4. Safety Envelops
4.1 Circulation system
População segundo Reis et al. (1999), é o conjunto de unidades com características comuns. A população pode ser considerada como uma coleção de unidades individuais, que podem ser pessoas ou resultados experimentais, com uma ou mais características comuns que se pretendem estudar. A população refere-se a todos os casos ou situações a que o investigador quer fazer inferências ou estimativas. Já a Amostra para Huot (2002), é um subconjunto da população usado para obter informação acerca do todo. Designamos por tamanho de uma amostra o número de unidades que a constituem.
Grisi e Britto (2003), vem dizer que o Delphi é, em síntese, um processo estruturado de comunicação coletiva, que permite a um grupo de indivíduos lidar com um problema complexo. Em princípio, o método Delphi pode ser utilizado para vários tipos de consulta, não exclusivamente prospeções de futuro. Segundo os mesmos autores, o método tem sido utilizado como instrumento de apoio à tomada de decisões e definição de políticas (Policy Delphi). No campo da prospetiva, vários autores apontam o método como especialmente indicado para abordagens exploratórias, em ambientes de grande variabilidade.
Conforme Wright e Giovinazzo (2000), o método constitui-se da elaboração de questionário específico de investigação, para o tema de interesse objeto da pesquisa, e aplicação deste a um grupo de especialistas para que se pronunciem a respeito, em rondas sucessivas. A cada ronda de aplicação o pesquisador consolida os dados coletados a partir das respostas quantitativas e contribuições qualitativas em respostas justificadas e devolve ao grupo para que novamente responda ao questionário levando em consideração o pronunciamento dos demais. A cada ronda os participantes têm acesso à visão consolidada do grupo sobre o tema, devendo ser utilizado pelo pesquisador, preferencialmente, um tratamento estatístico dos dados, sendo preservada a autoria das respostas individuais. Na ronda seguinte devem, então, pronunciar-se novamente, mantendo seu ponto de vista ou alterando sua resposta, com a possibilidade de agregar novos argumentos para seu posicionamento. Esse processo continua até que o consenso ou quase consenso seja atingido, demonstrando que o debate está bem amadurecido e pode ser interrompido. São importantes para garantir esse amadurecimento, no entendimento de Cardoso et al. (2005).
Kayo e Securato (1997), identificam, uma forte critica á conceção, de que a mera participação de especialistas é capaz de transferir credibilidade aos resultados da pesquisa com Delphi. Entre os argumentos que utilizam destaca-se: não há garantia de que um grupo de especialistas sempre criará melhores soluções para as questões estabelecidas. Outro fator crítico do método, que segundo Cardoso et al. (2005), também está diretamente ligado à qualidade do questionário (em forma e conteúdo), é o tempo de resposta. Um bom tempo de resposta é fundamental para que o período total, incluindo o tratamento dos dados e o retorno com os resultados, seja adequado e não permita que o participante perca contacto com o tema e seus próprios argumentos a respeito, nem se sinta pressionado a comprometer sua agenda de compromissos com sucessivas rondas de questionários em um curto espaço de tempo.
Possui dois grandes diferenciais em relação a outras técnicas de pesquisa com grupos. O primeiro é o facto de permitir que haja pouca influência de um participante sobre os demais, seja devido a sua capacidade de oratória de convencimento ou pelo simples facto de ser notadamente reconhecido pelo grupo como uma referência no tema. O segundo possibilita aos integrantes do grupo minimizar o desgaste pessoal ou constrangimento com argumentos de outros especialistas verificando menos relutância em alcançar o consenso, estas são as características, conforme Kayo e Securato (1997), que particularizam este método e tornam uma ferramenta de grande aceitação no ambiente académico.
Cardoso et al. (2005), o Delphi e um método altamente eficaz que agrega valor ao processo de pesquisa, permitindo a convivência e a melhor utilização de visões e correntes de pensamento diferentes e até antagónicas sobre um mesmo tema para a geração de novos conhecimento.
A nossa amostra corresponde a um grupo de 10 especialistas ou participantes, pertencentes a variadas áreas, o que nos possibilita ter um leque diferenciador de especialistas colaboradores da nossa pesquisa; segue-se a lista dos nossos especialistas:
• Eng.º António Sozinho- Diretor da unidade técnica de apoio ao investimento privado (UTAIP) do Ministério da Agricultura de Angola.
• Eng.º João Mpilamosi Domingos- Presidente do conselho de administração do perímetro irrigado de Caxito, (Caxitorega, S.A).
• Eng.º Felismino Rodrigues da Costa- chefe de gabinete de estudos planejamento estatístico do Ministério da Agricultura de Angola.
• Dra. Taciane Evaristo- chefe de departamentos de promoção e incentivo a exportação da Agência para a Promoção de Investimentos e exportações de Angola (APIEX).
• Dr. Adilson Rangel- Gestor da Gesterra, S.A- Gestão de Terras Aráveis • Dr. Danilo Ventura- Assessor do presidente da comunidade das empresas
exportadoras de Angola (CEEIA).
• Eng.º Marques Miguel- presidente da confederação das associações de camponeses e cooperativas agropecuárias de Angola (UNANCA), na província do Bengo.
• Eng.º Faustino Quisssaque Ngonga diretor provincial da agricultura na província do Bengo.
• Eng.º Júlio José do Nascimento- técnico do Ministério da Agricultura de Angola • Eng.º José Manuel de Castro- Direção Municipal da Agricultura em Cacuaco.
No Delphi um dos pilares de sustentação do método reside na escolha apropriada dos especialistas, tendo em conta este fator, os mesmos foram escolhidos de forma intencional, levando em conta a formação académica, profissão e sua área de atuação, a partir do conhecimento do pesquisador em relação ao mercado académico, de empresas que atuam na de forma direta na exportação de produtos agrícolas a partir de Angola. É de dizer que como uma tentativa falhada não se conseguiu ter a oportunidade de falar com a parte privada, embora alguns dos projetos tem a colaboração e a gestão do estado, como por exemplo o Eng.º. Mpilamosi, o Dr. Danilo Ventura, respondem numa vertente pouco virada a privada, mais teria sido interessante retratar mais significativamente o sector privado mais as tentativas foram infrutíferas. Morse (1998), define diversos critérios de um bom informante, para o autor estes podem servir genericamente como critérios de seleção de base significativos.