CAPITULO 4: REVISIÓN DE LA BIBLIOGRAFÍA. ESTADO DE LA CUESTIÓNCUESTIÓN
3.7 CONCLUSIONES Y RECOMENDACIONES DE LA LITERATURA
2. Pessoa que escreve para uma publicação periódica, sem fazer parte da redação.
Adjetivo
3. Que colabora. = COLABORANTE40
Como é possível ver, a partir da definição grifada, o colaborador, em oposição ao ajudante, encontra-se em iguais circunstâncias de iniciativa que a pessoa que recebe a sua colaboração. A partir dos dados que obtivemos na análise dos auxiliares da Expedição Thayer, percebemos a necessidade de especificar, ainda mais, o subgrupo dos colaboradores, devido a grande diversidade de auxílios recebidos. Inserimos, portanto, dentro deste subgrupo, três grupos distintos: o grupo de colaboradores científicos, o de colaboradores logísticos e o de colaboradores de conhecimentos tradicionais.
Como colaboradores de conhecimentos científicos entendemos aqueles indivíduos que contribuíram com conhecimentos provenientes de pesquisas ou observações científicas, suas ou de outrem, além da coleta de espécimes, uma vez que está inerente nesta atividade o olhar e a compreensão sobre ciência do coletor. Já os colaboradores logísticos incluem aqueles indivíduos que forneceram apoio em relação a logística da expedição, isto é, auxílios referentes a informações geográficas, alimentação, transporte, hospedagem, cuidados médicos, etc. Por fim, a categoria de colaboradores de conhecimentos tradicionais foi criada para abranger indivíduos que contribuíram com conhecimentos adquiridos através da
40Idem. Colaborador. Disponível em: <http://www.priberam.pt/DLPO/colaborador> Acesso em: 14 nov. 2014,
observação empírica ao longo da vivência naquelas regiões, conhecimentos que, diferentemente dos científicos, não passariam posteriormente pelo crivo de uma análise por parte de um grupo organizado como o dos cientistas.
No âmbito desta pesquisa, são estes os principais grupos que nortearão a nossa compreensão dos diferentes tipos de auxílios recebidos pelos viajantes. Para além destes grupos, criamos, ainda, um grupo distinto para agrupar aqueles indivíduos que são citados como fonte de referência, inspiração, motivação ou aprendizado. A este grupo chamamos de “referência e motivação”. Embora tenham, certamente, contribuído de alguma forma para a formação, referência ou a inspiração dos viajantes, a contribuição destes indivíduos para a expedição foi mais distante. Em muitos casos, são indivíduos que compartilhavam do mesmo círculo acadêmico que os naturalistas viajantes e que, por isso, contribuíram de alguma forma com as discussões científicas acerca dos temas que a expedição procurava investigar no Brasil.
Para recapitular, podemos propor uma representação visual de nossos conjuntos de categorias da seguinte forma:
Figura 1: categorias de auxiliares para análise
Além das diferentes categorias de análise, também iremos propor no capítulo 3 a utilização de um software para a visualização da rede de Agassiz em forma de gráfico. Em anos recentes, cada vez mais pesquisadores interessados na análise de redes e grupos complexos buscam as vantagens oferecidas por programas de computador para a organização
de vastos conjuntos de informações. O Gephi41, programa lançado inicialmente em 2008, é uma plataforma gratuita desenvolvida por alunos da Universidade de Tecnologia de Compiègne, na França. O programa permite que o pesquisador crie gráficos para a visualização de sua rede e, por sua simples utilização, vem sendo cada vez mais incorporado como ferramenta útil em pesquisas em ciências humanas, como o projeto Mapping the Republic of Letters, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos42. Há uma página na internet onde são listadas centenas de artigos científicos que utilizam o programa em sua metodologia, organizados por ano de publicação43.
No entanto, antes de partir para a análise da rede de auxiliares, achamos importante compreender um pouco sobre o naturalista que liderava a expedição. No primeiro capítulo, iremos focar sobre a vida e a carreira científica de Louis Agassiz, procurando compreender a trajetória, a formação e as ideias científicas defendidas por este naturalista de origem suíça e cidadania norte-americana, observando em que contexto e quais motivos o levaram a organizar uma expedição com destino ao Brasil. No segundo capítulo, partiremos para uma análise sobre a expedição em si, identificando como foram os preparativos para a jornada, quem eram os seus membros participantes, como foi a sua chegada ao Brasil, sua trajetória pelos territórios do sudeste, norte e nordeste brasileiro, até o retorno dos viajantes. É no terceiro capítulo que iremos nos deter, mais especificamente, sobre os auxiliares que contribuíram com a expedição, observando o que nos falam os relatos dos naturalistas, os periódicos da época e, nos casos em que foi possível encontrar, as falas dos próprios auxiliares. Para auxiliar na análise do texto, testaremos nossas categorias de análise e os gráficos produzidos pelo Gephi e tentaremos analisar como foi a participação e a contribuição dos auxiliares no contexto da expedição científica. Por fim, iremos às considerações finais, tentando pesar aquilo que descobrimos com esta análise específica e identificar o que a análise deste caso em particular pode nos dizer, de forma mais ampla, sobre o papel destes indivíduos que, embora às vezes mantidos invisíveis, estiveram presentes e atuantes em algumas das principais expedições de exploração científica que percorreram nosso planeta.
41Disponível em http://gephi.github.io/
42A pesquisa completa, que utiliza o Gephi como uma das principais ferramentas para a visualização da rede
formada pelos intelectuais da República das Letras, pode ser encontrada em http://republicofletters.stanford.edu/