Os "shopping centers de camelôs" ou "camelódromos" constituem-se em espaços comerciais do Centro Tradicional de Recife, criados à "semelhança" dos shopping centers e para onde foram destinados os camelôs expulsos das atuais ruas-shopping e outras mais, administradas pelo CDL.
No Recife, existem dois camelódromo: o “Camelódromo do Cais de Santa Rita”, obra construída em 1 pavimento, com cerca de 1500 boxes, uma praça de alimentação e uma feira de produtos hortifrutigranjeiros, localiza-se ao longo de uma avenida secundária, nos arredores dos pontos de coletivos que se dirigem para a zona sudoeste da cidade (Figuras 22 e 23). O outro é o “Camelódromo da Avenida Dantas Barreto” que se localiza nos canteiros centrais da Avenida Dantas Barreto
(Figuras 24 e 25).
Inaugurados a partir de 1994, abrigariam cerca de "1.800 camelôs, dos bairros de São José e Santo Antônio". No período de transferência dos camelôs, o CDL ofertaria "800 empregos no comércio", para os comerciantes de rua da Avenida Dantas Barreto, anunciada pelo Secretário de Infra-estrutura João Braga, em reunião
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com a comissão de camelôs, representantes de ruas e o presidente do Sindicato dos Vendedores Ambulantes, no dia 8 de março de 1993133. Segundo depoimentos dos
comerciantes dos camelódromos, tal objetivo não foi cumprido.
Figura 22: Camelódromo de Santa Rita.
Figura 23: Quiosques abertosonde eletricistas prestam serviços.Fotos: Kátia Ribeiro, 1999.
133 JORNAL DO COMMERCIO. Braga e camelô debatem hoje o reordenamento. Caderno Cidades. Recife,
Percorremos grande parte do Camelódromo da Av. Dantas Barreto com a sensação de que houve um dinamismo apenas do comércio tradicional situado em seu entorno, onde há a presença de lojas de ferragem, eletro-eletrônico, levando-se a concluir que a circulação dos ônibus trouxe mais benefícios aos lojistas que aos comerciantes dos camelódromos, pois a maior concentração deles se encontra fora do camelódromo. (Figura 24)
Fig. 24: Camelódromo da Avenida Dantas Barreto: é melhor ficar fora.
Foto: Kátia Ribeiro, 1999.
Nos primeiros módulos há uma concentração de mercadorias e pessoas, o que não é visto nos últimos, com presença de poucos quiosques abertos. Entre um módulo e outro, o espaço é disputado com arranjos de proteção de chuvas.
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Figura 25: O vazio do espaço interno do Camelódromo.
Foto: Kátia Ribeiro, 1999.
O Projeto Shopping-Lô foi projetado para ser implementado em duas etapas. Inicialmente, compreenderia um Centro Popular de Vendas, o Shopping do Camelô, um espaço para a “Casa da Criança e do Adolescente". A sua segunda etapa compreenderia um Calçadão dos Mascates, que ligaria o velho Mercado de São José ao Centro Popular de Compras, no Cais de Santa Rita, oferecendo à população um espaço de lazer e descanso, com jardins, banquinhos, um memorial ao cantor Luiz Gonzaga e pontos para lanches rápidos que seriam alojados em 1.500 quiosques, módulos de fibra de vidro, explorados pelos comerciantes ambulantes.
A segurança da área ficaria a cargo da Guarda Municipal e toda infra-estrutura de transporte seria transferida para as proximidades. O incremento ao turismo é um dos principais objetivos do Projeto, uma vez que, para seus autores, “desenvolverá o Centro limpo e seguro para os programas de tipo city tour, sendo o próprio ‘Shopping-Lô’ uma alternativa para os visitantes”. O custo do projeto chegaria a 6 milhões de dólares, ficando seu gerenciamento a cargo de uma equipe especializada.
Além do "Shopping-Lô", um outro projeto foi idealizado para o Centro de Recife. Além da estrutura interna, o “Beliscada” previa uma infra-estrutura de estacionamento para 4 mil carros, terminais de ônibus, posto médico, posto de polícia, balcão de informações turísticas e de saúde pública. Cerca de 2 mil camelôs seriam distribuídos em quiosques padronizados nas esquinas e calçadas de várias ruas e avenidas da cidade, inclusive nas ruas-shopping, como veremos adiante.
