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Collateralized Debt Obligations

V CDS = Z T

4.4 Collateralized Debt Obligations

Processo temporal (n=9) Eficácia (n=8)

Processo de compreensão (n=6) Aprendizagem no uso de recursos (n=4) Desenvolvimento de uma relação (n=3) Construção de autonomia (n=3) Atitudes Auto-revelação Auto-exploração Auto-descoberta Do cliente Do terapeuta Colaborativas Autonomia pessoal Auto-controlo

Lidar com problemas

Apoio Confiança Partilha Auto-revelação Compreensão mútua Menor necessidade de terapia Resolver problemas

Figura 3 – Organização hierárquica das categorias no domínio “experiência em psicoterapia”

CATEGORIA CENTRAL EP 1 – Processo temporal

A categoria “processo temporal” significa processo que ocorre ao longo do tempo, processo no qual existe um “antes” e um “depois” ou um “início” e “agora”. Nove dos dez participantes falaram da sua experiência em psicoterapia nestes termos. A psicoterapia é portanto considerada, por quase todos os participantes, como um processo que se desenvolve ao longo do tempo.

Seguem-se algumas referências que ilustram a consideração da psicoterapia como um processo temporal. O participante 1 refere que Inicialmente muito complexo… (P21) E aí depois comecei… (P24) Gradualmente, fomos… (P25). O participante 4 relata que Há várias fases, muitas fases… inicialmente… entretanto… Acho que esta fase, esta última, é a fase em que me encontro com mais estabilidade (P41). O participante 6 diz que No início foi um bocado complicado… (P62) Mas depois julgo que foi muito bom para mim porque… (P63). Por fim, o participante 8 afirma Eu vim para a psicoterapia sem ser por minha iniciativa … (P81) Depois as primeiras duas, três consultas não me convenceram muito… Só que depois as coisas, lentamente,

começam a dar a volta… (P83) …E a partir daí foi um processo motivante mesmo (P84).

No âmbito desta categoria central, inserem-se quatro categorias conceptuais, que passamos a definir e exemplificar, considerando as categorias hierarquicamente inferiores a cada uma delas.

EP 1.1. Processo de compreensão

A categoria “processo de compreensão” é entendida como um processo que permite “perceber”, “discernir as coisas”, “tomar consciência”, “conhecer o porquê das coisas”. Esta categoria está presente em seis entrevistas.

Este processo de compreensão relaciona-se com (a) a auto-revelação, (b) a auto- exploração, (c) a auto-descoberta e (d) as atitudes (colaborativas, do cliente e do terapeuta).

A categoria “auto-revelação” é usada quando o participante faz referência à revelação de aspectos relacionados consigo ao terapeuta. Esta categoria está presente na afirmação Neste momento, falar com ela (terapeuta) é mais para discernir as coisas: ao falar é como se me estivesse a ouvir, tomar consciência das coisas e então tomar decisões (P32).

A categoria “auto-exploração” é usada quando o participante faz referência a um processo de exploração de si em colaboração com o terapeuta. Esta categoria está presente na afirmação Tivemos que fazer uma grande avaliação de mim mesma e acho que com isso fui aprendendo que há coisas que não se mudam mas que tem que se aprender a viver com… (P53).

A categoria “auto-descoberta” é usada quando o participante faz referência a um processo de descoberta de aspectos relacionados consigo. Esta categoria está presente nas afirmações …e eu começo a descobrir no processo não simplesmente a forma de resolver um problema específico… mas a entender porque ciclicamente queixava-me, andava fases boas, fases más, triste, alegre, ansioso, motivado, desmotivado (P83) e Depois, com o tempo e conforme as diferentes tarefas, fui-me apercebendo, por um

lado, de coisas sobre mim que não estava a perceber muito bem e, por outro lado, de coisas que eu sentia necessidade de mudar… (P102).

A categoria “atitudes” é usada quando o participante faz referência a atitudes activas suas enquanto cliente de psicoterapia, do terapeuta e colaborativas. Esta categoria está presente nas afirmações …a Dra. ia falando... e eu entendia algumas e questionava outras e havia coisas que eu tinha necessidade de saber mais um bocadinho... É evidente que depois foram livros e… internet... bom, nunca digeri tanta literatura sobre este tema… (P22) e... depois comecei a “sintonizar” melhor... Aí começamos... ela, do lado técnico, ia-me dando as dicas e eu depois também, claro, fui fazendo o meu trabalho de casa. E ultimamente, de facto, o efeito foi bastante benéfico (P24).

EP 1.2. Aprendizagem no uso de recursos

A “aprendizagem no uso de recursos” é a categoria que envolve “aprender a lidar e resolver problemas”, “aprender a lidar com emoções e atitudes”, aprender “a dar a volta”. Esta categoria está presente em quatro entrevistas.

