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A realização do estado do conhecimento objetiva uma maior compreensão do pesquisador a respeito das produções da área na qual pretende pesquisar, bem como a compreensão da utilização das categorias com as quais trabalha e das bases teóricas que fundamentam tais trabalhos, para que, além de garantir uma produção significativa, planteie novos conhecimentos, sem se deter a objetos de pesquisa e perspectivas teóricas já estudadas amplamente. De acordo com Charlot (2006), um dos importantes aspectos para a consolidação da área de ciências da educação é que os pesquisadores tenham acesso a todo o corpus produzido, de forma que se empenhem em novos e significativos objetos, partindo de estudos já feitos em busca de novos saberes e contribuições.

Nesta investigação, a construção do estado do conhecimento exigiu a articulação de diferentes buscas em distintos bancos de dados devido à dificuldade de encontrar produções que articulassem as quatro categorias principais desta pesquisa: aprendizagem, sentidos subjetivos, adolescência e vulnerabilidade social. Isso pode ser considerado positivo quanto à construção de saberes científicos relevantes para a área da Educação, já que há pouca produção com tal enfoque.

No início da construção do projeto de pesquisa, em 2014, realizou-se uma busca de estudos referentes ao tema adolescentes em situação de vulnerabilidade social e aprendizagem. De modo geral, o que se tinha produzido até o momento estava, em grande parte, relacionado à violência, ao cumprimento de medidas socioeducativas, a questões relativas às estruturas sociais ou mesmo institucionais, a adolescência e saúde ou a adolescência e sexualidade. Da pesquisa inicial sobre o tema, feita por meio do instrumento Pesquisa múltipla, da Biblioteca Central da PUCRS, emergiram cerca de 30 categorias – dentre elas, as supracitadas. Porém, a leitura flutuante dos títulos e resumos não revela nenhum trabalho relacionado ao tema aqui proposto e nem mesmo aparece a relação entre as categorias adolescência, vulnerabilidade social e aprendizagem.

Posteriormente, para a construção do estado do conhecimento, que partiu da atualização das buscas de 2014, sendo acrescidas novas buscas no segundo semestre de 2015, utilizou-se, inicialmente, somente o descritor “aprendizagem” – em palavras-chave –, limitando a área do conhecimento à Educação no Banco de Teses da Capes. Obteve-se como resultado 236

trabalhos. A partir da leitura flutuante dos títulos e resumos chegou-se a 24 categorias. O Gráfico 1 mostra as 17 que mais aparecem.

Posteriormente a essa pesquisa, fez-se uma busca no banco de dados da Scielo. Pretendia-se, inicialmente, utilizar o mesmo descritor da busca anterior, porém, como não há neste site, opções de delimitar a busca, obteve-se como resultado 956 trabalhos. A fim de viabilizar a leitura flutuante de títulos e resumos, optou-se por acrescentar o descritor “subjetividade”, ampliando a perspectiva de sentidos subjetivos (uma das categorias desta investigação), delimitando a busca a trabalhos que articulam em seus resumos aprendizagem e

Gráfico 1: Pesquisas com o descritor "Aprendizagem" - Banco de Teses da CAPES (2011 e 2012) Fonte: Autora (2016). 14,4 12,7 8,8 6,3 7,2 5 6,3 5,5 3,8 2,1 2,1 1,6 3,8 3,8 2,5 2,5 1,6 7,2 OUTRAS ENSINO AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM DOCÊNCIA ENSINO SUPERIOR EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA METODOLOGIAS/DIDÁTICA/PRÁTICA ED. FÍSICA/ESPORTE LINGUAGEM CURRÍCULO SUBJETIVIDADE ED. INFANTIL ED. NÃO FORMAL DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM INCLUSÃO TRABALHO EJA TECNOLOGIAS 0 2 4 6 8 10 12 14 16

subjetividade. Deste modo, o resultado delimitou-se a 40 trabalhos, subdivididos em 20 categorias, das quais destaca-se, no Gráfico 2, as 10 que mais aparecem.

