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2.7 Comparative statics

2.7.4 Conclusion

(Fisionomia 6 - Foto 6).

4.1.6.a. Levantamento na estação seca.

Nos 150 pontos onde se realizou a amostragem encontraram-se 61 divíduos de 15 espécies, amostrados por um total de 125 toques no estrato inferior, até 1,5m de altura do solo. 96,67% dos pontos possuíam o solo coberto por serapilheira. Os indivíduos estão distribuídos em 7 gêneros e 8 famílias. Destes, 4 foram identificados em nível taxonômico de espécie, 5 gênero, 4 de família e 2 permaneceram indeterminados (Tab. 11).

O Índice de diversidade (Shannon - Weaner = H’) para a fisionomia foi de 0,88 e sua equabilidade foi de 0,32. O Índice de dominância de Simpson (l) observado nesse ambiente foi de 0,19.

Entre os hábitos de vida observados o hábito trepador (lianas) apresentou o maior número de espécies (7 espécies, 5 famílias), seguida de herbáceas (6 espécies, 4 famílias) e arbustivas (2 espécies, 2 famílias).

As famílias Acanthaceae e Malpighiaceae se destacaram por apresentar o maior número de espécies (3) seguida de Rubiaceae (2). Os gêneros Psychotria e Heteropteris se destacaram apresentando o maior número de espécies entre os demais (2).

A espécie Psychotria sp4 apresentou os maiores valores de ICi entre as espécies amostradas (28,65), bem como para os outros parâmetros associados. O gráfico abaixo (Fig. 18) mostra outras espécies que contribuem ativamente para a biomassa local e o ICi para a biomassa seca (morta):

Ruellia sp. (16,67) e Heteropteris sp1 (14,00). Esses valores representam 66,92% da biomassa total

0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 ICi morta Psychotria sp4 Ruellia sp. Heteropteris sp1

Índice de Cobertura das espécies de maior destaque

Espécie Família Hábito ICi FAi FRi VAi VRi

morta 57,33 22,00 35,11 35,33 42,40

Psychotria sp4 Rubiaceae arb 28,67 11,33 18,09 17,33 20,80

Ruellia sp. Acanthaceae arb 16,67 8,00 12,77 8,67 10,40

Heteropteris sp1 Malpighiaceae her 14,00 6,67 10,64 7,33 8,80

Ipomoea cairica Convolvulaceae lia 6,67 3,33 5,32 3,33 4,00

Panicum stoloniferum Poaceae lia 5,33 2,67 4,26 2,67 3,20

Amaranthaceae sp. Amaranthaceae her 4,00 2,00 3,19 2,00 2,40

indeterminada 16 her 2,67 1,33 2,13 1,33 1,60

Thunbergia alata Acanthaceae her 1,33 0,67 1,06 0,67 0,80

Acanthaceae sp1 Acanthaceae lia 1,33 0,67 1,06 0,67 0,80

Malpighiaceae sp1 Malpighiaceae her 1,33 0,67 1,06 0,67 0,80

Smilacaceae sp3 Smilacaceae lia 1,33 0,67 1,06 0,67 0,80

Paullinia spicata Sapindaceae lia 1,33 0,67 1,06 0,67 0,80

Heteropteris sp2 Malpighiaceae lia 1,33 0,67 1,06 0,67 0,80

Psychotria sp6 Rubiaceae her 1,33 0,67 1,06 0,67 0,80

indeterminada 17 lia 1,33 0,67 1,06 0,67 0,80

Tabela 11 – Espécies ocorrentes no Floresta ribeirinha com influência fluvial sazonal a sudeste e a jusante do Ribeirão Claro, na estação seca, dispostas em ordem decrescente de ICi, FAi, FRi, VAi e VRi para cada espécie. O hábito está indicado por her-herbáceo, arb-arbustivo e lia-lianas.

Figura 18 – Índice de Cobertura (ICi) das espécies mais representativas no Floresta ribeirinha com influência fluvial sazonal estudado a sudeste e a jusante do Ribeirão Claro, na estação seca.

Entre os regenerantes arbóreos foram encontrados 23 indivíduos, distribuídos em 7 espécies e 5 famílias. Calyptranthes strigipes (Myrtaceae) foi a espécie mais abundante com 11 indivíduos, sendo que 8 apresentaram-se na fase jovem de desenvolvimento e 3 na fase de plântula, seguida de

Inga sp. (Fabaceae – Mimosoideae) com 4 representantes de fase jovem e um em fase de plântula, Eugenia miersiana (Myrtaceae) representada por um indivíduo de cada fase, Myrtaceae sp5

representada por 2 indivíduos de fase jovem, Sebastiania edwalliana (Euphorbiaceae), Lauraceae sp1 com um indivíduo na fase jovem cada e Guarea macrophylla (Meliaceae) representada por um indivíduo na fase de plântula (Anexo 2).

Deve-se, ainda, considerar a presença de indivíduos arbóreos adultos na amostragem do estrato inferior até 1,5m de altura do solo, sendo esses Galipea jasminiflora (Rutaceae), Trichilia

pallida (Meliaceae), Rapanea gardneriana (Myrsinaceae) e Myrtaceae sp7 e Bignoniaceae sp1

(Anexo 3).

4.1.6.b. Levantamento na estação chuvosa.

Durante a amostragem na estação das chuvas encontraram-se 66 indivíduos de 18 espécies, amostrados por um total de 133 toques no estrato inferior, até 1,5m de altura do solo. 80% dos pontos possuíam o solo coberto por serapilheira. Os indivíduos estão distribuídos em 8 gêneros e 13 famílias, desses, 7 foram identificados em nível taxonômico de espécie, 1 de gênero, 9 de família e 1 espécie permaneceu indeterminada (Tab. 12).

