UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Maria Aparecida de Araújo Lima
1. Introdução
A EAD vem ganhando interesse crescente entre os gestores de escolas, universidades, professores e estudantes, apesar da carência de investimentos no setor.
Além das TIC, o novo perfil do público alvo do ensino superior, força a revisão das práticas de ensino-aprendizagem e adequação delas, para atender ao corpo discente tanto na modalidade presencial como através da EAD. Esse novo cenário exige que professor de ensino superior seja lapidado para exercer seu papel de disseminador de conhecimento e também de formador de cidadãos, com visão holística de forma dinâmica e criativa, usando todos os recursos e mídias disponíveis.
Este estudo teve como objetivo investigar a percepção de professores do Centro de Educação (CEDU) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) quanto o uso da EAD como meio de inclusão sócio/digital.
O tema foi desenvolvido com base no seguinte problema: Qual a percepção do professor de ensino superior na UFAL quanto à educação a Distância como meio de inclusão sócio/digital?
Este estudo originou-se a partir da experiência do CEDU de usar a educação online para atender a uma população adulta que necessita de formação continuada e que tem dificuldade para conciliar trabalho e estudo.
Para a realização do estudo foram realizadas pesquisas bibliográficas, onde foi possível detectar que a EAD propõe-se a responder às exigências que são impostas pelas políticas educativas de atender, ao máximo, a demanda de alunos, que vem crescendo a cada dia e proporcionar a eles as condições necessárias para se inserirem no mundo globalizado fazendo uso das TIC.
Espera-se com essa pesquisa estimular os professores do CEDU para práticas didáticas e metodologias mais adequadas em relação à EAD e que atendam às
expectativas dos discentes considerando globalização, as TIC e o compromisso social do professor de curso superior.
A EAD surgiu da necessidade do preparo profissional e cultural de milhares de pessoas que, por vários motivos, não podiam freqüentar um estabelecimento de ensino presencial, e evoluiu com as tecnologias disponíveis em cada momento histórico, as quais influenciam nas mudanças no ambiente educativo e a sociedade.
EAD segundo Moore e Kearsley (1996, p. 2)
é o aprendizado planejado que normalmente ocorre em lugar diverso do professor e como conseqüência requer técnicas especiais de planejamento de curso, técnicas instrucionais especiais, métodos especiais de comunicação eletrônicos ou outros, bem como estrutura organizacional e administrativa especial.
O MEC disponibilizou a definição de EAD no site da Secretaria de Educação a Distância a EAD da seguinte forma:
Educação a distância é a modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares e tempos diversos.
Hoje a EAD mantém o material escrito como base, e incorpora de forma integrada, o DVD, a rádio, a televisão, o computador e as tecnologias que combinam textos, sons, imagens, que geram alternativos de aprendizagem (ex.:hipertextos) e instrumentos para fixação de aprendizagem com feedback imediato (programas tutoriais informatizados).
Em 1996, com a promulgação da lei 9.394/96 (LDB), que oficializou na política nacional e normatizou a EAD, no Brasil, ela foi reconhecida como modalidade válida e equivalente para todos os níveis de ensino.
Por conta dessa revolução tecnológica, algumas experiências começam a vislumbrar mudanças de postura por parte do professor que deixou de ser o transmissor do conhecimento, para ser mediador de saberes, forçado pelas exigências do mercado, do MEC e das TIC.
Refletindo sobre o que diz Kenski (2003), pode-se se deduzir que professor universitário, em especial o de EAD para desempenhar o seu papel de forma satisfatória,
torna-se mister que ele construa uma nova identidade de professor e que amplie a dimensão do seu papel abrangendo ao mesmo tempo: a andragogia, a tecnologia e a didática.
O mais importante será repensar o papel e a função da educação nos cursos de ensino superior; seu foco, sua finalidade, seu valores.
2. Políticas Públicas em EAD no Brasil
Para Laranjeira (2007), EAD é uma grande resposta aos desafios da inclusão social. Vergara (2000) quando afirma que a EAD está em alta por três motivos: primeiro, porque vivemos a era da informação, e saber trabalhar com ela é fundamental para poder gerar conhecimento e adquirir vantagem competitiva; segundo, porque para usufruir tal vantagem é preciso ter um grande contingente de pessoas capazes de gerar conhecimento e, nesse aspecto, a educação formal é um meio privilegiado; terceiro, porque as tradicionais formas presenciais de educação, sozinhas, não conseguem absorver toda a demanda que está na expectativa de ser atendida pelos países, estados, municípios, empresas, organizações em geral.
