ESCALA DE COMAS DE GLASGOW -
ANEXO II
ESPERANÇA MÉDIA DE VIDA AOS 65 ANOS
Fonte:
https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_indicadores&indOcorrCod=0001723&cont exto=bd&selTab=tab2
APÊNDICE I
PROTOCOLO DE REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
Título da Revisão:
Intervenções de Enfermagem na Promoção da Perfusão Cerebral na Pessoa Adulta Vítima de Traumatismo Crânio-Encefálico
Revisores:
Carla Filipa Freitas da Costa Professora Maria Cândida Durão
Instituição onde é conduzida a revisão
Escola Superior de Enfermagem de Lisboa (ESEL) Questão de Revisão:
Quais as Intervenções de Enfermagem na Promoção da Perfusão Cerebral na Pessoa Adulta Vítima de Traumatismo Crânio-Encefálico?
Objetivo:
Conhecer as intervenções de enfermagem promotoras da perfusão cerebral na pessoa adulta vítima de TCE.
Enquadramento teórico:
O traumatismo crânio-encefálico (TCE) é definido como qualquer agressão ao cérebro resultante do impacto entre uma força externa (aceleração/desaceleração ou perfurante) e o crânio. Desse impacto pode resultar uma lesão do encéfalo, das estruturas de suporte, dos vasos sanguíneos e do crânio, em qualquer combinação (Swearingen & Keen, 2001).
Dada a vulnerabilidade do nosso Sistema Nervoso Central e a sua limitada capacidade de recuperação, as vitimas sobreviventes de um TCE frequentemente apresentam défices e incapacidades de natureza transitória ou
permanente, seja do ponto de vista cognitivo, funcional e/ou emocional/comportamental (Amorim et al., 2013). Trata-se de um processo dinâmico, em que as consequências decorrentes do impacto inicial podem surgir minutos ou horas após o evento ou persistir no tempo.
Atualmente, o TCE constitui-se como um problema de saúde pública com um importante impacto socioeconómico a nível mundial. Apesar da sua incidência ter diminuído na última década nos países desenvolvidos, principalmente devido ao aumento da segurança rodoviária e ocupacional e devido a uma melhoria na prevenção, avaliação e tratamento dos TCE; a nível mundial a sua incidência tem aumentado fundamentalmente à custa dos países em vias de desenvolvimento (Oliveira et al., 2012). Apesar da sua real incidência ser difícil de apurar, por sub-diagnósticos, ausência de procura de cuidados médicos casos de TCE ligeiros ou a ausência sistemas de monitorização e de registo nas unidades de saúde (Idem), a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em 2020 o trauma seja um dos maiores causadores de morbimortalidade à escala mundial.
Os TCE são a principal causa de morte e de sequelas entre crianças e adultos jovens. Contudo a mortalidade está relacionada com a idade e portanto as crianças apresentam uma menor taxa de mortalidade relativamente aos adultos (Sousa, Sousa, & Castro-Caldas, 2003). Nos idosos, os TCE têm aumentado sobretudo devido a uma maior segurança rodoviária e ao aumento da esperança média de vida (Oliveira et al., 2012). As alterações estruturais e funcionais e a coexistência de doenças sistémicas predispõem o adulto idoso a um maior número de acidentes, nomeadamente quedas (Pereira & Almeida, 2009). Por outro lado, o uso de anticoagulantes e antiagregantes são fatores importantes que contribuem para um aumento do risco de hemorragia resultante de um TCE (Oliveira et al., 2012).
Os idosos estão tradicionalmente associados a um pior prognóstico, relativamente ao resto da população, com tempos de internamentos prolongados e frequentemente tratamentos menos agressivos. Mak et al (2012), afirmam no seu estudo que doentes idosos com hematomas intracranianos tinham menos probabilidade de serem transferidos para unidades de neurocirurgia quando comparados com doentes mais novos, com o mesmo grau de severidade. Porém, esta tendência tem-se vindo a alterar devido a uma melhor utilização dos
recursos, à realização de intervenções cirúrgicas atempadas e à transferência para unidades de cuidados intensivos neurocríticos e neuroreabilitação precoce.
