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Comparing of the LSTM models to the baseline models

O conceito de metamodelo é apresentado no livro de estréia de Bandler e Grinder, A estrutura da magia (BANDLER; GRINDER, 1977), definido como o modelo linguístico ”exterior”, por meio do qual o indivíduo busca traduzir suas representações interiores que constituem, segundo os autores, seu modelo de mundo.

Todas as realizações da raça humana, positivas ou negativas, envolveram o uso da linguagem. Nós como seres humanos usamos a linguagem de dois modos. Usamo-la, antes de tudo, para representar nossa experiência — chamamos essa atividade de raciocínio, pensamento, fantasia e narrativa. Quando estamos usando a linguagem como um sistema representativo, estamos criando um modelo da nossa experiência. Este modelo de mundo que criamos pelo nosso uso representativo da linguagem está baseado sobre nossas percepções do mundo.

[...] Em segundo lugar, usamos a linguagem para comunicar a outros nosso modelo ou representação do mundo. [...] Quando estamos usando a linguagem para comunicação, estamos apresentando nosso modelo a outros (BANDLER; GRINDER, 1977, p. 42-43).

O metamodelo pode ser mais claramente compreendido a partir da seguinte explicação: “em outras palavras, utilizamos a linguagem para representar nossa experiência — este é um processo particular. Utilizamos, então, a linguagem para

representar nossa representação de nossa experiência — um processo social”

(BANDLER; GRINDER, 1977, destaques da Autora).

Essa “representação representada” resulta em um “modelo de um modelo”, estruturado e reconhecido como tal — daí a denominação metamodelo.

Por estar vinculado ao modelo de mundo particular de cada indivíduo, tendo passado pelo crivo dos três filtros anteriormente apresentados, o metamodelo, ao ser apresentado/comunicado a outrem, em geral é impreciso e “reduzido”,

requerendo uma “ampliação” para que possa ser mais bem compreendido. Para que tais significados subjacentes possam vir à tona, Bandler e Grinder desenvolveram um Metamodelo15 baseado nos conceitos de estrutura profunda e estrutura

superficial, bem como no processo de derivação da Gramática Gerativo-

Transformacional de Noam Chomsky. A passagem da enunciação formulada em estrutura profunda para estrutura superficial, por meio da derivação, proporciona ao cliente, como resultado final, um metamodelo “mais rico” de sua experiência:

[...] cada frase, dentro do modelo transformacional, é analisada em dois níveis de estrutura, correspondentes a dois tipos coerentes de intuições que os falantes nativos têm: Estrutura Superficial — na qual se dá uma representação de estrutura em árvore16 às suas intuições

sobre a estrutura coerente — e Estrutura Profunda — na qual se dão suas intuições, sobre o que é uma representação completa das relações semânticas lógicas. Já que o modelo dá duas representações para cada frase (Estrutura Superficial e Estrutura Profunda), os linguistas têm o encargo de expor, explicitamente, como estes dois níveis se ligam. O modo pelo qual eles representam esta ligação é um processo ou derivação que é uma série de transformações (BANDLER; GRINDER, 1977).

A seguir, um exemplo da estrutura de árvores:

15

Para maior clareza, neste estudo emprega-se o termo “Metamodelo”, com a inicial maiúscula, referindo-se ao modelo concebido por Bandler e Grinder com suas categorias e subcategorias. Isto para distingui-lo do conceito original de metamodelo, que se refere à descrição apresentada pelo cliente acerca de seu próprio modelo de mundo.

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Na estrutura em árvore, as transformações de uma dada enunciação são representadas esquematicamente, simulando “ramificações”.

Tenho medo (estrutura profunda) Medo de quê? (Derivação) Figura 3 – Exemplo de consitutinte

Tenho medo de viajar de avião (estrutura superficial) (Transformação)

Figura 4 – Exemplo de transformação

A estrutura de árvores da teoria transformacional objetivava obter um conjunto de regras de reescrita que, por meio dos constituintes imediatos (A = artigo, N = nome/substantivo, P = preposição, V = verbo, etc.), gerassem todos os indicadores sintagmáticos (SN = Sintagma Nominal, SV = Sintagma Verbal) capazes de conduzir à sequência terminal (Frase). O esquema buscava evidenciar as regularidades presentes na construção de uma frase gramatical (MEIRELES; RAPOSO, in CHOMSKY, 1975). Os constituintes dos exemplos acima (“Tenho medo” V + N = SV

+ “de viajar” P + V = SV = “de avião” P + N = SN), aqui representados pelo símbolo , , mostram como os constituintes vão se juntando de maneira a conferir um sentido

mais completo à frase final.

Bandler e Grinder observam que, analogamente, quando em terapia, os clientes, apresentam suas questões a partir da estrutura profunda. Sendo esta mais afeita ao inconsciente, muitos significados relevantes são ocultados pelo cliente e/ou subentendidos por quem se dedica à escuta. Torna-se necessário, pois, transformar esses significados de maneira que possam trazer dados mais precisos “à superfície”. Tais transformações são obtidas por meio de perguntas formuladas ao cliente (Ex.: “E o que mais isto pode significar?”). “O processo de derivação consiste em uma série de transformações sucessivas, que ligam a estrutura profunda à estrutura superficial” (BANDLER; GRINDER, 1977). Tal como ocorre, analogamente, com os conteúdos latente e manifesto da abordagem freudiana. Em resumo:

O metamodelo foi concebido para ensinar o ouvinte a ouvir e reagir à forma da comunicação de quem fala. O conteúdo pode variar infinitamente, mas a forma da informação dada propicia ao ouvinte a oportunidade de reagir de modo a obter o significado mais completo da comunicação. Com o metamodelo é possível perceber rapidamente a riqueza e os limites da informação dada, bem como os processos humanos de modelagem usados por quem fala. Ouvir e reagir segundo as definições propostas pelo metamodelo faz de qualquer comunicação a mais compreensível e profícua (CAMERON- BANDLER17, 1991, p.223).

Por tornar possível a identificação dos limites do modelo de mundo do emissor/cliente – consequentemente, sua representação para seus interlocutores, ou seja, da maneira como “seu mundo” é comunicado aos demais –, o uso do Metamodelo transforma-o numa ferramenta eficaz nos atendimentos da terapia estratégica, uma vez que permite extrair informações mais detalhadas e precisas a partir dos enunciados propostos pelo emissor/cliente.

Consequentemente, como corolário, “o Metamodelo fornece maneiras de recuperar informações específicas que estejam omitidas em alguma sentença” (BANDLER; GRINDER, 1984, p. 277). A partir de certos padrões de linguagem formulados em estrutura profunda recorrentes na linguagem comum do cotidiano, os autores identificaram as categorias e subcategorias por meio das quais criaram o Metamodelo da PNL.

Percebe-se, pelo desenvolvimento da abordagem da PNL, sua diferença epistemológica com o condutivismo, que recupera sentidos pelo encadeamento de respostas, enquanto o Metamodelo, diferentemente, os recupera pelo uso dessa estrutura sobre a realidade observável.

3.2.2.1 Metamodelo: categorias e subcategorias

Para aplicar o Metamodelo, Bandler e Grinder elaboraram três categorias – com suas respectivas subcategorias – que constituem a instrumentalidade para o terapeuta. São elas:

A. Coleta de informações