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O uso de ferramentas estatísticas (tais como gráficos, medidas de centro e medidas de variação) para a investigação de conjunto de dados com o objetivo de se compreenderem suas características importantes é conhecido como análise exploratória de dados (TRIOLA, 2008). Na análise exploratória de dados que se segue são apresentados os desempenhos dos concluintes das habilitações observadas na presente pesquisa. Para tanto, foram calculas as estatísticas básicas da formação geral e componente específico da prova, sendo descritas a média, desvio padrão, erro-padrão da média e mediana.

As medidas de tendência central são comumente utilizadas na estatística descritiva, conforme Dancey e Reidy (2006). A média, mediana e moda compõem o grupo de medidas utilizadas mais frequentemente. Cada uma dessas medidas de tendência central de um conjunto de dados fornece uma indicação do escore típico do conjunto.

A média fornece a indicação do escore típico do conjunto analisado, correspondendo a um valor representativo do centro geométrico do conjunto de dados. Segundo Triola (2008), pode ser entendida como um valor que representa vários outros valores. Apesar de largamente utilizada, apresenta a característica, nem sempre desejável, de ser sensível a valores extremos. A mediana é a indicação exata do centro do conjunto de dados, ou seja, divide a distribuição amostral em duas partes iguais. A moda, por fim, é o valor que ocorre com maior frequência no conjunto de dados.

A média, isoladamente, pode não ser suficiente para avaliação de um conjunto de dados. O conhecimento da dispersão dos dados facilita as análises decorrentes do cálculo da sua média. A dispersão é a medida que aponta para a diferença entre cada valor observado e a média do conjunto de dados. A soma dos desvios em relação à média de um conjunto de dados é zero, o que dificulta análises desse conjunto de dados. Surge, então, outra medida estatística decorrente da média da soma dos quadrados dos desvios: a variância, conforme pondera Lapponi (2005). A variância descreve a distância de cada elemento observado em relação à média do conjunto de dados.

O desvio padrão é uma medida de grande importância nas análises estatísticas. É definido pela raiz quadrada da variância. O desvio padrão indica a dispersão dos valores da amostra em relação a média a partir de um valor não negativo e expresso na mesma unidade de medida dos dados observados (TRIOLA, 2008). Quanto menor o valor do desvio padrão, mais próximos da média estão os valores do conjunto de dados.

Destaca-se, ainda, outro conceito de grande importância nas análises pautadas em técnicas estatísticas: a população – um conjunto de indivíduos que compartilham, pelo menos, uma característica comum. Toda pesquisa tem suas limitações econômicas e temporais. Para contornar essa dificuldade, geralmente é observado um pequeno grupo de indivíduos retirados da população, denominado amostra. As conclusões obtidas a partir da observação da amostra podem ser estendidas à população. Mas, uma amostra não representa perfeitamente uma população. A margem de erro admitida para as inferências feitas à população é conhecida como erro amostral (LAPPONI, 2005).

“O teste de hipótese tem por objetivo verificar a veracidade de determinada suposição dentro do âmbito amostral para ser aceita dentro do âmbito populacional” (BRUNI, 2009, p. 126). Isto significa testar a possibilidade de aceitação de um parâmetro populacional baseado em dados amostrais coletados. Os testes de hipóteses comparam estimativas amostrais com parâmetros populacionais.

Um teste de hipóteses inicia com a análise da situação e da alegação estabelecida. Posteriormente, formulam-se duas hipóteses de trabalho, apresentadas como hipótese nula ou H zero, apresentada como H0, e a hipótese alternativa ou H um, apresentada como H1.

Na hipótese nula, supõe-se que a alegação de igualdade seja aceita como verdadeira para a população. Em H0 sempre aceitamos uma alegação de igualdade. Já a hipótese alternativa, como o próprio nome sugere, oferece uma negação para a hipótese nula. Essa negação pode ser por meio da alegação de diferença, maioridade ou menoridade. H1 apresenta uma alegação do tipo “?”, “<” ou “>”. (BRUNI, 2009, p. 127).

