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A proibição do partido nazista foi um tema que persistiu, durante o primeiro semestre, em todas as discussões das relações entre a Alemanha e o Brasil. Foram várias as tentativas para manter viável a existência da NSDAP. Em início de maio, por sugestão de Ritter, o AA fez um movimento junto ao Ministério das Relações Exteriores da Itália, para tentar uma ação em conjunto, no intuito de pressionar o governo brasileiro para revogar o decreto de 18 de abril. Entretanto, a diplomacia italiana não demonstrou interesse, pois já havia um acordo informal junto ao governo brasileiro. Esse movimento foi registrado num Memorando do Secretário de Estado da Alemanha, o qual foi enviado a cinco pessoas, entre elas, Reichsminister (ministro do Interior) e o chefe do AO.326 Em 2 de junho, o embaixador italiano em Berlim relatou ao Staatssekretär, Weizsäcker, que a minoria italiana no Brasil gozava de vantagens, tanto que não houve ações similares às efetuadas contra alemães, fato

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Correspondência, Pol IX 887, de Weizsäcker a Ritter, de 09 de junho de 1938, arquivado dentro do Politische Abteilung IX, na pasta Brasilien - Politische Beziehungen Brasilien zu Deutschland (5.1938 a 7.1938, Band 2), com o código de arquivamento: R–104940 do PAAA.

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Conforme documentação pesquisada por Müller (1997, p. 147), Bohle, em 20 de junho de 1938, definiu Ritter como um homem enérgico e decidido. No entanto, o autor não determinou sobre qual situação estava sendo dado este elogio. Pode ser pela questão da proibição do partido como pode também ser referente à indelicadeza diplomática.

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Memorando de Weizsäcker, 16 de maio de 1938, dentro das pastas: R–27196 e R-29548 (do Büro des Staatssekretärs– Brasilien) do PAAA. Também há a tradução do documento no livro III Reich (1968, p. 57 e 58).

que explicaria a falta de união na ação paralela entre a embaixada alemã e a italiana, no Rio de Janeiro. O embaixador italiano em Berlim acrescentou que a política mais eficiente a ser adotada seria a utilização de um tom mais cordial, mesmo nas situações mais difíceis, isto para não ferir a sensibilidade brasileira.327

No dia 18 de maio, Ritter ainda enviou uma carta ao AA, informando que o Kulturbeirat (representante cultural) da embaixada alemã do Rio de Janeiro, von Cossel, estaria no AA, no dia 23, para receber instruções.328 Este é o primeiro documento que apresentou von Cossel como representante cultural da Embaixada Alemã no Rio de Janeiro. Sendo assim, percebe-se que o governo alemão estava procurando formas de tornar oficial e permanente a atuação do chefe do partido nazista do Brasil. Também começaram a repensar as atividades da organização na América Latina, tanto que neste mesmo dia, Bohle, diretor da Auslandsorganisation, mandou um telegrama para 13 diferentes países com postos diplomáticos na América Latina.329 Nestes países, deveriam evitar-se atividades abertas e concentrar-se na doutrinação interna. Todos os descendentes de imigrantes e pessoas com dupla cidadania deveriam ser afastados do partido, do DAF e de suas sub-divisões. Os cidadãos alemães precisavam, então, afastar-se das organizações com objetivos políticos e deveriam preparar-se para fundar sociedades dirigidas do interior do partido.330 O telegrama citado demonstra que havia medo de que as ações da NSDAP fossem proibidas em outros países latino-americanos. Fato que também foi evidenciado em uma audiência entre Weizsäcker e o embaixador argentino em Berlim, quando o embaixador afirmou que em longo prazo poderiam ser tomadas medidas similares à brasileira (III REICH, 1968, p.72 e 73). Além de que, em 24 de abril de 1938, Ritter já havia sinalizado que Osvaldo Aranha relatou a possibilidade de proibição do partido nazista em toda a América Latina, fato já exposto no capítulo anterior. O temor de que o partido nazista fosse proibido em toda a

