• No results found

Check if probability event should occur

C.1 Minimal requirements to compile the Kernel

3.6 Check if probability event should occur

Para se ter um entendimento mais didático e até mesmo abrangente na abordagem teórica, buscou-se elencar, na questão da arquitetura para os Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, os chamados requisitos básicos, que são os requisitos capazes de inluenciar o ambiente, proporcionando a ele uma qualidade distinta de qualquer subterfúgio de luxo, decoração, hotelaria, etc., para ser considerada boa. Desta forma, entende-se que estes elementos de luxo são considerados acessórios, que podem ou não ser utilizados, mas não são eles os responsáveis por identiicar ambientes de qualidade. Entende-se que, mesmo sem luxo algum, os ambientes podem ser considerados humanizados, atendendo a qualquer tipo de usuário, em especial, os usuários do Sistema Único de Saúde – SUS.

Os requisitos que respondem a esta postura e que foram listados são: adequação ao local; o projeto deve resultar de um estudo funcional e técnico do problema; racionalização das circulações e agrupamento de usos e atividades ains; auxílio na prevenção à infecção hospitalar; lexibilidade dos ambientes; preocupações com conforto ambiental - conforto térmico e conforto visual; presença de verde; relação interior x exterior; e humanização dos espaços.

Para se saber se as abordagens teóricas têm relação com os exemplos práticos analisados, uma análise de cruzamento de informações entre as duas, será feita para cada requisito em cada estabelecimento.

5.4.1 Adequação ao local

Este requisito, de maneira bastante resumida, tem as seguintes características já abordadas: avaliação da topograia; insolação; acessibilidade - de pacientes, de médicos, de funcionários, de emergência, de transporte público, etc.; análise do entorno; e capacidade para ampliações futuras. A importância do arquiteto projetista, quando da escolha do local, torna-se, sob esta ótica,

nelas que se pode analisar, ao máximo, se sua adequação ao local foi eiciente. Em geral, e no caso destas duas não foi diferente, as Santas Casas se instalam em locais relativamente afastados e as cidades vão se formando em seu entorno. Por isso, inclusive, suas histórias se confundem com as histórias das cidades. Ou seja, praticamente todas as diiculdades encontradas atualmente quando da instalação dos hospitais novos, como estudo do entorno, condição de insolação, acessibilidade ou diiculdades de ampliação foram encontradas na época de suas instalações. O que se pode analisar de maneira eiciente, é a condição de implantação atual, entendendo quais as condições para este momento da história de suas existências.

Na Santa Casa de Porto Alegre, a implantação com características pavilhonares dos primeiros hospitais do complexo, já estão sendo abandonadas e a tipologia monobloco vertical está surgindo. Os dois últimos hospitais construídos já têm esta característica e, qualquer outro que venha a ser construído (por exemplo, a ampliação do Hospital Santa Clara – hospital geral, maior e mais antigo do complexo) terá obrigatoriamente que adotar tal característica. Há espaços disponíveis, mas se forem ocupados certamente comprometerão a implantação dos edifícios existentes.

Na Santa Casa de São João da Boa Vista, o edifício original, do tipo pavilhonar ainda se mantém a principal estrutura do hospital. Fato estranho que tem acontecido nos últimos anos é que, apesar de ainda haver espaços disponíveis para ampliações, construções de apoio estão ocupando os originais espaços vazios destinados a jardins e circulações, o que em muito compromete a qualidade dos ambientes.

As fotos abaixo, da implantação original e foto aérea da atual, ilustram o que foi colocado.

Fig. 31

Fotos de satélite e aérea da Santa Casa Dona Carolina Malheiros. Fonte: acervo da Santa Casa Dona Carolina Malheiros

Fig. 30

Foto de satélite do Hospital do Câncer de Barretos. Fonte: Google earth.

A topograia do terreno mostra-se adequada à sua inalidade. Tanto assim, que a condição de instalar-se o hospital da forma mais horizontal possível pôde ser mantida e, praticamente, todo ele é térreo. Há locais com dois pavimentos, mas com facilidades de acessos e que não se revelam obstáculos ao funcionamento pretendido. O terreno é amplo o suiciente para garantir a implantação no modelo pavilhonar, favorecendo assim as condições de conforto ambiental para seus usuários.

Da mesma forma, o terreno oferece boas condições de ampliação. Inclusive atualmente já estão acontecendo 10 obras de ampliação. Como a ocupação do local ainda é pequena em seu entorno, o hospital tem, além de sua área original, áreas adjacentes, em quadras imediatamente próximas, visando ampliações futuras que não comprometam a implantação atual e suas condições de eiciência.

Neste caso, pode-se concluir que a adequação ao local é eiciente e vem somar-se aos demais requisitos para assim garantir ótimas condições aos usuários e permitir que a arquitetura trouxesse humanização aos ambientes.

As Santas Casas, de Porto Alegre e de São João da Boa Vista, tem situação de adequação ao local com características parecidas. As duas têm muitos anos de existência – Porto Alegre aproximadamente 200 anos e São João da Boa Vista aproximadamente 100 anos – ou seja, é

148 149

a cidade; avaliação de sua topograia; e análise deste terreno com relação à sua condição de adequações e ampliações futuras do estabelecimento que nele se instalará, ou seja, o arquiteto tem papel fundamental nesta etapa de deinições. Na prática, o que veriica-se é que tais estudos foram elaborados e os estabelecimento analisados são adequados aos seus respectivos locais, tanto nos mais antigos que existem e funcionam perfeitamente até os dias atuais, como nos mais novos onde percebe-se tal preocupação.

5.4.2O projeto deve resultar de um estudo