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Charged Higgs Boson Simulation Studies with ATLAS

2.9

Para fluxo permanente através de um meio incompressível, o fluxo que entra no elemento de solo é igual ao fluxo que sai, portanto:

2.10

A equação de Laplace para um fluxo tridimensional é então dada por:

2.11

Para consideração de fluxo bidimensional a equação anterior se torna:

2.12

Se for considerado ainda que a permeabilidade é isotrópica, kx = kz = k, a equação pode ser simplificada para:

2.13

2.8 FLUXO EM MEIOS NÃO SATURADOS

Nos poros de um solo não saturado existem duas fases de fluido: água e ar (NG e MENZIES, 2007). O ar presente num solo não saturado pode estar ocluso se o grau de saturação é relativamente alto. Se o grau de saturação é baixo a fase do ar é predominantemente contínuo. O formato das leis de fluxo varia para cada um desses casos, ademais, existe o movimento de ar através da fase aquosa, que é descrito como difusão do ar através dos poros da água.

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Vários conceitos são usados para explicar o fluxo de água através de solos não saturados (FREDLUND e RAHARDJO, 1993 apud NG e MENZIES, 2007). Os conceitos podem ser listados como:

 Gradiente de concentração de água;  Gradiente de sucção mátrica;  Gradiente de carga hidráulica.

O gradiente da concentração é alguma vezes usado para definir o fluxo da água através de meios não saturados. É assumido que o fluxo ocorre de uma região com maior concentração de água para uma zona de baixa concentração. Embora esta lei tenha sido usada para descrever o fluxo, o gradiente de concentração de água não deveria ser usado como potencial de direcionamento fundamental do fluxo da água (FREDLUND, 1981 apud NG e MENZIES, 2007). Este tipo de fluxo não possui uma base fundamental, uma vez que o fluxo pode ocorrer de uma zona de baixa presença de água para uma alta quando existe variação nos tipos de solo envolvidos.

No solo não saturado, o gradiente da sucção mátrica é algumas vezes considerado por potencialmente direcionar o fluxo de água. No entanto, o fluxo não depende exclusivamente e fundamentalmente do gradiente de sucção.

O fluxo pode ser definido mais apropriadamente em termos do gradiente de carga hidráulica para cada uma das fases. O fluxo de água através do solo não é unicamente comandado pelo gradiente de pressão, mas também pelo gradiente devido a diferença de elevação. Os gradientes de pressão e elevação combinados conferem ao gradiente de carga hidráulica o potencial de direcionamento fundamental do fluxo.

A lei de Darcy também se aplica para o fluxo de água através de um solo não saturado (BUCKINGHAM, 1907; RICHARDS, 1931; CHILDS e COLLIS-GEORGE, 1950 apud NG e MENZIES, 2007). Num solo saturado, o coeficiente de permeabilidade é função do índice de vazios (LAMBE e WHITMAN, 1979 apud NG e MENZIES, 2007). Todavia, o coeficiente de permeabilidade é assumido como constante nos solos saturados em análises envolvendo fluxo transiente. Nos solos não saturados, o coeficiente de permeabilidade é significantemente afetado pela combinação da variação do índice de vazios com o grau de saturação. Quando o

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solo se torna não saturado, o ar substitui primeiro os poros mais largos, fazendo com que o fluxo ocorra pelos poros menores. Um aumento posterior na sucção mátrica do solo resulta num decréscimo ainda maior no volume de poro ocupado pela água. Como resultado, o coeficiente de permeabilidade relacionado a fase aquosa decresce rapidamente já que o espaço disponível para o fluxo da água diminui.

2.8.1 CURVA CARACTERÍSTICA DE SUCÇÃO

A curva característica de sucção é a relação entre o conteúdo de água presente no solo e a sucção. Em termos hidráulicos e físicos, isto significa o quanto de água é retida dada uma sucção (NG e MENZIES, 2007).

Existem diversas designações usadas para a medida do volume de água presente no solo. As mais comuns são: teor de água volumétrico w, teor gravimétrico de água e grau de saturação S. Se a curva característica de sucção será usada para estimar funções de propriedades dos solos não saturados, normaliza-se a escala da medida do teor de água. O teor de umidade não dimensional, d, pode definido como:

2.14

Onde, é um teor de umidade gravimétrico qualquer e é a concentração gravimétrica de água na saturação. O teor de umidade normalizado n pode ser definido como:

2.15

Onde, wr é o teor de umidade volumétrico no início da condição residual.

As variáveis que podem ser definidas de uma curva característica de sucção são descritas como:

 Teor de umidade gravimétrico na saturação, ws;

 Valor de entrada de ar, ψaev;

 Ponto de inflexão da sucção, ψinf;

Ponto de inflexão do teor de água, winf;

63  Sucção residual, ψr;

 Teor de água residual, wr.

A figura 2.24 apresenta um modelo de curva com a definição de cada variável para uma dada curva característica de sucção. Linhas retas numa plotagem semi-logarítmica são necessárias. A primeira linha (horizontal) passa pelo valor da água referente a saturação. A segunda reta passa tangente ao ponto de maior inclinação da curva. A terceira linha passa através do valor referente a 1.000.000 kPa e através dos pontos de dados em altas sucções.

Figura 2.24 – Parâmetros da curva característica de sucção (FREDLUND et al., 2001 apud NG e MENZIES, 2007).

Para uma medida acurada da permeabilidade de um solo não saturado a partir de dados de curvas características de sucção, utilizando-se funções analíticas, é preciso um modelo descritivo confiável, assim como um modelo acurado para permeabilidade no qual a previsão é baseada (VAN GENUCHTEN e NIELSEN, 1985).

Os interstícios do solo consistem de vazios que podem ser preenchidos por ar ou água, ou uma combinação dos dois. Nos solos saturados, todos os vazios estão preenchidos por água e o teor de umidade volumétrico é igual a porosidade do solo de acordo com:

Θw = nS, 2.16 Onde,

64 n, é a porosidade do solo;

S, é o grau de saturação.