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Devemos ressaltar que a pesquisa qualitativa, de uma forma geral, segundo Bogdan & Biklen (2010, p.47-51) possui cinco características. Devemos levá-las em consideração para adentrarmos em nossa coleta de dados, sendo elas as seguintes:

1) Na investigação qualitativa a fonte direta de dados é o ambiente natural, constituindo o investigador o instrumento principal; 2) a investigação é descritiva; 3) Os investigadores qualitativos interessam-se mais pelo processo do que simplesmente pelos resultados ou produtos; 4) Os investigadores qualitativos tendem a analisar os seus dados de forma indutiva; 5) O significado é de importância vital na abordagem qualitativa (BOGDAN & BIKLEN, 2010, p.47-51).

Esse excerto esclarece bem como desenvolvemos o nosso estudo sobre a Educação Escolar Indígena Parakanã, pois foi no ambiente de investigação que encontramos o nossos dados, descrevendo as aldeias e as escolas através do registro descritivo e por fotografias. Procuramos evidenciar as relações existentes no espaço escolar e de aldeia, e o que vimos nos permitiu fazer algumas generalizações e tirar algumas conclusões.

A nossa investigação se pautou em pesquisas desenvolvidas nas aldeias da TI Parakanã, incluindo o produto dos registros de muitas viagens, reuniões, encontros, acompanhamentos de pesquisadores de diversas áreas, realizados desde 1996, até o período de investigação direcionado para o objetivo específico deste estudo, nos anos de 2013 a 2015, quando foram realizadas coletas de dados mais sistematizadas.

A coleta de informações foi realizada em duas vertentes. Uma no local, ou seja, no “ambiente natural” onde estão os principais sujeitos da pesquisa: onde atuam enquanto professores (toria) e onde vivem enquanto alunos (Awaete), a Terra Indígena Parakanã. Assim, um dos locais-fonte de coleta de dados foram as aldeias e seus habitantes, que descrevemos mais adiante, e com mais detalhes as que possuem escola. A outra parte da pesquisa foi realizada nos documentos produzidos com relação à educação indígena Parakanã, como projetos, relatórios e diários dos professores que atuam e/ou atuaram nas escolas da Terra Indígena Parakanã. Sabemos que a simples presença do pesquisador no ambiente dos

sujeitos investigados já causa uma ruptura em sua rotina. Assim, o investigador se pautou pelo respeito à cultura do outro como instrumento principal para a coleta de dados, buscando não interferir nas atividades diárias das unidades escolares, de seus professores e alunos.

Foram utilizados alguns instrumentos de coleta de dados além de lápis e bloco de anotações, como, por exemplo, o gravador para entrevistas. Os professores foram entrevistados pedindo que dessem o seu depoimento de como souberam dos Parakanã e sua história de como foi o trabalho com eles, pedindo sempre a percepção do professor em sala de aula e em suas relações diárias na aldeia, mas sem fechar em perguntas específicas. A intenção era deixar o professor bem livre em seu relato para que aparecesse o seu sentimento nessa relação estabelecida, às vezes em curtos espaços de tempo (3 a seis meses) e às vezes em longos espaços de tempo (3 a 5 anos ou mais). Os relatos foram conseguidos na forma de entrevistas gravadas ou em textos produzidos por eles.

A fotografia utilizada durante a pesquisa e de arquivos diversos serviu como fonte de informações produzindo uma narrativa do contato, mostrando como este vem se estabelecendo entre Awaete e toria naquele espaço. Foi criado o conceito de “Painel Fotográfico” neste estudo para apresentar um conjunto de fotografias relacionadas com a temática em discussão para que a realidade pudesse ser olhada de diversos angulos e assim nos possibilitar uma melhor aproximação. Cabe notar que cada gravação ou fotografia não será vista de forma estanque, mas sempre articulada com a realidade, momento histórico e outros movimentos buscados no contexto total das referidas realidades escolares e história do grupo social de onde emergem os sujeitos pesquisados. Os dados serão sempre revistos, sejam entrevistas, sejam descrições, sempre articulando com a história do grupo social e seu movimento no mundo material para que o instrumento-chave da análise fosse conseguido a partir do entendimento que o investigador consegue obter deles (BOGDAN & BIKLEN, 2010, p.47-48).