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Memorando interno do AA, Pol IX 1197, assinado por Weizsäcker, de 2 de junho de 1938, arquivado tanto dentro do Politische Abteilung IX, na pasta Brasilien - Politische Beziehungen Brasilien zu Deutschland (6.1936 a 5.1938, Band 1), com o código de arquivamento: R–104941 do PAAA, quanto dentro do Büro des Staatssekretärs, nomeada de Brasilien (05.1938 a 02.1942, Band 1), com o código de arquivamento: R–29548 do PAAA. No livro III Reich (1968, p. 85) há a tradução deste memorando.

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Carta de Ritter para o AA, datada de 18 de maio de 1938, arquivado dentro do departamento Rückwanderung (repatriamento), na pasta Brasilien – Allgemeines (1938-1943), com o código de arquivamento: R-67371 do PAAA.

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Relação das cidades que receberam esta correspondência: Buenos Aires, Rio de Janeiro, Santiago, Bogotá, Guatemala, México, Assunção, Lima, La paz, Montevidéu, Caracas, Havana e Quito.

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Telegrama do AA para 12 cidades Latino-americana, assinados por Bohle, datada de 18 de maio de 1938, arquivado dentro do Politische Abteilung IX, na pasta Brasilien - Politische Beziehungen Brasilien zu Deutschland (6.1936 a 5.1938, Band 1), com o código de arquivamento: R–104939 do PAAA. Este documento consta no livro III Reich (1968, p. 63); no entanto, traz em alguns termos uma tradução diferenciada, provavelmente porque a tradução do livro elaborada da versão norte-americana.

América Latina produziu o referido documento, enviado de Berlim, sobre como deveriam ser as ações do partido, para que o mesmo não chamasse a atenção sobre si.

Uma carta da SS – Schutzstaffel331 e do Chefe de Polícia de Berlim foi enviada, em 21 de maio de 1938, para o Auswärtiges Amt. Nela se relatava que o representante do AO havia solicitado que fossem executadas medidas similares às que aconteceram no Brasil aos nacionais brasileiros que viviam na Alemanha. O redator da carta perguntou que tipo de ações seriam executadas.332 Esse fato demonstra que o AA não efetuou nenhuma ação neste sentido, mas um representante do partido fez isto. Neste contexto, ressalta-se uma característica do III Reich, que é a de diferentes órgãos governamentais desempenharem a mesma função, tomando atitudes diversas sobre o mesmo assunto (ARENDT, 2000, p. 446 e ss.). Numa correspondência de Weizsäcker para Ritter, este, além de comentar as conversações que estavam sendo efetuadas junto ao Embaixador Brasileiro em Berlim, confidenciou que o partido estava solicitando medidas repressivas aos brasileiros junto à polícia alemã.333 Em 7 de junho de 1938, o AA respondeu à SS e ao Chefe de Polícia que, devido às circunstâncias, deveria entrar em contato com o AO para definir como seria a execução de medidas contra os cidadãos brasileiros na Alemanha.334 Salienta-se que o AA não sugeriu, mas também não interferiu nas ações da NSDAP. Em 10 de outubro de 1938, a SS novamente questionou o fato de não ter sido informada quais seriam os tipos de ações que deveriam ser efetuadas contra os cidadãos brasileiros que moravam na Alemanha.335 Sendo assim, conclui-se que a tentativa do partido nazista junto à SS não surtiu nenhum efeito.