O empreendimento, que ficaria a cargo do Estado, municipalidade e empresários locais, orçaria em 30 milhões de dólares e seria gerenciado por um consórcio com representação de cada empreendedor. Dentre os objetivos desses projetos, um deles registra o propósito de “ter de volta o nosso Recife como aprendemos a gostar dele: disciplinado, limpo, civilizado, humano e poético”134.
Propunha-se a resgatar a cidade que existe apenas no imaginário de parte dos seus habitantes, pois, como bem enfatiza a referida pesquisa, “o Recife das primeiras décadas deste século (século XX), guardadas as devidas proporções, também apresentava grandes problemas: era uma cidade com alto índice de mortalidade, que não oferecia os serviços básicos de água, esgoto ou coleta de lixo à sua população, e onde existiam enormes disparidades sociais”.
Dentre as várias propostas criadas pelos arquitetos e economistas da cidade, os camelódromos recifenses, surgiram a partir da concepção de Ronaldo Lamour e Zeca. Os urbanistas criaram os Camelódromos que abrigaram os camelôs existentes naquelas ruas-shopping.
A idéia surgiu com conflitos na Câmara dos Vereadores e no Sindicato dos Ambulantes, esses últimos não aceitavam os locais escolhidos e a falta de critérios da acomodação dos camelôs nos quiosques. Mas o Projeto de implantação dos Camelódromos foi aceito e aplaudido em vários Congressos e Seminários, conferindo prêmio aos seus criadores. A cidade de Recife passariam a servir de exemplo para outras cidades, a exemplo de João Pessoa e Campina Grande, na
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Paraíba, que viriam solicitar orientação para implantação de camelódromos em seus centros urbanos.
O CTR, e, mais especificamente, a área aqui analisada, passa por um processo de reprodução espacial que busca se assemelhar aos shopping centers. Acredita-se que a busca pela imagem de cidade idealizada foi a resposta mais imediata a um dos principais problemas do Centro recifense, o comércio de rua e o surgimento de múltiplas dinâmicas ocorridas nas relações sociais desencadeadas pelo comércio, os seus mais novos espaços de sociabilização e as absorções das formas planejadas de fazer compras dos diferentes atores envolvidos.
Dentre as formas comerciais do CTR que buscam a imagem de shopping centers, seguramente uma delas refere-se aos camelódromos, proposta que teria sido criada pelo poder público municipal daquela época mas que seria implantada na gestão do Prefeito Jarbas Vasconcelos, a partir de 1993.
A economia do Brasil em 1993, vivia uma crise econômica, política e social. No campo econômico, alguns dos sintomas da crise eram: crescimento de apenas 3% da renda média "per capita" nos anos 80, contra um crescimento de 76% na década de 70; inflação desenfreada; transferência e concentração de renda em benefício dos banqueiros, das grandes empresas e dos especuladores em geral; baixo índice de investimentos nas atividades produtivas insuficientes para expandir a produção, aumentar o número de empregos e proporcionar melhorias salariais; a maioria da população economicamente ativa não estava qualificada para o trabalho, comprometendo o seu desempenho como profissionais e como cidadãos. Havia, portanto, um elevado nível de desemprego, em grande parte disfarçado no subemprego e na economia informal, numerosos contigentes de miseráveis - desposados e absolutamente marginalizados da vida brasileira.
Estas e outras características se inserem no interior de um modelo econômico capitalista altamente monopolista e oligopolista em que, menos de 300 grandes grupos econômicos nacionais e multinacionais têm o poder de comandar a economia do país, através do controle dos seus setores básicos, discriminando e subordinando
a pequena e média empresa, geralmente relegada para a periferia do processo produtivo.
No campo político, o Brasil chega ao início da década de 90, com um quadro partidário fragmentado, sem expressão e sem capacidade real de uma articulação consistente para conduzir com segurança o avanço do processo democrático. Os partidos e os políticos estão profundamente desgastados aos olhos do público. Durante as duas décadas de regime autoritário, a sociedade brasileira foi submetida a um amplo e intenso processo de despolitização, em que se truncou o exercício da prática política democrática e da formação e renovação de quadros nos embates da participação efetiva.
