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4. RESEARCH METHOD

4.2 D ATA COLLECTION

Conforme podemos observar no Gráfico 5, a maioria dos alunos (65%) sentem-se motivados apenas pelo fato de terem uma aula no laboratório de informática, independente da atividade a ser realizada, enquanto que 27% afirmam que este ambiente pode ou não motivá- los, de acordo com a atividade que será desempenhada. Curiosamente, essas porcentagens são exatamente as mesmas encontradas por Frade (2007), na resposta ao questionário para uma questão muito parecida, relativa à motivação para aulas no laboratório de informática. No contexto dessa pesquisa de mestrado, foi feita uma investigação sobre o uso de Webquest no Ensino de Ciências. 0 5 10 15 20 Conversar online com os amigos Jogar games Baixar e/ou ouvir músicas Elaborar trabalhos escolares Ler e escrever e-mails Navegar em sites do seu interesse Navegar em redes sociais (ex: facebook) N ú m e ro d e al u n o s Tarefas no computador

Em nossa pesquisa, 8% alegaram que não sentem diferença em relação às aulas no laboratório de informática. Essas aulas tornam-se atraentes, a princípio, independente da atividade a ser realizada, como declarado pela maioria dos estudantes.

Gráfico 5- Porcentagem de alunos em relação à motivação para aulas no laboratório de informática. Fonte: Dados da pesquisa.

Quando interrogados sobre qual questão os alunos mais se identificavam, mais da metade dos alunos (55%) assinalou que aprende mais utilizando o computador que em aulas expositivas, 36% apontaram que aprendem de maneira diferente ouvindo o professor e fazendo atividades específicas no computador e apenas 9% dos alunos alegaram aprender mais ouvindo o professor, conforme especificado no gráfico 6. Esses dados ressaltam a relevância de incluir no ensino de Ciências o uso de tecnologias digitais, o que é mais coerente com o contexto sociocultural em que os alunos estão inseridos.

65% 0%

27% 8%

Você se sente motivado para aulas no laboratório de informática?

Sim Não

Depende da atividade Não há diferença

Gráfico 6- Porcentagem de alunos em relação à identificação com aulas expositivas e aulas utilizando o computador. Fonte: Dados da pesquisa.

3.3.3- Dados sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação nas escolas brasileiras

A fim de compreender de maneira holística e permitir uma amplificação dos resultados de nossa pesquisa, compararemos o perfil tecnológico desse grupo de estudantes com o da sociedade brasileira em relação ao uso do computador e Internet. Para tal, tomaremos como base de comparação dados levantados pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (CETIC.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).A alta porcentagem de uso da Internet e computadores pelos alunos sujeitos dessa pesquisa, está coerente com as conclusões da pesquisa TIC Educação 20138, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (CETIC.br). Segundo essa pesquisa, os professores e alunos brasileiros cada vez mais utilizam computador e Internet em suas atividades em sala de aula.

Nessa pesquisa, foram entrevistados, presencialmente, 939 diretores, 870 coordenadores pedagógicos, 1.987 professores e 9.657 alunos, de 994 escolas públicas e privadas localizadas em áreas urbanas de todas as regiões do território nacional. Nas escolas públicas, 46% dos professores declararam utilizar computador e Internet em atividades com

8 A pesquisa TIC Educação 2013 assim como as pesquisas anteriores do CETIC.br, podem ser encontradas na

íntegra no site http://cetic.br/.

55%

9% 36%

Marque a frase com a qual você mais se indentifica

Eu aprendo mais utilizando o computador que em aulas expositivas

Eu aprendo mais ouvindo o professor que navegando em sites no computador

Eu aprendo de maneira diferente ouvindo o professor e fazendo atividades específicas no computador

os alunos na sala de aula – um aumento de 10 pontos percentuais em relação ao ano de 2012. A pesquisa aponta ainda que a Internet está presente na maioria das escolas que possuem computador na rede pública (95%) e na rede privada (99%), porém, a baixa velocidade de conexão à rede ainda é um desafio: 52% das escolas públicas declararam possuir uma conexão de até 2 Mbps, enquanto este percentual é de 28% nas escolas particulares. Na percepção dos professores e coordenadores pedagógicos esta ainda se constitui em uma barreira para adoção das novas tecnologias nos processos de ensino e aprendizagem. O uso da Internet continua praticamente universalizado entre os professores de escolas públicas (99%) e o acesso à rede por meio de dispositivos móveis cresceu 14 pontos percentuais em 2013: 36% dos professores declararam acessar a rede por meio de telefone celular, sendo que no ano anterior este número era de 22%.

Ainda que a sala de aula tenha crescido como local de uso do computador e da Internet nas atividades com os alunos, o ambiente mais comum para o uso de computador e Internet nas escolas públicas segue sendo o laboratório de informática (76%). A pesquisa TIC Educação 2013 acrescentou novos indicadores que mostram que 96% dos professores de escolas públicas usam recursos educacionais disponíveis na Internet para preparar aulas ou atividades com os alunos. Os tipos de recursos mais utilizados são imagens, figuras, ilustrações ou fotos (84%), textos (83%), questões de prova (73%) e vídeos (74%). O uso de jogos chega a 42%, apresentações prontas, 41%, e programas e softwares educacionais, 39%.

Portanto, esses dados demonstram a inclusão crescente do uso da Internet e computadores, incluindo recursos da tecnologia da informação e comunicação, como imagens, figuras, vídeos e programas educacionais na educação, o que evidencia a importância de pesquisar e avaliar o uso desses recursos a favor da construção do conhecimento.

3.4 Questões éticas

Essa pesquisa envolveu a participação de uma turma de estudantes do ensino fundamental e uma professora de Ciências, portanto, em consonância com as diretrizes e normas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Saúde (1996) envolvendo pesquisas com seres humanos, essa pesquisa contou com a avaliação e aprovação do COEP (Comitê de ética

em pesquisa) da UFMG. Os riscos aos participantes foram minimizados pelos procedimentos adotados na pesquisa e explicitados no protocolo submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG. Assim, as medidas que visavam garantir a privacidade e bem-estar dos participantes foram tratadas como prioridade ao longo do desenvolvimento da pesquisa.

Dentre essas medidas, a fim de preservar a identidade dos sujeitos não serão revelados os reais nomes dos alunos, nem da professora. Ao longo das análises dos dados e resultados dessa pesquisa, foram estabelecidos pseudônimos para os sujeitos e foram feitas alterações de quaisquer características que pudessem identifica-los. Foram salvaguardados os direitos, interesses e sensibilidades dos participantes. Os sujeitos poderiam fazer perguntas ao pesquisador, que teve o dever de prestar qualquer esclarecimento sobre a pesquisa. Além disso, a participação dos sujeitos dessa pesquisa foi voluntária, deixando-os livres para desistir de participar da pesquisa a qualquer momento, sem necessidade de apresentar justificativas e sem qualquer chance de constrangimento ou punição por parte do professor ou da escola onde estuda.

A conformidade com os princípios supracitados pode ser observada nos termos de consentimento e assentimento livre e esclarecido para os pais e estudantes do Ensino Fundamental (APÊNDICE A e B) e para a professora de Ciências (APÊNDICE C), além do termo de anuência para a instituição escolar (APÊNDICE D), que autorizou o desenvolvimento da pesquisa. Esses termos foram assinados pelos participantes, pelo pesquisador orientador, pela pesquisadora corresponsável e incorporaram as devidas explicações sobre a pesquisa que seria desenvolvida.