Em 26 de maio de 1938, Ritter escreveu um relatório sobre como os italianos e os poloneses estavam enfrentando a Campanha de Nacionalização nas escolas e sociedades, e o decreto-lei de 18 de abril. Observou que a organização partidária italiana, o Fascio, tinha uma maior aceitação, por ser mais antiga e por ser representante de uma latinidade. Outro aspecto

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SS – Schutzstaffel - uma organização paramilitar ligada ao partido nazista alemão. 332

Ofício da SS e do Chefe de Polícia para o AA, datada de 21 de maio, arquivado dentro do Politische Abteilung IX, na pasta Brasilien - Politische Beziehungen Brasilien zu Deutschland (6.1936 a 5.1938, Band 1), com o código de arquivamento: R–104939 do PAAA.

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Telegrama, Pol IX 789, de Weizsäcker para Ritter, de 21 de maio de 1938, arquivado dentro do Politische Abteilung IX, na pasta Brasilien - Politische Beziehungen Brasilien zu Deutschland (6.1936 a 5.1938, Band 1), com o código de arquivamento: R–104939 do PAAA.

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Ofício do AA para a SS e o Chefe de Polícia, Pol IX 805, de 07 de junho de 1938, arquivado dentro do Politische Abteilung IX, na pasta Brasilien - Politische Beziehungen Brasilien zu Deutschland (6.1936 a 5.1938, Band 1), com o código de arquivamento: R–104939 do PAAA.

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Ofício da SS e do Chefe de Polícia para o AA, datada de 10 de outubro de 1938, arquivado dentro do Politische Abteilung IX, pasta Brasilien - Politische Beziehungen Brasilien zu Deutschland (7.1938 a 11.1938 - Band 3), com o código de arquivamento: R–104941 do PAAA.

que diferenciava este partido da NSDAP, era a falta de uma organização central, o mesmo só existia em algumas cidades e de forma isolada. Nas escolas italianas já se ensinava em português há alguns anos, então, as leis nacionalizadoras das escolas não chegaram a ser um problema. A diplomacia polonesa estava muito preocupada com a questão das escolas e das sociedades, tanto que houve troca de idéias, mas a questão partidária não a atingia. Ao final, Ritter afirmou esperar o retorno de von Cossel da Alemanha para saber quais as instruções que traria. Vale salientar que este documento estava arquivado em dois departamentos dentro do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha. Além de que, em 15 de junho, foi enviado do AA para o gabinete de Hitler, aos ministros das Forças Armadas, da Propaganda e da Economia, aos órgãos partidários, AO e Volmi.336 Observa-se que alguns documentos foram enviados a Hitler, a fim de que tomasse conhecimento daquilo que estava ocorrendo, demonstrando que a relação com o Brasil era importante, porém, não há como saber em que nível, pois não foi feita a comparação com a documentação de outros países latino-americanos que foram enviados ao gabinete de Hitler. Outra conclusão que esses documentos proporcionam é a explícita dependência que existe entre o partido e o Auswärtiges Amt, refletindo-se diretamente, na ligação entre o diplomata, Ritter, e o representante do partido nazista, von Cossel, que ao final de maio passou a ocupar um cargo diplomático, o de representante cultural da Embaixada Alemã no Rio de Janeiro.

Em 7 de junho de 1938, o AA queria saber de Ritter quantos Reichsdeutsche ainda estavam presos e os motivos para estas detenções.337 No dia seguinte, o embaixador informou que no Rio de Janeiro havia sido solto o último preso político. Entretanto, em Santa Catarina havia 6 pessoas presas ou por vinculação com o partido nazista ou por estarem ostentando uma bandeira diversa da brasileira. Este documento foi enviado para 16 departamentos dentro do Ministério das Relações Exteriores.338 Isto novamente vem a demonstrar que a questão da prisão dos cidadãos alemães era importantíssima para o governo alemão.

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Relatório B5, Pol IX 875, datado de 26 de maio de 1938, arquivado dentro do Auswärtiges Amt, tanto no Büro des Chefs der Auslandsorganisation, com o código de arquivamento: R–27196 do PAAA, quanto no Politische Abteilung IX, na pasta Brasilien - Politische Beziehungen Brasilien zu Deutschland (5.1938 a 7.1938, Band 2), com o código de arquivamento: R–104940 do PAAA. Talvez exista em outros arquivos. Este mesmo documento foi arquivado no Reichskanzlei, dentro da pasta denominada Betreffserien in der Ordnung des Aktenplans (documentos relevantes) – Auswärtige Angelegenheiten (1918-1944), com o código de arquivamento: R 43

II/1470b no Bundesarchiv Abteilund Reich.