O teste de hipóteses da diferença das médias é utilizado para determinar a razoabilidade da conclusão pela existência de diferenças estatisticamente significativas entre duas médias, da mesma variável, coletadas em grupos independentes, conforme Bruni (2009) e Triola (2008). A hipótese nula (H0), neste caso, aponta para inexistência de diferenças entre

as médias dos dois grupos independentes. “Sempre que o desvio padrão da população não for conhecido e a população tiver distribuição normal, o teste de hipóteses deverá ser realizado com o desvio padrão da amostra e a distribuição t com (n−1) graus de liberdade”

(LAPPONI, 2005, p. 329).

O teste T: comparação de duas médias, presumindo variâncias diferentes, foi utilizado para comparar o desempenho de concluintes observados na presente pesquisa, segundo os agrupamentos utilizados pelo INEP para divulgação dos resultados do ENADE 2008, distintamente para a modalidade presencial e a distância, no componente específico da prova. O componente da formação geral, por se constituir em parte comum a todas as provas do ENADE, será analisado no conjunto das áreas de abrangência observadas na presente pesquisa.

Graus de liberdade é uma medida estatística que traduz o número de possibilidades de se combinar dados ao acaso. A exemplificação ajuda o entendimento do conceito. A partir de um conjunto de elementos A, B e C, quais as possibilidades de combinação ao acaso de dois elementos? Ao acaso, podemos estabelecer as combinações AB e AC. Resta, pois, a combinação BC, que não é mais ao acaso, mas sim obrigatória. Por essa razão os graus de liberdade são estabelecidos como n−1, onde n é o número de elementos de uma população

ou amostra. No exemplo dado, são dois graus de liberdade para o estabelecimento de amostras ao acaso.

As tabelas 23, 29, 32, 36, 42, 47, 66 e 69, a seguir, exibem a média, desvio padrão, erro amostral e mediana, calculados segundo os agrupamentos utilizados pelo INEP para divulgação dos resultados do ENADE 2008, objetos de observação na presente pesquisa.

Essas estatísticas básicas são detalhadas para as habilitações que compõem cada um desses agrupamentos, além da informação do respectivo agrupamento.

Na área de abrangência em Biologia, em geral, a média dos concluintes na formação geral (54,35) é superior à média do componente específico (41,73) da prova. Há maior concentração em torno da média, indicado pelo desvio padrão (17,28) no CE. Essa concentração sugere comportamento uniforme do desempenho no CE nessa área de abrangência do ENADE 2008.

O comportamento da média de concluintes na FG (59,32) e CE (53,70), quando a FG tem média superior ao CE, difere das habilitações 1622 (FG – média de 51,75 e CE – média de 66,65), 1624 (FG – média de 65,95 e CE – média de 70,68) e 1626 (FG – média de 60,50 e CE – média de 68,03), conforme tabela 23, revelando média de desempenho de concluintes mais elevada para o CE.

A tabela 23 detalha que no primeiro agrupamento de Biologia (161) são identificadas três habilitações distintas – 1611 (presencial), 1612 (presencial) e 1613 (EAD). O desempenho médio dos concluintes no CE (31,01), identificado para o agrupamento, revela uma discreta alteração em relação à média da habilitação 1613 (32,22), oferecida na modalidade de educação a distância. O aumento observado, contudo, deve considerar a maior dispersão em torno da média indicada pelo desvio padrão de 14,01, o que revela menor uniformidade dos concluintes da habilitação em termos de desempenho no CE da prova.

O segundo agrupamento de Biologia (162) tem comportamento diferente para a habilitação oferecida na modalidade EAD (1623). O desempenho médio dos concluintes no CE dessa habilitação (41,39) decresce em relação ao desempenho médio do agrupamento para o CE (53,70). O terceiro agrupamento (163) tem situação análoga. A habilitação 1631, oferecida em EAD, também tem desempenho médio no CE (27,21) menor que os valores descritos para o agrupamento (31,02). É oportuno destacar, contudo, que a dispersão em torno da média no CE (8,85) é menor que a dispersão do agrupamento no mesmo componente da prova (12,45) – a média de desempenho na EAD é menor, porém mais uniforme em torno da média, sugerindo equilíbrio no desempenho médio no CE dos concluintes EAD participantes da prova.

