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Kapittel 2. Historia om chatboten

2.6. Chatbotane etter Eliza

2.2.1 - Clima

Segundo a classificação climática de Köppen (1931), ocorrem na região dois tipos climáticos: clima tropical de altitude com verões quentes (Cwa) e tropical de altitude com verões brandos (Cwb). O primeiro predomina nas partes menos elevadas e se caracteriza como um clima tropical de altitude, com chuvas de verão e verões quentes. A pluviosidade média anual é de 1100 a 1500 e a temperatura média anual oscila entre 19,5º – 21,8ºC e a média do mês mais frio é inferior a 18ºC. A estação seca é curta, principalmente na cidade de Ouro Preto, em que a umidade relativa varia de 78,7% no inverno nos meses de julho e agosto a 86,2% no verão, nos meses de outubro a fevereiro, característico de regiões montanhosas (IGA/CETEC 1995). As temperaturas de Ouro Preto variam entre 6° e 29° C.

O segundo tipo de clima, o tropical de altitude com chuvas de verão, predomina nas partes mais elevadas da região e o que o difere do anterior são os verões mais brandos, ou seja, a temperatura média anual mais baixa entre 17,4º – 19,8ºC e a média dos meses quentes inferior a 22ºC (Castañeda 1993). Especificamente, Ouro Preto apresenta uma pluviosidade média anual de 2100mm e Mariana a 13Km dessa, 1850mm.

2.2.2 - Vegetação

Os aspectos da vegetação atual refletem em grande parte a ação antropogênica sobre o meio ambiente. A cobertura vegetal nativa da região insere-se nos domínios da Floresta Pluvial Montana e dos Campos Quartzitícos (campo rupestre) (Rizzini 1997). As florestas pluviais montanas revestem as serras entre 800 e 1500-1700 m de altitude e encontram-se sobre a paisagem caracteristicamente formada por morros de contorno hemisférico. Hoje as capoeiras substituem a mata nativa em amplas extensões. Os campos quartizíticos são próprios dos afloramentos rochosos e apresentam uma vegetação herbácea e arbustiva típica como plantas dos gêneros Byrsonima, Lyconophora, Eremanthus, Dalbergia e outros. Algumas destas espécies formam habitats marginais onde formações arbóreas baixas, dominadas por uma ou duas espécies (geralmente do gênero Eremanthus) parecem corresponder a uma comunidade vegetacional limitada por condições edáficas, e de característica transicional entre os campos e as matas. Na região ocorre uma predominância de matas de candeal nos topos de morros, cujas espécies que mais se destacam são a Eremanthus erythropappa DC. e Eremanthus incanus LESS (Castañeda 1993, Rizzini 1997).

Contribuições às Ciências da Terra Série M, vol. 29, 143p.

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Figura 2.1 – Local de coleta em Ouro Preto mostrando a vegetação arbustiva da

canga ferruginosa.

Em Ouro Preto ainda observa-se a ocorrência de campos ferruginosos que se encontram sobre laterita (canga com concreções de hidróxido de ferro e alumínio). Campos como estes são peculiares pela estrutura e pela flora. Existem dois tipos de campos ferruginosos conforme o estado físico da canga: o primeiro é o campo de canga couraçada em que a concreção ferrosa forma uma couraça sobre o substrato, mas é lacunosa, mostrando várias cavidades. Raízes das plantas crescem nas fendas, mas algumas permanecem por cima da canga, sem penetrar (Lyconophora); o segundo tipo é o campo de canga nodular em que a concreção apresenta-se fragmentada em pedaços geralmente pequenos, os quais compõem substratos muito duros, mas penetráveis. Ocorre em altitudes inferiores a 1000 m, sendo o tipo mais difundido entre Congonhas e Belo Horizonte. A vegetação é dominada por Vellozia, Byrsonima, gramíneas e Cyperáceas (Rizzini 1997).

Corrêa, T. L., 2006 Bioacumulação de Metais Pesados em plantas nativas a partir de suas disponibilidades...

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Figura 2.2 – Local de coleta em Mariana mostrando os afloramentos de

quartzito e as candeias predominantes nesse local.

