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CONSEQUENCES OF CURRENT CONDITIONS AND CALIBRATING

O caso de estudo B refere-se à recuperação de um edifício de habitação localizado na Rua do Meio na cidade da Covilhã (figura 4.7) sob a alçada da Nova Covilhã – Sociedade de Reabilitação Urbana, E.M., com o objetivo final de dotar o referido edifício de condições de habitabilidade, reconvertendo-o do ponto de vista construtivo e programático, mas mantendo a linguagem que o caracteriza e identifica.

Figura 4.8 – Localização do caso de estudo B (através do Google Earth).

Este edifício requer todo o cuidado, quer na abordagem à solução de projeto, quer no tratamento final da fachada, sendo a solução final composta por rés do chão, 1º andar, 2º andar e sótão. À data do licenciamento, o local do edifício encontrava-se na carta de

104 Ana Cristina Leite Torres ordenamento e no regulamento do Plano Diretor Municipal como afeta aos Espaços Urbanos de nível 1 na hierarquia de aglomerados urbanos.

A proposta apresentada na memória descritiva e justificativa mantém o uso habitacional do edifício. No entanto, refaz o programa e o esquema de funcionamento da compartimentação interna porque a intervenção é dificultada pela reduzida área de implantação, 40,00 m2. A

opção de projeto foi encarar o edifício como um fogo único, de tipologia T2, marcado pela verticalidade forçada da intervenção com os seguintes compartimentos por piso (figura 4.9):

 Cave: ampla (para arrumos);

 Rés do chão: sala comum e cozinha;

 1º Andar: quarto e instalação sanitária;

Sótão: quarto tipo suite.

Figura 4.9 - Vista atual do edifício correspondente ao caso de estudo B.

Todas estas dependências foram o resultado estratégico da colocação da escada de modo a que ocupasse o mínimo de espaço possível. Em relação ao edifício existente a cércea diminui, apesar de continuar mais elevada do que os edifícios confinantes, embora o tratamento da fachada tenha permitido estabelecer uma continuidade visual com os mesmos, reforçada pelo contraste cromático do estudo da cor da fachada.

Quanto à cobertura, esta terá de ser refeita funcionando em traços gerais com duas águas de diferentes inclinações que abrangem todo o conjunto edificado. Mantendo a marca principal

Ana Cristina Leite Torres 105 de pré-existência do edifício, a água-furtada, com a particularidade de criar uma janela de sacada para o quarto suite existente no sótão.

Portanto, em termos de classificação da intervenção quanto ao nível de reabilitação recorrendo ao quadro 2.4, inserido no capítulo 2 do presente trabalho, este edifício encontra- se no Nível 4.

A partir daqui e mediante a investigação feita foi possível proceder ao preenchimento da ficha de recolha de dados nº1, apresentada no anexo A.6.2.

4.3.3 Caso de estudo C

Esta intervenção é o último caso de estudo no âmbito do programa de trabalhos da empresa municipal Nova Covilhã – Sociedade de Reabilitação Urbana. Tal como o conjunto de edifícios apresentados no caso de estudo A, os edifícios em estudo no caso de estudo C inserem-se na área prevista no Plano Pormenor da Zona Intramuralhas da Covilhã, como área de proteção a imóveis de interesse público, mais propriamente na Rua Alexandre Herculano na cidade da Covilhã, como mostra a figura 4.8.

Figura 4.10 - Localização do caso de estudo C (através do Google Earth).

Sendo o conjunto edificado (figura 4.9), constituído pelas parcelas C124, C125 e C126, considerado como muito diversificado do ponto de vista das características arquitetónicas, principalmente o edifício da parcela C126, era importante proceder-se à recuperação e readaptação das linhas mestras que o caracterizavam do ponto de vista formal.

106 Ana Cristina Leite Torres Com efeito, decidiu-se que o mesmo imóvel seria recuperado mantendo na íntegra a leitura da fachada e o caráter habitacional do mesmo. Por outro lado, as outras duas parcelas seriam unificadas e otimizadas para ocupação habitacional mais familiar.

Figura 4.11 - Identificação das parcelas constituintes do conjunto de edifícios.

A opção de projeto passou então por reformular o interior do edifício, otimizando-o ao nível da criação de espaços interiores. Para reforçar a identidade do edifício optou-se por torná-lo independente dos outros dois, sem ligação interior de forma a criar corpos distintos.