Para amenizar a atual situação do Brasil, referente ao ensino superior, o governo está apostando, no setor, para melhorar os números da Educação Superior Brasileira, quando propõe levar ensino superior público e gratuito a localidades distantes dos grandes centros urbanos através UAB, resultando na possibilidade de inclusão social dos cidadãos menos favorecidos.
O governo, também, vem atualizando as leis, decretos, portarias e resoluções visando adequar-se às exigências da globalização e das necessidades internas do Brasil, relacionadas à EAD.
A lei LDB nº 9.394 de 20/11/96 que em seu Art. 81 reza que é permitida a organização de cursos ou instituições de ensino experimentais, desde que obedecidas às disposições desta Lei. No Art. 80 da Lei 9394/96, orienta que instituição interessada em oferecer cursos superiores a distância precisa solicitar credenciamento específico a União.
Na tentativa de melhorar a educação, em 1998 foi criado o Decreto 2.494 que define a EAD como forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação .
Recentemente, o Decreto 5.622/2005 obrigou os professores universitários a se inserirem no contexto das tecnologias e se adaptarem ao novo jeito de ensinar e lidar com um público alvo em grande maioria nascido na era digital.
A Portaria Normativa 02/2007 dispõe sobre os procedimentos de regulação e avaliação da educação superior na modalidade a distância.
Outros Decretos, Portarias e Resoluções, também, regulamentam a EAD no Brasil, a saber: Decreto nº 2.561, de 27 de abril de 1998; Portaria nº 4.363, de 29 de dezembro de 2004 que dispõe sobre a autorização e reconhecimento de cursos seqüenciais da educação superior; Portaria º 301, de 7 de abril de 1998 que normatiza os procedimentos de credenciamento de instituições para a oferta de cursos de graduação e educação profissional tecnológica a distância; Resolução CNE/CES nº 1, de 3 de abril de 2001 que estabelece normas para o funcionamento de cursos de pós-graduação; Resolução nº 1, de 26 de Fevereiro de 1997, a qual fixa condições para validade de diplomas de cursos de graduação e de pós-graduação em níveis de mestrado e doutorado, oferecidos por instituições estrangeiras, no Brasil, nas modalidades semi-presenciais ou a distância; Portaria nº 335, de 6 de fevereiro de 2002 que objetivou criar a Comissão Assessora para a Educação Superior a Distância e a Portaria nº 4.059, de 10 e dezembro de 2004 que substitui o Decreto 2.253 que normatizava os procedimentos de autorização para oferta de disciplinas na modalidade não-presencial em cursos de graduação reconhecidos.
Porém, para que as políticas públicas dêem resultados é preciso que haja definição de estratégias técnicas e pedagógicas; e na produção de materiais para os cursos. É de suma importância o trabalho integrado de uma equipe multidisciplinar – com psicólogos, pedagogos, produtores, comunicadores – que priorize a didática, sem perder de vista as características dos alunos.
3. A EAD no CEDU da UFAL
A UFAL, principal instituição pública de Alagoas, criada em janeiro de 1961, foi a primeira instituição de ensino superior no Nordeste credenciada pelo MEC, para oferta de cursos na modalidade a distância.
O CEDU reconhecendo que EAD tem como uma de suas características principais, atender a um público que necessita de formação continuada, mas não tem disponibilidade ou condições para freqüentar aulas presenciais regularmente e percebendo esta necessidade em Alagoas, em 1997, iniciou os preparativos para inserir- se nesse novo contexto com vistas de atender a essa clientela, através da capacitação de dois docentes do CEDU no Curso de Especialização em Educação Continuada e a Distância, ofertada pela Universidade de Brasília (UnB).
Em 1998, foi estabelecida uma parceria com as secretarias municipais de educação, com a finalidade viabilizar a formação de nível superior para os professores
dos municípios envolvidos. Ainda em 1998, foi criado o NEAD iniciando a oferta do Curso de Pedagogia a Distância pelo CEDU. De 1998 a 2003 foram ofertados 1400 vagas, contemplando 5 Pólos: Maceió, Xingo, Penedo, Viçosa e São José da Lage.