Por outro lado, há cerca de 30 anos as elites dominantes optaram por um modelo econômico inspirado nos padrões de consumo da sociedade norte- americana. Como não havia capacidade de produção e de poder aquisitivo de todos, adotou-se uma feroz política de concentração de renda. Em conseqüência, cerca de 10% da população brasileira usufrui daqueles padrões e outros 10% fazem o possível para galgar o tatus dos 10% primeiros, enquanto a restante maioria de 80% fica distante, retardatários ou condenados a total exclusão.
Quase sempre os que mais têm trabalhado, e nas atividades mais duras, têm sido também os que têm recebido a menor parcela da riqueza produzida igualmente, nunca fez parte das prioridades nacionais a ampliação e eficiência dos serviços públicos na área social, uma forma indireta de remuneração para a classe trabalhadora. Assim, o Brasil chega ao final do século XX e início do século XXI, situado entre os países de renda mais mal distribuídas do mundo, apesar do seu potencial econômico.
Esse breve histórico do Brasil no início dos anos 90, contribui para o entender o rebatimento dessa crise nos centro urbanos das metrópoles brasileiras. Com o crescimento do desemprego, houve um aumento do comércio informal, chegando a
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absolver milhares de pessoas em torno dessa economia. Em Recife, havia nesse período cerca de 3.000 ambulantes.
Assim, o Plano de Revalorização do CTR de 1992 "limpou" as principais ruas do comércio do centro, retirando os ambulantes e, do período de 1993 a 1995, a gestão do Prefeito Jarbas Vasconcelos implantou os camelódromos, confinando os camelôs em um prédio localizado centro da cidade. Dentre as estratégias criadas pela gestão, em resposta às críticas sofridas - entre elas a de ter projetado o Camelódromo da Dantas Barreto para se localizar no canteiro central de uma avenida descentralizada (Avenida Dantas Barreto) - o então Prefeito, Jarbas Vasconcelos, enfatizava que o Camelódromo teria o papel de animação dessa Avenida: "Este projeto dará utilidade a uma avenida que está morta e que já está invadida pelos camelôs"135.
Atualmente, o que se vê é algo bem diferente do planejado. Um dos principais problemas para os camelôs do Camelódromo da Dantas Barreto é sua localização em um avenida secundária, suas mercadorias ficariam sem consumidores. Semelhante processo ocorre com o camelódromo do Cais de Santa Rita. Consideramos que a falta de manutenção e controle administrativo faz dos camelódromos um lugar fétido, com quiosques mal conservados que, embora ofertando produtos de baixo preço, não representam atrativo para os poucos consumidores que ali transitam. (MAPA 06) No Camelódromo do Cais de Santa Rita, os camelôs instalados em quiosques mal preservados, queixam-se do descaso da Prefeitura. Não pagam as taxas cobradas e não conseguem comercializar nem o almoço de R$ 1,99 que, por sua assepsia duvidosa, afasta os que passam pela “Praça da Alimentação”, (Figura 26) lugar em que se concentram as lanchonetes e restaurantes, em meio a poças de água, e onde se observam comerciantes ociosos, dormindo ou jogando dominó136 (Figura 27).
135 JORNAL DO COMMERCIO. Jarbas desafia Câmara e garante camelódromo. Caderno Cidade. Recife, sexta -
feira, 5 de março de 1993.
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- RECIFE / PE SISTEMA VIÁRIO -Organizador: Kátia Ribeiro. Desenho: Cláudio Martins
Fonte: UNIBASE, FIDEM, Recife/2000; PCR, URB - Ord. Do Comércio Ambulante (Camelódromo), 1993. 0 8 20m Escala Gráfica 1; 2... Fluxo viário Camelódromo Equipamentos Quiosque
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Figura 26 : Praça da Alimentação do Camelódromo do Cais de Santa Rita.
Foto: Kátia Ribeiro., 1999.
Figura 27: Jogos e conversas: os consumidores não aparecem no Camelódromo do Cais de Santa Rita.
Foto: Kátia Ribeiro., 1999. ap. 10.
Esses dois Projetos são aqui apresentados como exemplo do que ocorre no centro do Recife. Ruas com nome de shopping center, abrigando “Praças de Alimentação”, um gerenciamento a cargo do poder público e privado vão compondo uma paisagem diferente daquela externa a qualquer lugar não atingido por quaisquer
desses Projetos. O que teria mudado no centro do Recife? Para quem ele está voltado e por quem está sendo idealizado?