A habilitação oferecida a distância (1643), descrita no quarto e último agrupamento de Biologia (164), apresenta desempenho médio de concluintes (45,94) discretamente menor no CE, quando comparado ao desempenho médio do agrupamento (46,87). A observação é similar para a dispersão em torno da média (11,05, comparado a 12,84 do agrupamento). O

desempenho dos concluintes (EAD) no CE é mais uniforme em relação à média do que a observação para o conjunto do agrupamento.

Tabela 23 – Estatísticas básicas do desempenho dos concluintes na FG e CE da prova, da área de abrangência em Biologia (agrupados e desagrupados)

Formação Geral Componente Específico Agregação / Habilitação Modalidade M S e Md M s e Md Biologia Agregado 54,35 16,41 0,72 54,00 41,73 17,28 0,76 39,80 Biologia Presencial 57,61 15,43 0,92 58,00 48,62 17,48 1,04 49,60 Biologia EAD 50,45 16,72 1,09 51,00 33,49 12,88 0,84 31,90 161 Agregado 52,44 16,13 1,56 52,25 31,01 11,96 1,16 29,80 1611 Presencial 55,66 17,33 3,98 57,00 31,58 10,37 2,37 31,90 1612 Presencial 50,19 13,68 2,11 49,75 29,46 10,22 1,57 28,45 1613 EAD 53,19 17,71 2,64 53,00 32,22 14,01 2,08 31,30 162 Agregado 59,32 16,55 1,24 60,75 53,70 16,24 1,22 54,55 1621 Presencial 53,80 20,45 9,14 60,50 45,94 14,53 6,49 46,90 1622 Presencial 51,75 10,52 4,29 56,25 66,65 6,08 2,48 65,55 1623 EAD 53,35 16,82 2,59 54,75 41,39 10,73 1,65 39,20 1624 Presencial 65,95 13,41 4,04 69,00 70,68 7,53 2,26 70,30 1625 Presencial 66,20 12,73 2,21 67,50 62,42 15,11 2,63 66,30 1626 Presencial 60,50 17,01 5,12 60,50 68,03 16,61 5,00 69,40 1627 Presencial 60,11 17,52 2,64 62,75 51,56 14,84 2,23 53,95 1628 Presencial 58,33 17,33 3,53 59,00 51,19 13,74 2,80 53,10 163 Agregado 46,68 15,04 1,28 48,00 31,02 12,45 1,06 28,80 1631 EAD 45,00 15,14 1,42 45,00 27,21 8,85 0,83 26,40 1632 Presencial 54,54 11,92 2,43 54,25 48,96 11,32 2,30 49,25 164 Agregado 58,26 13,87 1,40 59,00 46,87 12,84 1,30 47,00 1641 Presencial 57,50 15,10 3,21 56,50 40,55 11,24 2,39 39,90 1642 Presencial 56,23 13,23 2,09 56,75 51,16 13,76 2,17 54,85 1643 EAD 61,07 13,72 2,31 62,00 45,94 11,05 1,86 46,30 M – Média; s – Desvio padrão; e – Erro padrão da média; Md – Mediana

As tabelas 24 a 28, a seguir, apresentam os resultados do teste T: comparação de duas médias (presencial e EAD), para populações com variâncias diferentes, na área de abrangência em Biologia. Aqui são testadas as diferenças estatisticamente significativas do desempenho médio dos concluintes no componente específico da prova de habilitações presencial e aquelas oferecidas em EAD.

