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Characteristics of international start-ups

2. Review of related literature

2.2 Characteristics of international start-ups

Em Portugal este sistema teve início em outubro de 2005, com a iniciativa de investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência, sendo esta a entidade responsável por este sistema em Portugal (Noort et al., 2007). Esta iniciativa teve origem depois de em 2003 na Holanda ter nascido a ideia de implementar um sistema para monitorizar a epidemia da gripe sazonal, recorrendo à participação dos cidadãos. De novembro a maio o Gripenet (www.gripenet.pt) recolhe os dados através das respostas a questionários

online, acompanhando a época esperada de atividade da gripe.

Em cada estação gripal, o Gripenet recebe e analisa em média cerca de 33 mil questionários online e desde 2007 que disponibiliza as suas bases de dados para fins de

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investigação científica ("Gripenet," 2009). Na figura 13 está representado o território de Portugal continental e a respetiva participação no Gripenet por diferentes localidades.

Figura 13: Número de participantes ativos no Gripenet por região no território de Portugal continental

(fonte: http://www.epiwork.eu/resources/wp5-ict-monitoring-and-reporting-systems/).

Utilizando uma metodologia de recolha de dados diferente dos métodos de vigilância das entidades de saúde, estes sistemas têm a vantagem de se completarem, contribuindo deste modo para uma melhor análise da situação da gripe em Portugal. O Gripenet tem assim a colaboração do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e da Direção-Geral de Saúde ("Sobre o Gripenet," s.d.).

Em 2008, no seguimento de uma reunião organizada pela equipa do Gripenet, no Instituto Gulbenkian de Ciência, em conjunto com os homólogos colegas dos Países Baixos, Itália e Reino Unido, surgiu a ideia de criar a plataforma InfluenzaNet, com o objetivo de expandir este tipo de sistema de vigilância a toda a europa ("Influenzanet," s.d.).

Como forma de dar a conhecer o sistema Gripenet, a equipa por de trás deste projeto tem vindo a desenvolver iniciativas desde o início do seu lançamento, com o intuito também de promover conhecimentos sobre a gripe. Durante o ano letivo 2006/2007, o projeto Gripenet lançou um desafio a diversas escolas de Portugal, desde Braga, Guimarães passando por Loures, Almada entre outras localidades, com o objetivo de trabalhar no

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tema da gripe. Este desafio consistiu no concurso “A gripe vai à escola”, direcionado a

alunos de todos os níveis de ensino não superior desde jardins de infância até ao ensino secundário, em que foi proposto trabalharem sobre o tema “Gripe” em diversas categorias como “Galeria de arte”, “Apresentação eletrónica”, “Página Web” e “Newsletter Eletrónica”. No ano letivo de 2009/2010 a iniciativa “Gripe, Câmara, Ação!” contou com a participação de 150 equipas de alunos do 7º ao 12º ano de escolaridade, com o objetivo de realizarem um vídeo com a duração de 1 minuto sobre a gripe e a sua prevenção. A iniciativa contou com o apoio do canal de televisão RTP, onde foi exibido o vídeo vencedor, e o portal SAPO onde foram colocados os 13 melhores vídeos.

Com o recurso multimédia, o projeto Gripenet elaborou durante 2007 e 2008 dois vídeos promocionais de forma a ajudar na sua divulgação como também através de posters. Na temporada de 2009/2010, o projeto foi até às rádios para que divulgassem como spot de áudio os objetivos do Gripenet e apelar à participação da população.

Dados estatísticos

Segundo o Instituto Gulbenkian da Ciência em 2012 o Gripenet contava com cerca de 1700 participantes. Na temporada de 2006/2007 o Gripenet teve um total de 3.118 participantes representando 0,02% da população nacional (Noort et al., 2007). Ao analisar o gráfico da figura 14, consegue-se ver uma diminuição da participação da população portuguesa no sistema Gripenet desde a temporada 2008/2009, que consistiu com a temporada de maior participação com um total de mais de 4.000 participantes. É de referir também que a temporada 2008/2009 e 2009/2010 foi globalmente afetada devido ao vírus da gripe A (H1N1) anteriormente designado por gripe suína, que em conjunto com as iniciativas anteriormente referidas, poderá ter sido um fator que contribuiu para estes máximos de participação.

Figura 14: Total de participantes em Portugal durante as temporadas desde 2005 a 2013 e a percentagem

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Relativamente à atividade do vírus influenza reportada pelos participantes durante os diferentes meses em que a monitorização está vigor, a figura 15 demonstra uma maior atividade em Portugal nos meses de janeiro a março. Segundo Lowen, Mubareka, Steel, and Palese (2007) a transmissão do vírus influenza é mais favorável com níveis de humidade relativa entre os 20%-35% e com temperaturas reduzidas, sendo mais fácil a sua transmissão em temperaturas de 5ºC do que a 20ºC, indo de acordo com os meses do ano em que as temperaturas são mais baixas.

Figura 15: Atividade de enfermidade tipo gripal em Portugal de 2005 a 2013 ao longo dos meses de

setembro a maio. (Fonte www.influenzanet.com)

Na figura seguinte (figura 16) podemos ver diferentes faixas etárias e a sua atividade. O gráfico da esquerda indica que o grupo mais suscetível de contrair este tipo de síndromes gripais situa-se entre 1 a 14 anos de idade, sendo este o grupo com imunidade mais reduzida pela sua idade como também pela interação nas escolas com colegas que facilita a propagação do vírus. No gráfico do centro pode-se ver que grande parte dos participantes (59%) são pessoas com idades compreendidas entre os 15 e os 64 anos que não têm nas suas habitações.

Figura 16: Atividade de enfermidade tipo gripal em Portugal por idade e por habitação. (Fonte

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Num estudo realizado por Noort et al. (2007) foram comparados os diferentes tipos de sistemas de monitorização de epidemias, o Gripenet e a Rede Europeia de Vigilância da Gripe (sigla inglesa EISN) em Portugal, Bélgica e Holanda. Este estudo incidiu sobre os dados recebidos desde 15 de dezembro de 2006 a 1 de maio de 2007, contando com 3.118 participantes em Portugal, cerca de 0,02% do total da população portuguesa no sistema Gripenet. Como conclusão do estudo a figura 16 demonstra que os dados analisados pelo sistema de monitorização online de epidemias, neste caso o Gripenet, vão de acordo com os dados recolhidos pelo sistema de monitorização sentinela em Portugal através de cuidados médicos primários, especialmente por virologistas e epidemiologistas. As curvas de incidência com valores por uma população de 100,000, mostra uma mesma tendência ao longos dos meses que o sistema de monitorização tradicional (EISN) (Noort et al., 2007).

Figura 17: Incidência semanal de enfermidades gripais em Portugal em de dois sistemas de monitorização,

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