Figura 4.5 - Fluxograma da consistência das Áreas de Contribuição Hidrográfica. 4.5.3.1 Áreas de Contribuição Hidrográfica com Objetos Geométricos Únicos
Verifica-se nessa etapa se o tema de Áreas de Contribuição Hidrográfica possui objetos geométricos únicos e não objetos geométricos compostos (Clementini et al.,
1995). Isso é checado por meio da view
‘pgh_vw_consistencygeomuniquecatchmentarea’.
A mesma lógica de transformação de uma geometria composta para uma geometria simples é aplicada aos trechos da rede de drenagem só que aplicada às áreas de contribuição hidrográfica.
4.5.3.2 Áreas de Contribuição Hidrográfica sem Auto Sobreposição
É interessante que as áreas de contribuição hidrográfica sejam mutuamente exclusivas sem que uma sobreponha o limite da outra. Para isso, executam-se as instruções SQL tomando o cuidado de utilizar o índice espacial para aperfeiçoar o resultado dessa ação no banco de dados geográficos.
4.5.3.3 Áreas de Contribuição Hidrográfica sem Duplicação
Durante o processo de edição das áreas de contribuição hidrográfica, pode ser que existam áreas de contribuição hidrográfica duplicadas e sobrepostas. A view ‘pgh_vw_consistencyduplicationcatchmentarea’ mostra quais áreas de contribuição hidrográficas estão duplicadas e sobrepostas.
4.5.3.4 Áreas de Contribuição Hidrográfica com Vetor Simples
Verifica-se nessa etapa se as geometrias das áreas de contribuição hidrográfica são do tipo simples e não do tipo complexo (Clementini & Felice, 1996). Para isso cria- se a view ‘pgh_vw_ consistencyissimplecatchmentarea’ que apontará as geometrias que são do tipo complexo.
4.5.3.5 Áreas de Contribuição Hidrográfica com Vetor Válido
Utiliza-se a view ‘pgh_vw_consistencyisvalidcatchmentarea’ para apresentar todas as geometrias das áreas de contribuição hidrográfica que não possuem vetor válido.
No caso de existirem duas áreas de contribuição hidrográfica pertencentes a uma mesma lógica de representação, deve-se agregar as suas geometrias para que estas se tornem um único objeto.
4.5.3.6 Calcular o Valor de Área das Áreas de Contribuição Hidrográfica
Por fim, calcula-se o valor de área para cada uma das áreas de contribuição hidrográfica.
4.5.4 Verificação de Consistência das Áreas de Contribuição Hidrográfica com os Trechos da Rede de Drenagem
contribuição hidrográfica numa relação do tipo 1:1 com relacionamento espacial do tipo linha (Trecho da rede de drenagem) EM polígono (Área de contribuição hidrográfica).
O relacionamento espacial entre as classes no modelo OMT-G (Borges et al., 2005) é implementado no banco de dados físico por meio da inserção da chave primária da tabela relacionada na outra tabela da relação, sendo materializada como chave- estrangeira. O tipo de relacionamento espacial entre os pares de classes relacionadas advém da chave-estrangeira de uma tabela onde estão determinados os tipos de relacionamento espacial entre o par de classes baseado na proposta de relacionamentos topológicos baseadondo método de nove intersecções dimensionalmente estendida (DE- 9IM) de Clementini et al.(1993): “Em”, “Toca”, “Cruza”, “Sobrepõe” ou “Disjunto” e de duas colunas, onde cada uma apresenta os tipo de geometria das classes relacionadas dos tipos de geo-objetos “Ponto”, “Linha” e “Polígono” e de uma coluna que representa os nove caracteres que descrevem as relações topológicas do método DE-9IM especificado pela OGC (2012).