Em 2002, a UFAL foi credenciada para ofertar cursos na modalidade a distância, através da portaria 2.631/2002.
No ano de 2005, a UFAL oferta de três cursos: Física, Química e Matemática dentro do consórcio UniRede Oriental.
De acordo com as informações fornecidas pelo NEAD a demanda dos três cursos foi atendida pelo Pólo Maceió. Para essas licenciaturas à distância foram ofertadas 60 vagas para Matemática, 60 vagas para Física e 60 vagas para Química, em parceria com a UFRN. O inicio do ano letivo, para esses cursos, se deu em junho de 2006 e tem previsão de conclusão em 2010. Ainda neste mesmo ano, foi iniciada a construção de materiais pedagógicos para programa de Formação Continuada em Mídias na Educação que, também, está sendo fornecido pela Universidade. Ainda em 2006, iniciou-se um novo ciclo na educação a nível nacional, com a criação do Sistema UAB, no qual a UFAL vem ofertando, o curso piloto de Administração, na modalidade a distância, em parceria com o Banco do Brasil.
Este curso está em andamento e sua conclusão está prevista para dezembro de 2010. Em 2007, foram abertas inscrições para o vestibular dos cursos de Licenciatura em Pedagogia (300 vagas) e Física Bacharelado (200 vagas e Sistemas da Informação (300 vagas).
A cada ano o CEDU vem se aperfeiçoando para atender satisfatoriamente, tanto às demandas presenciais como às demandas de EAD, seja no âmbito da graduação ou no âmbito da pós-graduação.
4. Análise dos Dados e Discussões
O CEDU foi escolhido para a pesquisa por estar envolvido na oferta de cursos de EAD na graduação, pós-graduação Lato Sensu e UAB.
A metodologia de abordagem qualitativa foi escolhida porque possibilitou a exploração do ambiente dos professores do CEDU e permitiu à pesquisadora aproximar- se da realidade dos pesquisados para explorar as expectativas deles com relação ao assunto em questão.
A pesquisa foi realizada nos meses de outubro e novembro de 2007 contemplando uma de amostra 60% dos professores convidados. Para a coleta dos dados foi usado um questionário padronizado constituídos de perguntas fechadas de múltipla escolha, sendo que em 07 delas o pesquisado teve a opção para comentar a resposta.
Os questionários foram enviados e recebidos, tanto por e-mail, como de forma presencial pela pesquisadora em datas previamente agendadas.
Os dados foram coletados sob o compromisso de manter sigilo da identificação dos participantes.
A análise dos dados foi feita a partir dos demonstrativos gráficos gerados oriundos do questionário aplicado e dos comentários dos participantes.
Desejou-se com essa pesquisa ter uma visão panorâmica sobre a percepção dos professores do CEDU da UFAL com relação ao uso da EAD como inclusão sócio/digital.
Dos 15 professores pesquisados 7%, atuam somente com cursos a distância e 93% atuam, tanto na modalidade a distância como na educação presencial.
Para a realização da pesquisa foram distribuídos questionários entre professores do CEDU, envolvidos com os cursos de graduação e pós-graduação a distância, incluindo os do sistema UAB. Dos questionários distribuídos, 60% foram preenchidos e devolvidos. É com essa amostra que a análise será realizada. a) Grau de Conhecimento em EAD - Constatou-se que 67% deles têm um
conhecimento de “bom” a “ótimo” da modalidade EAD, o restante, 33%, responderam que têm conhecimento “regular” da modalidade e ainda não estão, suficientemente, preparados para trabalhar com as TIC sinalizando oportunidade de melhoria já que a falta de domínio das TIC, afeta o desempenho dos professores que trabalham com a EAD e consequentemente o desempenho dos alunos que usufruem dessa modalidade.
b) Número de Cursos que o Professor participou na Modalidade a Distância como Usuário, Tutor ou Professor - Constatou-se que 54% dos pesquisados, participaram de pelo menos quatro cursos a distância, alguns deles como alunos e outros como tutor ou como professor conteudista o que comprova que está crescendo o interesse dos docentes do CEDU, por essa modalidade de educação. No cômputo geral deste item foi constado que 100% dos pesquisados participaram de cursos a distância, denotando o interesse pela EAD como uso pessoal.
