No âmbito da unidade curricular de Prática Pedagógica em Educação de Infância - Jardim de Infância, a decorrer no Jardim de Infância da Boavista, na Marinha Grande, desloquei-me à instituição na semana de 11, 12 e 13 de maio de 2015, com o objetivo de colaborar com a minha colega, uma vez que seria ela a intervir.
No que diz respeito à planificação desta semana, as propostas educativas foram realizadas e as crianças mostraram interesse em participar nas mesmas. No que diz respeito às competências, algumas foram desenvolvidas conforme tínhamos previsto e outras foram desenvolvidas com mais dificuldade, como irei referir ao longo desta reflexão.
Relativamente ao projeto dos dinossauros, as crianças já iniciaram a terceira fase - Execução -, na qual “(...) partem para o processo de pesquisa através de experiências directas, preparando aquilo que desejam saber (...)” (Vasconcelos et al., 2012, p. 16)65. Deste modo, ao longo desta semana, as crianças descobriram uma das questões que, inicialmente, tinham colocado - O que comia o T-Rex (e outros dinossauros)? -, sendo que uma delas trouxe uma pesquisa que fez em casa com os pais, onde explicava que o
Tyranossauros Rex era carnívoro e o Braquiossauro era herbívoro. Depois de essa
criança, com a ajuda da minha colega, ter partilhado a informação com o grupo, as crianças voltaram a ver um excerto do documentário “Planeta Dinossauro”, com o objetivo de ver e perceber o que é que os dinossauros comiam. De seguida, foi-lhes proposto que fizessem um registo do que tinham observado no documentário. Através desses registos pude perceber que a maioria das crianças percebeu o que era para fazer, sendo que desenharam o Braquiossauro a comer folhas de árvores e o Mapussauro (semelhante ao T-Rex) a comer outros dinossauros, como é possível observar através das seguintes fotografias:
65 Vasconcelos, T., Rocha, C., Loureiro, C., Castro, J. d., Menau, J., Sousa, O., . . . Alves, S. (2012).
Trabalho por projectos na educação de infância: mapear aprendizagens, integrar metodologias. Lisboa:
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Figura 1 - Registo do documentário "Planeta Dinossauro" realizado pela criança I.S. no dia 11/05/2015
Figura 2 - Registo do documentário "Planeta Dinossauro" realizado pela criança L.L. no dia 11/05/2015
Figura 3 - Registo do documentário "Planeta Dinossauro" realizado pela criança M.A. no dia 11/05/2015
Acho, ainda, pertinente referir que a visualização de um vídeo foi uma das ideias sugeridas pelas crianças, para descobrirem o que queriam saber, e, durante a visualização deste excerto do documentário, todas as crianças estiveram concentradas, atentas e interessadas.
Com o objetivo de ficar também com um registo do que as crianças tinham descoberto sobre a alimentação dos dinossauros, a minha colega registou numa cartolina algumas frases que as crianças disseram. Depois, as crianças puderam ilustrar essa cartolina e escrever o título, como é possível observar através das seguintes fotografias:
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Figura 4 - Criança M.A. a desenhar no cartaz sobre a alimentação dos dinossauros
Figura 5 - Crianças M.A. e I.S. a desenhar no cartaz e a escrever o título "Alimentação de alguns dinossauros”
Depois de as crianças terem escrito o título e terem ilustrado a cartolina, esta foi exposta na sala de atividades, juntamente com os registos do documentário, com as informações que as crianças já sabiam acerca dos dinossauros, com o que queriam saber o como iriam descobrir. De acordo com Vasconcelos et al. (2012, p. 16)66, na terceira fase do projeto “surgem grandes mapas, gráficos, quadros, que são afixados nas paredes da sala”.
66 Vasconcelos, T., Rocha, C., Loureiro, C., Castro, J. d., Menau, J., Sousa, O., . . . Alves, S. (2012).
Trabalho por projectos na educação de infância: mapear aprendizagens, integrar metodologias. Lisboa:
Direção-Geral da Educação (DGE).
Figura 6 - Registo do que as crianças pensavam saber acerca dos dinossauros, do que queriam saber, de como iriam descobrir e o cartaz relativo à alimentação dos dinossauros expostos na sala de atividades
Figura 7 - Registos das crianças acerca do documentário "Planeta Dinossauro" expostos na sala de atividades
89 Outra das propostas educativas sugeridas ao longo desta semana foi completar uma das imagens que foram apresentadas na história “Oh!”, fazendo a simetria. Surpreendentemente, a maioria das crianças conseguiu fazer a simetria, sendo que houve algumas que mostraram ter mais dificuldade. Através das seguintes fotografias, é possível ver os registos de algumas das crianças:
Cientes de que “importa que o educador proponha situações problemáticas e permita que as crianças encontrem as suas próprias soluções, que as debatam com outra criança (...)” (Silva, 1997, p. 78)67, esta semana propusemos às crianças a resolução de um problema matemático, mais concretamente, um problema de adição. Como anteriormente propusemos um problema que envolvia uma subtração e o grupo mostrou ter facilidade em chegar à solução, pensámos que, perante uma adição, as crianças iriam também chegar à solução facilmente. No entanto, ao conversar com alguns grupos de crianças, percebi que estavam a ter dificuldades em perceber o que tinham que fazer.
67 Silva, M. I. (1997). Orientações curriculares para a educação pré-escolar. (Ministério da Educação)
Lisboa: Departamento de Educação Básica.
Figura 11 - Simetria de uma mola elaborada pela criança A.H. no dia 12/05/2015
Figura 12 - Simetria de uma mola elaborada pela criança D.Q. no dia 12/05/2015
Figura 8 - Simetria de uma maçã elaborada pela criança G.T. no dia 12/05/2015
Figura 9 - Simetria de uma maçã elaborada pela criança L.F. no dia 12/05/2015
Figura 10 - Simetria de uma chávena elaborada pela criança A.P. no dia 12/05/2015
90 Assim, tanto eu como a minha colega, voltámos a explicar novamente o problema a cada grupo, mais do que uma vez.
Na minha opinião, uma das causas desta dificuldade poderá ter sido o facto de as crianças terem que adicionar duas coisas distintas (papoilas e espigas de trigo). Assim, penso que devíamos ter inventado um problema onde as crianças tivessem que adicionar, por exemplo, 4 papoilas com 3 papoilas, em vez de 4 papoilas com 3 espigas de trigo. No entanto, depois de termos explicado várias vezes o problema, as crianças conseguiram chegar à solução, representando também, no desenho, o contexto do problema, como é possível ver através dos seguintes registos:
Por fim, outra das propostas educativas sugeridas às crianças foi preencher uma imagem de uma espiga de trigo e de uma papoila com pontos ou com linhas. As crianças mostraram interesse, sendo que a maioria escolheu preencher as duas imagens, em vez de apenas uma, e escolheu utilizar ambas as técnicas (pontos e linhas). Em relação a estas duas técnicas, algumas crianças mostraram mais dificuldade em desenhar os pontos e as linhas dentro dos contornos, mas, de um modo geral, a maioria das crianças conseguiu fazê-lo.
Figura 13 - Registo da resolução do problema feito pelas crianças G.P. e G.T. no dia 13/05/2015
Figura 14 - Registo da resolução do problema feito pelas crianças I.G. e M.G. no dia 13/05/2015
Figura 15 - Registo da resolução do problema feito pelas crianças A.H. e L.L. no dia 13/05/2015
Figura 16 - Registo da resolução do problema feito pelas crianças M.A. e I.S. no dia 13/05/2015
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