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O número de pessoas que tem contacto com população imigrante é ligeiramente maior entre o sexo masculino, 59,4 por cento, do que entre o sexo feminino, 53,0 por cento (ver Anexo III, Quadro 227).

Verificou-se que independentemente da origem dos imigrantes, os homens revelam maiores percentagens nas categorias de apreciação de simpatia mais desfavoráveis, baixa, muito baixa e nenhuma, do que as mulheres (ver Anexo III, Quadros 228 a 237).

O estudo de Lages et al. (2006) revelou, em relação aos brasileiros, uma ligeira tendência para um maior sentimento racista entre os homens.

As mulheres revelam maior incerteza face à importância que os imigrantes dão ao trabalho, independentemente da sua origem (ver Anexo III, Quadros 238 a 247).

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As diferenças entre os géneros face à impressão e à forma de agir dos imigrantes para com os portugueses e destes para com os imigrantes não são relevantes (ver Anexo III, Quadros 248 a 267).

No estudo de Lages et al. (2006), não se verificaram diferenças na associação dos imigrantes ao crime, o que vem ao encontro dos resultados aqui apresentados. É, no entanto, de referir que as mulheres são as que sentem maior incerteza no que concerne à associação da presença de imigrantes na situação criminal do País. Os homens são os que mais afirmam que os imigrantes cometem o crime (ver Anexo III, Quadros 268 a 277).

O número de mulheres, 37,9 por cento, que pensam que os imigrantes tiram trabalho aos portugueses é relativamente maior do que o de homens, 30,5 por cento (ver Anexo III, Quadro 278).

A maioria dos homens, 51,8 por cento, pensa que os imigrantes ilegais não devem ter direito a trabalhar, enquanto que tal posição só é defendida por 41,9 por cento das mulheres (ver Anexo III, Quadro 279).

O número de homens que pensa que os imigrantes não são regidos por uma legislação adequada, 60,1 por cento, é maior do que o número de mulheres, 57,0 por cento. Estas mostram também uma maior incerteza, 32,5 por cento do que os homens, 24,8 por cento, relativamente a este assunto das mulheres (ver Anexo III, Quadro 280).

O estudo de Lages et al. (2006) revelava que, em termos do género, se verifica não haver diferenças significativas entre homens e mulheres no que respeita à valorização da imigração. O mesmo parece acontecer neste caso, uma vez que, relativamente ao contributo dos imigrantes para o nosso desenvolvimento económico, é pouco maior o número de homens que dizem que sim, 75,9 por cento, contra 72,3 por cento de mulheres, como daqueles que dizem que não, 16,1 por cento contra 14,3 por cento de mulheres. Para todas as variáveis a este respeito – contribuição dos imigrantes para o desenvolvimento económico do País, pagamento de impostos, benefício retirado do pagamento dos impostos, deveres do Estado em assegurar igualdade de tratamento entre imigrantes e nacionais, prestar maior ajuda aos imigrantes, e expulsá-los – é maior o número de indecisos do sexo feminino do que do sexo masculino (ver Anexo III, Quadros 281 a 286).

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O mesmo acontece relativamente ao pagamento de impostos pelos imigrantes: 22,2 por cento dos homens dizem que sim, contra 21,7 por cento de mulheres, e 45,4 por cento de homens dizem que não contra 37,4 por cento de mulheres (ver Anexo III, Quadro 282).

Também quanto aos benefícios colhidos dos impostos pagos pelos imigrantes são mais os homens que dizem que sim, 35,6 por cento, face a 23,7 por cento de mulheres, e que dizem que não, 32,3 por cento, face a 31,8 por cento de mulheres. Por outro lado, é maior o número de mulheres que pensa que o estado deve assegurar igualdade de tratamento entre imigrantes e nacionais, 80,7 por cento, face aos homens, 77,6 por cento. É também mais elevado o número de mulheres que pensa que o Estado deve assegurar maior ajuda aos imigrantes, 64,3 por cento, contra 60,6 por cento de homens. É bem maior o número de homens que pensa ser função do estado expulsar os imigrantes do País, 31,4 por cento, face a 16,6 por cento das mulheres (ver Anexo III, Quadros 283 a 286).