Este é o primeiro curso que participo. (P1)
Olhe, fiz um curso no SESC (pago) para conhecer esta nova modalidade. Confesso que não gostei, e não foi por culpa do curso. Apenas a minha maneira de ser. Não me senti muito a vontade para interagir com pessoas “via” e discutir sobre temas que não eram da minha área específica. (P2)
Iniciei minha “ paixão” pela educação a distância, quando fiz meu trabalho de conclusão, na especialização em 2000, depois
fui aluna de vários cursos a distância, tutora e formadora de tutores a distância.(P3)
c) Aceitação da EAD pelos Professores do CEDU - Apenas 7% afirmam que a EAD é aceita totalmente pelos professores do CEDU, os outros 93%, distribuídos em: 27% que responderam não, 59% que responderam parcialmente e 7% que responderam não sei. Esse expressivo percentual ratifica que a EAD ainda não foi absorvida por todos os professores do CEDU, apesar de estar difundida na Unidade desde 1998.
Outro ponto apurado nesta pesquisa foi que o conhecimento dos pesquisados sobre a EAD, não está diretamente relacionado com a aceitação do uso da EAD, por todos os professores do CEDU que verbalizaram que existe pouca aceitação por falta de domínio das TIC, apego ao estilo de ensino tradicional, por ensinarem na educação presencial e alguns porque vêem a EAD como uma ameaça ao emprego do professor. A maioria dos professores do CEDU acredita na modalidade EAD, inclusive, atuam como professores pelo Núcleo de Educação a Distância (NEAD).(P1)
Existem diversas opiniões e pontos de vista (P2)
d) Percepção da EAD em Relação a Educação Presencial - Constatou-se que 20% dos pesquisados com a percepção de que a EAD é melhor do que a educação presencial e 73% registraram que a EAD é mais difícil de ser desenvolvida e exige muito mais dos alunos e professores. Esses dois grupos somam 93% que acreditam na EAD, mesmo achando-a mais difícil de ser desenvolvida por exigir novas competências do professor, desde a preparação dos materiais didáticos até o acompanhamento e as interações com os alunos nos cursos. Neste aspecto os pesquisados demonstraram percepção da necessidade de mudança para adequar-se a esse novo modelo pedagógico, no qual o aluno tem o papel central no processo de aprendizagem, tendo mais autonomia e disciplina, mas o seu sucesso nos estudos depende do perfil dos professores e tutores que estejam interagindo com eles.
Ainda nesse universo pesquisado, mesmo em percentual baixo (7%) foi registrado que ainda existem professores que percebem a EAD pior que a educação presencial. O que leva a crê que esse pequeno grupo de professores, ainda não entendeu que a modalidade a distância está cada vez mais parecida com a presencial quando recorre aos encontros virtuais, através da Internet, obtêm-se um efeito similar ao efeito dos encontros presenciais. E que na EAD os professores e alunos comunicam-
se, de forma online, em tempo real, sem nenhum prejuízo aparente. Pelo contrário, tem ganhos significativos pelo aumento da leitura e conhecimentos adquiridos, em paralelo, com o uso das TIC.
Penso que na EAD professores e alunos precisam desenvolver competência e habilidade distintas do aluno presencial, exigindo maior autonomia nos processos de ensino e aprendizagem. (P1) Penso que exige mais do professor para elaboração do material, e do aluno no estudo, pois é um estudo bastante individual. (P2) O professor tem que se atualizar para elaborar o material e os alunos tem que desenvolver muita disciplina e autonomia. (P3) Se o professor a distância continuar com o mesmo perfil que muitos colegas tem, a modalidade a distância não irá funcionar. A participação tanto do professor quanto do aluno é intensa. (P4)
Afinal são mais de 30 anos de ensino presencial.(P5)
e) Principais Barreiras para uso da EAD no CEDU/UFAL - Quando investigados sobre as principais barreiras para o uso da EAD no CEDU, os pesquisados responderam que o maior índice de dificuldade encontra-se em três fatores: suporte, infra-estrutura (softwares e hardwares) e experiências técnicas, que juntos somaram 80%. Com relação às experiências técnicas, essa carência é perceptível, considerando que existem lacunas no CEDU, assim como em outras áreas da UFAL, que ainda não foram preenchidas pela inexistência de pessoal com experiências técnicas para executarem determinadas tarefas na modalidade da educação online.