Neste trabalho os estudos foram concentrados em duas espécies que ocorrem em habitats marginais, terreno transicional entre floresta montana e campos em Mariana e também sobre uma canga em Ouro Preto. Nos locais de coleta em Ouro Preto, a população de Pteris vittata ocorre sobre um depósito antigo de entulho de construção localizado sobre a canga laterítica e quanto à população de Byrsonima variabilis (murici) ocorre sobre canga laterítica, área abandonada de mineração de bauxita. Já em Mariana, outro local de coleta próximo a Estrada de Ferro RFFSA Leopoldina, na encosta do vale do ribeirão do Carmo, a vegetação ocorre no domínio da Floresta Pluvial Montana, com predominância de candeais nos topos de morros. Neste local, a atuação antropogênica, através do garimpo e exploração de pedras ornamentais nas encostas, é bem evidente no relevo, apresentando encostas com aspecto irregulares e descontínuos (Eleutério 1997).

2.2.3 - Hidrografia

Na região de Ouro Preto e Mariana encontra-se um divisor de águas, a Serra de Ouro Preto, que divide duas grandes bacias hidrográficas, a do rio Doce e a do rio São Francisco e respectivos afluentes, Paraopeba e das Velhas, que têm suas nascentes no interior do Quadrilátero Ferrífero. Em Ouro Preto, na Cachoeira das Andorinhas, encontra-se a nascente do Rio das Velhas.

O ribeirão do Carmo, uma das sub-bacias e nascentes do rio Doce, drena a região de Ouro Preto e Mariana até o município de Ponte Nova em Minas Gerais, quando conflui com o rio Piranga, outra sub-bacia e nascente do rio Doce, transformando-se no alto rio Doce. O ribeirão do Carmo é

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formado em sua cabeceira pelo córrego Tripuí e pelo ribeirão do Funil e flui na direção leste sobre várias seqüências de litotipos do Quadrilátero Ferrífero.

O curso do ribeirão do Carmo é marcado por elevações rochosas de formas irregulares com vales profundos e vestígios de antigos aluviões e operações de drenagem. Grande parte da vegetação na área foi devastada pela mineração e pela construção de ferrovias. Ao longo de seu curso encontram- se vários garimpos que, juntamente, com os depósitos antigos de rejeitos de mineração, vem assoreando e modificando o ribeirão e formando áreas degradadas. A contaminação natural ou antrópica de suas águas por metais pesados como o arsênio é um assunto de grande importância pública.

2.2.4 - Geomorfologia

Os limites do Quadrilátero Ferrífero são marcados à oeste pela Serra da Moeda, ao sul pela Serra de Ouro Branco, a leste pela Serra do Caraça e a norte pela Serra do Curral. A altitude média está em torno de 1.000m na sua porção central, ocorrendo cotas superiores a 2.000m, como a Serra do Caraça e na Serra da Moeda.

As cotas altimétricas mais altas são formadas por rochas dos grupos Caraça, Itabira e Itacolomi, que por possuírem baixa susceptibilidade erosiva, são caracterizadas por longas cristas. Nas cotas intermediárias ocorrem filitos e xistos dos grupos Piracicaba e Sabará, que formam os sinformais e antiformais, topograficamente invertidos e geram as feições suaves e aplainadas. Por último, as cotas altimétricas mais baixas são formadas por rochas dos complexos metamórficos que, por possuírem alta susceptibilidade erosiva, são caracterizadas por morfologias mais suaves do tipo morros na forma de meia-laranja (Barbosa 1968, Varajão 1988).

O município de Ouro Preto encontra-se localizado a 1.150m de altitude. A altitude média da cidade está em torno de 1.116m e destacam-se as serras de Ouro Preto, Itacolomi, Bocaina e Varanda do Pilar. O ponto mais elevado do município é o Pico do Itacolomi, a 1.772m de altura. Mariana se encontra a cerca de 800m de altitude.

A geologia do Município de Ouro Preto e Mariana reflete a constituição geológica do Quadrilátero Ferrífero. Há a ocorrência de rochas como gnaisses, filitos, xistos, quartzo-xistos, quartzitos, itabiritos, calcários, anfibolitos e esteatitos (pedra-sabão). Destaca-se a ocorrência das formações ferríferas bandadas, exploradas por grandes empresas mineradoras.

O relevo de Ouro Preto é marcado por cristas rochosas, com vertentes ravinadas e vales encaixados e profundos. Os interflúvios são caracterizados por áreas aplainadas, geralmente recobertas por laterita (IGA/CETEC 1995).

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2.3 – ASPECTOS GEOLÓGICOS DO QUADRILÁTERO FERRÍFERO E DA