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Telegrama nº 117, Pol IX 909, do AA para Rio de Janeiro, 7 de junho de 1938, arquivado no Büro des Chefs der Auslandsorganisation. Com o código de arquivamento: R–27196 do PAAA.

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Telegrama nº 95, Pol IX 949, do Rio de Janeiro para o AA, respondendo ao telegrama 117, de 8 de junho de 1938, arquivado no Büro des Chefs der Auslandsorganisation. Com o código de arquivamento: R–27196 do PAAA.

No relatório de Ritter de 15 de junho, sobre a política interna brasileira e a prisão dos Reichsdeutsche, consta que após o término da crise gerada pela tentativa do golpe integralista de 10 de maio, para Ritter, persistiam dois pontos de atrito. O primeiro, conforme Ritter, seria a proibição da NSDAP. Neste sentido, perguntou como deveria ser encaminhada esta questão, já que não poderia ser substituída por organizações inofensivas e nem ilegais. A outra questão eram as medidas contra a vida cultural da população de origem alemã (Vorgehen gegen das Kulturelle Eigenleben der Volksdeutschen), pois Ritter considerou que era necessário proporcionar um alívio a este grupo de indivíduos. Também informou que era impossível o retorno do sistema educativo que há muito tempo havia sido desenvolvido, e que não seria mais possível o envio de professores vindos da Alemanha. Assim, seria necessário formar professores no Brasil entre os descendentes de imigrantes alemães, para preservar um pouco do sistema educativo existente até então. Neste sentido, entendia que as relações deveriam ser mais rígidas com o Brasil para evitar que outros países latino-americanos acabassem adotando as medidas tomadas pelo governo brasileiro. Este relatório, de 30 de junho de 1938, foi enviado a 7 diferentes órgãos governamentais, entre eles os ministérios das Forças Armadas e da Propaganda, ao AO e ao Volmi.339 Este documento, provavelmente, teve esta repercussão em função da proibição do partido nazista, que era um tema que, muitas vezes, foi re- encaminhado para outros setores, pela possibilidade das ações brasileiras incentivarem outros países latino-americanos a fazerem o mesmo e pelo fato de não ser mais possível enviar professores alemães para o Brasil. Este documento foi uma discussão interna sobre o assunto.

Em 28 de junho, a central do partido nazista encaminhou um oficio ao AA e um projeto de resposta à nota do ministro das Relações Exteriores do Brasil, de 17 de maio (analisado no item 3.1.1). O intuito da correspondência era afirmar a importância da NSDAP dentro da estrutura do III Reich e respaldar as afirmações de Ritter.340 Esse documento acabou transitando dentro do AA, tanto que o partido, em 1º de julho, exigiu do Staatssekretär o

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Relatório B5, Pol IX 1076, de 15 de junho de 1938, arquivado tanto dentro do Politische Abteilung IX, na pasta Brasilien - Politische Beziehungen Brasilien zu Deutschland (5.1938 a 7.1938, Band 2), com o código de arquivamento: R–104940 do PAAA, quanto dentro do Brasiliendeutsche in Brasilien, na pasta Verschiendes (1925 a 1938), com o código de arquivamento: R-127503 do PAAA, quanto dentro do Handelspolitische Abteilung IX na pasta Aktenzeichen: Wirtschaft – allgemeine wirtschaftliche Lage in Brasilien (1936 a 1941), com o código de arquivamento: R-115370 do PAAA.

