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Concluding remarks

Figura 5.1: Distribuição do vértice na direção do feixe para uma amostra de eventos. As linhas vermelhas mostram o corte aplicado na seleção de eventos.

5.2

Características e seleção das trajetórias

É necessário impor alguns critérios de qualidade nas trajetórias utilizadas na análise de dados, garantindo que elas tenham sido corretamente reconstruídas. Além disso, é importante que a simulação utilizada para o cálculo da eficiência descreva bem os dados. Portanto, isso também é levado em conta no momento em que os eventos e trajetórias são selecionados.

5.2.1

Critérios de qualidade para a seleção das trajetórias

No intuito de selecionar trajetórias bem definidas, descartaram-se aquelas que apresenta- ram um número reduzido de pontos no TPC (chamados de clusters). Outro critério importante nessa seleção foi minimizar possíveis efeitos sistemáticos causados por esse cortes. Para isso, evitou-se a utilização de valores para o corte próximos às regiões que apresentam grande vari- ação no número de trajetórias. A figura 5.2(a) mostra a distribuição do número de clusters do TPC para os dados utilizados nesta análise. Como pode ser observado, o número médio de pontos em uma trajetória está próximo a 140. Por conseguinte, trajetórias com um número de pontos muito menor podem apresentar problemas. Além disso, é interessante que o corte aplicado fique distante da região próxima a 110, em virtude da variação abrupta do número de trajetórias, fato que poderia trazer inoportunos efeitos sistemáticos. Portanto, o corte escolhido

foi 85. Número de Clusters no TPC 90 100 110 120 130 140 150 Entradas 0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 6 10 ×

Distribuição de Número de Clusters do TPC

= 7 TeV s Colisões p-p,

Dados, EMCal trigger

Distribuição de Número de Clusters do TPC

(a) Distribuição do número de clusters do TPC

/nCls 2 χ 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Entradas 2 10 3 10 4 10 5 10 6 10 /nCls do TPC 2 χ Distribuição de = 7 TeV s Colisões p-p,

Dados, EMCal trigger

/nCls do TPC

2

χ

Distribuição de

(b) Distribuição de χ2/nCls do TPC

Figura 5.2:(a) é a distribuição do número de clusters utilizados na reconstrução de trajetórias no TPC. Há um corte em Nclus=85 neste gráfico. (b) é a distribuição de χ2/nCls utilizados na

reconstrução de trajetórias no TPC. O gráfico apresenta a distribuição até χ2/nCls = 10.

Uma segunda seleção utilizada foi o χ2/nCls do TPC. Foram selecionadas trajetórias com

χ2/nCls < 4. Estatisticamente, não se espera obter trajetórias bem reconstruídas com χ2/nCls maior do que esse valor. A distribuição do χ2/nCls possui um pico próximo a 2 porque existe a

contribuição do ajuste do filtro de Kalman (seção 3.3.2) em duas variáveis independentes, uma correspondendo ao eixo-z e outra à direção transversal. Esse valor apresentado corresponde à soma dessas duas contribuições.

Além dos cortes apresentados até aqui, cabe ressaltar que foi exigido que a trajetória de- positasse sinal em pelo menos uma das duas camadas mais internas do ITS (detector pixelado SPD), com a finalidade de reduzir o número de elétrons provenientes de conversão (γ → e−e+).

Além disso, a análise da fração de J/ψ orindos de Bs (seção 4.5) também necessita que haja essa seleção no SPD, para que o vértice secundário (vértice de decaimento) seja obtido com uma resolução adequada.

5.2.2

Cinemática e Cobertura angular

Alguns cortes cinemáticos e de cobertura angular foram aplicados às trajetórias e ao par do J/ψ:

5.2 Características e seleção das trajetórias 101 • Pelo menos uma das trajetórias deveria ter E > 4 GeV/c para estar próxima do limiar do

trigger (E ≈ 5 GeV);

• As trajetórias deveriam estar na cobertura angular do TPC, ou seja, −0, 9 < η < 0, 9; • As trajetórias deveriam estar contidas no intervalo 0 < φ < 4, em virtude de deformações

observadas na medida de dE/dx no TPC (como desmonstrado na seção 5.2.3);

5.2.3

Seleção de elétrons – PID

No que concerne à identificação de partículas no TPC, o primeiro critério adotado foi evitar a utilização de trajetórias contidas na região oposta ao EMCal (φ > 4), em virtude de defor- mações na medida de dE/dx oriundas de um setor defeituoso do TPC. A figura 5.3 ilustra a região problemática em φ. Mesmo que talvez seja possível parametrizar o dE/dx de elétrons dessa região, não é adequado incluir tais trajetórias na análise, mesmo porque traria muitas di- ficuldades para a correção do espectro do J/ψ. Na seção 5.5, estudos sobre efeitos sistemáticos oriundos da escolha de φ da trajetória são apresentados.

#tracks 1 10 2 10 3 10 [rad] φ 0 1 2 3 4 5 6 d E /d x d o T P C ( u .a .) 30 40 50 60 70 80 90 100 φ Distribuição de dE/dx do TPC x φ Distribuição de dE/dx do TPC x

Figura 5.3:Distribuição do dE/dx do TPC como função do φ da trajetória. As linhas serrilha- das delimitam uma região onde a medida de dE/dx está prejudicada.

A distribuição de NσT P C

ele oriunda dos dados utilizados nesta análise pode ser vista na figura

5.4. A região selecionada para a análise de dados está indicada com as linhas vermelhas serri- lhadas. Observa-se que há bastante contaminação de píons na intersecção entre as duas bandas,

principalmente para NσT P C

ele em torno de -2,5. Cortes menos restritivos, que aceitem NσeleT P C<

-2,25 ou -2,5, trazem muita contaminação de píons para o espectro, principalmente para p > 5 GeV/c. #tracks 1 10 2 10 Trajetória P (GeV/c) 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 ele TPC σ N -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 x Momento da Trajetória ele TPC σ

eleTPC x Momento da Trajetória N

Figura 5.4: Distribuição do NσeleT P C para os dados utilizados na análise de J/ψ. As linhas serrilhadas representam o corte aplicado às trajetórias.

A figura 5.5 mostra a distribuição de NσEM Cal

ele para candidatos a elétrons do TPC (com

N σT P C

ele > 0), para diferentes intervalos de pT. Como pode ser observado, essa distribuição está

bem determinada para os diversos intervalos de momento.

A figura 5.6(a) mostra a distribuição do dE/dx do TPC em função de NσEM Cal

ele . Pode-se

perceber que a região de elétrons ficou bem acentuada, como indicado pela região delimitada pelas linhas serrilhadas. A figura 5.6(b) mostra a distribuição de NσT P C

ele em função do mo-

mento, após uma seleção com o EMCal aplicado às trajetórias (−2, 5 < nσEM Cal < 3, 5).

Nota-se que é possível se obter uma amostra mais pura de elétrons quando ambas as seleções são utilizadas. As linhas serrilhadas apontam a seleção utilizada na análise de dados, ou seja, -2,25 < NσT P C

ele < 3,5, a qual se torna bem distinguível da faixa de píons, como essa seleção

combinada.

Na análise de dados, garantiu-se que pelo menos uma das candidatas a filha do J/ψ tivesse -2,5 < NσEM Cal

ele < 3,5 e energia no EMCal maior do que 4 GeV/c. Em ambas as trajetórias,

aplicou-se um corte de -2,25 < NσT P C

5.3 Extração do Sinal 103

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