25 12,5 10 5 7,5 7,5 2,5 5 5 2,5 15 0 5 10 15 20 25 30 OUTRAS METODOLOGIA/DIDÁTICA DOCÊNCIA SAÚDE MENTAL INCLUSÃO TRABALHO AVALIAÇÃO SUBJETIVIDADE DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM CRATIVIDADE ENSINO

Gráfico 3: Pesquisa com descritores “Subjetividade” e “Aprendizagem” - Banco de dados CAPES (2011-2012)

Gráfico 2: Busca com descritores “Subjetividade” e “Aprendizagem” - Banco de dados Scielo

Fonte: Autora (2016).

A mesma pesquisa, feita no Banco de Dados da Capes, gerou 140 resultados, subdivididos em 25 categorias, das quais se destacam as que aparecem no Gráfico 3.A partir dessas três pesquisas mais amplas, cabe inferir que a categoria “aprendizagem” aparece, de modo geral, de forma secundária ao problema central das investigações ou textos. Quanto à “subjetividade”, foram encontrados trabalhos que utilizam a perspectiva teórica proposta nesta pesquisa, contudo, na maior parte deles, não havia articulação direta com os processos de aprendizagem e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. A “vulnerabilidade social” apareceu em um resultado35e a “adolescência” em dois, porém, não se articulavam com mais nenhuma das categorias. A fim de aclarar esses fatos, a Tabela 1 mostra os trabalhos encontrados que se aproximam desta pesquisa, no que se refere às categorias “subjetividade” ou “sentidos subjetivos”, “aprendizagem”, “adolescência” e “vulnerabilidade social”, destacando que utilizamos como critério de corte trabalhos que articulassem pelo menos duas das categorias citadas.

Tabela 1: Pesquisas na perspectiva de González Rey

AUTOR INSTITUIÇÃO TÍTULO/PROPOSTA DA PESQUISA

AMARAL, Ana Luiza Snoeck (2011).

Universidade Federal de Brasília

A CONSTRUÇÃO DA

APRENDIZAGEM CRIATIVA NO PROCESSO

DE DESENVOLVIMENTO DA

SUBJETIVIDADE

A pesquisa teve como objetivo compreender a constituição da aprendizagem criativa considerando os processos de desenvolvimento da subjetividade individual, tendo em vista os contextos de atuação e inter-relação do indivíduo. Para contemplar tal objetivo frente a um objeto de estudo tão complexo e plurideterminado, a autora optou pela perspectiva Histórico-cultural da subjetividade desenvolvida por González Rey e pela compreensão da criatividade como processo da subjetividade proposta por Mitjáns Martínez.

35 Considerando o caráter amplo das pesquisas iniciais, o termo “pobreza” foi considerado partícipe da categoria “vulnerabilidade social”, entretanto, não apareceu em nenhum resultado, revelando também como esta não é uma categoria considerada quando o tema é aprendizagem.

GREGORIO, Miriam Kelly de Souza Venancio (2011).

Universidade Federal de Minas Gerais

AS INFLUÊNCIAS DA EXPECTATIVA DE UMA PROFESSORA EM RELAÇÃO À

APRENDIZAGEM DA ESCRITA DOS

ALUNOS QUE VIVEM EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL

A dissertação busca analisar como as expectativas de uma professora podem interferir no processo de aprendizagem da escrita de alunos que vivem em situação de vulnerabilidade social. A pesquisa, de cunho etnográfico, baseou-se nos pressupostos da psicologia Histórico-cultural de Vygotsky e na perspectiva de alfabetização e letramento, baseada em Bakhtin.

SAUER, Maria Inesila Montenegro (2011).

