3. Perspectives in understanding and interpreting visual art in terms of social and political ends
3.4. Communication and rhetoric in art
alunos que fizessem um verso, utilizando uma metáfora, o qual surgisse uma definição de amor, seguindo o modelo do último poema analisado. Seguidamente, procedeu-se à leitura expressiva do poema coletivo construído pelos alunos, com o objetivo de estimular a leitura, partilhando a criatividade com a turma e criando um momento divertido na aula. Por fim, marquei o trabalho de casa para criar hábitos de estudo e verificar os conhecimentos adquiridos pelos alunos sobre o poema estudado na presente aula.
Nesta aula, tal como nas anteriores, entre diversos momentos positivos ergueram-se alguns pormenores a corrigir.
Começando pelos momentos positivos, considero que a minha introdução à temática da aula foi um momento muito positivo, pois ao utilizar uma música comercial da atualidade, prendi de imediato o interesse dos alunos na aula e antecipei o tema dos poemas a analisar na presente aula. Tal como nas aulas anteriores, incentivei a reflexão e a interpretação dos alunos ao analisar os poemas através do método pergunta-resposta, promovendo uma participação variada, integrando os contributos dos alunos. Outro ponto destacável na minha aula foi a forma como articulei o início do estudo do segundo poema com o anterior, pois os alunos, ao terem em consideração o conteúdo do primeiro poema, corresponderam logo à chuva de ideias executada sobre o verso inicial do segundo poema, identificando de imediato o assunto do mesmo. Aliado ao estudo do segundo poema surge outro momento significativo na minha aula, pois como os alunos já tinham analisado um poema, optei por utilizar um recurso didático que despertasse o interesse e participação do aluno, a música “Amor é fogo que arde sem se ver”, de Luís Represas. Considerei que era necessário quebrar a monotonia da aula, porque como os alunos já tinham analisado um poema, necessitavam de um momento mais descontraído que os impedisse de desmotivar. Outro ponto positivo diz respeito à atividade de escrita criativa, a qual potenciou a prática da escrita de forma lúdica. Como é importante mobilizar diferentes competências (ler, ouvir, analisar, relacionar, medir...), achei pertinente fazer a leitura expressiva do poema criativo coletivo, que potenciou um momento muito agradável na sala de aula. O último ponto positivo diz respeito ao trabalho de casa, a prática desta tarefa assegura que cada aluno possa consolidar, refletir sobre o que aprendeu e ajuda a promover bons métodos de estudo e trabalho autónomo. No entanto, também é necessário ter em conta que os TPC não deverão ser muito extensos para que os alunos não os encarem aborrecidamente ou que nem sequer os realizem.
Contudo, na minha opinião, a prestação da turma influenciou a minha, pois fiquei mais tensa pelo facto dos alunos terem dificuldades em responder às questões colocadas. Assim, fiquei insatisfeita com a minha prestação, pois devia ter agido de forma natural como habitualmente, não transparecendo que estava chateada com as dificuldades. Em consequência deste ambiente, surgiu um ponto negativo na análise do primeiro poema, pois inseri dois verbos no modo incorreto.
55
Em suma, verifico que a aula correu bem, mas podia ter sido melhor não por falta de trabalho e empenho, mas por falta de experiência, pois se tivesse a destreza em agir com alunos não participativos, talvez corresse melhor.
Na nona e décima aula observada, tive o privilégio de lecionar a contextualização histórico- literária e a visão global da obra Felizmente há luar!, de Luís de Sttau Monteiro nas turmas CSE e LH do 12º ano de ensino regular. Embora tenha empregado as estratégias utilizadas no ensino profissional, tive a preocupação de adaptar os materiais ao manual dos alunos e ao nível de exigência dos mesmos.
Após lecionar estas duas aulas e ouvindo os comentários da professora orientadora, verifico que correram muito bem. No entanto, houve aspetos que se destacaram mais do que outros. Na minha opinião, a introdução à temática da aula foi positiva e superior à da sexta aula observada, pois ao explorar melhor a ilustração da capa da respetiva obra, os alunos reconheceram o tema geral da obra e interpretaram melhor os conteúdos lecionados posteriormente. Deste modo, colmatei o ponto negativo evidenciado na aula do 12º profissional. Outro ponto forte destacável, que mantive da sexta aula assistida, foi o facto de fazer uma boa articulação entre os conteúdos, pois a partir de uma questão da ficha de compreensão oral sobre a biografia de Luís de Sttau Monteiro, lecionei as caraterísticas do texto dramático através de um excerto da obra Felizmente há luar!, em consequência introduzi as caraterísticas do teatro épico, baseando-me num pequeno texto do manual. No seguimento das caraterísticas do teatro épico, lecionei o paralelismo do tempo da escrita e da história, recorrendo à visualização de vídeos e ao preenchimento de tabelas. Como já referi na reflexão da sexta aula observada, considero que estes materiais didáticos são fulcrais nas aulas de contextualização, porque captam o interesse dos alunos e não lhes oferece um caráter tão expositivo. Embora não conhecesse os alunos, tive a preocupação de estimular e reforçar a participação variada dos mesmos, integrando os seus contributos e respondendo atempadamente e de forma adequadas às dúvidas que iam surgindo. O outro momento favorável nas duas aulas diz respeito à estratégia aplicada na correção da ficha de compreensão oral referente ao vídeo biográfico do autor, pois para além de corrigir as afirmações falsas, também projetei tópicos biográficos revelantes que permitiram complementar as afirmações da ficha. Estes alunos já puderam elaborar a ficha à medida que viam o vídeo, porque não se tratava de uma compreensão oral avaliada, daí ser logo corrigida juntamente com os alunos. O último ponto positivo está aliado a um imprevisto que ocorreu no momento de abordar o paralelismo entre o tempo da escrita e o tempo da ação. Como os vídeos não davam, explorarei oralmente a tabela do tempo da ação, enquanto o vídeo referente ao tempo da escrita carregava. Assim, contornei o obstáculo com a maior naturalidade, atingindo igualmente o objetivo do exercício.
A estratégia que usei para lecionar as caraterísticas do teatro épico poderia ter sido melhorada. Apesar de ter feito uma boa explicação, penso que demorei um pouco, principalmente na turma LH.