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1.8. MÉTODOS DE EXTRACCIÓN Y FRACCIONAMIENTO DINÁMICOS

1.8.1. Nuevos métodos microanalíticos de extracción y fraccionamiento dinámicos

1.8.1.1. Cámaras y columnas extractoras

1.8.1.1.3. Columnas empaquetadas

Algumas das primeiras civilizações urbanas surgiram em extensas planícies, próximas a grandes rios, que apresentavam regime anual de cheias. Estas inundações fertilizavam os solos, tornando-os propícios à agricultura. Os cursos de água, além de beneficiarem o plantio, favoreceram as trocas, desenvolvendo-se junto ao litoral, a pesca, a navegação costeira e o comércio (NO TEMPO da História 7, 2008). Assim funcionavam as civilizações do Egito e Mesopotâmia.

O Egito localiza-se no nordeste da África, banhado ao norte pelo Mar Mediterrâneo, a leste pelo Mar Vermelho, a oeste pelo deserto da Líbia e ao sul pelo Sudão. Seu território é cortado no sentido sul-norte pelo Rio Nilo. O rio era responsável pela irrigação natural e fertilidade das terras do vale, facilitando o trabalho agrícola das comunidades. Esses povos passaram a produzir excedentes, possibilitando a organização do Estado e de uma sociedade mais complexa. Por volta de 3.500 a.C., as populações que viviam às margens do Nilo deram origem a dois reinos: o Baixo Egito, na região do delta do rio, e o Alto Egito, no decurso do vale do Nilo. Aproximadamente em 3.200 a.C., Menés, que governava o Alto Egito, promoveu a unificação dos dois reinos ao invadir a região norte. A primeira dinastia, denominada de Tinita, foi responsável por assegurar a unidade do país por aproximadamente 2.000 anos (HISTORIANET, 2009).

Figura 20 - Rio Nilo, Egito – em uma cheia em 1937. Fonte: HISTORIANET (2009).

A Mesopotâmia é uma das mais grandiosas civilizações da antiguidade oriental e corresponde à região do atual Iraque. O nome vem do grego meso + potamus que significa terra “entre rios”. Os Rios Tigre e Eufrates, que nascem nas montanhas da Armênia e desembocam no Golfo Pérsico, foram fundamentais no desenvolvimento dessa região. Por volta de 6.500 a.C., iniciou-se a ocupação dos vales dos Rios Tigre e Eufrates. As primeiras aldeias se formaram ao norte (Alta Mesopotâmia), já que ali a agricultura era mais fácil, por não sofrer com as violentas inundações dos dois rios. A parte sul do território (Baixa Mesopotâmia) só foi povoada quando as técnicas de irrigação já tinham sido dominadas pelos povos que ali habitavam, como os sumérios, os acádios e os caldeus.

Após intensos trabalhos de construção de diques, reservatórios e canais de irrigação, a região do Egito e Mesopotâmia foi conhecida como “Crescente Fértil”, e era caracterizada pela possibilidade da prática agrícola, dada à fertilidade da terra, produzida pelas cheias dos dois rios (HISTORIANET, 2009).Por volta de 5.000 a.C., a produção das aldeias que viviam da agricultura e pastoril, produziam além de suas necessidades, surgindo assim, os excedentes agrícolas que incitavam à troca de produtos e os primeiros mercados.

Ao passo que as obras de irrigação eram construídas para controlar a força das águas dos rios, cidades foram sendo criadas. Os primeiros centros urbanos de que se tem notícia na História se encontram na Baixa Mesopotâmia: Lagash, Ur, Eridu e Uruk, surgiram por volta do 4º milênio a.C., fundadas pelos sumérios (TURCI, 2009).

Figura 21 O Crescente Fértil

Fonte: PRIMEIRAS Civilizações, [2009].

Segundo Ferraz (1991 apud BASSALO, 2004), existem razões econômicas e de sobrevivência justificando a formação e o crescimento das cidades às margens dos cursos d’água até os dias de hoje. Os fundos de vales, locais onde, geralmente, correm os rios, são, portanto, polarizadores naturais dos assentamentos urbanos, e suas ocupações se processam de maneira variada, de acordo com o contexto em que se verificam. As formas das ocupações ribeirinhas variam de acordo com situações culturais, econômicas e sociais inerentes aos locais onde se manifestam, além de estarem vinculadas à fisionomia geográfica desses contextos (BASSALO, 2004).