Fundação Universidade Federal do Mato Grosso do Sul

AS DIMENSÕES SUBJETIVAS CONTIDAS NO

PROCESSO DE APRENDIZAGEM DA

LEITURA E DA ESCRITA DE CRIANÇAS QUE

APRESENTAM DIFICULDADES DE

APRENDIZAGEM ESCOLAR

O objetivo da tese era desvelar as dimensões subjetivas contidas no processo de aprendizagem da leitura e da escrita de crianças que apresentavam dificuldades de aprendizagem na escola, com base na teoria Histórico-cultural e na Epistemologia Qualitativa de González Rey.

CALDEIRA, Liliam Cristina (2011).

Fundação Universidade Federal do Mato Grosso do Sul

DA ESCOLARIZAÇÃO À REINVENÇÃO DE SI: OS SENTIDOS DA APRENDIZAGEM PARA O EDUCANDO DA EJA

A tese teve como objetivo analisar os sentidos que os alunos da educação de jovens e adultos (EJA) atribuem ao aprender no contexto escolar, a partir de entrevistas semiestruturadas com alunos e professores, utilizando-se teoricamente da abordagem Histórico-cultural, fundamentada em Vygotsky.

RUBIM, Vanessa Martins (2012).

Universidade Federal de Brasília

EQUOTERAPIA, ESCOLA E

APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

A dissertação teve como objetivo compreender como a equoterapia ajuda os processos de desenvolvimento escolar do aluno. Utiliza como aporte teórico central os pressupostos da Teoria da Subjetividade Cultural-histórica, desenvolvida por Fernando Luis González Rey, assim como os princípios da Epistemologia Qualitativa.

Fonte: Autora (2016).

A partir da Tabela 1 é possível perceber que os cinco trabalhos encontrados que articulam pelo menos duas das categorias propostas nesta investigação não abordam diretamente o tema “sentidos subjetivos produzidos a respeito da aprendizagem por adolescentes em situação de vulnerabilidade social”, assim como não esgotam as possibilidades de investigação na área da Educação sobre as diferentes categorias. Pelo contrário, percebe-se que são categorias ainda pouco abordadas na área, necessitando de mais estudos que abordem questões tão significativas para a Educação como um todo, para a compreensão dos sujeitos que fazem parte da dinâmica de ensino e aprendizagem e para os contextos onde estão inseridos. Realizou-se, também, uma busca com a categoria “vulnerabilidade social” no site da Capes, na área da Educação, com o intuito de investigar o que se tem produzido na área a respeito desse tema. Resultaram 42 trabalhos, em 15 diferentes categorias, sendo as principais: “violência”, “saúde”, “formação do professor” e “drogas”. A pesquisa no site da Scielo, incluindo o descritor “aprendizagem”, já que não é possível delimitar a área, resultou em três trabalhos com enfoques distintos: “linguagem”, “violência” e “escola”. O Gráfico 4 mostra a distribuição percentual, em categorias, dos 45 trabalhos resultantes dessas duas buscas.

Percebe-se então que, mesmo na área da Educação, quando as investigações abordam a vulnerabilidade social não se faz uma articulação com questões relativas ao aprender, mas a outros temas que permeiam o contexto educacional.

Quanto à categoria “adolescência”, a pesquisa feita no banco de teses da Capes mostrou 747 resultados, sendo que apenas 12% deles (90 trabalhos) eram investigações da área da Educação. Quando a busca foi feita, na mesma área, com o descritor “adolescência” delimitando a palavra-chave, não houve resultados. Modificando para o descritor “adolescente”, resultaram 23 trabalhos. Da busca mais geral, surgem, mais uma vez, diferentes categorias, sendo as principais: “violência”, “sexualidade”, “drogadição”, “adolescentes em conflito com a lei” etc. A partir da leitura flutuante dos resumos desses trabalhos, ressalta-se que uma das linhas teóricas que abordam a adolescência é a Psicanálise. Dos trabalhos da área da educação, mais de 50% têm como fundamento essa abordagem. Dos trabalhos que utilizam “adolescência” como categoria e que deixam explícita a abordagem teórica no resumo, apenas um deles relata basear-se na Psicologia Sócio-histórica.36