A vantagem da não materialização das relações espaciais no banco de dados é a não ocupação de memória e a possibilidade de se fazer consultas espaciais sem que para isso seja necessário atualizar as tabelas de relacionamentos. Por outro lado, dependendo do número de registros das tabelas, essas consultas sob demanda podem comprometer o desempenho do banco, como queda da velocidade de resposta da consulta, mesmo utilizando índices espaciais. Outra vantagem da materialização dos relacionamentos espaciais no banco é a possibilidade de se utilizar regras específicas que possibilitem a apresentação dos relacionamentos espaciais entre as classes ou geo-objetos com imprecisão em suas fronteiras geométricas (Clementini et al., 2000) (Worboys & Clementini, 2001) (Clementini, 2005), (Clementini & Felice, 1997).
Nesse caso específico, devido aos erros inerentes ao processo de aquisição das áreas de drenagem, nem sempre as extremidades dos trechos da drenagem coincidem com os limites das áreas de contribuição. Por esse motivo, não é possível realizar uma associação espacial entre essas duas tabelas espaciais do tipo linha EM polígono, pois ela pode apresentar uma relação do tipo linha INTERSECTA polígono, e nesse caso, a relação deixa de ser 1:1.
Para resolver esse problema, gera-se uma tabela temporária do tipo ponto, que representa o ponto médio de cada trecho de drenagem e associa-se a esse ponto uma
área de contribuição hidrográfica, numa relação do tipo ponto EM polígono, onde são preservados os identificadores únicos dos trechos de drenagem.
Para que a consulta não fique limitada ao volume de dados a serem processados cria-se uma tabela temporária com a associação dos identificadores únicos das tabelas com as informações dos trechos de drenagem e de áreas de contribuição hidrográfica.
A seguir é realizada a associação espacial entre os trechos da rede de drenagem e as áreas de contribuição hidrográfica por meio da inserção desses dados na tabela onde estão associados os identificadores dos trechos drenagem e os identificadores as áreas de contribuição hidrográfica.
No caso alguma área de contribuição hidrográfica não ter sido referenciada a um trecho de drenagem devido a algum tipo de imprecisão geométrica da base, executa-se uma instrução SQL específica para essa verificação.
Em caso positivo, gera-se um buffer nos pontos médios dos trechos da rede de drenagem e executa-se novamente a operação espacial somente nas áreas de contribuição hidrográfica que não foram referenciadas na etapa anterior.
Se mesmo assim, ainda existirem bacias que não foram referenciadas, verifica-se manualmente cada uma das bacias não referenciadas. Pode-se fazer essa mesma verificação com os trechos da rede de drenagem.
Se todas as bacias estiverem referenciadas, checa-se se existe mais de um trecho da rede de drenagem referenciado a uma única área de contribuição hidrográfica. Caso isso exista, checar manualmente essa duplicação na base para corrigir esse problema.
Por fim, atualiza-se a associação dos trechos da rede de drenagem às respectivas áreas de contribuição hidrográfica na chave estrangeira da tabela de trecho de drenagem.
Finalmente, deve-se associar ao trecho da rede de drenagem o tipo de relacionamento espacial entre o trecho da rede de drenagem e a respectiva área de contribuição hidrográfica (ponto EM polígono) e associar o trecho da rede de drenagem e o respectivo nó do trecho da rede de drenagem (linha TOCA ponto).
drenagem identificados com sentido de vetorização de montante para jusante, ou com valores do campo ‘trd_ds_sentido’ igual a verdadeiro. Já os trechos identificados como vetorizados de jusante para montante, valores do campo ‘trd_ds_sentido’ igual a falso, antes de serem inseridos na tabela ‘geoft_trechodrengem’ têm o sentido da geometria de suas linhas invertido. Para isso, criam-se as colunas geométricas das tabelas ‘geoft_trechodrenagem’ e ‘geoft_pontodrenagem’.
Adicionam-se os dados dos nós dos trechos da rede de drenagem aos pontos de drenagem, juntamente com os dados do tipo de relacionamento espacial entre as tabelas ‘geoft_notrechorededrenagem’ e ‘geoft_pontodrengem’ que é do tipo ponto EM ponto.
Finalmente adicionam-se os dados dos trechos da rede de drenagem
(geoft_trechorededrenagem) à tabela com os trechos de drenagem
(geoft_trechodrenagem) com o sentido de fluxo de água de montante para jusante.