Segundo o Programa Nacional de Pessoas Idosas da Direção Geral de Saúde (DGS) “Uma boa saúde é essencial para que as pessoas mais idosas possam manter uma qualidade de vida aceitável e possam continuar a assegurar os seus contributos na sociedade, uma vez que as pessoas idosas activas e saudáveis, para além de se manterem autónomas, constituem um importante recurso para as suas famílias, comunidades e economias”. Deste modo, visando a manutenção da autonomia, independência, qualidade de vida e recuperação global da pessoa, é exigida à equipa multidisciplinar dos serviços de saúde, a progressiva adequação da prestação de cuidados de saúde à população mais idosa
Como referido anteriormente os TCE são frequentemente causadores de incapacidade a nível que cognitivo, físico e emocional/comportamental. Assim, o enfermeiro enquanto, membro integrante de uma equipa multidisciplinar, tem um papel crucial no cuidado à vítima de TCE desempenhando um papel ativo na manutenção de parâmetros neurológicos (consciência, sensibilidade e motricidade) e fisiológicos (pressão sanguínea, saturação de oxigénio, pressão de perfusão cerebral) numa perspetiva de prevenção de lesões encefálicas secundárias (Amorim et al., 2013).
Critérios de inclusão
Tipos de participantes
Esta revisão irá considerar estudos que incluam clientes com mais de 18 anos vítimas de traumatismo crânio-encefálico.
Tipos de intervenção/fenómeno de estudo
Esta revisão irá considerar estudos que identifiquem as intervenções de enfermagem promotoras da perfusão cerebral em clientes vítimas de TCE
Comparação
Tipos de resultados
Esta revisão irá incluir estudos que identifiquem as intervenções de enfermagem (autónomas e interdependentes) utilizadas para manter uma pressão de perfusão cerebral adequada
Tipos de estudos:
Serão considerados para esta revisão integrativa da literatura todos os artigos, publicados, literatura cinzenta e documentos encontrados nos repositórios abertos em Português, Inglês e Espanhol.
Estratégia de pesquisa
Os descritores a utilizar para o processo de pesquisa serão os seguintes: Head
Injury, Brain Injury, Trauma Brain Injury, Traumatic Brain Injury, Trauma Head Injury, Brain Trauma, Brain Concussion, Severe Brain Trauma, TBI, Craniocerebral Trauma, Nursing management, Nursing interventions, Nursing Care, Critical Care Nursing, Intracranial Pressure, Intracranial Hypertension, Cerebral Perfusion Pressure.
Método de Revisão e colheita de dados
Numa próxima fase, através da leitura dos títulos e dos resumos serão excluídos os artigos repetidos e aqueles que não se encontram nas línguas referidas nos critérios de inclusão. De seguida será realizada uma leitura integral dos artigos sendo selecionadas apenas aqueles que estiverem de acordo com os critérios e inclusão e de exclusão.
A síntese e apresentação de resultados serão feitas através da elaboração de um instrumento onde conste os seguintes parâmetros: Estudo (autor, ano, título, tipo), Participantes (de amostra e idade), Intervenção (descrição detalhada), Resultados (princípios achados relativos à promoção da PC) e Conclusões e Limitações.
Conflito de Interesses
BIBLIOGRAFIA
Amorim, C., Menezes-Júnior, J., Alves, T., Araújo, D., Gúzen, F., & Cavalcanti, J. (2013). Avaliação Neurológica Realizada por Enfermeiros em Vítimas de Traumatismo Cranioencefálico. Revista Neurociências, 21(04), 520–524. Andrade, A., Paiva, W., Amorim, R., Figueiredo, E., & Neto, E. (2009). Mecanismos de Lesão Cerebral no Traumatismo Cranioencefálico.
Revista Associação Médica Brasileira, 55(1), 75–81.
Circular Normativa nº5/99 de 5 de Maio (1999). Protocolo Nacional para a abordagem dos de Traumatismos Crânio-Encefálicos. Ministério da Saúde. Direçao Geral da Saúde
Cowley, N. J., & da Silva, E. J. (2008). Prevention of secondary brain injury following Head Trauma. Trauma, 10(1), 35–42.