Ainda seguindo Bogdan & Biklen (2010, p.48), os documentos e textos pesquisados estão conectados ao contexto histórico ou circunstâncias em que eles foram criados, o que nos leva a pensar como determinado momento histórico levou à materialização de determinado documento, quais as circunstâncias, necessidades e pontos de vista de seus autores, dentre outros pormenores. Essa conexão, do ato, da palavra com o seu contexto, é imprescindível para

conseguirmos realmente uma melhor aproximação da realidade, senão não satisfaz a necessidade da pesquisa que é elucidar essa realidade além de uma simples descrição. Como ponto fulcral para a obtenção dos dados, o pesquisador se deslocou para o local da pesquisa, em diversos períodos de 2013 a 2015 para que essa realidade “falasse”, ou seja, apresentasse o que mais importante dela se deva conhecer. Além disso, a presença do investigador na área no período de 1996 a 2008, como Professor e Coordenador de Educação, e posteriorente até a atualidade como Consultor em Educação e Meio Ambiente, proporcionou o acúmulo de informações sobre os sujeitos pesquisados e sobre as relações que têm sido estabelecidas naquela realidade.

Este estudo se encaixa dentro da pesquisa qualitativa, pautada essencialmente por descrições, sejam elas em forma de palavras, sejam por meio de imagens (BOGDAN & BIKLEN, 2010, p.48). Dessa forma, a apresentação contém partes das entrevistas, dos textos dos documentos e fotografias para contribuir nas discussões e mostrar a realidade buscando o maior grau de fidelidade possível. Como dados, apresentamos as transcrições das entrevistas, notas de campo, textos dos professores e registros oficiais. Nesse contexto, a palavra escrita assume vital importância, uma vez que não apenas materializa o registro dos dados como nos ajuda a mostrar os resultados obtidos na pesquisa. A grande vantagem da pesquisa qualitativa é mostrar detalhes e nuanças que provavelmente não apareceriam nas pesquisas quantitativas, embora em alguns momentos seja necessário se utilizar de ambas para melhor apresentar uma dada realidade.

O que buscamos? Processo ou produto? Na busca pelo processo que se dá em determinada realidade e/ou atividade, é definitivamente melhor utilizarmos a pesquisa qualitativa, como confirmam Bogdan & Biklen (2010, p.49) para os investigadores qualitativos. Dessa forma, a nossa opção para entender a realidade das escolas Parakanã deve passar por uma busca de como os seus atores negociam, significam, rotulam, definem, determinam noções no tempo histórico dessas diferentes comunidades, durante o seu processo de escolarização e nos espaços em que vivem.

Outro ponto importante é que os investigadores qualitativos não recolhem dados para confirmar ou refutar uma determinada hipótese sobre o assunto a ser investigado. Na maioria das vezes, analisam seus dados de forma indutiva, ou

seja, é o acúmulo desses dados analisados, agrupados e contrastados que permite que abstrações sobre a realidade sejam construídas. Esse tipo de construção teórica sobre dada realidade, que se dá de baixo para cima, é, segundo Bogdan & Biklen (2010, p.50), designada por teoria fundamentada, conceito desenvolvido por Glasser & Strauss (1967), em que o pesquisador qualitativo terá a direção de uma determinada teoria, sobre a realidade estudada, após a coleta minuciosa dos dados e após ter estado algum tempo imerso nessa mesma realidade, com os sujeitos a serem investigados. Os autores dão o exemplo do funil, para a questão da análise de dados, em que, no início, as informações são mais abertas, mas no final vão-se fechando e se especificando para o que se quer mostrar ou sintetizar. Dessa forma, o estudo deve dizer ao pesquisador quais as questões mais importantes a serem reveladas e/ou discutidas e não que ele diga isso de antemão, presumindo que já se sabe o suficiente para perceber as questões importantes da pesquisa antes mesmo de executar a investigação proposta. Portanto, a indução não condiz com um simples montar de quebra-cabeças das pequenas partes encontradas para mostrar a realidade que conhecemos previamente.

