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Comprises deposits from foreign customers and central banks, and debt securities with less than 12 months' residual maturity. 2) Annual data at 30 June

Chart 2.17 Short-term funding and central bank deposits in foreign

1) Comprises deposits from foreign customers and central banks, and debt securities with less than 12 months' residual maturity. 2) Annual data at 30 June

A dispensa de medicamentos a doentes em regime de ambulatório pelos SF tem como objectivo a vigilância e o controlo de certas patologias e da medicação utilizada que pode originar efeitos adversos graves. Vai permitir também incentivar a adesão à terapêutica, uma vez que esta é cedida num regime de comparticipação a 100 %. Par além disto, o tratamento em regime de ambulatório tem vantagens em relação ao tratamento em regime de internamento, entre elas a redução dos custo relacionados com o internamento, a redução dos riscos associados ao internamento e a hipótese do doente continuar o tratamento em

A dispensa de medicação em regime de ambulatório é efectuada a doentes da consulta externa, do hospital de dia, do internamento aquando da alta e excepcionalmente da urgência. Podem ainda ser cedidos medicamentos biológicos a doentes de outros hospitais segundo o Despacho n.º 18419/2010, de 2 de Dezembro [5, 9].

As patologias para as quais está legislada a cedência de medicação em regime de ambulatório são doenças oncológicas, esclerose múltipla, hepatite C, insuficiência renal crónica e vírus da imunodeficiência humana, entre outras. Para além destas existem ainda outras patologias não legisladas para as quais o conselho de administração do CHCB permitiu a cedência de medicação, entre elas, a hepatite B, a hipertensão pulmonar ou alguns medicamentos órfãos [5].

A dispensa de medicação apenas é feita mediante a apresentação de receita médica, que pode ser em suporte de papel ou online. A prescrição deve conter a identificação do doente e do médico, a medicação e a data de emissão da mesma. Sempre que o utente venha levantar a medicação é necessário que traga sua identificação para o registo do seu número de identificação, ou no caso de se tratar de terceiros, a pessoa deve fazer-se acompanhar da sua identificação assim como da do doente [5, 10].

Sempre que a medicação se destine a mais de um mês apenas é cedida medicação para um mês de tratamento. No entanto existem excepções a esta regra, como o caso dos contraceptivos que são cedidos para 3 meses e, caso o doente resida a mais de 25 km do CHCB ou não seja possível a sua deslocação ao hospital, no dia da consulta é cedida medicação para 2 meses e depois esta é enviada por correio de 2 em 2 meses. No entanto, nem toda a medicação pode ser enviada por correio, como sucede com os hemoderivados, a talidomida, os contraceptivos, os medicamentos muito caros (custo total superior a 50 €) e os medicamentos que requeiram refrigeração para a sua conservação [5, 10].

As prescrições são primeiramente validadas pelo farmacêutico, sendo que, em caso de dúvida se deve contactar o médico prescritor para esclarecimento, e só depois proceder à sua dispensa. A dispensa da medicação é acompanhada por informação verbal, reforçada com pictogramas e informação escrita sob a forma de folhetos informativos (efectuados pelos farmacêuticos do sector do ambulatório), principalmente na primeira dispensa da medicação. Um dos indicadores da qualidade deste sector é o aumento do número de medicamentos com folheto informativo. O farmacêutico pretende assim promover a adesão e correcta utilização da terapêutica. Para além disto, quando a terapêutica tem um custo superior a 200 €, no acto da cedência, o doente deve ser sensibilizado sobre o custo elevado da terapêutica através da emissão de um documento com este valor de forma a promover a adesão à terapêutica [5, 10].

Quando o doente inicia uma terapêutica este tem que assinar um termo de responsabilidade, onde se responsabilizam pela terapêutica e se comprometem a fazê-la de forma correcta. Estes termos de responsabilidade são depois arquivados por ordem alfabética. Durante o meu estágio procedi ao arquivo destes termos de responsabilidade.

No dia seguinte são conferidas as receitas do dia anterior a fim de detectar algum erro e as receitas em papel, são depois arquivadas. O farmacêutico também procede ao envio do receituário facturável para a facturação, ou seja, envia para a facturação toda a medicação cedida cujos encargos não são da responsabilidade do hospital. Quanto ao controlo da qualidade, a monitorização do número de erros ocorridos na dispensa e a correcta imputação aos centros de custo fazem parte dos indicadores da qualidade deste sector [5].

Os farmacêuticos afectos ao sector de ambulatório possuem um papel bastante importante na monitorização de interacções farmacológicas, efeitos adversos e da adesão à terapêutica. Esta monitorização é mais apertada na medicação de certas doenças, como por exemplo da medicação da esclerose múltipla ou da hepatite C. Caso o farmacêutico detecte alguma falta de adesão à terapêutica avisa o médico prescritor. Esta monitorização da adesão terapêutica também auxilia os farmacêuticos na gestão dos stocks. E na eventualidade de ocorrência de algum efeito adverso o farmacêutico procede ao preenchimento de impresso próprio e fala com o médico [1, 5, 10]. Durante o meu estágio participei na pesquisa de alguma interacção e/ou efeito adverso a nível hepático devido à administração de bicalutamida.

O sector do ambulatório possui um stock definido que se encontra armazenado num armário, em duas arcas frigoríficas, no Consis (sistema robotizado de dispensa automática) e possui ainda um armário metálico de dupla fechadura no qual estão armazenados os MEP. O stock do armazém afecto ao sector do ambulatório é conferido duas vezes por semana, comparando o

stock físico com o constante no sistema informático, sendo um dos indicadores de qualidade a

diminuição do número de regularizações do stock. Também possui como objectivo a diminuição do número de regularizações efectuadas no armazém afecto ao sector do ambulatório, aquando das contagens de stock [5].

Durante o estágio colaborei na contagem dos stocks, na verificação das listagens de requisição de reposição de stock e na arrumação da medicação e reposição do Consis. Tive também a oportunidade de elaborar uma apresentação em Microsoft PowerPoint® sobre o fármaco

sunitinib (Anexo III) que apresentei aos farmacêuticos afectos a este sector.

3.6. Medicamentos sujeitos a controlo especial