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Carta de 28 de junho de 1938, Pol IX 1145, arquivado dentro do Politische Abteilung IX, na pasta Brasilien - Politische Beziehungen Brasilien zu Deutschland (5.1938 a 7.1938, Band 2), com o código de arquivamento: R–

envio da referida correspondência para Ritter.341 No entanto, pela documentação, isto não ocorreu, pois o próprio partido o enviou, em 6 de julho de 1938.342 Em 8 de julho, Weizsäcker escreveu ao partido nazista, justificando que a correspondência em questão havia sido encaminhada dois dias atrás.343 Observa-se que o partido apoiava as ações de Ritter e tentava sustentar a argumentação dele, ou então, este, já estava bem familiarizado com o discurso do partido adaptando-o aquilo que o partido esperava.344 O AA, provavelmente, estivesse sendo pressionado para realizar algumas ações, com os quais não concordava. A documentação do Ministério das Relações Exterioes da Alemanha demonstra nitidamente que a NSDAP estava conseguindo obter uma maior interferência nas ações executadas pelos diplomatas. No entanto, Ritter e Cossel decidiram não encaminhar a nota em função da tensão do momento e da possibilidade de alguma retaliação em função do caso Kopp, assunto que será abordado no item 3.6.1.345

Ao longo dos meses de agosto a outubro de 1938, esse assunto continuou abandonado, provavelmente em função de todo o contexto diplomático, isto é, a ida de Ritter a Berlim e a declaração do mesmo como persona non grata no Brasil. Em função da organização e da própria estrutura das correspondências, a partir de dezembro de 1938, a proibição da NSDAP foi compreendida como parte da Campanha de Nacionalização, ou, em muitos casos, um paralelo, sendo que quando se abordava a proibição do partido se associava à campanha e vice-versa. Outro motivo é que a correspondência tratando deste tema passou a ser apenas informativa, porque este assunto passou a não ser mais abordado nas relações diplomáticas entre a Alemanha e o Brasil. Por estes motivos, a continuidade deste tema faz parte do item 3.6.3.

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Ofício de 1º de julho de 1938, do NSDAP para Weizsäcker, arquivado dentro do Politische Abteilung IX, na pasta Brasilien - Politische Beziehungen Brasilien zu Deutschland (7.1938 a 11.1938, Band 3), com o código de arquivamento: R–104941 do PAAA.

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Carta do NSDAP para Ritter, 6 de julho de 1938, arquivada dentro do Büro des Chefs der Auslandsorganisation, com o código de arquivamento: R–27196 do PAAA.

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Carta de Weizsäcker para Hess, 8 de julho de 1938, arquivada dentro do Büro des Staatssekretärs, pasta Brasilien (4.1938 a 2.1942, Band 1), com o código de arquivamento: R–29548 do PAAA.

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Sobre esta seqüência de documentos, cabe fazer duas pequenas correções à interpretação de Müller (1997, p. 309). Primeiro ele achou estranho que o partido não tenha abordado a questão dos teuto-brasileiros, assunto que não poderia ser tratado, pois, como já foi dito, o documento em questão era uma resposta à nota de Osvaldo Aranha de 17 de maio, sendo assim, não poderia ser introduzido nenhum assunto novo. Segundo, o autor ao descrever esta documentação, acrescentou à análise da resposta à nota de 17 de maio, a documentação produzida em 5 de outubro de 1938, ambas elaboradas por Osvaldo Aranha, e que geraram diversas correspondências diplomáticas e partidárias, mas que não abordam o mesmo assunto. Isto é, acabou misturando a documentação de dois momentos históricos distintos como sendo parte de um único contexto.

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Telegrama nº122, Pol IX 1231, de 12 de julho de 1938, do Rio de Janeiro ao AA, arquivado dentro do Politische Abteilung IX na pasta Brasilien - Politische Beziehungen Brasilien zu Deutschland (7.1938 a 11.1938, Band 3), com o código de arquivamento: R–104941 do PAAA.