3.4 Elections as a Political Opportunity
4.2.3 Control Variables
As correlações entre as idades corrigidas de traços de fissão em apatitas e as idades de (U-Th)/He em apatitas apresentaram idades compreendidas entre o Cretáceo Superior ao Paleoceno (Figura-63).
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10.1-Interpretação dos Resultados 10.1.1-Setores 1 e 2
Nesta porção da área de estudo foram realizadas as datações de duas amostras utilizando a sistemática (U-Th)/He em apatitas e a datação por Traços de Fissão em apatitas. Neste setor da área foram obtidas idades corrigidas de traços de fissão em apatitas do final do Cretáceo Superior e idades do Paleoceno, enquanto as idades obtidas através da sistemática (U-Th)/He em apatitas registraram idades datadas do Paleoceno (59 Ma). Em ambos termocronômetros as idades foram muito próximas, no caso da amostra TF-130, com idade de 69 Ma para as análises de traços de fissão em apatitas e idade de (U-Th)/He de 59 Ma. Por sua vez, a amostra TF-685 apresentou idade de traços de fissão em apatitas de 62 Ma e idade de (U-Th)/He em apatitas de 59 Ma.
De acordo com as idades obtidas nestes dois sistemas termocronológicos, estes indicaram que durante o final do Cretáceo Superior e início do Paleógeno estas sofreram um episódio de resfriamento muito acentuado. Este episódio de resfriamento acentuado está associado com os processos tectônicos responsáveis pela implantação do Sistema de Riftes Cenozóicos do Sudeste do Brasil (SRCSB), que ocasionaram o rejuvenescimento da paisagem durante este período. Concomitantemente, na porção formada pela Bacia de Santos, durante este mesmo período desenvolveram-se cunhas clásticas progradantes, depositadas principalmente entre o Campaniano e Maastrichtiano (84-65Ma), indicando o aumento nas taxas de denudação durante este período na Serra do Mar.
A modelagem de história térmica (Figura-64) para a amostra TF-758 indicou um período de resfriamento rápido do Cretáceo Superior até o Paleoceno. Após este intervalo houve apenas a ocorrência de resfriamento lento e contínuo. Na história térmica da amostra TF-130 (Figura-65), esta apresentou um resfriamento lento entre o Cretáceo Superior ao Paleoceno, acompanhado por um período de aquecimento entre o Eoceno-Oligceno, e posteriormente sucedido por um período de resfriamento rápido. Estes padrões de resfriamentos registrados nas duas
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histórias térmicas modeladas indicam que esta porção da Serra do Mar sofreu uma forte mudança no nível de base associada a processos tectônicos, acompanhados por intensa erosão a partir do Eoceno. O desenvolvimento dos níveis de paleosuperfícies durante este período, provavelmente sofreu interrupções no seu grau de desenvolvimento e maturidade, em decorrência das mudanças do nível de base decorrentes dos processos tectônicos registrados no final do Cretáceo Superior e início do Paleógeno.
Figura-64: História térmica e histograma de distribuição do comprimento dos traços confinados obtidos na amostra TF-758 coletada no Domínio Morfoestrutural das Depressões Tectônicas Cenozóicas.
Figura-65: História Térmica e histograma de comprimento de traços confinados da amostra TF-130.
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10.2-Serrania do Quebra-Cangalha e Serrania da Bocaina (SP/RJ) (Setor-2).
O setor (2) da área de estudo é composto geomorfologicamente pela Serrania do Quebra-Cangalha, Serrania da Bocaina, Alta Morraria do Paraitinga e a Morraria Costeira, nas regiões situadas entre Cunha (SP) e Parati (RJ).
Os resultados termocronológicos de Traços de Fissão e (U-Th)/He em apatitas (Figura-65) (amostra TF-120) obtidos no setor (2) indicaram que durante o início do Cretáceo Superior, a Serrania do Quebra-Cangalha e a Serrania da Bocaina sofreram um forte soerguimento tectônico que dissecaram as morfologias que compõem parte do setor (2).
A identificação destes níveis de paleosuperfícies e sua correlação com as idades de Traços de Fissão e (U-Th)/He em apatitas indicaram que a Serrania do Quebra-Cangalha durante o Cretáceo Superior sofreu mudanças bruscas no nível de base. Após este soerguimento tectônico no Cretáceo Superior teve-se início a formação dos níveis de paleosuperfícies situados a 1100 a 900 metros (Anexo-1).