Como já tinha sido referido, do ponto de vista dos usos a proposta apresentada mantém o uso habitacional do edifício, que na totalidade tem uma área de implantação de 165,36 m2,

refazendo o programa e o esquema de funcionamento da compartimentação interna.

No rés do chão (semienterrado), existem dois corpos diferenciados com entradas distintas, um para um T1 duplex e outra para um T2. Quanto aos pisos superiores, a sua entrada faz-se através da rua traseira, mantendo a mesma distinção de volumes. Nas parcelas C124+C125 mantém-se sempre o mesmo esquema de compartimentação interna, com a diferença que a partir de determinada cota temos liberdade para abrir vãos para um e outro lado.

Em relação à parcela C126, dado que podemos tirar partido de vários níveis, a proposta consiste na previsão de dois apartamentos de tipologia T1, tendo um deles ainda a possibilidade de aceder do quarto a uma área de vestiário/zona de trabalho existente a um nível superior, aproveitando o desvão da cobertura. A distribuição por pisos é feita da seguinte forma (figura 4.12):

 Rés do chão: acede-se a um T2 pelas parcelas C124+C125 e a um T1 duplex na parcela C126;

 1º Andar: acede-se a um T2 pelas parcelas C124+C125 e desenvolve-se parte do T1 iniciado anteriormente na parcela C126;

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 3º Andar: desenvolve-se parte do T1 iniciado anteriormente na parcela C126 e têm lugar as arrecadações em sótão nas parcelas C124+C125.

Figura 4.12 - Vista atual do edifício correspondente ao caso de estudo C.

Quanto à cobertura, esta terá de ser refeita funcionando em traços gerais com duas águas sendo que apenas serão aproveitadas as fachadas dos edifícios, com especial cuidado da fachada do edifício da parcela C126.

Portanto, em termos de classificação da intervenção quanto ao nível de reabilitação recorrendo ao quadro 2.4, inserido no capítulo 2 do presente trabalho, este edifício encontra- se no Nível 4.

A partir daqui e mediante a investigação feita foi possível proceder ao preenchimento da ficha de recolha de dados nº3, apresentada no anexo A.6.3.

4.3.4 Caso de estudo D

O caso de estudo D trata-se de um edifício unifamiliar originalmente assente em paredes de pedra de granito e xisto com soalhos e cobertura de madeira. Encontra-se no meio rural, Rua da Ramila – Paúl, concelho da Covilhã, como mostra a figura 4.10. Pretende-se proceder à sua recuperação com o objetivo final de dotar o referido edifício de condições de habitabilidade, reconvertendo-o do ponto de vista construtivo e programático.

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Figura 4.13 - Localização do caso de estudo D (através do Google Earth).

Neste caso, o edifício em questão já sofreu algumas alterações que o fizeram perder a sua essência anterior daí a intervenção não ter um interesse público ao nível do enquadramento histórico do edifício. No entanto, uma reabilitação é sempre valorizada até por uma questão ambiental e de ocupação do solo.

Com efeito, decidiu-se que todo o interior da habitação seria demolido bem como, as duas escadarias existentes na casa e no telheiro, existindo ainda uma zona de ampliação. O edifício mantem a sua característica habitacional de tipologia T2 com uma área de implantação de 204,00 m2, sendo a sua distribuição feita da seguinte forma (figura 4.14):

 Rés do chão: arrumos;

 1º Andar: zona de habitação;

 Sótão: arrumos.

Ana Cristina Leite Torres 109 A zona a ampliar será composta por sapatas, pilares, vigas e lajes de escada em betão armado. As lajes dos pavimentos serão aligeiradas e a cobertura será totalmente refeita, funcionando no seu todo com duas águas. À data do licenciamento, o local do edifício encontrava-se na carta de ordenamento e no regulamento do Plano Diretor Municipal como afeta aos Espaços Urbanos de nível 2 na hierarquia de aglomerados urbanos.

Em termos de classificação da intervenção quanto ao nível de reabilitação recorrendo ao quadro 2.4, inserido no capítulo 2 do presente trabalho, este edifício é classificado pelo Nível 3.

Mediante a investigação feita foi possível proceder ao preenchimento da ficha de recolha de dados nº4, apresentada no anexo A.6.4.