Com a ascensão da burguesia e a consolidação do capitalismo após a revolução industrial, surgiram as primeiras preocupações com as cidades que estavam demograficamente esgotadas e insalubres. No início do século XX, foi implantada a política do movimento moderno para renovação - “arrasa quarteirão” - que consistia em diminuir os índices de adensamento dos centros, valorizar o solo e expulsar a população residente. Parte dessa população, os mais abastados, foram para regiões mais afastadas para se livrar dos congestionamentos, violência, poluição, etc. (DEL RIO, 1991).

Nesse momento, as áreas centrais ficaram abandonadas e posteriormente sofreram intervenções no sentido de recuperar algumas atividades possíveis para aquelas regiões. Ações de revitalização do patrimônio histórico e cultural, a renovação em áreas deterioradas e o advento do turismo, foram elementos de suma importância para a revitalização dessas áreas. Ainda segundo Del Rio (1991), nessa

explosão de reurbanizações em áreas centrais foram contempladas também as frentes de água que se localizavam nos centros das cidades. Deve-se explicar o processo de tratamento de frentes de água a partir da compreensão das primeiras experiências nesse sentido pelo mundo. Algumas das obras mais importantes ocorreram em Buenos Aires (Argentina) (Figura 22), Baltimore, Boston e Nova Iorque (EUA), Londres (Inglaterra) e Hamburgo (Alemanha) (DEL RIO, 1991). Nessas intervenções foram abordadas questões como o incremento turístico, o reaproveitamento de estruturas existentes, a revitalização das áreas centrais, e fundamentalmente, a reabertura das cidades para os corpos d’água.

Figura 22 – Buenos Aires, Porto Madero. Fonte: BLOG DO ELIOMAR, 2009.

Esse tipo de intervenção se fortalece no momento em que torna-se necessário fazer algo pelas áreas centrais, incluindo as portuárias ou frentes de rios, que estavam abandonadas principalmente devido: aos processos de transportes mais ágeis; aos avanços tecnológicos no transporte hidroviário; além do aumento de calado dos navios que precisavam de profundidade para atracação, que era dificultada por áreas assoreadas em frente das cidades. A mudança nas técnicas de estocagem também contribuiu significativamente para a obsolescência dos portos

em centros urbanos. Era necessária a expansão dos espaços retroportuários, inviabilizados por portos embutidos em regiões já consolidadas, acarretando no deslocamento dessas atividades para espaços maiores e geralmente distantes do centro (DEL RIO, 1991).

Contudo, a importância das intervenções em frentes de água, transcende os aspectos estéticos, infraestruturais ou mesmo políticos. É correto afirmar que, em todas as revitalizações propostas em qualquer parte do mundo, esses princípios figuram como agentes causais, seja em grande ou pequena escala, com mais ou menos influência individual. Porém, questões subjetivas e simbólicas, também são importantes agentes dessas intervenções, uma vez que o homem desde o início de sua existência, tem convívio intenso com a água, principalmente na Amazônia onde a água faz parte do dia-a-dia das pessoas (DUARTE, 2006).

Para Del Rio (1991), pode-se destacar alguns aspectos importantes para manutenção do dinamismo dessas áreas:

• Patrimônio histórico-arquitetônico – essas áreas muitas vezes possuem edifícios históricos, testemunhas de uma época que merecem respeito e preservação;

• Plena utilização dos espaços existentes – ocupação dos espaços ociosos por outros prédios;

• Recuperação da simbiose cidade - corpo d’água - potencialização da função recreativa da orla, promovendo espaços públicos de lazer;

• Mistura de usos e atividades – promover a diversificação do uso da área em questão. É muito importante para o dinamismo do espaço, o uso público da orla;

• Participação dos setores público e privado – Del Rio (1991) entende que sem a participação do setor privado em aliança com o setor público, para defender os interesses das coletividades, os projetos tendem a não dar certo.

• Promoção turística – é a combinação dos fatores anteriormente expostos, porém, não apenas para atração de turistas, mas da comunidade local.