A tabela 24 exibe os resultados do teste T: comparação de duas médias (presencial e EAD) do CE no primeiro agrupamento da área de abrangência em Biologia (161). Foram Consideradas 61 observações para as habilitações presenciais e 45 observações para a habilitação EAD. O desempenho médio dos concluintes de habilitações oferecidas na modalidade presencial (M=30,12) é comparado ao desempenho médio dos concluintes da habilitação EAD (M=32,22). A hipótese nula considerada no teste aponta para igualdade das

duas médias, ou seja, inexistência de diferenças estatisticamente significativas entre as médias observadas.

O nível de significância adotado para os testes aqui realizados (alfa de 5,00%) indica que, a partir da execução de vários experimentos, em apenas 5% das amostras poderá ser verificado comportamento diferente da hipótese nula estabelecida. Existem vários fatores que influenciam na escolha do nível de significância: facilidade na mensuração de variáveis, instrumentos de medida confiáveis, razoável controle de fatores intervenientes, entre outros. Nas ciências humanas, que lidam com pessoas, com construtos polêmicos, instrumentos de medida ainda não testados e as consequências do erro sem gravidade, é tolerável a flexibilidade do nível de significância. Via de regra, usa-se o nível de 5% (TRIOLA, 2008) .

Graus de liberdade refere-se ao número de dados disponíveis para o cálculo estatístico. A distribuição t (aqui descrita como t* observado) indica o intervalo de aceitação da hipótese nula, utilizada quando a decisão de aceitar ou rejeitar a hipótese nula é pautada em análise gráfica.

O p-value é o menor nível de significância que pode ser assumido para rejeição da hipótese nula. O p-value deve ser comparado ao nível de significância (alfa) adotado para o teste. A hipótese nula será rejeitada quando o p-value for menor que alfa, ou seja, a significância observada é menor do que a significância adotada para o teste (LAPPONI, 2005). No caso do agrupamento 161 da área de Biologia, o p-value de 39,60% (maior do que alfa = 5,00%) aponta para a aceitação da hipótese nula. Não existem diferenças estatisticamente significativas entre o desempenho médio dos concluintes no CE das habilitações oferecidas em qualquer modalidade – presencial ou a distância, detalhadas no primeiro agrupamento da área de abrangência em Biologia (161) observado nesta pesquisa.

Tabela 24 – Teste T: comparação de duas médias (presencial e EAD) – CE – Biologia – agrupamento 161

Para o agrupamento 162 da área de abrangência em Biologia, o teste T: comparação de duas médias (presencial e EAD), descrito na tabela 25, testa a diferença entre a média dos concluintes no CE de habilitações presenciais (M=57,56 – 134 observações) e a mesma

medida estatística para os concluintes da educação a distância (M=41,39 – 42 observações). O

p-value observado tem valor de 0,00%, o que determina a rejeição da H0. Assim, existem

diferenças estatisticamente significativas entre as médias de desempenho de concluintes de habilitações presenciais e EAD no agrupamento 162 da área de abrangência em Biologia.

Tabela 25 – Teste T: comparação de duas médias (presencial e EAD) – CE – Biologia – agrupamento 162

Os resultados do teste T: comparação de duas médias (presencial e EAD) do terceiro agrupamento (163) – área de abrangência em Biologia – estão detalhados na tabela 26. Foram comparadas as médias dos concluintes no CE de habilitações presencial (M=48,96 – 24 observações) e habilitação a distância (M=27,21 – 113 observações). O p-value observado tem valor de 0,00%, apontando para a existência de diferenças estatisticamente significativas entre as médias de desempenho de concluintes de habilitações presenciais e EAD no agrupamento 163 da área de abrangência em Biologia.

Tabela 26 – Teste T: comparação de duas médias (presencial e EAD) – CE – Biologia – agrupamento 163

O último agrupamento (164) da área de abrangência em Biologia tem os resultados do teste T: comparação de duas médias (presencial e EAD) detalhados na tabela 27. As médias dos concluintes no CE de habilitações presencial e distância são 47,40 (62 observações) e 45,94 (35 observações). O valor de 57,24% observado para p-value aponta para a inexistência de diferenças estatisticamente significativas entre as médias de desempenho de concluintes de habilitações presenciais e EAD – agrupamento 164 da área de abrangência em Biologia. Concluintes desse agrupamento, independentemente da modalidade de oferta da própria

Fonte secundária Fonte secundária

habilitação, têm desempenho médio equivalente no CE da prova de Biologia do ENADE 2008.