Em virtude da amplitude dos temas apresentados, das abordagens e dos estudos surgidos a partir das pesquisas supracitadas, o que é possível perceber nos gráficos anteriores, buscou-

36 KOSHINO, Ila Leao Ayres. Vigotski: desenvolvimento do adolescente sob a perspectiva do materialismo histórico e dialético. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de São Paulo. Guarulhos, 2011. 17,8 11 8,8 2,2 4,4 6,6 2,2 6,6 2,2 4,4 13,3 4,4 8,8 4,4 2,2 0 5 10 15 20 VIOLÊNCIA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PEDAGOGIA SOCIAL MÍDIA GÊNERO PROGRAMAS SOCIAIS LINGUAGEM ESCOLA PROJETOS DE VIDA TRABALHO SAÚDE ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL DROGAS POLÍTICAS PÚBLICAS SEXUALIDADE

Vulnerabilidade Social e Educação

Vulnerabilidade Social e Educação

Gráfico 4: Vulnerabilidade Social - Bancos de dados Capes e Scielo

se delimitar um pouco mais a pesquisa na construção do estado do conhecimento. Para tanto, foram utilizados cinco bancos de dados: Capes,37 Pepsic,38 Scielo,39 Educ@40 e Redalyc41, com os seguintes descritores: aprendizagem, adolescentes, vulnerabilidade social e sentidos subjetivos. Foram utilizadas diferentes combinações entre eles para as pesquisas, como: primeira busca – aprendizagem, adolescentes, vulnerabilidade social; segunda busca – aprendizagem, adolescentes, sentidos subjetivos; terceira busca – aprendizagem, adolescentes; quarta busca – aprendizagem, vulnerabilidade social. O recorte temporal da pesquisa do estado do conhecimento foi restringido pela disponibilidade dos bancos. A Capes disponibilizava, no momento da pesquisa, apenas os anos de 2011 e 2012; os outros bancos fazem as buscas dos descritores em todo o acervo, sem delimitação temporal.

Ao todo, foram encontrados trezentos e cinquenta e seis (356) trabalhos, entre teses, dissertações e artigos. Utilizando-se o critério de corte de que o trabalho apresentasse no mínimo duas categorias das utilizadas nesta dissertação e realizando-se a leitura flutuante dos títulos e depois dos resumos, o total de trabalhos selecionados foram cinco. Destes, um é da área da Psicologia Social (dissertação)42 e reflete sobre os sentidos produzidos por adolescentes a respeito da escola, utilizando as seguintes categorias: “sentido”, “vulnerabilidade” e “escola”. O segundo trabalho pertence à área da Educação (tese)43 e propõe-se a refletir sobre a escolarização de jovens da periferia, buscando compreender a concepção de jovens e professores sobre a temática juventude e escola; categorias: “juventude”, “exclusão social”, “periferia urbana”. O terceiro trabalho é um artigo44 da área da Psicopedagogia e aborda especificamente as dificuldades de aprendizagem na adolescência, considerando-as de efeito multicausal, e por isso investiga o contexto familiar e escolar dos adolescentes, a partir da técnica de estudo de caso; utiliza as seguintes categorias: “família”, “adolescência” e

37 O banco de dados da CAPES, no momento da construção do estado de conhecimento (2014 e 2015), disponibilizava somente as teses e dissertações dos anos de 2011 e 2012.

38 Banco de periódicos eletrônicos na área da psicologia. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/. 39 Disponível em: http://www.scielo.br/cgi-

bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&base=article%5Edlibrary&fmt=iso.pft&lang=p. 40 Disponível em: http://educa.fcc.org.br/ .

41 Disponível em: http://www.redalyc.org/home.oa

42 Trabalho com resumo disponibilizado no banco de dados da Capes, do ano de 2012. Não foi possível o acesso ao trabalho completo até o momento. Título: Os sentidos da escola para adolescentes em contexto de vulnerabilidade social. Autora: LEITE, Fernanda Moreira. Universidade Federal da Paraíba. Mestrado em Psicologia Social.

