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Chapter Three: Theoretical Framework

3.3 Construction of Identity and Positioning Theory

As fêmeas ingurgitadas e a massa de ovos de cada grupo foram pesadas e não foram observadas diferenças estatisticamente significativas (p > 0,05%) entre os grupos em relação aos parâmetros: peso médio das teleóginas e peso médio da postura (Tabela 2).

Tabela 2- Peso total de fêmeas R. microplus, (≥ a 4,5 mm de comprimento) peso da postura em gramas e percentual de eclodibilidade de larvas de R. microplus dos grupos controle (GI), tratado com o bioterápico 30 DH (GII).

Dias após a infestação Grupo I Controle Grupo II bioterápico 30 DH

teleóginas (g) ovos (g) eclosão (%) teleóginas (g) ovos (g) eclosão (%)

21 3,058 1,728 70 3,636 2,012 90 22 3,779 1,868 90 3,687 1,970 90 27 2,500 1,410 90 2,715 1,418 90 28 3,803 1,426 90 3,964 1,856 90 29 3,574 1,572 90 3,712 1,770 85 30 3,317 1,508 90 3,313 1,790 90 31 2,891 1,806 95 3,349 1,366 70 35 3,421 1,840 90 3,094 1,226 90 37 3,290 1,446 90 3,392 1,628 90 38 2,376 1,360 90 2,661 0,959 85

Em relação ao percentual de eclodibilidade foram observados menores valores no grupo tratado nos dias 29, 31, 34 e 38 após a infestação artificial de larvas. O menor valor de eclodibilidade observado para o grupo tratado com o bioterápico injetável 30 DH foi 70% no 31º dia após a infestação por R. microplus, demonstrando baixa interferência do medicamento na reprodução do ixodídeo. Foram observadas associações significativas entre eclosão e o tratamento com o bioterápico nos dias 31, 34 e 38 quando foi realizada a comparação do número de larvas levando-se em consideração a percentagem de eclosão e a estimativa de que 1g equivale a 20000 larvas. Os resultados obtidos diferem dos relatos de Gazim et al. (2010) que descreveram diminuição no peso das fêmeas e dos ovos, além do percentual de eclodibilidade de 50% no grupo tratado com bioterápico de R. microplus durante 28 meses. A diferença pode estar relacionada ao menor tempo de tratamento realizado no presente ensaio.

41 5.4 Microscopia Eletrônica de Transmissão

Os resultados da microscopia eletrônica do intestino de fêmeas ingurgitadas de R. microplus demonstraram estruturas íntegras em ambos os grupos (Figuras 5 e 6), e as principais células observadas foram as células digestivas maduras. No interior das células digestivas, foram visualizadas estruturas especializadas, delimitadas por membrana denominadas de hemossomos, além de vesículas digestivas (vacúolos) de diversos tamanhos, organelas como o retículo endoplasmático rugoso, mitocôndrias, ambas no citoplasma e presença do núcleo localizado na região central. Foram observados microvilos preservados nas membranas basais das células epiteliais intestinais e membranas plasmáticas sem modificações, mantendo a integridade das estruturas internas.

Não há estudos prévios de microscopia eletrônica de transmissão de carrapatos coletados de animais tratados com bioterápico de R. microplus.

42 Figura 5- Eletromicrografias do intestino de fêmea ingurgitada de R. microplus do grupo controle. A- demonstrando a presença dos hemossomos (H), vacúolos (V), membrana celular (MC) íntegra e microvilos. B- célula digestiva (CD), hemossomos (H) e microvilos (MV).

A

B MV

CD H

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Figura 6- Eletromicrografias do intestino de fêmea ingurgitada de R. microplus do grupo tratado com bioterápico injetável A- demonstrando integridade da membrana basal (MB), núcleo (N), mitocôndria (M) e retículo endoplasmático rugoso (RER) B- hemossomas (H), microvilos (MV) e vacúolos (V) C- núcleo (N), retículo endoplasmático rugoso (RER) e mitocôndria (M). N MB RER N MV V H RER M M A C B

44 5.5 Avaliação de Bem-Estar Animal

Os animais demonstraram baixo grau de bem-estar, visto que, apresentaram escore corporal de moderado a pobre após 15 dias da infestação por larvas, sem sofrerem restrição alimentar. Três animais, dois do grupo controle e um do grupo tratado apresentaram alteração dermatológica caracterizada por seborreia, lesões nodulares no local da picada e prurido. Durante o período experimental quatro animais apresentaram linfonodos significativamente aumentados de volume, dois do grupo controle e dois do grupo tratado com o bioterápico injetável. Estes resultados são compatíveis com as lesões descritas em decorrência do parasitismo por R. microplus (Brito et al. 2006).

O bioterápico injetável 30 DH, administrado uma vez por semana durante 6 semanas, possibilitou controle parcial dos carrapatos, mas não impediu os efeitos indesejáveis do R. microplus, portanto, não teve efeito benéfico sobre o bem-estar dos animais.

Com base nos resultados obtidos neste ensaio, os relatos de Veríssimo (1988), a Lei das diluições (Michaud 1998) e objetivando melhorar a eficácia do bioterápico de R. microplus sugere-se a formulação de novos extratos (tinturas-mãe) de carrapatos na potência 6 CH para que com a administração diária, os bioterápicos atuem no plano orgânico dos bovinos parasitados com carrapatos.

6. CONCLUSÃO

O bioterápico de R. microplus 30 DH não apresentou ação direta sobre larvas, nem fêmeas ingurgitadas de carrapatos nos bioensaios in vitro, sugerindo a necessidade da experimentação em bovinos ao testar bioterápicos de R. microplus.

O tratamento com o bioterápico injetável 30 DH, administrado uma vez por semana a bezerros holandeses artificialmente infestados com larvas de R. microplus, apresentou eficácia acaricida baixa considerando todo o período experimental, mas crescente visto que, na última semana de tratamento a eficácia foi maior.

O bioterápico não provocou efeitos adversos, não interferiu na performance reprodutiva das teleóginas, nem no bem-estar dos animais parasitados.

Não foram visualizadas alterações, por meio da microscopia eletrônica de transmissão, no intestino de fêmeas ingurgitadas de R. microplus coletadas de bezerros tratados com o bioterápico 30 DH.

45 EXPERIMENTO II- Desenvolvimento de bioterápico oral e avaliação in vitro e in vivo da atividade em R. microplus e em bovinos naturalmente infestados

7. OBJETIVOS

7.1 Objetivo geral

O presente trabalho teve por objetivo desenvolver e avaliar a atividade de bioterápicos no controle de R. microplus em bovinos naturalmente infestados.

7.2 Objetivos específicos

- Preparar três tinturas-mãe a partir do material vivo, dessecado e calcinado de R. microplus segundo a Farmacopeia Homeopática Brasileira (2011);

- Realizar o controle de qualidade das tinturas-mãe obtidas por técnicas cromatográficas: cromatografia de cadeia delgada (CCD) e cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE); - Preparar três bioterápicos na dinamização 6 CH a partir das tinturas-mãe obtidas anteriormente;

- Realizar bioensaios in vitro para avaliar a eficácia e a performance reprodutiva dos diferentes bioterápicos sobre larvas e fêmeas ingurgitadas de R. microplus;

- Realizar bioensaios in vivo em animais naturalmente infestados por R. microplus para avaliar a eficácia, a performance reprodutiva e o percentual de eclodibilidade dos medicamentos homeopáticos na potência 6 CH.

8. MATERIAL E MÉTODOS