O Índice de diversidade (Shannon - Weaner = H’) para a fisionomia foi de 0,85 e sua equabilidade foi de 0,29. O Índice de dominância de Simpson (l) observado nesse ambiente foi de 0,25.

O ambiente foi representado por apenas dois hábitos de vida, lianas e herbáceas, sendo que a primeira teve maior representatividade (10 espécies, 9 famílias) quando comparada com a segunda (8 espécies, 5 famílias). Do período seco para o chuvoso houve redução do número de espécies dos hábitos trepador e arbustivo e crescimento no número de espécies herbáceas.

A família Poaceae destacou-se por apresentar o maior número de espécies (3), seguida de Euphorbiaceae e Rubiaceae (ambas com 2).

A espécie Psychotria marcgravii apresentou os maiores valores do ICi entre as espécies amostradas (44,00), bem como para os outros parâmetros associados. O gráfico abaixo (Fig. 19) mostra outras espécies que contribuem ativamente para a biomassa local e o ICi para a biomassa seca (morta): Lamiaceae sp2 (16,00) e Heteropteris sp1 (8,00). Esses valores representam 68,92% da biomassa total observada nessa fisionomia.

A diferença de matéria morta da estação seca para a chuvosa foi inexpressiva (9,21%), isso pode ser uma resposta à baixa diferença de biomassa das espécies mais abundantes em ambos os períodos.

0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 ICi morta Psychotria marcgravii Lamiaceae sp2 Heteropteris sp1

Índice de Cobertura das espécies de maior destaque

Tabela 12 – Espécies ocorrentes no Floresta ribeirinha com influência fluvial sazonal a sudeste e a jusante do Ribeirão Claro, na estação chuvosa, dispostas em ordem decrescente de ICi, FAi, FRi, VAi e VRi para cada espécie. O hábito está indicado por her-herbáceo, sub- subarbustivo, arb-arbustivo, lia-lianas e epi-epífitas.

Espécie Família Hábito ICi FAi FRi VAi VRi

morta 54,67 20,67 31,96 34,00 38,35

Psychotria marcgravii Rubiaceae her 44,00 18,67 28,87 25,33 28,57

Lamiaceae sp2 Lamiaceae lia 16,00 7,33 11,34 8,67 9,77

Heteropteris sp1 Malpighiaceae lia 8,00 4,00 6,19 4,00 4,51

Ipomoea cairica Convolvulacee lia 5,33 2,67 4,12 2,67 3,01

Poaceae sp8 Poaceae her 4,67 1,33 2,06 3,33 3,76

Rubiaceae sp3 Rubiaceae her 2,67 1,33 2,06 1,33 1,50

indeterminada 18 lia 2,67 1,33 2,06 1,33 1,50

Cyperaceae sp4 Cyperaceae her 2,00 0,67 1,03 1,33 1,50

Auchiela pyrifolia Violaceae lia 1,33 0,67 1,02 0,67 0,75

Paullinia spicata Sapindaceae lia 1,33 0,67 1,03 0,67 0,75

Euphorbiaceae sp4 Euphorbiaceae lia 1,33 0,67 1,03 0,67 0,75

Araliaceae sp1 Araliaceae lia 1,33 0,67 1,03 0,67 0,75

Dioscoreaceae sp1 Dioscoreaceae lia 1,33 0,67 1,03 0,67 0,75

Poaceae sp3 Poaceae her 1,33 0,67 1,03 0,67 0,75

Phyllanthus tenellus Euphorbiaceae her 1,33 0,67 1,03 0,67 0,75

Alternanthera brasiliana Amaranthaceae her 1,33 0,67 1,03 0,67 0,75

Cucurbitaceae sp3 Cucurbitaceae lia 1,33 0,67 1,03 0,67 0,75

Panicum pilosum Poaceae her 1,33 0,67 1,03 0,67 0,75

Figura 19 – Índice de Cobertura (ICi) das espécies mais representativas no Floresta ribeirinha com influência fluvial sazonal estudado, a sudeste e a jusante do Ribeirão Claro, na estação chuvosa.

Entre os regenerantes arbóreos foram encontrados 28 indivíduos, distribuídos em 8 espécies e 6 famílias, sendo 1 indeterminada. Lauraceae sp1 foi a espécie mais abundante com 12 indivíduos, sendo que 7 apresentaram-se na fase jovem de desenvolvimento e 5 na fase de plântula, seguida de

Guarea macrophylla (Meliaceae) com 4 representantes na fase jovem e 2 na fase de plântula, Inga

sp. (Fabaceae – Mimosoideae) com 2 representantes em cada fase de desenvolvimento, Eugenia

(Lauraceae) e Sebastiania edwalliana (Euphorbiaceae), ambas representadas por um indivíduo na fase jovem, e Picramnia sellowii (Simaroubaceae), Lauraceae sp1 e indeterminada R9, representadas por um indivíduo na fase de plântula (Anexo 2).

Deve-se, ainda, considerar a presença de indivíduos arbóreos adultos na amostragem do estrato inferior até 1,5m de altura do solo, sendo esses: Eugenia miersiana (Myrtaceae), Guarea

macrophylla (Meliaceae) e Lauraceae sp2 (Anexo 3).

O Índice de Similaridade de S‡rensen para os períodos amostrados foi de 18,18%.

4.1.7. Campo com plantio de espécies arbóreas (Fisionomia 7 - Foto 7).