Objetivos:
a) Formar os professores, de modo a permitir uma eficaz e real integração das TIC na escola.
b) Promover nos professores competências pedagógicas e técnicas de modo integrado, abrindo, assim, as perspetivas de uma atuação dos professores com resultados positivos, nas competências que lhes são incumbidas como auxiliadores na aprendizagem dos alunos.
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Plano de formação
Formandos-alvo Professores de Química do segundo ciclo do ensino secundário
Modelo de formação Oficina de formação em TIC
Tempo de formação (duração) Pensada para um total de 60h, sendo que 50% é presencial e 50% à distância
Recursos necessários Uma sala equipada com computadores (com Internet), na escola ou centro de formação
Conteúdos a ministrar
Subordinados ao tema “A Tabela Periódica dos elementos químicos” do ensino médio; avaliação; atividades; ferramentas (manuseio do computador,
software educativo; Internet, etc.)
Supervisão Ministério da Educação
Tabela 12 - Síntese do plano de formação
Esta formação estará dividida em quatro módulos sequenciais e assente nos recursos existentes no CD-ROM “Tabela Periódica”. A atividade a desenvolver pelos professores, assim como os recursos necessários, são esquematizados de seguida.
Módulo 1
Proporcionar o contacto com algumas ferramentas tecnológicas
Breve descrição da forma como irá decorrer a ação de formação.
Constituição de grupos de trabalho com elementos de variados graus de competência técnica no domínio das TIC (formadores).
Familiarização com algumas ferramentas tecnológicas: softwares educativos, uso do computador, Internet, quadros interativos, simulações/animações e outras potencialidades ligadas às TIC.
Realização de atividades, nomeadamente uma apresentação de softwares, recursos digitais e como são explorados. Sessão presencial com a duração máxima de 10h.
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Módulo 2
Realização de atividades-exemplo
Os professores irão realizar atividades preparadas como se fossem alunos.
Sentir as dificuldades e desenvolver as competências necessárias.
Fundamentação e reflexão partilhada de cada professor sobre as principais dificuldades que encontrou na realização de cada atividade, por exemplo: manuseio do computador, exploração de softwares, interação com recursos digitais, etc.
Sessões presenciais (5h).
Módulo 3
Planificação de atividades desenvolvida
Nesta fase, os professores irão desenhar atividades no âmbito dos seus interesses.
Reflexão sobre as atividades realizadas e apresentação das atividades presenciais.
Sessão presencial de 10h para a apresentação dos trabalhos.
Discussão.
Módulo 4
Atividade de avaliação de ação de formação
Avaliação dos trabalhos.
Apresentação do relatório final da formação (5h).
74 A este plano de formação presencial somam-se outras tantas de formação à distância, usando as várias ferramentas da plataforma Moodle.
Convém sublinhar que as ações de formação, tanto à distância como presenciais, devem ter sempre como critério o rigor no desenvolvimento dos temas e as respetivas avaliações, de modo que a formação em sistema de b-learning não seja encarada pelos alunos como menos séria. Torna-se quase prescindível sublinhar a importância da tecnologia na sociedade atual e na ciência e, desta forma, obviamente, no ensino científico. Pese embora a dimensão lata do conceito de tecnologia, não há dúvida de que as tecnologias de informação e comunicação ocupam relevo particular nos nossos tempos. A formação de professores de ciências não pode senão ter uma significativa componente de tecnologia digital e de conhecimento das suas relações com a sociedade, a ciência e a forma de ensinar e aprender.
Com este projeto de formação de professores, pode-se atingir um conjunto de estratégias pedagógicas para a abordagem das ciências através de problemas socais e éticos. Porque só assim poderemos colmatar os desafios colocados ao sistema educativo angolano, inserido no programa estratégico do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), no sentido de elevar os níveis de educação em cada província e município, promovendo, de forma dinâmica e sistemática, as escolas, assegurando um padrão de qualidade que torne eficaz a promoção do saber e o desenvolvimento de capacidades e da literacia científica do público.
O desenvolvimento deste estudo constituiu um enorme desafio para o investigador, nomeadamente no que diz respeito à implementação de meios e métodos de ensino com utilização de recursos digitais e várias outras ferramentas educativas proporcionadas pelas TIC, porque estas se prendem com um tipo de ensino ao qual o investigador, enquanto professor de Química e aluno em todos níveis, não estava habituado antes de ter frequentado este curso. Neste sentido, foi necessário repensar o meu papel de professor tradicional e evoluir para um modelo de professor orientador, com uma atitude interrogativa que promova a procura e a construção do conhecimento por parte dos alunos. Assim, foi necessário ultrapassar o sentimento de perda de controlo do grupo-turma e permitir que os alunos trabalhassem de forma autónoma.
Em suma, este Mestrado foi uma experiência extremamente enriquecedora, quer a nível profissional, quer ao nível académico, porque me permitiu adquirir conhecimento didático que me obriga a repensar o currículo e a metodologia. Deu-me também a possibilidade de familiarização com ferramentas tecnológicas, tirando maior proveito delas como recurso fundamental também em termos pessoais. A nível
75 pessoal, a investigação levou-me a querer melhorar continuamente o meu percurso enquanto professor.
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ANEXO A – Guião de entrevista
Como é do seu conhecimento encontro-me a frequentar o programa de Mestrado em “Ensino de FÍSICA/QUÍMICA em contexto escolar”, em Portugal, concretamente na Universidade do Porto, com projeto de Dissertação de Mestrado «A utilização do software educativo 'tabela periódica' digital no Ensino da Química: um estudo de caso na formação inicial de professores do Iº ano do ensino superior em Angola»