A novel fingertip haptic device
6. Control of the device
A partir da primeira observação, em setembro de 2012, a coleta de dados passou a ser feita periodicamente, nas seguintes ocasiões: 1) Quando o Museu publicava algo que era percebido como uma tentativa de diálogo com seus seguidores ou 2) Quando havia alteração da imagem de algum perfil. Em seguida, foi observada a evolução de seguidores e interações.
As unidades de registro que foram coletadas não ficaram restritas ao conteúdo de C, T & I por dois motivos: 1) Para conhecer todo o conteúdo publicado pelo Museu nas três mídias sociais e 2) Por compreender que tudo o que acontece na instituição está relacionado a C, T & I, visto que a essência do Museu é científica.
Então, mesmo que um conteúdo publicado seja “institucional” ou “administrativo” não está desvinculado do científico e a prática científica do Museu está também nas ações de Educação, Sociabilidade, Comunicação, Arte e tudo o mais que envolve o mundo interno e externo ao Museu. Logo, as publicações também possuem esse caráter, mostrando ações diversas. Mas, de acordo com Bardin (1988), a Análise de Conteúdo requer que a pesquisa trabalhe com categorias, seguindo as orientações abaixo:
1. Homogeneidade: as unidades devem possuir a mesma natureza ou “não misturar alhos com bugalhos”;
2. Exaustividade: esgotar o texto em sua totalidade, observando todos os vieses possíveis;
3. Exclusão (ou exclusividade): uma mesma unidade não pode estar em mais de uma categoria ao mesmo tempo;
4. Objetividade: exige que a objetividade do pesquisador permita que outros pesquisadores alcancem o mesmo resultado em caso de repetição;
5. Pertinência: as categorias devem refletir o conteúdo e os objetivos.
(BARDIN, 1988, p.36).
Entretanto, Bardin (1988) também considera que toda essa exigência de categorias serve apenas à tranquilidade de consciência do analista e que as regras de categorias de fragmentação da comunicação são raramente aplicáveis.
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É possível que a categorização adotada nesta pesquisa não satisfaça todo o conteúdo selecionado para esta análise, pois, alguns posts22 ou tweets poderiam pertencer à categoria 1
ou 5, justamente porque em se tratando de Museu Paraense Emílio Goeldi é difícil desassociar Ciência de Educação, ou Amazônia de Biodiversidade, por exemplo.
A seguir estão dispostas as categorias construídas: as categorias 1, 2 e 4 foram pensadas tendo o Plano Diretor 2011-2015 do Museu como norteador e as categorias 3 e 5 foram elaboradas a partir da frequência de publicações que não se inseriam nas outras três.
Categoria 1 – Ciência, Tecnologia e Inovação (C, T & I): para publicações que tratam diretamente de assuntos científicos e de tecnologia, eventos científicos, material (audiovisual, impresso, eletrônico) referente à divulgação de ciência. Para essa categoria, os termos associados são pesquisas, pesquisadores, estudos, conhecimento, ciência, descoberta, mapeamento e demais termos relacionados às áreas científicas. O Prêmio José Márcio Ayres é ligado à pesquisa científica desenvolvida por jovens estudantes foi tratado como conteúdo de C, T & I, mesmo o post sendo sobre a realização de uma palestra (Figura 16).
Figura 16 – Exemplo de post da categoria de C, T & I
Fonte: Facebook. Capturado em 22 jan. 2014.
Categoria 2 – Formação e Educação: para publicações cujo principal enquadramento esteja relacionado diretamente a cursos, palestras, workshops, formação acadêmica, acervo da biblioteca. Para essa categoria, os termos associados são cursos, congressos, eventos científicos, palestras, pós-graduação, educação, entre outros. Como exemplo, a Figura 17, com a chamada para um curso a ser realizado no Museu.
22 Sempre que se referir a post, se está tratando de Facebook, assim como sempre que se tratar de tweet se está referindo ao Twitter. Para o YouTube, será usado upload/uploaded ou enviar/enviado.
83 Figura 17 – Exemplo de tweet da categoria Formação e Educação
Fonte: Twitter. Capturado em 15 ago. 2013.
Categoria 3 – Cultura: para publicações que abordem assuntos sobre cultura e manifestações culturais, mas que não tenham como enquadramento principal os temas das categorias anteriores. Para essa categoria, os termos associados são Exposição, Folclore, Teatro e outras expressões similares. A Figura 18 ilustra a categoria pela divulgação de um evento artístico realizado no Parque Zoobotânico (a informação fica evidente para quem conhece bem o Museu e sabe que o prédio da Rocinha fica no Parque).
Figura 18 – Exemplo de tweet da categoria Cultura
84 Categoria 4 – Institucional: a categoria institucional foi a mais complexa para definir, visto que é a categoria que mais se assemelha à categoria 1 (C, T & I). Entretanto, nessa categoria couberam todas as publicações relacionadas ao cotidiano do Museu, como informações a respeito do Parque Zoobotânico, entre outras. Para essa categoria, os termos associados são Horário de Funcionamento, Programação, Agenda, Concurso Público, Seleção de Bolsistas, Aniversário do Museu e outros termos correlatos. A Figura 19 exemplifica a categoria, na medida em que é uma publicação sobre o funcionamento do Parque Zoobotânico no mês de aniversário do Museu.
Figura 19 – Exemplo de tweet da categoria Institucional
Fonte: Facebook. Capturado em 15 jan. 2013.
Categoria 5 – Biodiversidade: essa categoria é também um dos principais campos de atuação do Museu e se confunde bastante com a primeira em vários momentos. Inclusive no Plano Diretor 2011-2015 do MPEG, o fortalecimento da Ciência da Biodiversidade é um dos pontos fortes na trajetória estratégica da instituição; porém, nela entraram os assuntos relacionados às espécies ameaçadas de extinção, população amazônica, entre outros semelhantes. Para essa categoria, os termos associados são Flora, Fauna, Floresta, Frutos, Índios, Tribos, População Indígena e demais expressões-irmãs. Como exemplo, na Figura 20, o vídeo uploaded para o canal do Museu trata diretamente do tema Biodiversidade.
85 Figura 20 – Exemplo de upload da categoria Biodiversidade
Fonte: YouTube. Capturado em 15 dez. 2013.
O material selecionado corresponde a apenas três períodos de cada um dos perfis, portanto, no recorte foi preciso deixar de fora outros meses que podem ter sido mais produtivos em relação às categorias citadas para análise. Mesmo sob esse risco, acredito que essa amostra dá a dimensão necessária do universo existente, de forma que se possa compreender o processo inteiro, não apenas suas partes.