10.3-Setor-3: Planalto de Paraitinga, Paulistano e Juqueriquerê
Na região do Planalto de Paraitinga foram registradas idades de traços de fissão em apatitas registraram idades entre o Cretáceo Superior e Paleoceno (Tabela-5), enquanto que a idade calculada de (U-Th)/He em apatitas apresentou idade do Cretáceo Superior (Figura-66). Isto indica que as amostras datadas pela (ATFA) e (U-Th)/He em apatitas resfriaram rapidamente, ou seja, ultrapassaram ao mesmo tempo as zonas de annealing parcial de seus respectivos termocronômetros. Este resfriamento rápido indicado pelas análises termocronológicas demonstra que neste setor, as morfologias foram rapidamente soerguidas (exumadas) entre o Cretáceo Superior e início do Paleoceno, posteriormente estas permaneceram em um estado constante, ou seja, não ocorreram mudanças significativas no nível de base, apenas a atuação erosiva. De
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acordo com a idade do Cretáceo Superior obtida de (U-Th)/He em apatita, estas morfologias foram lentamente formadas no decorrer do Paleógeno em função da atuação erosiva constante, sem a interferência de reativações tectônicas que pudessem ocasionar um aumento na atividade erosiva.
As análises das histórias térmicas modeladas no setor-3 indicaram um resfriamento rápido a partir do Cretáceo Superior ao Paleoceno (Figuras-66), após este período, a partir do Paleoceno ao Eoceno, estas se resfriaram lentamente. Por meio da correlação entre as análises dos dados geomorfológicos e termocronológicos, foi possível associar as idades de traços de fissão e (U-Th)/He em apatitas com um período em que os relevos da Serra do Mar sofreram um forte alçamento no nível de base, após este período de desestabilização do nível de base teve início a instalação do ciclo da superfície erosiva Sul-Americana.
Figura-66: História térmica e histograma de distribuição do comprimento dos traços confinados obtidos na amostra TF-657 (porção central do Planalto de Paraitinga).
Na porção formada pelo Planalto de Juqueriquerê (setor-3), representada por relevos escalonados, esta registrou idade de traços de fissão datada do Paleoceno (Tabela-5), enquanto que a idade calculada de (U-Th)/He em apatitas apresentou idade do Paleoceno (Figura-63). De acordo com os resultados
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termocronológicos estes se resfriaram na mesma época, ultrapassando rapidamente suas respectivas zonas de annealing parcial. Este resfriamento rápido indicado pelas análises termocronológicas demonstra que as morfologias no Planalto de Juqueriquerê foram rapidamente desniveladas no Paleógeno.
Analisando o padrão de distribuição dos dados de traços de fissão referentes ao Planalto de Juqueriquerê, estes apresentaram um conjunto de idades entre o Cretáceo Superior ao Paleoceno, e a porção oeste constituída pelo Planalto de Moraes registrou idades corrigidas de traços de fissão em apatitas datadas do Paleoceno. Comparando as idades de traços de fissão destas duas unidades morfológicas (Planalto de Moraes e Juqueriquerê), as idades datadas do Paleoceno estão associadas a um soerguimento tectônico que ocasionou o alçamento e a fragmentação das morfologias. Os padrões de resfriamento registrado nas histórias térmicas do Cretáceo Superior ao Paleoceno indicam uma estabilização no nível de base da paisagem até o começo do Paleógeno, após este período, o resfriamento foi mais acelerado em ambos os planaltos.
Os processos morfogenéticos resultantes deste importante desnivelamento tectônico ocorrido no Paleoceno registrado pelas análises de traços de fissão em apatitas e (U-Th)/He em apatitas, propiciaram o desmantelamento, a dissecação dos níveis de paleosuperfícies e a reorganização da paleodrenagem nos relevos que formavam a Serra do Mar durante o Cretáceo Superior. Após o soerguimento tectônico ocorrido no Paleoceno, o Planalto de Moraes se desconectou do nível de base regional, e começou a dissecar e a formar as áreas que viriam a constituir os mananciais que compõem atualmente a nascente do rio Tietê. Neste mesmo período, o registro estratigráfico da Bacia de Santos mostra uma forte discordância erosiva provavelmente relacionada à interrupção das paleodrenagens que até então migrava em direção a borda continental neste período.
10.4-Setor-4: Serrania Costeira, Morraria Costeira e Baixadas Litorâneas
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contrário da porção norte da Serra do Mar, este setor apresenta extensas planícies litorâneas representadas pela dissecação proporcionada pelos sistemas de drenagens bem desenvolvidas dos rios Juquiá e Ribeira de Iguape.
Os dados obtidos por meio da datação de traços de fissão em apatitas indicaram idades mistas variando desde o Cretáceo Inferior até o Eoceno. As modelagens de histórias térmicas obtidas apresentam um resfriamento contínuo do Cretáceo Superior ao Paleoceno (Figura-67), depois um resfriamento contínuo até os dias atuais. Embora as datações apresentaram um intervalo muito grande de idades, a correlação entre a idade de traços de fissão em apatitas e (U-Th)/He em apatitas demonstraram idades do Cretáceo Superior (Figura-63), indicando que em ambos termocronômetros, amostra passou rapidamente pela zona de annealing parcial. Correlacionando os dados de traços de fissão em apatitas, estes indicam forte atuação erosiva proporcionada pelos sistemas de drenagens que provavelmente já existiam durante os períodos tardios registrados, o que auxiliou na intensa dissecação e recuo da Serra do Mar neste setor da área de estudo.
Figura-67: História Térmica e histograma de comprimento de traços confinados da amostra TF-819.