6.6 Setup of the realistic model
6.6.5 Contacts
A USF é uma unidade funcional do ACES Lisboa Norte em funcionamento desde Maio de 2004, sendo a equipa constituída por 7 médicos, 6 enfermeiros e 5 administrativos. Tem como objetivos a prestação de cuidados de saúde de qualidade e proximidade aos cidadãos, traduzindo-se no aumento da acessibilidade, na satisfação dos utilizadores e dos profissionais envolvidos. A melhoria da qualidade e continuidade dos cuidados prestados e o aumento da eficiência dos serviços, tem contribuído para a reorganização e otimização do funcionamento do ACES.
O plano de ação encontra-se definido, sendo um documento base e diretor de atividades a desenvolver na USF pela sua equipa multiprofissional. No mesmo constam objetivos e metas definidas para o triénio entre 2015-2017.
Objetivos definidos:
Garantir os cuidados da carteira básica de serviços (previsto em diário da república); Assegurar uma boa articulação entre os vários elementos da equipa;
Garantir a adequada inter-relação com o ACES I - Lisboa Norte e todas as unidades funcionais do Centro de Saúde;
Desenvolver a melhor articulação possível com os hospitais, outros serviços de saúde e Instituições sociais;
Divulgar o modo de funcionamento da USF juntos dos vários parceiros da comunidade;
Esclarecer adequadamente os utentes da USF sobre o funcionamento desta, de uma forma tão completa e clara quanto possível;
Ter na USF em funcionamento entre as 8h00 e as 20h00 de 2ªf a 6ªf;
Indicar as alternativas assistenciais durante o período de encerramento da USF: Instituição hospitalar após as 20h; Atendimento complementar do Centro de Saúde; Estabelecer as normas de atendimento dos utentes de modo a melhorar a eficiência dos serviços e grau de satisfação dos utentes;
Fomentar o modelo de atendimento telefónico em duas vertentes, procedimentos administrativos e esclarecimento de dúvidas de carácter geral e do âmbito médico e de enfermagem;
Estabelecer normas para a prescrição de medicação crónica;
Promover a atualização de conhecimentos dos três grupos profissionais; Prestar serviços de saúde de qualidade técnico-científica reconhecida; Contribuir para a maximização dos ganhos em saúde da população inscrita.
As recomendações do Plano Nacional de Saúde, as orientações da DGS e os indicadores contratualizados para 2015, constituem o referencial para as atividades previstas.
Área de Influência
Na população etária, em ambos os sexos, a faixa com >75 anos é a que se encontra em maior número e abrange duas freguesias.
Caracterização da saúde infantil na USF
A promoção da saúde das crianças e dos jovens passa por uma vigilância cuidada e criteriosa, assim a USF pretende prestar cuidados de saúde integrados que garantam a vigilância das crianças e dos adolescentes, de acordo com os objetivos e periodicidade propostas no esquema de vigilância da DGS. A população alvo é o número total de inscritos entre os 0 e os 18 anos na USF, 2170 (0-11 meses: 85; 12- 23meses: 110; 2-13 anos: 1450; 14-18 anos: 525).
A saúde infantil apresenta como objetivos:
Conseguir que em 2017 pelo menos 74% das crianças durante o primeiro ano de vida efetuem 6 ou mais consultas de vigilância;
Conseguir que em 2017 o índice de acompanhamento adequado em saúde infantil no 1º ano de vida seja de 0.740;
Consegui que em 2017, 78% das crianças no 2º ano de vida, tenham pelo menos 3 consultas de vigilância;
Conseguir que em 2017 pelo menos 80% das crianças efetue o Exame Global de Saúde dos 5 anos.
As estratégias definidas são:
Realizar consultas de saúde infantil/ saúde juvenil de acordo com as normas da DGS;
Informar sobre comportamento saudáveis;
Identificar e convocar as crianças em falta às consultas de vigilância até aos 2 anos; Oferecer da primeira consulta do RN na sequência da recepção da notícia de nascimento;
Marcar a primeira consulta do RN antes dos 28 dias de vida (ex: aquando realização do teste metabólica);
Promover a articulação da USF - Hospital de referência preferencialmente com protocolos de cooperação/informação a estabelecer;
Marcar e realizar visita de domicílio após contacto dos pais ou após recepção da notícia de nascimento dos hospitais de referência (visita ao RN de risco);
Realizar sessões de ensino sobre cuidados ao bebé, individuais ou em grupo;
Promover o aleitamento materno, apoiar e informar as mães que decidam amamentar;
Desenvolver e dinamizar o “cantinho da amamentação” na USF; Apoiar e informar as mães que optarem pelo aleitamento artificial;
Facultar e facilitar o contacto telefónico dos pais com os profissionais de saúde para o esclarecimento de dúvidas;
Convocar crianças dos 5 anos e dos 12-13 anos para realização do exame global de saúde e ficha de ligação USF- saúde escolar;
Realizar sessões de educação aos pais sobre: utilidade/importância da comparência às consultas de vigilância, desenvolvimento infantil, prevenção de acidentes e conhecimento/adoção de comportamentos saudáveis;
Promover a oferta de outras atividades no âmbito da promoção de saúde infantil entre profissional de saúde e utente;
Reencaminhar e articular com os cuidados secundários as crianças/jovens com doenças crónicas e/ou com deficiências;
Fomentar o trabalho multidisciplinar e interdisciplinar da USF, em particular com psicóloga e assistente social, para acompanhar situações de crianças/jovens de risco;
Informação antecipada aos pais sobre a importância do exame global de saúde na consulta dos 4 anos.
Consultas de saúde infantil
As consultas de saúde infantil funcionam no 2º piso do edifício da USF, são realizadas pela equipa de saúde (médico/enfermeiro) de 2ª a 6ªf das 8h30 às 13h, de acordo com o horário estabelecido para as consultas de saúde infantil do médico de família. Independentemente das consultas estabelecidas no PNSIJ, as crianças até aos 12 meses de idade são igualmente seguidas em consultas intercalares pela enfermeira, num horário pré-estabelecido de 2ªf a 6ªf das 14h às 18h. Nas situações de doença aguda o atendimento efetua-se das 8h às 20h consoante a disponibilidade médica e são atendidas pelo seu médico consoante a prioridade existente. A sala de espera apresenta cartazes alusivos à saúde infantil e um espaço recreativo com alguns brinquedos. No gabinete de enfermagem as paredes têm cores suaves e desenhos, estando no seu interior todo o material necessário para a realização da consulta. Ao enfermeiro compete realizar registos claros, precisos e concisos, nos sistemas informáticos (SAPE E SINUS) implementados. No boletim individual de saúde devem ser registados os aspetos relevantes e ocorrências consideradas importantes e necessárias.
A consulta de enfermagem é constituída pelas seguintes etapas: Acolhimento;
Levantamento de intercorrências;
Avaliação do crescimento e desenvolvimento; Promoção de cuidados antecipatórios;
Intervenção face ao risco.
As intervenções nas etapas acolhimento, levantamento de intercorrências e intervenção face ao risco, são similares independentemente da faixa etária. As intervenções de avaliação do crescimento e do desenvolvimento e promoção de cuidados antecipatórios, devem ser adequadas à idade que a criança apresente. Estas etapas podem ser alteradas e/ou adaptadas sempre que as necessidades individuais da criança assim o justifiquem.