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Comparison to actual ridership

As professoras envolveram-se primeiro, com a atividade em que foram usados lápis e papel na resolução do “problema do João”. Separadas em dois grupos, resolveram, individualmente, o problema e, depois, socializaram a discussão. Gravamos os dois grupos desde o primeiro contato com a atividade. A atividade nesse encontro foi realizada em uma sala de aula no andar térreo da Escola Fundamental do Centro Pedagógico da Universidade Federal de Minas Gerais. As professoras mostraram os gráficos que foram construídos e passaram a discutir o que cada traçado no plano cartesiano significava, em relação aos movimentos realizados por João.

Figura 7 – Atividade zero

ATIVIDADE ZERO

João é um aluno da oitava série muito distraído, por isso às vezes tem que ir e voltar dos lugares como aconteceu neste dia. Era segunda de manhã e João, que já é distraído, estava com muito sono. Ele saiu de casa para ir à escola, após caminhar uns 2 minutos lembra que esqueceu um livro e voltou para casa. Pegou o livro e lá se foi em direção à escola novamente. Após 4 minutos de caminhada já estava quase assobiando uma música e lembrou que esqueceu o dinheiro da merenda. Voltou para casa, agora mais desperto, pegou o dinheiro da merenda e correu direto para a escola. João morava na mesma rua da escola, uns dez blocos (ou quarteirões) os separavam.

ESCOLA

Em seguida, cada grupo recebeu um “kit” composto por uma calculadora gráfica TI 83 e um sensor CBR. A primeira reação das professoras foi manusear o

equipamento para entender seu funcionamento. As professoras realizaram duas atividades, preparadas antecipadamente.

Dando continuidade ao trabalho, as professoras resolveram as atividades que exigiam a representação de movimentos no gráfico cartesiano com a utilização da calculadora gráfica acoplada ao sensor.

Depois do envolvimento das professoras na resolução de atividades com dois tipos de recursos diferentes: lápis e papel e calculadora gráfica acoplada ao sensor, cada professora recebeu uma cópia do vídeo gravado com a sua participação em tais atividades. Desse modo, poderiam se ver e rever a própria participação e a das outras professoras, para selecionar os trechos que gostariam de incluir no artigo a ser produzido.

As professoras envolveram-se, inicialmente, na escolha individual em casa, e, depois, no coletivo, no grupo de pesquisa, dos trechos que elas consideraram interessantes para incluir no artigo multimídia, definindo a parte estrutural do próprio artigo.

As professoras receberam fichas em que havia sugestões para fazer a observação do vídeo, que poderiam ou não serem utilizadas.

Assista ao vídeo com a máxima atenção.

De algum modo, procure registrar momentos que chamam sua atenção. Pode pedir para parar um minutinho ou, até, para voltar um bocadinho. O importante é que registre esses momentos.

Quando terminar de assistir ao vídeo, escreva todos os momentos registrados e diga por que cada um deles foi importante. Claro que, inicialmente, cada um terá seus critérios para achar um momento importante. Depois, vamos ouvir cada participante e discutiremos tais momentos.

O quadro abaixo pode ajudar na segunda parte dessa tarefa. Use-a se achar que ajuda ou crie a sua forma de apresentar esses momentos.

Tempo

(parte da fita) (crie um nome ou frase para cada um) Momentos Observação Início:

Fim: Início: Fim:

Figura 8 – Ficha para observação do vídeo

As professoras nos entregaram por escrito a seleção dos momentos com a justificativa. Editamos uma fita contendo os trechos selecionados por cada uma delas, incluindo os que eram comuns e os que não eram. Dando continuidade,

assistimos à fita juntas e iniciamos um processo de discussão dos temas que deveriam fazer parte do artigo.

Destacamos que ocorreram ações que não foram previamente planejadas pela pesquisadora, mas foram propostas pelas professoras, negociadas no grupo e que surgiram a partir da atividade de rever as gravações das próprias professoras em vídeo.

Por exemplo, a professora Beatriz trouxe para o grupo uma lista com nove perguntas relacionadas ao trabalho que realizamos com a utilização da calculadora acoplada ao sensor. Havia elaborado em casa e estava trazendo para a discussão com o grupo.

Questões trazidas por Beatriz Questões referentes ao conceito de função

1) Quando se sai bem próximo à parede, qual é o ponto em que a reta intercepta o eixo y? (esta questão é relacionada à atividade em que se tenta obter o mesmo gráfico da calculadora)

2) Como pode ser expressa uma função polinomial do 1o grau?

3) Na linguagem de função, considere a função f(x) = ax + b. Se temos x1 < x2 e f(x1) < f(x2), o

que se pode afirmar a respeito da inclinação do gráfico?

4) Considerando a mesma função anterior, e se x1< x2 e f(x1) > f(x2), o que podemos afirmar

sobre a inclinação desse gráfico?

5) Considerando dois tempos t’ e t’’, tais que t’ z t’’, se a distância permanecer a mesma, como ficaria o gráfico seguindo esses dados?

