No 1985, a aquisição e remodelação total da casona colonial abandonada em Adjuntas, permitiu-lhes aos integrantes do TACA estabelecer um espaço físico para continuar desenvolvendo estratégias para sua luta, dirigida a combater a exploração mineira e agora, a estimular a participação local. Parte fundamental do plano era incluir as mulheres, crianças, pessoas idosas e a cultura local. Em vez de reuniões com estrutura de discussão “política”, começaram a ser organizadas por exemplo, atividades culturais, lideradas pelas professoras, artistas e artesãs no grupo e seus círculos sociais como a ainda bem lembrada série de shows Pátria Adentro. A primeira atividade teve participação de músicos e dançarinos tradicionais. Parte da programação incluía imagens de zonas mineiras em outras partes do mundo. De uma forma menos “politizada” conseguiram levar a mensagem. Para esta época os recursos para realizar todas as atividades provinham dos membros da organização e suas criatividades. Eles contam que para os focos de luzes se utilizavam latões de feijão recolhidos nas escolas públicas e para a projeção, um lençol de cama.
Um dos shows foi organizado fora de Adjuntas, na ilha município de Vieques, que como mencionamos no primeiro capítulo, serviu de base militar para a simulação de guerra durante três décadas. A simulação acontecia 300 dias por ano e se estimava que foram lançadas sobre 30 mil bombas anuais. Outro dos pontos do Plano 2020 foi o desenvolvimento destas bases, por tanto, houve uma afinidade muito grande entre os dois “Pueblos” e se formou uma colaboração entre CP e um grupo comunitário de Vieques. Com o lema: ¡En Adjuntas son las Minas, en Vieques la Marina!, o apoio estabelecido desde a década do ’80, continua até hoje. Arturo Massol Deyá, terceiro filho de Tinti e Alexis, tem agora 45 anos, é professor de Microbiologia e liderança da comunidade da cp. Escolheu sua profissão devido às experiências na organização, “pensando lo de poder
usar procesos biológicos para limpiar lugares contaminados”. Sobre a relação de
En PR dependemos del patio. Hay un asunto de escalas, por ejemplo, las consecuencias locales en PR de un problema ambiental van a ser mucho más dramáticas que si vives en un ambiente continental. Sin embargo, cuando sumas todas las instancias de daño, eventualmente el daño es acumulativo, o sea que, se va sumando a otros daños. El problema de Vieques es que hay lugares que por mal manejo provoca daños, a veces uno piensa que el daño está demarcado en una zona, donde ocurrió el evento, pero el problema es que no. Hay cosas que provocan distorsión y movilización de los contaminantes a través de la cadena alimentaria, entonces tienes aves migratorias y llegas a ver que el problema deja ser local y se convierte en uno regional. Por esto la importancia de atender Vieques, porque lo que ocurre allí tiene consecuencias en otros lugares y por eso los mayagüezanos, la gente de Arecibo, todo el mundo estaba peleando en Vieques por la salida de la Marina. Los militares y algunas personas del gobierno para desmerecer decían, ellos no son de Vieques, los que tienen que protestar son los de allí. Pero, que de Vieques? Si lo que ocurre me afecta a mí y a todo el país, probablemente en toda el área del Caribe.
Yo no tengo duda que tenga repercusiones en toda la zona, no en la misma magnitud que los viequenses que están geográficamente más cercanos, pero de que está afectando salud pública más allá de Vieques, no tengo ninguna duda. Por eso es que tu tienes que ir a la raíz del problema y atenderlo. No sé todas las consecuencias, pero tengo que atenderlo porque sé que tiene consecuencias. Ahí la insistencia de que la limpieza sea más allá de remover bombas sin detonar. esa zona recibió todos los constituyentes de bombas, armas químicas, balas revertidas con uranio, napalm, agentes nerviosos, todo eso se tiró allí. El hecho de que la bomba explote, detone y desaparezca físicamente de lo que parece una bomba al principio, no indica que los metales no estén allí. La materia se transforma, de alguna manera eso se queda allí. Algunos compuestos por combustión se transforman en otra cosa, pero los residuos de explosivos allí son terribles.
Cuando tienes las bombas detonando en un suelo, las bombas fragmentan el suelo, lo rompen. Lo que tienes es mucha energía, recibiendo muchas cosas raras, que lo que provoca son mezclas, eso reacciona y se generan polvos y se dispersan por el aire, luego la lluvia llega y lo lleva a las lagunas, de la laguna va al mar, el mar lo lleva a las plantas, en el ecosistema terrestre, las plantas lo remueven. Entonces, eso es una locura, cuando uno piensa en el tránsito de estos elementos y cómo se mueven en el ecosistema (Entrevista realizada o 3 de dezembro 2012 no Departamento de Biologia na UPR, Campus de Mayagüez).
Após uma intensa luta os bombardeios cessaram no 2011, porém, ainda a base e a contaminação permeiam toda a vida viequense. A relação com outras comunidades como a viequense, expôs CP a compreender como o problema específico da exploração mineira estava relacionado por um lado, com um plano nacional de desenvolvimento; e por outro,
com ameaças regionais graves à saúde e a própria integridade física e moral dos habitantes do território islenho. O assunto das escalas e a importância de pensar no local junto com o nacional continuou evolucionando.
A campanha contra a exploração mineira deu-se a um ritmo intenso e incluiu três informes ante o Comitê de Descolonização da ONU, na sua sede em Nova Iorque. Foram celebradas marchas com diversos motivos, desobediência civil com semeada de árvores nas áreas desflorestadas pelas companhias e colheitas de assinaturas com entrega de pedidos às agências do governo, entre outras. Representantes de organizações sociais, comunitárias, religiosas e culturais começaram também a enviar cartas aos diretores de agências, como o Ministro do DRNA.
No 12 de Janeiro de 1986 dezenas de vizinhos assinam em Adjuntas o Manifiesto
de un Pueblo que Quiere Vivir em honor ao natalício de Eugenio Maria de Hostos. Este
documento foi enviando às autoridades. Como podemos notar, a assembleia já recolhia sentimentos de propostas alternativas à exploração mineira para melhorar a economia local, e por tanto, a qualidade de vida dos residentes da montanha. Meses depois, o governo anunciou a decisão de não proceder com os contratos e readquiriu os terrenos. A vitória parcial levou à organização se questionar novamente suas metas e decidiram continuar com os projetos educativos e de conservação ambiental. No 1989 chegam à conclusão que deviam se dirigir a uma nova etapa: a autossuficiência econômica. Isto, se desejavam sobreviver como grupo. Numa reunião na CP, um camponês agricultor dirige sua mirada à montanha e afirma que era ali onde estava a solução aos problemas28.