se gerenciar os recursos que entram através dos empreendimentos e saberem aproveitar os benefícios do meio ambiente, em seus territórios.
3º) A maneira particular de administrar os recursos de acordo com a diversidade interna da aldeia, levando-se em conta os grupos familiares ou facções que são definidos pelo grau de afinidade, não envolvendo parentesco, que se unem para defender interesses em comum.
Entre projetos de grupo, famílias e indivíduos, em uma arena (etnodesenvolvimento) que evidencia a diversidade das situações paresi, no caso Kozarini, o grupo segue, dentro das condições de possibilidade de cada momento histórico, na busca de autonomia política e sustentação de suas necessidades materias e simbólicas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ATHIAS, Renato. Diversidade étnica, direitos indígenas e políticas públicas. NEPE: UFPE, 2005.
____________. Temas, problemas e perspectiva em etnodesenvolvimento: uma leitura a partir dos projetos apoiados pela OXFAM (1972-1992. In: Etnodesenvolvimento e políticas públicas: bases para uma nova política indigenista III. LIMA, Antônio Carlos de Souza & BARROSO-HOFFMANN, Maria. Livraria Contra Capa, LACED, Rio de Janeiro, 2002a.
BADARIOTTI, Nicolaó. Exploração no norte de Mato Grosso, região do Alto Paraguay e Planalto dos Parecis. São Paulo: Escola Typographica Salesiana, 1898.
BARTH, Fredrik. A análise da cultura nas sociedades complexas. In: LASK, Tomke (org.). O guru, o Iniciador e outras variações antropológicas. Contracapa: Rio de Janeiro, 2000 (1989).
________________. Os grupos étnicos e suas fronteiras. In: LASK, Tomke (org.). O guru, o Iniciador e outras variações antropológicas. Contracapa: Rio de Janeiro, 2000 (1969). BIGIO, Elias dos Santos. “Candido Rondon: a integração nacional”. Rio de Janeiro, Contraponto: Petrobrás, 2002.
BORTOLETTO, Renata. Morfologia Social Paresi – uma etnografia das formas de sociabilidade em um grupo Aruak do Brasil Central. Dissertação de Mestrado. São Paulo. UNICAMP- IFCH, 1999.
________________. Oloniti e o castigo da festa errada: relações entre mito e ritual entre os paresi. Revista Cadernos de Campo USP, n. 13, São Paulo, 2005.
CABRAL, Octaviano. Histórias de uma região – Mato Grosso, fronteira Brasil-Bolívia e Rondônia. Rio de Janeiro: Himalaya,1963.
CALDEIRA, Tereza Pires do Rio. A presença do autor e a pós-modernidade em antropologia. Novos Estudos CEBRAP, n. 21, p. 133-157, jul.1988.
CANOVA, Loiva. 2001 Doces bárbaros – imagens dos índios Paresi no contexto da conquista portuguesa em Mato Grosso (1719-1757). Dissertação de Mestrado em História. Cuiabá/MT: UFMT, 2001.
CLIFFORD, James. A Experiência Etnográfica: antropologia e literatura para o século XX. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1998.
CORRÊA, José Gabriel Silveira. Tutela & Desenvolvimento/Tutelando o desenvolvimento: questões quanto à administração do trabalho indígena pela Fundação Nacional do Índio. Tese de Doutorado submetida ao Programa de Pós-graduação em Antropologia Social, Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ. Rio de Janeiro: UFRJ/MN/PPGAS, 2008.
COSTA, Romana Maria. Cultura e Contato: um estudo da sociedade paresi no contexto das relações interétnicas. Dissertação de Mestrado. Rio de Janeiro: UFRJ – Museu Nacional-PPGAS, 1985.
COSTA FILHO, Aderval. Mansos por Natureza: situações históricas e permanência paresi. Dissertação de Mestrado. Brasília/DF. UnB-PPGAS, 1996.
______________. Os Paresi: sistemas Econômicos. Cuiabá: EdUFMT, 1994.
FERNANDES, Joana da Silva. Utiariti – a última tarefa. In: Transformando os Deuses: múltiplos sentidos da conversão entre os povos Indígenas no Brasil. Robin M. Wright (org.). Editora UNICAMP: São Paulo, 1999.
FONSECA, Gilmar. Rasqueado Cuiabano. Disponível em:
<http://www.rasqueadocuiabano.com.br/site/index.php?pg=conteudo_det&id=311&tp=3#i> acesso em 25/09/2011.
GONCALVES, Marco Antonio Teixeira. Trabalhando a Endogamia: O Caso Paresí. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo: ANPOCS, v.5 n.14, 1990.
GRILLO, Ralph. Discourses of development: the view from anthropology. In: GRILLO, Ralph & STIRRAT, R. L. (ed.) 1997. Discourses of Development: Anthropological
perspectives. Oxford and New York, Berg, 1997.
LEVI-STRAUSS, Claude. Tristes Trópicos [tradução Rosa Freire d‟Aguiar]. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
LIMA, Antônio Carlos de Souza & BARROSO-HOFFMANN, Maria. Etnodesenvolvimento e políticas públicas: bases para uma nova política indigenista III. Livraria Contra Capa, LACED, Rio de Janeiro, 2002a.
LIMA, Antonio Carlos de Souza. Um grande cerco de paz: poder tutelar, indianidade e formação do Estado no Brasil. Petrópolis. RJ: Vozes, 1995.
