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6. The implications of the NSR on Arctic governance

6.4 Conflict spillover in the Arctic

Uma das principais aplicações do CHS ocorre no âmbito dos TM, seja para diagnóstico, tratamento ou prevenção, por isto foram selecionados para esta tese os seguintes indicadores cientométricos: classes e tipos de transtornos mentais; foco das publicações em HS no diagnóstico, terapia ou prevenção para TM; uso de HS para transtornos por etapas de desenvolvimento e por gênero; evolução do número de publicações em HS relativas a transtornos ao longo do tempo. AS classes de TM apresentadas são provenientes do DSM- IV (American Psychiatric Association, 1994, 2000, 2002)

4.5.7.1 Habilidades Sociais e Classes de Transtornos Mentais

Os indicadores de classes de TM (Tabela 12) mostram que as classes mais citadas nas publicações de HS são os Transtornos Diagnosticados pela 1ª Vez na Infância ou Adolescência (25,95%) e os Transtornos da Ansiedade (21,83%), com menor representatividade para outras classes, tais como Transtornos do Humor (13,38%), Relacionados a Substâncias (11,92%) e Esquizofrenias (9,63%).

Tabela 12 - Frequência de Classes de TM nos Artigos sobre HS, com base no total de ngramas que representam título, resumo e assuntos dos artigos sobre Habilidades Sociais no período de 1912 a 2014. Fonte: autoria própria, 2014.

Novamente, os Transtornos Diagnosticados pela 1ª Vez na Infância ou Adolescência vêm confirmar a infância como um dos focos principais do CHS. Os Transtornos da Ansiedade, os relacionados a Substâncias e as Esquizofrenias vêm sendo tratados pelo THS no âmbito das

Terapias Comportamentais seja como tratamento principal ou como coadjuvante em tratamentos combinados com medicamentos.

Muitos transtornos têm pouca relevância nos estudos de HS, tais como o controle dos impulsos (ex. vício no jogo) e os alimentares (ex. anorexia). No entanto, estes tipos de transtornos podem ter influência do meio social, por isso talvez merecessem maior atenção do CHS, assim como outros de menor relevância no campo.

4.5.7.2 Habilidades Sociais e Tipos de Transtornos Mentais

Os indicadores de tipos de TM (Tabela 13), os quais são subordinados às classes de transtornos, mostram que os tipos mais citados nas publicações de HS são a Ansiedade (10,33%), Transtornos Depressivos (10,16%), Transtorno Autista (9,22%) e Estresse (8,34%), com outros menos representativos, mas com boas porcentagens do corpus.

Tabela 13 - Ranking dos 20 Tipos de TM mais Frequentes nos Artigos sobre HS, com base no total de ngramas que representam título, resumo e assuntos dos artigos sobre Habilidades Sociais no período de 1912 a 2014.

Fonte: autoria própria, 2014.

O CHS tem sido bastante utilizado para tratamento de diversos tipos de transtornos, o que caracteriza seu aspecto aplicado como terapia. O uso do THS na ansiedade e estresse e o uso de HS para indivíduos com transtornos do espectro autista, TDAH, Síndrome de Asperger, entre outros Transtornos Globais do Desenvolvimento, ressaltam a importância do CHS seja para diagnóstico, prevenção ou tratamento de transtornos relacionados à infância e adolescência, assim como o vínculo entre o CHS e a Educação Especial.

4.5.7.3 Foco do Campo das Habilidades Sociais nos Transtornos Mentais

O CHS pode ser usado para prevenção, diagnóstico ou tratamento de TM. No Thesaurus

of Psychological Index Terms (American Psychological Association, 2013) encontram-se

definições para estes conceitos: (1) "diagnóstico" se subdivide em "diagnóstico psicológico" (psychodiagnosis), que é o diagnóstico dos TM por meio do uso de métodos ou testes psicológicos, e em "diagnóstico médico" (medical diagnosis), que é o diagnóstico de transtornos físicos ou mentais por meio do uso de métodos ou testes médicos; (2) "terapia" é considerada sinônimo de "tratamento" e se refere a medidas psicológicas ou físicas destinadas a melhorar ou curar uma condição anormal; (3) "prevenção" se refere a qualquer processo usado para impedir ocorrências indesejáveis.

Os indicadores de foco do CHS nos TM (Figura 49), apresentam uma comparação entre as frequências dos termos “Diagnóstico”, “Terapia” e “Treinamento de Habilidades Sociais” nas publicações em HS ao longo das décadas no intuito de compreender como o campo vem sendo aplicado aos TM.

Figura 49 – Prevenção, Diagnóstico e Terapia nos Artigos sobre HS por década, com base no total de ngramas que representam título, resumo e assuntos dos artigos sobre Habilidades Sociais no período de 1912 a 2014.