43 Tese de doutorado com resumo disponibilizado no banco de dados da Capes, do ano de 2011. Título: Juventude, Educação e Periferia Urbana: o sentido da escola. Autor: SILVA, Antônio Carlos da. Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Doutorado em Educação.

44 Artigo disponibilizado na íntegra no banco de dados da Pepsic, do ano de 2010. Título: Contexto Familiar e Escolar com Adolescentes com Dificuldades de Aprendizagem. Autoras: ANTUNES, Márcia Elisa da Silva; FALCKE, Denise. Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS.

“dificuldade de aprendizagem”. O quarto trabalho também é um artigo45 da área da Psicopedagogia e propõe-se a refletir sobre as representações sociais dos adolescentes acerca dos afetos na relação professor-aluno; trabalha com as seguintes categorias: “representações sociais”, “adolescentes”, “professor e aluno”, “ensino e aprendizagem”. O quinto trabalho é um artigo46 da área da Psicologia Escolar, e busca compreender os sentidos subjetivos produzidos por docentes do ensino superior, utilizando-se das categorias: “trabalho docente”, “psicologia educacional” e “ensino superior”.

De forma geral, nenhum dos trabalhos pensa na relação sujeito e aprendizagem conforme é proposto nesta investigação. Quando os sentidos subjetivos aparecem, estão relacionados com a escola, docência ou aprendizagem criativa, e não com a aprendizagem humana, abordagem deste estudo. Quando a perspectiva é Psicopedagógica, os autores não se propõem a pensar na produção de sentidos subjetivos, nem mesmo nas implicações da configuração social para o sujeito que aprende, aspectos considerados fundamentais para a produção de conhecimento no campo da Educação.

A subjetividade na perspectiva de González Rey, a partir dos pressupostos de Vygotsky, aparece em oito trabalhos resultantes das diferentes buscas, dos quais quatro tratam da inclusão educacional, dois da constituição do sujeito docente ou professor e dois dos processos de aquisição da leitura e escrita. Outros nove trabalhos utilizam a perspectiva da psicologia Histórico-cultural, mais diretamente fundamentados nos pressupostos vygotskyanos. Ressalta- se esse fato em virtude de ser uma linha ainda pouco difundida e utilizada na área da Educação, como salientado por González Rey (2003, 2004, 2005) em diferentes textos, revelando como teorias hegemônicas ainda ocupam um espaço privilegiado em diferentes áreas.

Os trabalhos que têm foco mais específico na aprendizagem, como os supracitados na perspectiva psicopedagógica, percebem o aprender como um processo onde estão implicadas questões objetivas e subjetivas, afetivas, individuais e sociais, tendo como referenciais básicos Sara Paín e Alícia Fernández. O trabalho que trata de aprendizagem criativa fundamenta-se nos pressupostos, menos difundidos, de Martínez (2012; MARTÍNEZ & TACCA, 2009), que fala sobre o aprender seguindo a linha teórica de González Rey, dando ênfase à criatividade.

45 Artigo disponibilizado na íntegra no banco de dados Educ@, do ano de 2009. Título: As representações sociais de adolescentes sobre os afetos na relação professor-aluno e suas implicações no processo de ensino- aprendizagem. Autora: SILVA, Luciana Rios da. Universidade Estadual da Bahia.

46 Artigo disponibilizado na íntegra pelo Banco de Dados da Redalyc, do ano de 2015. Título: Constituição de sentidos subjetivos do processo ensino e aprendizagem no Ensino Superior. Autores: MATOS, Silvia Simão & HOBOLD, Márcia de Souza. Universidade da Região de Joinville.

A partir de tais resultados, do aprofundamento no que tem sido produzido no país, fez- se relevante o presente estudo, que busca articular quatro categorias significativas para a área da educação e, mais amplamente, para as ciências humanas: “aprendizagem”, “adolescência”, “sentidos subjetivos” e “vulnerabilidade social”.