Dentro deste princípio, nos anos de 2013 a 2015, permaneci alguns meses na Terra Indígena Parakanã e em Tucuruí e Novo Repartimento, especificamente para a realização da coleta de dados para conseguir o acúmulo de informações necessárias. Também as leituras e o acúmulo dos documentos foram de extrema importância para ir “costurando” os aspectos encontrados na realidade com o que já foi escrito.

E, por fim, destacamos a busca por significado de tudo o que foi encontrado durante a pesquisa, como cada professor e cada aluno dão sentido à escola Parakanã no tempo que já estiveram utilizando a escola para sua formação, no caso dos alunos, e para a construção de novos conhecimentos e práticas escolares, no caso dos professores. Nessa investigação a que nos propomos, é importante aprendermos sobre as perspectivas dos participantes da pesquisa (BOGDAN & BIKLEN, 2010, p.51). Esperamos que os leitores deste estudo possam perceber as principais dinâmicas internas das situações vividas pelos sujeitos da pesquisa (professores e alunos) bem como essas dinâmicas se articulam com as instituições que se relacionam nessa nova fase de contato dos Parakanã com a sociedade não indígena (toria). E, também, que possam

observar como a perspectiva dos professores muda com o passar do tempo, verificando de que forma a realidade impõe ou não essas mudanças.

Nas palavras de Bogdan & Biklen (2010, p.50) “os investigadores qualitativos fazem questão em se certificarem de que estão a apreender as diferentes perspectivas adequadamente”. Para tanto, algumas estratégias têm sido colocadas em prática no campo dessa investigação, as quais adotamos neste trabalho também, tais como manter a preocupação com o rigor da análise para que ela não seja uma percepção equivocada, mas a síntese do que realmente a realidade quer mostrar, retratando mesmo como esses sujeitos estão percebendo essa realidade em que estão imersos e seus possíveis significados.

Há uma necessidade de se questionar continuamente os sujeitos a serem investigados por se tratar de uma pesquisa qualitativa em educação (BOGDAN & BIKLEN, 2010, p.51). Dessa forma, podemos perceber “aquilo que eles experimentam, o modo como eles interpretam as suas experiências e o modo como eles próprios estruturam o mundo social em que vivem” (PSATHAS, 1973, apud BOGDAN & BIKLEN, 2010, p.51). Como investigador desta pesquisa qualitativa em educação, é necessário me colocar no lugar dos sujeitos pesquisados (professores e alunos) para tentar perceber da melhor forma possível o seu ponto de vista. Neste momento, percebemos como a “luz” de Paulo Freire (1979, p.30) nos ajuda a pensar o processo de condução da pesquisa qualitativa, uma vez que este necessita do diálogo entre o investigador e os sujeitos da pesquisa, pois os sujeitos não podem ser abordados pelo pesquisador de forma neutra. Também o pesquisador se modifica ao entrar em contato com a realidade dos sujeitos a serem investigados. A própria realidade é mutável e precisa ser entendida em todas as suas formas dialógicas ao ser investigada. Não existe neutralidade, tudo deve ser apresentado como em construção e em diálogo, pois essa é a dinâmica da própria realidade que se quer investigar e apresentar.

Muitas são as abordagens ou paradigmas compreendidos dentro da investigação qualitativa. Muitas utilizadas na área de educação. Neste estudo, optamos pela etnometodologia, dentro de uma perspectiva em que os sujeitos constroem o seu modus vivendi não sendo apenas sujeitos passivos de uma dada ação, mas sujeitos ativos onde influenciam e são influenciados pela realidade. Também levando em consideração meu longo percurso junto à etnia Parakanã,

participando de muitas atividades com relação à educação, escolhemos a Etnopesquisa Implicada, de Roberto Sidnei Macedo (2010 e 2012). E, como diz Macedo (2012, p.87):