Hyder, A. et al (2007). The impact of a TBI global perspective.pdf.
NeuroRehabilitation, 22, 341–353.
Mak, C. H. K., et al (2012). Traumatic Brain Injury in the Elderly: Is it as Bad as we Think? Current Translational Geriatrics and Experimental Gerontology
Reports, 1, 171–178.
McClelland, H. M. (2007). Nursing Role on Preventing Secondary Brain Injury.
Accident and Emergency Nursing, 15(2), 72.
McIntyre, A., Mehta, S., Aubut, J., Dijkers, M., & Teasell, R. W. (2013). Mortality among older adults after a traumatic brain injury: a meta-analysis. Brain
Injury, 27(1), 31–40.
Murthy, T., Bhatia, P., Sandhu, K., Prabhakar, T., & Gogna, R. L. (2005). Secondary Brain Injury : Prevention and Intensive Care Management.
Indian Journal of Neurotrauma, 2(1), 7–12.
Mendonça, S. (2009). Competências Profissionais dos Enfermeiros: A
Excelência do Cuidar. Editorial. Lisboa
Murthy, T., Bhatia, P., Sandhu, K., Prabhakar, T., & Gogna, R. L. (2005). Secondary Brain Injury : Prevention and Intensive Care Management.
Indian Journal of Neurotrauma, 2(1), 7–12.
Oliveira, E., Lavrador, P., Santos, M. M., & Antunes, L. (2012). Traumatismo Crânio-Encefálico : Abordagem Integrada. Acta Médica Portuguesa,
Ordem dos Enfermeiros (2011). Regulamento dos Padrões de Qualidade dos Cuidados Especializados Em Enfermagem Em Pessoa em Situação Crítica. Lisboa: OE
Ordem dos Enfermeiros (2010). Regulamento das Competências Comuns do Enfermeiro Especialista em Enfermagem em Pessoa em Situação Critica. Lisboa: OE
Ordem dos Enfermeiros (2010). Regulamento das Competências Específicas do Enfermeiro Especialista emEnfermagem em Pessoa em Situação Critica. Lisboa: OE
Pereira, C., & Almeida, A. (2009). Traumatismo cranioencefálico leve no idoso |Mild Head Injury In The Elderly. Jornal Brasileiro de Neurocirurgia, 20(3), 356–361.
Sousa, M. E., Sousa, L., & Castro-Caldas, A. (2003). Epidemiologia dos traumatismos crânio-encefálicos em portugal (*). Acta Médica
Portuguesa, 16, 71–76.
Swearingen, P. & Keen, J. (2001). Manual de Enfermagem de cuidados intensivos: intervenções de enfermagem independentes e interdependentes. 4ª ed. Loures: Lusociência – Edições Técnicas e Científicas, Lda
Yi, A., & Dams-O’Connor, K. (2013). Psychosocial functioning in older adults with traumatic brain injury. NeuroRehabilitation, 32(2), 267–73.
