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5. Estimated number of households of different sizes for the 1992 Norwegian Consumer Expenditure Survey

5.4. Comparisons with estimates in official statistics

Conforme as narrativas da Sagrada Escritura, o Povo de Deus marca a sua presença com protagonismo entre outros povos, na economia da salvação. Deus, que por iniciativa própria, revela-se ao seu povo com sinais de predileção, escolhe um entre muitos povos; um com origem humilde e pacífica; uma pequena comunidade de pastores cujo patriarca é Abraão.

59 Cf. ALMEIDA, Antonio José de. Sois um em Cristo Jesus. p. 36.

Mais tarde, o povo hebreu (os semitas) na condição de escravo é libertado do Egito. A saída do Egito sempre foi considerada por Israel, como um momento singular na sua história. É o evento criador de Israel, que sempre predominou sobre os outros acontecimentos que no plano histórico, tiveram influência sobre a vida do povo. Toda reflexão teológica e histórica de Israel passa pelo êxodo que foi a época da juventude do Povo de Deus. Assim, este acontecimento tão importante, é capaz de animar através dos tempos as instituições, ritos e leis do povo de Israel. Além de ser o nascimento, o êxodo também foi para Israel um tempo especial, o do encontro com Deus; pois desde o dia que Moisés deu a conhecer ao seu povo o Deus único, o Deus da Aliança, o povo começou a meditar sobre a sua existência como nação. Para o povo de Israel, a saída do Egito não é apenas um acontecimento de outrora, mas uma realidade sempre viva também presente nas suas festas litúrgicas que são realizadas sempre como um desejo de participar plenamente do memorial da libertação e de entrar, de forma incessante, na aliança inaugurada no Sinai.61

No Sinai, Deus cumpre sua promessa feita a Abraão (cf. Gn 12, 2-3) estendendo sua Aliança a todo o povo de Israel, protegendo-lhes com a sua bênção de prosperidade e paz. “Estabelecerei a minha habitação no meio de vós e não vos rejeitareis jamais. Estarei no meio de vós, serei o vosso Deus e vós sereis o meu povo. Pois sou eu, o Senhor vosso Deus, que vos fiz sair da terra do Egito para que não fosseis mais servos deles” (Lv 26,11-13).62

Desde o êxodo, o Povo de Deus está a caminho, sendo um testemunho vivo da intervenção salvífica de Deus na história dos homens, promovendo a esperança de uma liberdade fundamental e definitiva. Nesta perspectiva, no Novo Testamento, seus autores consideram a salvação revelada por Cristo como um cumprimento do êxodo de Israel. Pode-se observar claramente no Novo Testamento que a linguagem do livro do Êxodo está presente de modo frequente no judaísmo do tempo de Cristo. Dentre vários exemplos pode-se citar o da última ceia de Cristo, da sua morte e ressurreição que foram descritas nos evangelhos como sendo a sua Páscoa (cf. Lc 22, 14-20). Outro aspecto importante da influência do período do êxodo na era cristã

61 Cf. Introdução do livro do Êxodo. In: BÍBLIA: Tradução Ecumênica Brasileira. TEB. p. 97-98.

refere-se aos temas abordados pelos Santos Padres em suas obras, que muitas vezes eram referentes à tradição do livro do Êxodo.63

Deus interveio na história para revelar a um povo de migrantes o seu desígnio de salvação e de pertença, para constituir com este povo um reino de sacerdotes; uma nação santa (cf. Ex 19,5-6). Isto acontece por meio da Aliança quando dá início o congraçamento de todos os homens com Deus.64

A Lumen Gentium também faz referência à Aliança entre Deus e os homens: “aprouve, no entanto, a Deus santificar e salvar os homens, não individualmente, excluindo toda a relação entre eles, mas formando com eles um povo que o conhecesse na verdade e o servisse em santidade” (LG 9).

No Novo Testamento encontram-se os fatos que deram continuidade a história do Povo de Deus, tendo como principal personagem Jesus Cristo, o Messias esperado; Filho de Deus, que realiza a vontade do Pai.

Apesar de encontrar muita resistência por parte dos líderes religiosos e políticos para instalar o Reino de Deus e promover a justiça e a paz tão esperada pelo povo, Jesus propõe um novo mandamento: o amor. Desta forma, o projeto de salvação ganha novos parâmetros, novas perspectivas e dimensões ainda maiores.

A fé em Cristo e pelo Batismo de conversão faz com que aconteça a passagem do antigo Israel segundo a carne, o povo da preparação e descendentes de Abraão, para o povo messiânico, o novo Israel segundo o espírito.

Na passagem do Antigo para Novo Testamento, Jesus Cristo atualiza e, ao mesmo tempo, apresenta uma nova proposta ao povo de Deus. Ele acolhe e consola, mas propõe a mudança das consciências e a conversão. A construção do Reino de Deus, fundamentada pelo mandamento do amor, passa por essa mudança interior de cada um dos fiéis batizados em favor do conjunto (povo). Isso aconteceu primeiramente com os apóstolos, por isso eles receberam de Jesus a missão universal de levar à frente os seus ensinamentos a todas as nações, e, além disso, Jesus prometeu estar com eles até o fim dos tempos (cf. Mt 28,18-20).

63Cf. Introdução do livro do Êxodo. In: BÍBLIA: Tradução Ecumênica Brasileira. TEB. p. 98.

O Concílio Vaticano II evidencia os aspectos inerentes ao Povo de Deus para definir o que é a Igreja, porque vê neste conceito a sua importância em nível pastoral. Conceituar Igreja como Povo de Deus promove, sem dúvida, um alargamento no campo da missão evangelizadora da própria Igreja, a qual é a continuadora da missão iniciada pelos Apóstolos, designada por Jesus, e que deve alcançar todos os povos. Desta forma, a Igreja ao abrir-se para o mundo, cumpre o mandato de Cristo feito aos Apóstolos, participando efetivamente das dificuldades humanas atuais, para aliviá-las; vivenciando, assim, “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem…” (GS 01).