Sobre o acesso e serviços de apoio ao aluno e estrutura administrativa, contabilizaram 20% das respostas. Nesse aspecto, a UFAL vem trabalhando para que o atendimento à sua clientela universitária, seja realizado de forma satisfatória considerando o novo perfil dos alunos e a inserção das TIC na educação.
Nesse contexto, o CEDU já vem oferecendo cursos a distância há 9 anos, mas, com pouco ou quase nenhum uso da Internet. No decorrer desse tempo, foi-se inserindo, aos poucos, o uso de ambientes online em alguns cursos. Um exemplo recente que pode ser citado foi o curso de Especialização em Docência do Ensino Superior a distância, que apesar de ofertado com uso da Internet, houve pouca interatividade entre alunos e professores e a ferramenta Teleduc. Com a entrada da UAB, intensificou-se a necessidade do uso da Internet e com ela a necessidade de infra estrutura, suporte técnico adequados para atender às exigências dessa nova
demanda o que servirá para melhorar a qualidade dos outros cursos de graduação e pós-graduação fornecidos pelo CEDU.
A EAD é baseada em Tecnologias de Informação e da Comunicação, nesse sentido é imprescindível uma estrutura física que apóie o trabalho pedagógico.(P1)
Seria necessário um departamento específico, tanto para suporte técnico, quanto para recursos humanos contratados especificamente para esse fim. (P2)
A equipe técnica tenta melhorar, porém não tem pessoal suficiente para ajudá-los, ficando esse “serviço” na mão de poucas pessoas, que muitas vezes não tem tempo para tantos ajustes.(P3)
Aumentar o quadro de funcionários da equipe técnica (P4) A gente tem que melhorar muito, se quiser que esta modalidade tenha sucesso na UFAL. (P5)
f) EAD como Ferramenta de Inclusão Social em Alagoas - Apesar da grande maioria os professores (47%) acreditarem que a EAD é uma forma de inclusão social, percebe-se que existem vários desafios que terão que ser enfrentados para que todos possam ter acesso a EAD. Um dos fatores alegados pelos pesquisados (13%) foi a falta de políticas públicas eficazes. Outro dado interessante, mencionado (33%) foi que a EAD não se encaixa totalmente como forma de inclusão social pela carência das TIC. 7% das pesquisados vêem a EAD como forma parcial de inclusão social, porque os cursos oferecidos, destinam-se a público específicos, de acordo com as necessidades do mercado. Como exemplo, a UAB, no ano de 2007 ofereceu em Alagoas apenas, cursos para suprir carências mais emergenciais e direcionadas para os segmentos da educação e do turismo: Física, Pedagogia, Sistemas da Informação e Hotelaria.
A EAD deveria focar grupos específicos. Não tem sentido ampliar o acesso para o 3º grau se a educação básica não está resolvida, tampouco se não há mercado de trabalho para todos (P1) g) Utilização da EAD como formação Acadêmica dos Cidadãos de Forma Igualitária
- 73% dos pesquisados vêem a EAD como uma forma de ampliar a formação acadêmica dos cidadãos de forma igualitária no Brasil, 20% responderam que a EAD amplia a formação acadêmica, de forma parcial e 7% considera que é muito cedo para responder a esta questão. Considerando o exposto percebe-se que a EAD sozinha não é capaz de atingir o objetivo da democratização do ensino superior. Existem outras questões que interferem na EAD, como os fatores políticos, sociais,
culturais, financeiros e tecnológicos que dificultam a inclusão social. Para ilustrar esta afirmação, podemos citar como exemplo, a UAB, em Alagoas, que em 2007 ofertou vagas para as pessoas residentes em Maceió e no interior do estado, em locais onde não existem instituições públicas de nível superior, gratuitas na região. Para contemplar esse público alvo foram criados 4 Pólos que estão localizados nos municípios de Maceió, Maragogi, Santana do Ipanema e Olho Dágua das Flores. Como reflexão pode-se fazer a seguinte pergunta: Quando uma pessoa, classe “D” ou “E”, de