Fundadas na tradição das pesquisas ditas qualitativas de base epistemológica clínico-crítica, a etnopesquisa emerge como distinção a partir de um modo de pesquisar em que a perspectiva e a inspiração teórica da etnometodologia são realçadas enquanto teoria social. Inflexionada para acolher de forma multirreferencial a tradição crítica em ciências antropossociais, a etnopesquisa toma como centralidade o

trabalho com os etnométodos (um conceito fundante para a

etnometodologia e central à etnopesquisa) dos atores sociais, entendendo-os como subsídios primeiros em nível das ações sociais, para compreensão de como as ordens sociais se realizam. Fundamental aqui é se trabalhar com a indexicalização das ações aos contextos culturais e às experiências onde elas se realizam, bem como com os atores sociais, percebendo-os sem qualquer hierarquização ontológica e sociocultural, na medida em que, como qualquer sujeito humano, esses atores exercem, para todos os fins práticos, suas

descritibilidades, inteligibilidades e analisibilidades e, com isso,

trabalham metodicamente a compreensão e a resolução das suas necessidades e problemáticas.

Aqui, vemos como é necessário que a teoria de Paulo Freire seja utilizada para “iluminar” todo o caminho da pesquisa. Embora outros autores venham a corroborar para, sob essa luz, nos ajudar a entender a realidade ora pesquisada ou ainda como ferramentas específicas para a coleta de dados, a pesquisa está pautada na dialética, na possibilidade de o pesquisador se colocar no lugar do outro, de saber como esse outro percebe o mundo e se ainda é possível o inverso também. É necessário que o resultado de pesquisa ocorra do diálogo existente entre os sujeitos e o pesquisador e que a voz dos sujeitos possa aparecer como a voz principal, com a qual se dialoga. Isso é muito difícil devido às relações de poder que se estabelecem entre a sociedade não índia e as sociedades indígenas no Brasil.

Neste ponto, percebemos que as palavras de Macedo (2012) podem contribuir muito com a elucidação desse paradoxo: um sujeito não indígena, como pesquisador, pesquisando em um povo indígena para buscar entender aquela realidade indígena. O pesquisador implicado também pode contribuir para a construção de saberes e de projetos de educação, como diz Macedo (2012, p.23):

Faz-se necessário pontuar que tudo que fazemos está vinculado às nossas implicações, incluindo aí todas as nossas ações pesquisantes. Por outro lado, pesquisar fazendo das nossas implicações um modo de criação de saberes, transforma-se, da nossa perspectiva, numa inflexão importante no campo das pesquisas antropossociais. René

Lourau dissera há alguns anos antes da sua morte, que para os bunkers conservadores da ciência, o mais novo escândalo epistemológico das pesquisas antropossociais seria a entrada em cena de forma irreversível da implicação.

Após colocar um pouco do pensamento desses dois grandes educadores, cabe colocar-me na perspectiva de pesquisador que pretende estar/ser, implicado. Estar implicado com a questão da Educação Escolar Indígena, na Terra Indígena Parakanã, é um grande desafio. Essa implicação não é algo que surge de forma espontânea e nem imediata. Ela tem sido construída ao longo do tempo. E assim se deu nos últimos 20 anos de convivência com o povo Parakanã, construindo uma relação de confiança, numa busca constante de colocar-se na perspectiva do outro, como homem da sociedade não indígena, dos toria, olhar o outro e esse específico outro sendo o índio, fruto da cultura Parakanã – o Awaete.

Essa especificidade implica saber que esse outro não é um outro qualquer. É um outro que, há pouco mais de 30 anos, mantinha contato muito esporádico com a sociedade não indígena. Vivia uma relação completamente diferente com outros que também não tinham nenhum ou mantinham pouco contato com a sociedade não indígena. Esse outro não fala a minha língua, embora a tenha aprendido e dominado muito mais do que eu a deles, e de forma mais rápida, devido, é claro, às necessidades que se dão na relação deles com a sociedade envolvente. Esse outro vive em outro “mundo”, com outras leis, com outras relações.