_____________. As órbitas do sítio: subsídios ao estudo da política indigenista no Brasil, 1910–1967. Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria, LACED/Museu Nacional/UFRJ, 2009. LIMA E SÁ. No rastro do desconhecido. In: Revista de Historia da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro, 2007. Disponivel em http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/no- rastro-do-desconhecido, acesso em 12.07.2011
LITTLE, Paul. Gestão Territorial em Terras Indígenas: Definição de conceitos e proposta de diretrizes. Departamento de Antropologia Universidade de Brasília Entregue a: Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais – SEMA-AC - Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas – SEPI-AC, Agência da GTZ no Brasil – GTZ, Rio Branco/AC, 2006.
MACHADO, Maria Fátima R. Índios de Rondon: Rondon e as Linhas Telegráficas na visão dos sobreviventes Waimaré e Kaziniti, grupos paresi. Tese de Doutorado. Rio de Janeiro, UFRJ-Museu Nacional-PPGAS, 1994.
________________________. Identificação e delimitação da Área indígena, Estação Parecis. In: Denise Maldi (org.). Direitos Indígenas e Antropologia: laudos periciais em Mato Grosso. Cuiabá: EdUFM, 1994b.
METRAUX, Alfred. The native tribes of eastern Bolivia and western Matto Grosso. Sep. Bull. Bur. Amer. Ethoal., Washington, 1942.
MINIDICIONÁRIO HOUAISS DA LÍNGUA PORTUGUESA. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004.
OLIVEIRA, Carlos Ednei de. Famílias e Natureza: as relações entre família e ambiente na colonização de Tangará da Serra. MT: Gráfica e Editora Sanches Ltda, 2004.
OLIVEIRA FILHO, João Pacheco de. Ensaios em antropologia histórica. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1999.
___________________. O nosso governo: os Tikuna e o Regime Tutelar. RJ: Marco Zero, 1988.
OLIVEIRA, Roberto Cardoso de. Ação indigenista, etnicidade e o diálogo interétnico. Conferência feita pelo autor na 52ª Reunião da SBPC, realizada em Brasília (DF) no período de 9 a 14 de julho de 2000. ESTUDOS AVANÇADOS 14 (40), 2000.
PEREIRA, Adalberto H. O pensamento mítico do Paresi (Primeira parte). Pesquisas, Antropologia. São Leopoldo: Instituto Anchietano de Pesquisas, 1986.
____________________. O pensamento mítico do Paresi (Segunda parte). Pesquisas, Antropologia. São Leopoldo: Instituto Anchietano de Pesquisas, 1987.
PEREIRA, Edmundo Marcelo Mendes. Nimaira uruki, yetara uruki: Esa El Mi Lucha. Ritual e política entre os Uitotomurui, Rio Caraparaná, Amazônia Colombiana. Tese de doutorado, PPGAS-MN/UFRJ, Rio de Janeiro, 2005.
PERES, Sidnei Clemente. Terras Indígenas ação indigenista no Nordeste (1910-1960). In: A viagem de volta: etnicidade, política e reelaboração cultural no Nordeste . João Pacheco de Oliveira (org.). 2ª ed., RJ: Contra Capa Livraria/LACED, 2004.
PIRES DE CAMPOS, Antonio. Breve notícia que dá o capitão Antonio Pires de Campos do gentio bárbaro que há na derrota da viagem das minas de Cuyabá e seu recôncavo, etc. In: Revista Trimestral do Instituto Histórico geographico Ethnografico Brasileiro, Rio de Janeiro,1862.
PROJETO TUCUM. Sócio-Diversidade Indígena: Ensaios de Educação escolar no Projeto Tucum. SEDUC/MT, Cuiabá, 2003.
PRICE, David. Pareci, Cabixi, Nambiquara: a case study in the western classification of native peoples. In: Journal de la Société des Americanistas. Paris: Musée de l’Homme, 69,
1983.
RAMOS, Alcida Rita. Projetos Indigenistas no Brasil independente. Colóquio Antropologias Brasileiras na Viragem do Milênio. Centro de Estudos de Antropologia Social (ISCTE), Lisboa, 15-17 de novembro de 1999. Série Antropologia, 267. UnB: Brasília, 1999. RONDON, C. M. da S. 1910 História Natural: etnographia. Commisao de Linhas Telegraphicas de Mato Grosso ao Amazonas. 1910.
ROQUETTE-PINTO, E. Rondônia. Col. Brasiliana. Vol.39. 6ª ed. São Paulo. Edição Nacional: Brasília, INL, 1975.
SCHIMDT, Max. Os aruaques: uma contribuição ao estudo do problema da difusão cultural. Disponível em <http://es.scribd.com/doc/32602934/Os-Aruaques-uma-contribuicao- ao-estudo-do-problema-da-difusao-cultural> acesso em 25 jul de 2011.
SIQUEIRA, Elisabeth Madureira. 1993. Roças Paresi. Os Aliti (Paresi): uma tentativa de recuperação histórica. Cuiabá: UFMT. (Mímeo)
TACCA, Fernando de. A imagética da Comissão Rondon: etnografias fílmicas estratégicas. Campinas, SP: Papirus, 2001.
TOLEDO, Martins de Melo. Segurança Alimentar na Etnia Indígena Paresi: um diagnóstico participativo na terra indígena Rio Formoso. Tangará da Serra: UNEMAT, 2008.
VERDUM, Ricardo. Etnodesenvolvimento: Nova/Velha utopia do Indigenismo. Tese de Doutoramento apresentada ao Centro de Pesquisa e Pós-Graduação sobre as Américas, CEPPAC da Universidade de Brasília. Brasília/DF: UnB, 2006.