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The conflict and the aftermath

5 Findings

5.2 Respondents’ perceptions of the conflict and each other

5.2.1 The conflict and the aftermath

A temperatura da coluna da água na estação fixa de Iguape apresentou seu mínimo de 18, 78 °C às 17h na superfície e o máximo de 20, 50 °C às 19h na superfície (Fig. 26A). De forma geral, houve uma pequena estratificação térmica, observada nos dados das 9h, 11h e 17h. Os valores variaram pouco menos de 2 °C ao longo da amostragem.

A B

C D

E

Figura 26. Distribuição temporal da temperatura (A), salinidade (B), pH (C), oxigênio dissolvido (D) e a sua saturação (E) na estação fixa de Iguape no inverno de 2009. Legenda: profundidade ( ) 0 m, ( )5m, ( ) 10 m.

Em relação à variação da salinidade em Iguape o menor valor de 0,34 a 5m ocorreu às 11h e o maior, de 5,74 na profundidade de 10m foi às 17h

(Fig. 26B). O horário previsto da estofa de vazante seria às 9h37min e a enchente às 18h. Considerando a previsão, o menor valor de salinidade ocorreu ligeiramente atrasado e o maior um pouco antes hora. Apesar da grande influência do aporte fluvial via Valo Grande, existiu influencia da maré na salinidade durante a amostragem de inverno 2009. Não houve estratificação halina ao longo de toda a amostragem, demonstrando que a onda de maré interfere no setor norte de forma diferente em relação à Cananéia.

A variação do pH na estação fixa de Iguape mostrou valores entre 7,02 as 11h na superfície até 7,69 as 17h na amostra de 10m (Fig. 26C). O valor mínimo e o máximo acompanharam a variação da salinidade conjuntamente com a maré. Apresentou três estratos da coluna d’ água em quase todos os horários amostrados.

O oxigênio dissolvido apresentou concentração mínima de 5,25 mL L-1 às 13h a 5m, enquanto o valor máximo foi de 5,90 mL L-1 o qual também foi obtido às 13h, na profundidade de 10m (Fig. 26 D). A faixa de variação das concentrações foi pequena e a sua saturação esteve sempre acima de 84% e inferior a 94% (Fig. 26 E). O OD mostrou uma tendência inversa ao pH, o valor mínimo e o máximo ocorreram na mesma amostragem, provavelmente por causa de diferença entre os processos de produção primária e respiração entre os estratos.

O MPS na estação fixa de Iguape variou de 15,10 mg L-1 até 104,20 mg L-1, o valor mínimo ocorreu as 11h e o máximo as 9h. (Fig. 27 A). Os teores foram maiores durante o final da vazante, principalmente na amostra de 10m de profundidade. De forma geral, a profundidade de 10m apresentou os maiores teores de MPS ao longo de quase toda amostragem.

Os teores de MOS estiveram na faixa de 4,90 mg L-1 a 47,10 mg L-1, sendo que o menor valor foi as 11h e, o maior ocorreu as 19h, ambos no estrato superficial ( Fig. 27 B). Com exceção da amostra superficial das 19h, os valores de MOS foram significativamente menores que o MPS. A tendência de variação em relação à maré foi semelhante ao MPS, porém mais suave. A porcentagem de matéria orgânica no MPS variou 17,3 até 80,30% (Fig. 27C).

A B

C D

E

Figura 27. Distribuição temporal do material particulado em suspensão (A), material orgânico em suspensão (B), porcentagem de MOS no MPS (C), clorofila-a (D), feofitina (E) na estação fixa de Iguape inverno de 2009,

Legenda:profundidades ( ) 0 m, ( ) 5 m, ( ) 10 m.

As concentrações de clorofila-a estiveram entre 2,26 mg m-3 e 9,87mg m-3, o mínimo e o máximo ocorreram, respectivamente, 17h a e as 9h ambas nos 10m de profundidade (Fig. 27D). A clorofila-a apresentou um aumento inversamente correlacionado com a maré. O menor valor esteve associado à estofa da maré enchente e, o maior ocorreu na estofa da vazante.

Os valores mínimos e máximos de feofitina na estação fixa em Iguape foram, respectivamente, 0,29 às 19h e de 24,33 às 11h, ambos em 5m de profundidade (Fig. 27E). Na maior parte da amostragem, os teores de feopigmentos foram maiores que os de clorofila-a indicando a predominância produtores primários em senescência ou já em degradação, contando também

com o sinal de feofitina proveniente de outros vegetais da região. Devido à proximidade do rio Ribeira de Iguape, possivelmente parte deste pigmento é proveniente da bacia de drenagem.

As concentrações de silicato na estação fixa de Iguape estiveram na faixa de 136,85 µ mol L-1 a 205,03 µmol L-1, menor valor foi obtido às 7h na superfície e o maior ocorreu às 15h nos 10m de profundidade (Fig. 28 A). O silicato não apresentou uma tendência clara em relação à maré.

O fósforo inorgânico dissolvido apresentou as menores concentrações às 17h á 5m de profundidade e as maiores às 11h na superfície, sendo 1,80 µmol L-1 a 3,13 µmol L-1 (Fig. 28B). O comportamento PID foi inverso ao da maré com um atraso em relação ao máximo, pois, a baixa-mar foi prevista para 9h38min. Não houve diferença significativa entre os estratos. O PTD teve valores similares ao PID, por isso todas as amostras do POD estiveram abaixo do limite de detecção, não estando nos gráficos.

A B

C D

Figura 28. Distribuição temporal do silicato dissolvido (A), fósforo inorgânico dissolvido (B), fósforo total particulado (C), fósforo inorgânico particulado (D), na estação fixa de Iguape inverno de 2009,

O fósforo total particulado apresentou valores de 149,41 µmol g-1 às 19h até 1682,21 µmol g-1 às 11h ambos no estrato superficial (Fig. 28 C). O PTP teve uma tendência similar ao PID, onde os maiores valores ocorreram concomitantemente, principalmente na superfície e nos 5 m de profundidade. O estrato de fundo apresentou as menores variações, isto indica que o fósforo particulado tem origem terrestre, proveniente da lixiviação dos solos da bacia de drenagem do rio Ribeira de Iguape.

Houve problemas com parte das amostras (falta de volume suficiente para filtração) para fósforo inorgânico particulado, prejudicando a avaliação durante o ciclo de maré. As concentrações de PIP estiveram na faixa de 79,66 µmol g-1 até 657,83 µmol g-1, sendo que a menor concentração ocorreu às 19h nos 10m de profundidade e a maior durante as 15h na superfície (Fig.20 D). A maior parte do P particulado corresponde à fração inorgânica corroborando a hipótese que maior parte do P que entra no sistema estuarino está na fração particulada e, no caso do rio Ribeira é inorgânica. Essas maiores concentrações de fósforo na região de Iguape do que em Cananéia ocorrem devido à lixiviação dos solos ricos em rochas fosfáticas e de terras agrícolas por onde passa o Rio Ribeira.