Entendendo que tais contradições se renovam e apresentam novas relações, novas formas de consumo do comércio e do espaço, nossa investigação não se limitou a analisar as várias formas de consumo nas e das ruas-shopping Nova, Duque de Caxias e Imperatriz, mas, considerando que a retirada dos camelôs dessas ruas representou a principal estratégia de revalorização daquele espaço, desencadeando transformações no comércio e ampliando as contradições da disputa do espaço, pesquisamos também o lugar onde os camelôs foram confinados - os camelódromos - para compreender as novas formas de consumo daquele lugar.
Elegemos o Camelódromo da Dantas Barreto, por ser o único a comercializar a mercadoria vestuário, como foi analisado no capítulo 02. Sendo assim, entrevistamos comerciantes dos boxs (quiosques) do Camelódromo da Dantas Barreto, todos com 08 anos de fixação no mesmo ponto e comercializando vestuário dos municípios de Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama. (Figura 28).
Figura 28: Vendedores do Camelódromo e suas mercadorias. Foto: Kátia Ribeiro, 1999.
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Um dos comerciantes entrevistados, Sr. João Gomes Barbosa, conhecido como "Careca", lembra que em 1995, quando o camelódromo foi criado, só existiam duas opções para o comércio ambulante: o camelódromo ou as feiras de sulanca:
"Atualmente, o Centro está tomado pelos ambulantes, até as ruas adjacentes, que pelo acordo firmado com a Prefeitura em gestões anteriores, era proibido comercializar, hoje estão tomadas por camelôs. Até a frente do Camelódromo está tomada por camelôs". Os depoimentos estão representados no QUADRO 08:
QUADRO 8: MERCADORIAS COMERCIALIZADAS SEGUNDO COMERCIANTES DO CAMELÓDROMO DA DANTAS BARRETO: RECIFE/ SETEMBRO DE 2001
COMERCIANTES QUE MUDANÇAS OCORRERAM APÓS SUA SAÍDA DA RUA? VOCÊ GOSTOU DE TER VINDO PARA O CAMELÓDROMO?
João Gomes Barbosa Filho Trabalhava com laticínios, depois com importados e depois com roupas. Quando vim para o camelódromo tive que baixar o preço da mercadoria, mesmo recebendo aumento do fabricante. Gostei de ter vindo, pois teria um local fixo com proteção. Hoje vejo desvantagem, pois a imagem do camelódromo está prejudicada com a violência,
cada vez maior, principalmente em frente aos módulos 1 e 2. Marcos Antônio Era fraco no início, depois melhorou. Houve mudança de ramo,
passei para confecção pois o preço dos importados aumentou . A mercadoria baixou de preço e a venda baixou, vendendo apenas em
período de época. No início tive melhoria, mas de um ano para cá liberaram as ruas para os camelôs e diminuiu o movimento aqui. Muitos que estavam no camelódromo saíram, repassando seu box e
voltaram para as ruas. Para melhorar o comércio deve -se trazer todos os camelôs para cá.
Urbano
Não mudei de ramo. A mercadoria baixou de preço e as vendas também. Piorou. Eram 4000 camelôs, agora são 1000. Não gostei de ter vindo mas fui obrigado. Há 19 anos comercializei, dos quais 12 anos foram na rua do Rangel. Hoje, 99 % dos camelôs estão
endividados. O módulo 1 está com quase todos os camelôs quebrados, imagine os outros.
Rita Batista de Sousa Não mudei de ramo, sempre fui do ramo da confecção, que tem o mesmo preço desde o real pois se aumentar o freguês não vem. Os fabricantes estão aumentando os preços. As vendas aumentam em época de festas. Não gostei de ter vindo. Vim a pulso, não tinha do
que viver.
Salete de Sousa Piorou, pois nunca mais vi dinheiro, pois a Prefeitura não faz divulgação, trouxeram os pontos de ônibus mas não resolveu muita coisa. A mercadoria não baixou de preço pois a margem de lucro já é muito pequena. Gostei de Ter vindo, pois tenho mais tranqüilidade
só não tem movimento.
FONTE: ENTREVISTAS APOIADAS EM ROTEIRO ANEXO. AUTORA: COSTA, KÁTIA CRISTINA RIBEIRO. RECIFE, JULHO DE 2001.