Entretanto, esses sujeitos possuem uma série de necessidades e atitudes fundamentais, as mesmas de outros sujeitos, sejam índios, sejam não índios. Trabalham para sustentarem seus filhos, cuidam uns dos outros, precisam vender seus produtos para poder conseguir comprar coisas que não produzem, precisam entender a outra sociedade muito mais “forte”, que pode subsumi-los etc. Então, percebe-se que, embora sejam sujeitos que pensam de uma forma diferente da minha, em algum momento posso tentar me colocar em seu lugar para poder entender melhor as suas necessidades. É importante saber que jamais poderei ser como os sujeitos desta pesquisa, mas posso tentar saber o que é ser como eles (BOGDAN & BIKLEN, 2010, p.113).

Entender o mundo em que vivem os Parakanã na atualidade e sua história até este momento é fundamental para o desenvolvimento deste estudo.É preciso que desenvolvamos um estado de possibilidade de nos colocar no lugar do outro,

esse outro que, apesar de ser muito diferente em vários aspectos, em outros se traduz com as mesmas necessidades básicas e de sobrevivência de qualquer grupo humano. Nesse sentido, aproveitamos bem o que diz Macedo (2012, p.84):

Por entendermos a aprendizagem como processo cultural e por compreendermos a cultura, por sua vez, como o modo de viver e pensar que construímos historicamente com o outro, acreditamos ser pertinente contextualizarmos implicando-nos às referências históricas e culturais dos grupos, os contextos e os sujeitos que pesquisamos, antes de entrarmos especificamente nas questões referentes aos processos restritos da pesquisa.

Daí a necessidade de uma busca por uma metodologia que permita essa implicação com os sujeitos de estudo, uma forma em que o pesquisador possa verdadeiramente se colocar no lugar do outro, do sujeito a ser pesquisado. Para tanto, vamos nos ater a um recorte que é o recorte da escolarização, embora não possamos fechar os olhos para outras situações, pois tudo está relacionado. A escola produzida pelo Programa Parakanã pode ser definida, em uma primeira aproximação, como uma única escola que atende a toda a população Parakanã em 12 locais (em 2013) ou 12 aldeias. Existe, ainda, um local que também faz parte da organização da Escola Parakanã e se estabeleceu como um Centro de Formação, onde ocorrem cursos para representantes de todas as aldeias e funciona também como espaço de discussão política, especialmente com agentes externos aos Awaete. Para exercer esse papel, foi construído em um espaço dentro da Terra Indígena Parakanã, mas fora dos limites de qualquer das aldeias estabelecidas. Nesse espaço, tanto os Parakanã Ocidentais quanto os Parakanã Orientais podem participar de reuniões e cursos, sem que suas divergências políticas e culturais fiquem acirradas. Sem esse espaço de mediação, muitas das decisões importantes para os Parakanã não poderiam ser discutidas com todos os representantes, uma vez que os orientais não visitam os ocidentais e vice- versa.

Para uma melhor sistematização dos elementos metodológicos deste estudo, atente-se para a Imagem 2.1, em que organizamos a nossa matriz teórica para a compreensão do nosso objeto de estudo que é a Educação escolar Indígena Parakanã.

Imagem 2.1: Matriz teórica articulada por campo de abordagem para a investigação da

Educação Escolar Indígena Parakanã.

Resumidamente, podemos dizer que partimos das concepções da abordagem qualitativa de pesquisa, como um campo mais abrangente. Dentro dessa abordagem, passamos a estudar as etnometodologias e, dentre essas, escolhemos a etnopesquisa implicada para dar conta do nosso objeto de estudo que é a Educação Escolar Indígena Parakanã. Tudo isso sempre observando o pensamento/orientações de Paulo Freire, que não entra na pesquisa necessariamente como campo teórico, mas que nos guia no sentido da busca por percepções de uma realidade em construção, que se faz pelo diálogo e pela possibilidade de o pesquisador se colocar no lugar do outro, dos sujeitos da pesquisa.