As mulheres revelam maior aceitação dos imigrantes como membros da sua família, amigos, vizinhos, colegas de trabalho, residentes nas imediações ao espaço onde vivem e no próprio espaço onde vivem do que os homens, que revelam maior número de incerteza do que as mulheres (ver Anexo III, Quadros 287 a 292).

Os homens consideram, em 64,4 por cento dos casos, mais que as mulheres, em 55,8 por cento dos casos, que o Estado deve seleccionar os imigrantes que querem vir para Portugal (ver Anexo III, Quadro 293).

No que concerne à preferência de género que o Estado deve dar à entrada de imigrantes, as mulheres afirmaram-se em maior percentagem sem preferência, 98,4 por cento, do que os homens, 95,0 por cento, cuja preferência vai para o sexo feminino, 4,3 por cento (ver Anexo III, Quadro 294).

Os homens revelam uma maior preferência pela faixa etária dos 20 aos 29 anos para os imigrantes virem para Portugal do que as mulheres, que não têm preferência, mas também revelam maior incerteza. No que respeita aos motivos das preferências são as mulheres que revelam mais justificações centradas nos interesses dos imigrantes, 23,4 por cento, face a 14,7 por cento dos homens (ver Anexo III, Quadros 295 e 296).

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Os homens mostram maior preferência para a entrada em Portugal por imigrantes com ensino secundário e superior, 16,9 por cento e 23,6 por cento, do que as mulheres, 12,8 por cento e 10,6 por cento que em maior número não sabem ou não respondem, 63,9 por cento. Também para a preferência pela escolaridade são as mulheres que revelam mais justificações centradas nos interesses dos imigrantes, 20,0 por cento, face a 12,1 por cento dos homens (ver Anexo III, Quadros 297 e 298).

Os homens mostram uma maior preferência por imigrantes casados, 15,6 por cento, do que as mulheres, 8,9 por cento, cuja opinião acerca deste item revela maior incerteza. A justificação das preferências pelo estado civil dos imigrantes não encontra, porém, diferenças significativas entre homens e mulheres (ver Anexo III, Quadros 299 e 300).

Os homens, 56,0 por cento, mostram maior preferência por uma integração faseada do que as mulheres, 53,0 por cento, que revelam maior incerteza, 42,9 por cento, do que os homens, 35,1 por cento (ver Anexo III, Quadro 301).

Em 1993 a CNN (Chandler e Tsai, 2001) elaborou um inquérito de opinião pública acerca da imigração no qual as mulheres se mostram mais favoráveis face a grandes números de imigrantes do que os homens. No entanto, no estudo de Chandler e Tsai (2001), as diferenças entre homens e mulheres surgem apenas no que concerne à opinião acerca da imigração legal, sendo as mulheres que se revelam menos favoráveis.

É maior o número de homens, 61,6 por cento, que pensa que o Estado deve estabelecer quotas anuais de imigrantes do que as mulheres, 56,3 por cento, que voltam a mostrar maior incerteza, 39,0 por cento, face aos 30,9 por cento dos homens (ver Anexo III, Quadro 302).

Relativamente à oposição face à imigração, no estudo de Lages et al. (2006), as mulheres tendem a opor-se mais à imigração do que os homens: 57,0 por cento das inquiridas dizem que o número de imigrantes em Portugal devia ser reduzido, enquanto apenas 47,0 por cento dos homens dizem o mesmo.

Os resultados obtidos no presente estudo analisam o género perante a origem dos imigrantes. Apesar de Portugal pertencer ao espaço Schengen, que possibilita a mobilidade

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entre cidadãos dos estados-membros, ainda são significativos os números daqueles que referem que deve ser colocado algum grau de restrição à sua entrada.

Exceptuando o caso da EU, os homens revelam, para todas as outras origens dos imigrantes, graus de restrição mais elevados do que as mulheres, que por sua vez demonstram uma maior incerteza (ver Anexo III, Quadros 303 a 312).

Os homens revelam uma maior exigência quanto a graus de escolaridade e de experiência profissional para que os imigrantes possam desempenhar profissões nas várias categorias do que as mulheres, que aparecem em maior número com incerteza (ver Anexo III, Quadros 313 a 330).