Demonstrando claramente que o projeto não foi respeitado pela população pois teria sido destinado outro uso a espaços que se queriam ver "limpos de gente pobre", o Poder Público apresentou-se com um discurso dissociados da prática, mostrando que a Revalorização beneficiou apenas os lojistas das ruas comerciais.
Instigados a apontar alternativas de melhoria para a área, os comerciantes do Camelódromo da Dantas Barreto sugerem várias soluções que exigiram a montagem do QUADRO 09. Entre elas encontram-se reivindicações de melhorias no sistema de tráfego, segurança e equipamentos urbanos. Contudo, não apontam como alternativa de solução da concorrência com os lojistas, a comercialização de mercadorias diferentes daquelas vendidas nas ruas-shopping, ou seja, não identificam como elemento prejudicial a generalização de um tipo de mercadoria vestuário no CTR, bem como em vários centros urbanos do país.
As entrevistas aos consumidores do Camelódromo da Dantas Barreto indicam alguns caminhos para o desvendamento da questão. A Senhora Gilvanete Moreira, bancária, moradora do Jordão Alto, quando respondeu às questões do roteiro em anexo, disse:
Não tenho um box que freqüento mais. Pesquiso em todos e procuro o que melhor me agrada. Sempre procuro os camelódromos mas só conheço esse. Quanto aos dias da semana, não tenho um certo. Quando venho à cidade passo no Camelódromo pois é caminho do ônibus. Aprovo a saída dos camelôs das ruas pois ficou melhor para os camelôs e para os consumidores. Deveria ter provador pois como procuro por roupas às vezes não tem como provar se ficou boa. Não procuro marca mas procuro modelo bonito que me agrada, pois tudo está na moda.( Entrevista realizada no Box 236, no dia 01
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QUADRO 9: CAMELÓDROMO DA DANTAS BARRETO: DEPOIMENTOS DOS COMERCIANTES.
RECIFE/ SETEMBRO DE 2001
COMERCIANTES QUAIS MUDANÇAS DEVERIAM EXISTIR PARA MELHORAR O COMÉRCIO DO CAMELÓDROMO?
João Gomes Barbosa Filho Melhorar a Segurança, principalmente em frente aos módulos 1 e 2. Mudança de trânsito, pois anteriormente o fluxo se deslocava do
bairro - cidade. No final da gestão de Roberto Magalhães foi mudado para cidade - bairro. Essa mudança prejudicou muito a
vida do camelódromo pois antes , ao ver a beleza das mercadorias, os consumidores que vinham de boa viagem, se sentiam atraídos e paravam. Depois das duas reformas do Pátio de são Pedro, os passageiros ficam antes, nas ruas mais centrais,
como Nossa S. Do Carmo
Marcos Antônio Trazer todos os camelôs para os Camelódromos e tirar as vãns dos estacionamentos dos consumidores.
Urbano
Divulgação da Prefeitura; retirada das vãns dos estacionamentos. Retirada dos camelôs das ruas e trazer para os camelódromos.
Caso não haja uma mudança, vai fechar. O sistema de trânsito deve voltar ao que era antes. A EMTU deve deixar antigas paradas de ônibus (Jordão, Cavaleiro) . A s feiras de sulanca prejudicam as
vendas dos camelódromos.
Rita Batista de Sousa Promoções, campanhas, Terminais de ônibus nos arredores. Deve-se gerar emprego.
Salete de Sousa Divulgação. Criar um terminal de passageiro que gerasse fluxo para dentro do camelódromo
FONTE: ENTREVISTAS APOIADAS EM ROTEIRO ANEXO. AUTORA: COSTA, KÁTIA CRISTINA RIBEIRO. RECIFE, JULHO DE 2001.
Os depoimentos acima, apontam alternativas de melhorias do Camelódromo indicando que muitos dos entrevistados incorporaram a visão de comerciantes formais, com necessidades de comercialização de seus produtos como acessibilidade, segurança, estratégias de exposição das mercadorias, plano de divulgação, com campanhas promocionais como qualquer outro comerciante. Enfim, exigem o cumprimento das propostas apresentadas pela gestão pública ao serem retirados das ruas. Segundo os comerciantes, ou todos os camelôs devem ficar nos camelódromos ou todos devem ficar nas ruas, não se deve criar mais concorrência