Esta categoria relaciona-se com (a) auto-controlo, (b) competência para lidar com problemas e (c) competência para resolver problemas.

A categoria “auto-controlo” é usada quando o participante faz referência à capacidade de usar recursos para controlar-se e “dar a volta” às situações. Esta categoria está presente nas afirmações Mas depois julgo que foi muito bom para mim porque aprendi a lidar com certas emoções e certas atitudes que até então se exaltavam mais. Por isso, eu acho que foi bom (P63) e …Só que depois as coisas, lentamente, começam a dar a volta e eu começo a descobrir no processo… a forma de resolver um problema específico… (P83).

A categoria “competência para lidar com problemas” é usada quando o participante considera ter recursos para lidar com os problemas. Esta categoria está presente nas afirmações …o processo neste momento é muito mais fácil, apesar de ser

um ataque de pânico. Não o chego a ter, mas sei que teria… se não fizesse um exercício de respiração (P42) e …fui aprendendo que há coisas que não se mudam mas que tem que se aprender a viver com e acho que, sinceramente, foi isso (P53).

A categoria “competência para resolver problemas” é usada quando o participante considera ter recursos para resolver os seus problemas. Esta categoria está presente na afirmação …A evolução tem sido cada vez maior. Com os problemas, também aprendo a resolvê-los (P54).

EP 1.3. Desenvolvimento de uma relação

A categoria “desenvolvimento de uma relação” significa a construção de uma ligação positiva entre o participante, enquanto cliente de psicoterapia, e o seu terapeuta. A construção da relação terapêutica decorre da “sintonização” que ocorre entre cliente e terapeuta. Esta categoria está presente em três entrevistas.

Esta categoria relaciona-se com (a) apoio, (b) confiança, (c) partilha, (d) auto- revelação e (e) compreensão mútua.

A categoria “apoio” e a categoria “confiança” são utilizadas quando o participante considera ter, respectivamente, suporte e segurança na relação terapêutica. Ambas as categorias estão presente na afirmação Então ali (psicoterapia) eu sabia que tinha uma pessoa, que eu podia vir cá, conversar e tinha uma pessoa em quem podia confiar (P13).

A categoria “partilha” é usada quando o participante partilha ou deixa o terapeuta comungar daquilo que pensa e sente. A categoria “auto-revelação” refere-se ao facto do cliente expressar-se e dar-se a conhecer ao terapeuta. Ambas as categorias estão presentes na afirmação …Eu sentia que precisava de desabafar com alguém e já estava farta de chatear os meus pais e amigos. Então foi tipo um desabafo com alguém para poder dizer o que sentia, como me sentia (P71).

A categoria “compreensão mútua” decorre da sintonia e entendimento entre cliente e terapeuta. Esta categoria está presente na afirmação E foi... e aí depois

comecei, de facto, a “sintonizar” melhor “a onda” da doutora. Aí, pronto, começamos de facto já... ela, do lado técnico, ia-me dando as dicas e eu depois também, claro, fui fazendo o meu trabalho de casa. E ultimamente, de facto, o efeito foi bastante benéfico (P24).

EP 1.4. Construção de autonomia

A categoria “construção de autonomia” refere-se à emancipação do participante na gestão de si e de diferentes situações. A construção da capacidade de “tomar rumo das situações”. Esta categoria está presente em três entrevistas.

Para além de significar (a) “autonomia pessoal”, significa (b) “menor necessidade da terapia”. Esta categoria está presente nas afirmações Já não tenho aquela necessidade que tinha no início, em que qualquer coisinha acontecia e ficava extremamente confusa, não conseguia tomar nenhuma decisão e então sentia muita falta. Agora não… (P31) e No início as sessões eram fundamentais e depois comecei a tomar rumo da situação e portanto fomos sempre alargando as sessões (P64).

CATEGORIA CENTRAL EP 2 – Eficácia

A categoria “eficácia” decorre da consideração da psicoterapia como experiência com resultados, com efeitos positivos, com “evolução”, associada a bem-estar. Oito participantes referem a psicoterapia como uma experiência com resultados positivos, geralmente associados a bem-estar psicológico.

Para exemplificar esta categoria central, seguem-se algumas referências. O participante 1 diz Para mim, a nível pessoal e profissional, ajudou-me bastante… (P11) Antes era… Agora tento dar a volta… penso diferente… Agora … sou mais capaz de confrontar as pessoas (P113). O participante 2 afirma que a psicoterapia …fez-me esse efeito: eu começar a entender as coisas e depois, automaticamente, como é que se resolvem essas coisas; como é que se encontram os caminhos, as ferramentas para ir dando a volta a estas coisas (P23) Gradualmente, fomos progredindo… (P25). O participante 6 refere …foi muito bom para mim porque aprendi a lidar com certas

Mudanças em Psicoterapia