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4. Results

4.3 Concentrations of salmon lice

Dada a importância e o determinismo da ação empreendedora cooperada e institucionalizada no caso do APL moveleiro de Ubá-MG, sugere-se aprofundar os estudos a respeito da institucionalização da ação coletiva, civismo ou participação cívica, “teoria da escolha racional”, o “dilema do prisioneiro”, confiança e “Nova Economia Institucional”, visitando trabalhos como: “Ordem Política nas Sociedades em Mudança” (HUNTIGNTON, 1975) que, para falar de desenvolvimento institucional, político e econômico, trata de pacto e institucionalização baseada na participação e na confiança; “Comunidade e Democracia” (PUTMAN, 1996) que estuda o comportamento cívico na Itália para também explicar o desenvolvimento institucional, político e econômico; “A Lógica da Ação Coletiva” (OLSON, 1999) que elucida os mecanismos de racionalidade na ação cooperada e na formação dos grupos sociais; e “Lógica da Ação Coletiva, Instituições e Crescimento Econômico: Uma Resenha Temática sobre a Nova Economia Institucional” (BUENO, 2004), que faz proposições a respeito da evolução das estruturas de governança e da própria matriz institucional de sociedades específicas para debater o conceito de “Nova Economia Institucional”.

Além disto, a estratégia de passividade assumida pelas políticas públicas de desenvolvimento econômico regional, em Ubá-MG, faz com que tais políticas dependam da existência do empreendedorismo local para serem implementadas.

Assim, os relatos do caso do Estado do Acre, onde constatou-se a existência de consistentes políticas públicas de infra-estrutura para a implantação de um Arranjo Produtivo moveleiro e a inexistência de empreendedores locais, também sugere recomendações para futuras pesquisas comparativas com o caso do APL de Ubá, onde as variáveis são invertidas – existência de empreendedorismo local e inexistência de políticas públicas de infra-estrutura.

“Se você pudesse ver o Acre. O estado do Acre. Eu fui à dois anos atrás lá, com uns empresários moveleiros... chegamos lá e encontramos um Distrito Industrial que o governo do Acre criou... [...] com... até logomarca... é... showroom pra expor os móveis... com um SENAI, a maçonaria... uns lotes... uma área toda murada... o terreno todo plano... o... é... incentivo do governo.... ou seja, ‘você quer montar sua indústria moveleira aqui dentro, você monta, você não paga um centavo...! E quanto você precisa? Ah, preciso de R$50 mil. Então toma aqui R$50 mil. Como é que eu pago? Depois que você tiver produzindo, na hora que você for pagar seu imposto, você não paga o imposto. Você vai deduzindo os R$50 mil do imposto que você tem que pagar...!’ [...] Num estado que tem matéria-prima... tem a faca e o queijo na mão... um governo com uma visão...! Nós ficamos de queixo caído... [...] E eles tentando convencer nosso empresários de Ubá a instalar lá. (risos) [...] Agora me pergunta, eles se instalaram lá, mas sabe o que falta lá? O empreendedor...” (ENTREVISTA 8)

Por estas evidências, pode-se recomendar, ao se optar por esta estratégia de passividade, antes desenvolver o empreendedorismo local para, só em seguida, formular políticas públicas para o desenvolvimento econômico regional com as características encontradas neste trabalho.

Outra proposição de deve ser considerada em uma segunda linha de pesquisa é considerar que a escolha estratégica de utilização de empreendedores locais na implementação de políticas públicas não seja na verdade uma questão de opção estratégica, mas sim uma falta dela (de opção), caracterizando uma dificuldade de implementação de políticas públicas através da estrutura burocrática tradicional. Pois como admite Bresser-Perreira (2004, p. 16), no plano da implementação, a reforma da Gestão Pública de 1995/98 teve um avanço “modesto, e tornou-se ainda mais lento nos últimos 10 anos depois da reforma”, e aponta a resistência de grupos de interesse como causa para isto.

Se assim for, o caminho para a elaboração de políticas públicas destinadas ao desenvolvimento sustentável de Arranjos Produtivos Locais partiria do “desenvolvimento político” (HUNTIGNTON, 1975), com a proposição de regras gerais baseadas num “pacto” consistente entre os atores envolvidos, de forma a levar os agentes públicas executarem ações que vão além do simples auxílio financeiro.

Ainda mais, como contribuição para novas pesquisa que se proponham a estudar o desenvolvimento de Arranjos Produtivos, a revisão de literatura encontrou, como indicadores de verificação das proposições e medição do desenvolvimento, os seguintes elementos20: 1- Número e tipo de instituições formalmente integradas ao APL – um APL é mais desenvolvido quanto maior o número e mais diversificadas forem as instituições o compõem; 2- Número e localização dos mercados atendidos pelas empresas do APL (regional, nacional e internacional) – um APL é mais desenvolvido quanto mais externo forem seus mercados aos quais destinam seus produtos;

3- Inovações de processo e de produtos – um APL é mais desenvolvido quanto maior for o número de inovações de processo e produtos;

4- A localização das fontes de inovações (local ou não) – um APL é mais desenvolvido quanto mais interno forem as fontes de inovação;

5- Faturamento ou volume de venda – um APL é mais desenvolvido quanto maior forem seu faturamento e/ou volume de vendas;

6- Número de pessoas empregadas no APL - um APL é mais desenvolvido quanto maior forem o número de pessoas empregadas em atividades relacionadas à ele;

7- Número e grau de institucionalização das ações de cooperação - um APL é mais desenvolvido quanto mais institucionalizadas forem as ações de cooperação;

8- Número e grau de especialização de programas de treinamento e formação de mão-de-obra - um APL é mais desenvolvido quanto maior for a especialização dos programas de treinamento e formação de mão-de-obra;

9- Normas para comercialização e produção referentes a produtos, segurança e meio ambiente - um APL é mais desenvolvido quanto maior for o número de normas que aumentem as exigências para comercialização e produção do que ele fabrica;

10- Leis que proíbem à instituição de monopólio no APL - um APL é mais desenvolvido quanto maior for o número de leis e normas que impeçam a instituição de monopólios dentro dele;

11- Grau de facilidade de entrada de novos concorrentes no APL - um APL é mais desenvolvido quanto maiores forem as facilidades para a instalação de novas empresas dentro dele;

12- Capacidade de produção - um APL é mais desenvolvido quanto maior for capacidade de produção;

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