Tabela 27 – Teste T: comparação de duas médias (presencial e EAD) – CE – Biologia – agrupamento 164

A área de abrangência em Biologia, analisada de forma global, tem desempenho médio de concluintes no CE de habilitações presenciais no valor de 48,62 (281 observações), conforme detalhado na tabela 28. As habilitações oferecidas na modalidade a distância têm a mesma medida estatística no valor de 33,49 (235 observações). O valor de p-value (0,00%) identificado pelo teste T: comparação de duas médias (presencial e EAD), detalhado na tabela 28, permite inferir que existem diferenças estatisticamente significativas entre o desempenho médio de concluintes de habilitações presenciais e EAD no CE da área de abrangência em Biologia, aqui analisadas a partir de resultados do ENADE 2008.

A modalidade presencial tem desempenho médio de concluintes no CE (M=48,62) superior ao desempenho médio de concluintes de habilitações EAD (M=33,49). Porém, a dispersão em relação à média da modalidade presencial (s=17,48) é superior à mesma medida estatística da EAD (s=12,88), conforme tabela 23. O grupo de EAD é mais homogêneo na avaliação do CE do que o grupo de concluintes de habilitações na modalidade presencial.

Tabela 28 – Teste T: comparação de duas médias (presencial e EAD) – CE – Biologia

Os concluintes da área de abrangência em Filosofia têm desempenho médio maior na FG (M=53,33), conforme descrito na tabela 29. No CE, embora com desempenho médio menor (M=26,81), as observações são mais homogêneas em torno da média (desvio padrão de 10,64) e o erro padrão da média também registra o mesmo comportamento – valor menor

Fonte secundária

(e=0,83), quando comparado ao da FG (e=1,20). A análise distinta segundo a modalidade de oferta da habilitação revela desempenho médio menor para a EAD (M=26,37) no CE, com maior concentração em torno da média (desvio padrão de 10,57). Essa medida estatística é discretamente menor em relação ao presencial (s=10,94). Comportamento oposto é identificado para os concluintes na FG, quando comparados os desempenhos médios de concluintes da modalidade presencial e EAD (M=49,07 e M=54,17, respectivamente).

Dois agrupamentos distintos são observados nessa área de abrangência em Filosofia. No primeiro, duas habilitações são oferecidas na modalidade EAD (3212 e 3213). A habilitação 3212 tem desempenho médio dos concluintes no CE (M=24,46) menor do que o desempenho médio do agrupamento (M=26,39), com dispersão menor de valores em todo da média (s=9,38). A segunda habilitação EAD (3213) tem a média do CE (M=27,23) elevada em relação ao agrupamento (M=26,39) e com maior dispersão em torno da média (desvio padrão de 11,06), quando comparada à mesma medida estatística do agrupamento (s = 10,61).

No mesmo agrupamento (321) os valores mais elevados de erro amostral são identificados na FG e CE da habilitação oferecida na modalidade presencial (3211 – FG e=3,99; CE – e=3,95). Assim, é mais provável a ocorrência de erros na inferência de parâmetros populacionais a partir das estimativas amostrais para essa habilitação.

O segundo agrupamento de Filosofia tem duas habilitações – uma presencial (3221) e outra a distância (3222), que não reúne parâmetros mínimos necessários ao cálculo de estatísticas básicas. Assim, as estatísticas básicas desse agrupamento refletem aquelas da única habilitação presencial ali registrada (3221), inviabilizando qualquer comparação baseada nas estatísticas básicas segundo a modalidade de oferta – presencial ou a distância.