APÊNDICE II
CRONOGRAMA DE ESTÁGIOS
Legenda:
Anos
2015
2016
Meses
Outubro
Novembro
Dezembro
Janeiro
Fevereiro
Dias
5 12 19 26 2 9 16 23 30 7 14 18
4 11 18 25 1 8 15 22 29
9 16 23 30 6 13 20 27 4 11 17 3 8 15 22 29 5 12 19 26 4
UCIN
Hospital
São José
F
ér
ias
d
e
N
ata
l
SU
Hospital
de Santa
Maria
EstágioAPÊNDICE III
- OBJETIVOS DEFINIDOS PARA O ESTÁGIO DE UNIDADE DE
CUIDADOS INTENSIVOS NEUROCIRÚRGICOS -
OBJETIVOS PARA O ESTÁGIO NA UNIDADE DE CUIDADOS INTENSIVOS NEUROCIRÚRGICOS
Objetivo Geral
- Desenvolver competências especializadas de enfermagem na prestação de cuidados à pessoa em situação crítica, nomeadamente à
pessoa idosa vítima de TCE, em contexto de cuidados intensivos -
Objetivos Específicos Atividades
Conhecer a estrutura física, organizacional e funcional do serviço
Reunião com a enfermeira chefe e com o enfermeiro tutor de forma a compreender a organização, o funcionamento e a dinâmica do serviço, os recursos humanos e materiais existentes e projetos em que estavam inseridos
Realização de uma visita guiada pelo serviço que permitiu conhecer a estrutura física, o equipamento e os materiais disponíveis
Consulta de manuais, normas e protocolos existentes no serviço
Cuidar da
pessoa/família a
vivenciar processos
complexos de doença crítica e/ou falência orgânica,
nomeadamente da
pessoa idosa vitima de TCE
Identificação de focos de instabilidade antecipando possíveis complicações a nível hemodinâmico, ventilatório e/ou neurológico e agindo em conformidade
Execução cuidados de alta complexidade com base na evidência científica disponível
Gestão dos cuidados prestados à pessoa em situação critica relativamente ao tempo e recursos, à gestão da dor no doente crítico e à gestão de protocolos terapêuticos complexos
Prevenção e controlar a infeção durante a prestação de cuidados à pessoa em situação crítica
Identificação, avaliação, prevenção e minimização das lesões secundárias na pessoa vítima de TCE, nomeadamente na pessoa idosa, de acordo com o preconizado nas guidelines e protocolos do serviço.
Identificação a(s) pessoa(s) significativa(s), para o doente em causa, e dar resposta à(s) necessidade(s) detetada(s). Realização de reflexões acerca das situações vivenciadas
APÊNDICE IV
- PRINCIPAIS ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DEVIDAS AO
ENVELHECIMENTO -
PRINCIPAIS ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DEVIDAS AO ENVELHECIMENTO
Sistema de órgãos Manifestações
Composição corporal ↓ Água Corporal total ↓ Massa corporal total ↑ Massa gorda
Cardiovascular
↓ Sensibilidade do miocárdio à estimulação β – adrenérgica ↓ Atividade dos Barorrecetores ↓ Débito cardíaco
↑ Resistência vascular periférica Sistema Nervoso Central e endócrino
↓ Peso e volume do cérebro Alterações cognitivas Atrofia da Glândula Tiróide ↑ Incidência da Diabetes Mellitus Gastrointestinal
↑ pH gástrico
↓ Fluxo sanguíneo gastrointestinal Atraso no esvaziamento gástrico ↓ Velocidade do trânsito intestinal Renal
↓ Taxa de Filtração Glomerular ↓ Fluxo sanguíneo renal
↑ Fração de Filtração ↓ Secreção Tubular ↓ Massa Renal
APÊNDICE V
- OBJETIVOS DEFINIDOS PARA O ESTÁGIO DE SERVIÇO DE
URGÊNCIA -
OBJETIVOS DEFINIDOS PARA O ESTÁGIO NO SERVIÇO DE URGÊNCIA
Objetivo Geral
- Desenvolver competências especializadas de enfermagem na prestação de cuidados à pessoa em situação crítica, nomeadamente à
pessoa idosa vítima de TCE, em contexto de urgência -
Objetivos Específicos Atividades
Conhecer a estrutura física, organizacional e funcional do serviço
Reunião com a enfermeira chefe e com o enfermeiro tutor de forma a compreender a organização, o funcionamento e a dinâmica do serviço, os recursos humanos e materiais existentes
Realização de uma visita guiada aos diferentes setores do SU Realização de turnos em cada um dos setores do SU
Consulta de manuais, normas e protocolos existentes no serviço Conhecimento do percurso interno do doente dentro do SU Cuidar da pessoa/família
a vivenciar processos complexos de doença
crítica e/ou falência
orgânica,
nomeadamente da
pessoa idosa vitima de TCE
Colaboração com a equipa multidisciplinar na prestação de cuidados ao doente crítico, em particular ao doente idoso vítima de TCE
Gestão os cuidados prestados à pessoa em situação critica relativamente ao tempo e recursos, à gestão da dor e à gestão de protocolos de atuação (fibrinólise, vias verdes, etc.)
Colaboração com a equipa multidisciplinar na abordagem inicial ao doente vítima de trauma, nomeadamente ao doente idoso vítima de TCE