Fonte: autoria própria, 2014.

Tanto o tratamento, quanto o diagnóstico e o THS apresentam crescimento ao longo das décadas, especialmente na década de 1990. A aparente queda na década de 2010 é porque só estão inclusos 3 anos de publicações da mesma, mas uma projeção de tendência até 2.020 mostraria um crescimento ainda maior que nas décadas de 1990 e 2000.

Na Figura 50 é mostrada a frequência total dos termos “Diagnóstico”, “Terapia” e “Prevenção” em relação às classes de TM nas publicações em HS. Para transtornos específicos, como os da Ansiedade, Esquizofrenias e os relacionados a substâncias, a relação entre diagnóstico e HS parece bem representativa.

Figura 50 – Prevenção, Diagnóstico e Terapia por Classes de TM nos Artigos sobre HS, com base no total de ngramas que representam título, resumo e assuntos dos artigos sobre Habilidades Sociais no período de 1912 a 2014.

Fonte: autoria própria, 2014.

Os indicadores relativos ao tratamento de Transtornos de Identidade e de Gênero mostram um número pouco significativo para terapias relacionadas à HS. Os números para Transtornos Alimentares, Somatoformes, do Sono e dos Impulsos são ainda menos relevantes, indicando, talvez, a necessidade de uma maior ênfase das pesquisas do campo nesses transtornos.

4.5.7.4 Habilidades Sociais e Transtornos Mentais nas Fases de Desenvolvimento

Segundo os indicadores cientométricos que relacionam HS e TM às fases do desenvolvimento (Figura 51), o CHS é mais utilizado na infância e na fase adulta, conforme já constatado por outros indicadores. Em relação as classes de TM para cada fase, têm ênfase os Transtornos Diagnosticados pela Primeira Vez na Infância ou Adolescência e os da Ansiedade na infância e na vida adulta, assim como Transtornos do Humor, Adaptação e os Relacionados a Substâncias para a fase infantil. Para adultos, também são relevantes os transtornos da infância, já que estes precisam aprender a lidar com crianças que apresentem transtornos.

Figura 51 - Frequência de Etapas do Desenvolvimento nos Artigos sobre HS, com base no total de ngramas que representam título, resumo e assuntos dos artigos sobre Habilidades Sociais no período de 1912 a 2014. Fonte: autoria própria, 2014.

Os resultados mostram que há maior quantidade de estudos sobre HS na infância, especialmente os que tratam dos Transtornos Diagnosticados pela Primeira Vez na Infância ou Adolescência. De fato, a infância é a fase em que os indivíduos desenvolvem suas capacidades de interação social e na qual são acompanhados e monitorados em diversos ambientes, tais como família, creche, escola, o que aumenta a probabilidade de se prevenir, diagnosticar e tratar tais transtornos (L. Porter, 2007; Swetnam & Peterson, 1982a, 1982b). Estudos (Dulmus & Smyth, 2000; Dulmus & Wodarski, 1996) apontam que a falta de diagnóstico e tratamento pode ter resultados devastadores para a criança, sua família e a sociedade como um todo, quando a criança com TM cresce tornando-se um adulto com TM. Quando se analisa os resultados sobre as fases do desenvolvimento, observa-se que os transtornos da infância são relacionados tanto a crianças quanto a adultos; no caso de adultos, esta relação pode ser explicada pela necessidade de pais e cuidadores em aprender a lidar com filhos e familiares que apresentem transtornos, por meio da intervenção familiar (Dulmus & Smyth, 2000).

Os resultados mostram ainda que estudos sobre HS e TM têm sido menos frequentes com bebês, adolescentes e idosos. É compreensível essa distribuição em relação a bebês, uma vez que muitos dos TM não se caracterizam nessa idade e os que se caracterizam envolvem atendimento aos adultos, por exemplo, em HS parentais ou educativas e em manejo de comportamentos. Quanto à adolescência, pode-se supor uma carência, pois é uma fase em que há expectativas de comportamentos sociais mais elaborados, além de múltiplas outras demandas interpessoais, com novas tarefas de envolvimento afetivo e com pares sem a

supervisão da família (Z. A.P. Del Prette & Del Prette, 2001, 2001). Segundo Tillfors, Van Zalk, e Kerr (2013), os adolescentes são expostos, pela primeira vez, a situações indutoras de medo que podem esgotar os recursos de autocontrole daqueles socialmente ansiosos, com risco de se engajarem em comportamentos impulsivos, como abuso de álcool para lidar com sua ansiedade, a associações com pares socialmente desviantes e o comportamento antissocial. Assim, este indicador fornece aos pesquisadores do CHS a oportunidade de reavaliar seus focos de estudo, ampliando os estudos para as fases menos privilegiadas.