6) Nas mesmas condições da questão anterior, como você representaria o gráfico v x t?

7) Maria gasta três horas para caminhar 18 km. Se Maria caminhar durante cinco horas, quantos quilômetros Maria terá percorrido?

8) Quando o tempo gasto por uma pessoa para percorrer uma distância d dobra (supondo que ela partiu do ponto zero de uma pista), a distância percorrida por ela neste caso é igual ao dobro, maior que o dobro ou menor que o dobro da distância percorrida inicialmente d? 9) Considerando o problema anterior e caso a pessoa comece a caminhar a partir do km d’, o

que acontecerá com a distância percorrida?

Figura 9 – Questões propostas por Beatriz

Outro exemplo de intervenção realizada pelas professoras de forma espontânea e que não estava planejada no projeto inicial da pesquisa foi o desejo de quatro professoras do grupo de desenvolverem nas suas salas de aula, com seus alunos e colegas, as atividades com lápis e papel (problema do João) e com a calculadora gráfica acoplada ao sensor. Merece ser mencionado que as professoras solicitaram que essas aulas também fossem gravadas.

A partir disso, outra ação que não estava no planejamento da pesquisa e que aconteceu nesta fase II, em função da demanda das professoras pelo

interesse e pela motivação foi a solicitação, primeiro da professora Ângela, em desenvolver com seus alunos do primeiro ano do ensino médio as atividades zero – o problema do João com lápis e papel e as atividades exploratórias com o “kit”, a calculadora gráfica acoplada o sensor. Essa atividade foi realizada com a participação das professoras Tula, Cecília, Viviane, Crislen, Ângela e a pesquisadora, na escola onde a professora Ângela trabalhava. A professora solicitou que filmássemos a atividade.

Cecília, então, solicitou o empréstimo do “kit” para trabalhar com seus colegas professores no curso de especialização que estava fazendo; Tula, para trabalhar com seus alunos de graduação em matemática nas aulas de didática; Beatriz, com seus alunos do oitavo ano da Educação Básica. Todas as atividades foram gravadas a pedido das professoras.

As professoras participaram de uma palestra com o professor Jorge Tarcísio, na Faculdade de Educação.

Nesta fase, incluímos também uma atividade para que as professoras conhecessem um artigo multimídia. Utilizamos um CD do grupo InterActive

Education e entramos também no site do grupo,

www.interactiveeducation.ac.uk.

Esta atividade foi realizada no laboratório de informática da Escola Fundamental do Centro Pedagógico, onde tivemos duas professoras por máquina. Cada professora recebeu uma ficha de orientação para navegar.

Você terá 40 minutos para explorar o Artigo Multimídia InterActive e completar o quadro abaixo.

Assunto Comentário Destaque

Dificuldades para manusear o Videopaper InterActive.

Orientações para o desenvolvimento das atividades propostas para elaboração de fragmentos dos encontros

1) O grupo encontrou dificuldades para manusear o Videopaper InterActive? Se encontrou, quais foram as dificuldades?

Vocês pensam que o InterActive é um bom ponto de partida para começar o nosso? Qual foi a lógica utilizada para conhecer o videopaper?

2) No último encontro, como o grupo se organizou para a construção do videopaper?

No final da tarde, entregar por escrito: o que vocês fizeram, como foi a organização para o trabalho da tarde e quais foram os encaminhamentos?

Realizamos a discussão sobre o artigo, avaliamos a estrutura, a forma de apresentação, o conteúdo, as dificuldades em manuseá-lo, as vantagens e as desvantagens desta mídia na opinião das professoras, a linguagem utilizada, as cenas selecionadas o que mostravam do episódio, número de episódios e os sites sugeridos.

Ao participar desse trabalho, as professoras foram verificando elementos novos para incluírem no artigo a ser construído, o que elas consideravam interessante, como, por exemplo: incluir um fórum de discussão, possibilitando a interação professor usuário com os responsáveis pelo artigo; facilitar um pouco o mapa de navegação do artigo para o professor; ter, em cada sessão, palavras chaves destacadas com cores diferentes, que indicassem a existência de links específicos; ter página principal com todos os links do artigo; colocar mais esquemas com as idéias do artigo, para melhorar a compreensão dele, articulado com os outros elementos; ser mais detalhista para explicar como o professor pode utilizar, explorando todo potencial do artigo; e ter um item que pudesse orientar os professores a produzirem o seu próprio artigo multimídia. As professoras, nesse momento do trabalho, produziram um texto básico para ser incluído no artigo multimídia, acompanhando as imagens selecionadas.

Ainda nessa fase, realizamos um seminário, em maio de 2005, no qual as professoras tiveram contato com o pesquisador Professor Ricardo Nemirovsky da University of Califórnia at San Diego, durante 03 dias. Cabe ressaltar que Ricardo Nemirovsky coordenou uma equipe no TERC que pesquisou a elaboração de artigos multimídias.

2.5.3 Fase III: O artigo multimídia – A pesquisadora seleciona trechos para