Tabela 29 – Estatísticas básicas do desempenho dos concluintes na FG e CE da prova, da área de abrangência em Filosofia (agrupados e desagrupados)

Formação Geral Componente Específico Agregação / Habilitação Modalidade M s E Md M s e Md Filosofia Agregado 53,33 15,41 1,20 53,50 26,81 10,64 0,83 25,30 Filosofia Presencial 49,07 14,85 2,85 51,00 29,07 10,94 2,10 28,30 Filosofia EAD 54,17 15,44 1,31 55,50 26,37 10,57 0,90 25,30 321 Agregado 53,65 15,39 1,27 53,00 26,39 10,61 0,88 25,30 3211 Presencial 46,06 11,98 3,99 45,50 27,89 11,85 3,95 28,30 3212 EAD 52,51 16,67 2,45 53,50 24,46 9,38 1,38 24,75 3213 EAD 54,99 14,89 1,56 56,25 27,23 11,06 1,16 25,30 322 Agregado 50,92 15,81 3,62 54,50 30,07 10,62 2,43 28,30 3221 Presencial 50,58 16,20 3,81 52,75 29,66 10,77 2,53 27,30 3222 EAD - - - -

A comparação das médias do agrupamento 321 – Filosofia está descrito na tabela 30, quando são comparadas as médias da habilitação presencial (3211 – M=27,89, 9 observações) e habilitações EAD (3212 e 3213 – M=26,29, 136 observações). O p-value observado no teste T: comparação de duas médias (presencial e EAD) é de 70,31%, apontando para aceitação da hipótese nula. Não existem diferenças estatisticamente significativas entre o desempenho médio de concluintes no CE, segundo a modalidade de oferta da habilitação analisada no primeiro agrupamento da área de Filosofia.

Tabela 30 – Teste T: comparação de duas médias (presencial e EAD) – CE – Filosofia – agrupamento 321

A análise global da área de Filosofia, a partir do teste T: comparação de duas médias (presencial e EAD), descrita na tabela 31, revela a comparação entre o desempenho médio de concluintes no CE de habilitações presenciais de 29,07 (27 observações) e EAD 26,38 (137 observações). O p-value de 24,75% aponta para a inexistência de diferenças estatisticamente significativas entre o desempenho médio de concluintes no CE de Filosofia, quando comparadas a educação presencial e a distância.

Tabela 31 – Teste T: comparação de duas médias (presencial e EAD) – CE – Filosofia

A área de abrangência em Física também tem apenas dois agrupamentos – 141 e 142, conforme tabela 32. O primeiro agrupamento conta com duas habilitações: 1411 (presencial) e 1412 (EAD). O segundo agrupamento tem quatro habilitações presenciais (1421, 1422, 1424 e 1425). A habilitação 1423 é a única oferecida na modalidade a distância do agrupamento 142 de Física.

Fonte secundária

A formação geral na área de abrangência em Física, assim como nas demais já analisadas, também registra desempenho médio de concluintes (M=46,63) maior do que o observado para o componente específico (M=37,36). A dispersão em torno da média, contudo, é menor para o CE (desvio padrão de 18,31). O desempenho médio dos concluintes no CE da modalidade de educação a distância é superior ao dos concluintes da modalidade presencial, e ainda tem menor dispersão em torno da média, nos dois componentes da prova – FG (EAD: M=56,50, s=15,01; presencial: M=48,21, s=21,06) e CE (EAD: M=39,16, s=18,02; presencial: M=36,99, s=18,45). Essa observação sugere maior homogeneidade dos concluintes da EAD, quando comparados aos demais concluintes de habilitações da modalidade presencial. O desempenho médio dos concluintes de EAD, tanto na FG quanto no CE, estão mais próximos da média, dados pelo desvio padrão de 15,01 e 18,02, respectivamente, para FG e CE.

A habilitação 1411 tem o desempenho médio no CE (33,46) maior do que aquele do agrupamento (M=31,99). O mesmo não é evidenciado para a habilitação de EAD do primeiro agrupamento. Nesse caso, o desempenho médio (M=30,65) decresce em relação ao agrupamento (M=31,99), mas mostra-se com menor dispersão em torno da média (desvio padrão de 11,30).

O segundo agrupamento da área de abrangência em Física tem medidas estatísticas diferentes para a habilitação de EAD (1423). Aqui o desempenho médio dos concluintes no CE (M=52,54) é bem superior ao do agrupamento (M=38,71) e mais homogêneo em relação à média (desvio padrão de 19,13, comparado ao desvio padrão de 19,28 do agrupamento). Destaca-se, contudo, o erro amostral de 7,22 dessa habilitação como o maior registrado para o segundo agrupamento dessa área de abrangência.

Tabela 32 – Estatísticas básicas do desempenho dos concluintes na FG e CE da prova, da área de abrangência em Física (agrupados e desagrupados)

continua Formação Geral Componente Específico Agregação / Habilitação Modalidade M s e Md M s e Md Física Agregado 49,63 20,33 1,98 52,00 37,36 18,31 1,78 36,00 Física Presencial 48,21 21,06 2,25 45,00 36,99 18,45 1,97 36,00 Física EAD 56,50 15,01 3,53 58,50 39,16 18,02 4,24 36,75 141 Agregado 49,00 18,36 4,00 50,50 31,99 12,79 2,79 32,40 1411 Presencial 45,55 21,65 6,84 42,00 33,46 14,73 4,65 34,20 1412 EAD 52,14 15,15 4,56 54,00 30,65 11,30 3,40 29,40 142 Agregado 49,79 20,90 2,28 52,25 38,71 19,28 2,10 37,50 1421 Presencial 46,00 18,11 3,69 45,00 30,73 15,58 3,18 31,05 1422 Presencial 59,00 15,93 6,50 58,25 38,28 14,03 5,72 37,55

Tabela 32 – Estatísticas básicas do desempenho dos concluintes na FG e CE da prova, da área de abrangência em Física (agrupados e desagrupados)

conclusão Formação Geral Componente Específico Agregação /

Habilitação Modalidade M s e Md M s e Md 1423 EAD 63,36 12,88 4,86 64,50 52,54 19,13 7,22 42,50 1424 Presencial 56,07 25,56 6,59 63,50 50,83 20,06 5,18 54,30 1425 Presencial 45,00 21,13 3,73 45,00 36,07 18,98 3,35 37,65 M – Média; s – Desvio padrão; e – Erro padrão da média; Md – Mediana

O primeiro agrupamento (141) da área de abrangência em Física possui dez observações para a habilitação 1411 (presencial) e 11 observações para a habilitação 1412 (EAD), conforme tabela 33. O teste T: comparação de duas médias (presencial e EAD) compara as médias 33,46 e 30,65, respectivamente para a modalidade presencial e EAD. O valor observado para p-value é de 63,19%, apontando para aceitação da hipótese nula. O fato revela a inexistência de diferenças estatisticamente significativas entre as médias analisadas. Os concluintes de Física, inseridos no primeiro agrupamento (141), têm desempenhos médios equitativos no CE para as duas modalidades de oferta: presencial e EAD.

Tabela 33 – Teste T: comparação de duas médias (presencial e EAD) – CE – Física – agrupamento 141

O segundo agrupamento (142) possui 77 observações na modalidade presencial e 7 observações na modalidade EAD. As médias do desempenho dos concluintes no CE são 37,45 e 52,54, respectivamente para as habilitações presenciais e habilitação EAD. Os resultados do teste T: comparação de duas médias (presencial e EAD), detalhados na tabela 34, apontam para a aceitação da hipótese nula (p-value = 8,56%). É possível inferir que não existem diferenças estatisticamente significativas entre o desempenho médio de concluintes de habilitações presencial e EAD no CE para o segundo agrupamento da área de abrangência em Física, objeto de apreciação no presente trabalho.

Tabela 34 – Teste T: comparação de duas médias (presencial e EAD) – CE –

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