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Chapter summary

In document Tonal adaptations of Norwegian loanwords (sider 106-112)

Nesta sétima semana de PES foi a minha vez de intervir. O que mais realço desta semana foram as várias dificuldades que tive e as surpresas que também senti, nomeadamente nas respostas das crianças às atividades propostas.

As dificuldades que mais sinto, antes mesmo de intervir, consistem em definir várias propostas educativas que abranjam a grande heterogeneidade das crianças, que existe na sala, em função das diferentes intencionalidades que pretendo que as crianças alcancem. Ou seja, é difícil para mim conseguir chegar às necessidades tão distintas existentes no grupo. Por vezes, penso em propostas que englobem todo o grupo e que se podem fazer com a participação de todos, no entanto, nem sempre se pode estar a desenvolver atividades com o grupo inteiro. Algumas propostas só as crianças mais velhas conseguem fazer, devido às suas competências mais desenvolvidas e próprias das suas idades. Portanto, as crianças mais novas não conseguem acompanhá-las e têm que desenvolver atividades paralelas ou então brincam livremente pelas várias áreas da sala. Tenho sempre a preocupação, tal como nos foi alertado ao início, de ter em atenção as crianças que para o ano ingressarão no 1.º ciclo do ensino básico. Estas crianças necessitam de trabalhos mais específicos e têm que se habituar a trabalhar um pouco mais do que os mais novos, pois as exigências são outras para quem transitar para o 1.º ano de escolaridade. Planificar todas estas propostas paralelas e ter noção se é pouco ou muito para o tempo que se tem, para mim é bastante complicado.

Aliado à situação que acabei de referir, vem também, a minha pouca capacidade de gerir tudo ao mesmo tempo, como já referi em reflexões anteriores. Por mais que tente chegar a todo o lado, há sempre qualquer coisa que me falha. Ou as crianças estão muito irrequietas e o ritmo de trabalho não avança, ou as atividades pensadas são demasiado extensas para o pouco tempo que se tem. Alguma coisa influencia sempre o trabalho planeado. Segundo o que oiço constantemente por parte dos professores, uma planificação deve ser flexível e não rígida, e como tal, tento sempre que possível adequar o que foi planeado ao contexto e ao que se vive no momento. Para Zabalza (1994, p.6) “A melhor planificação é aquela que se auto -planifica continuamente, que se auto recria no interior da própria aula”. No entanto, nem sempre tenho essa

81 capacidade de modificar o que havia planificado em função das situações que se me deparam e, como tal, as coisas sempre correm da melhor forma.

Também os diálogos com as crianças não são fáceis de se conseguir. Quando mantenho uma conversa com o grupo no tapete, não sei se por culpa minha, se por o grupo ser irrequieto, há sempre muita agitação. No entanto, penso que grande parte da desorganização da conversa deve-se a mim, porque tenho dificuldade em controlar devidamente o grupo. As crianças colocam o dedo no ar para intervir, sobretudo aquando da exploração de histórias, e não esperam a sua vez de falar, começam de imediato a intervir. O que acontece é que várias crianças fazem isto ao mesmo tempo e forma-se uma confusão total. Por isso, devo ter mais capacidade para estabelecer a ordem no diálogo, permitindo apenas falar quem tem o dedo no ar e a quem eu pedir que fale. Se eu deixar que respondam sem respeitarem a vez, as conversas em grupo nunca irão resultar, segundo vivenciei esta semana e noutras anteriores. Na minha opinião, se nunca colocar regras, as crianças nunca aprenderão a respeitar os outros durante as suas conversas.

Por outro lado, fiquei bastante surpreendida com vários trabalhos de pintura que as crianças realizaram esta semana, nomeadamente a pintura com pincel, no cavalete. Esta consistia em representar a flor que mais tinham gostado de observar através da lupa. A escolha consistia entre, rosas, estrelícias, lavandas e bocas de jarro. Depois com uma fotografia da flor, junto à folha de papel onde iam realizar a pintura (no cavalete), pintavam ao seu gosto, tendo como referência aquele modelo. Os resultados que surgiram foram muito bonitos. As crianças representaram de uma forma muito semelhante ao real, aquilo que observaram. Eu tinha pensado que talvez não conseguissem aproximar o seu desenho àquilo que viram, mas afinal surpreenderam-me bastante. Calculei que saíssem desenhos mais abstratos, mas enganei-me. Embora os mais novos, e os que têm alguma dificuldade no registo do desenho, necessitassem de orientação, a grande maioria representou muito bem as suas flores. Até os caracóis que se encontravam numa das flores não foram esquecidos e também foram representados junto às mesmas.

Tendo em conta que esta semana de estágio teve um dia a menos de intervenção, devido à greve das assistentes operacionais, não realizámos a visita à biblioteca do agrupamento de escolas para recolher mais informações sobre as abelhas. No entanto,

82 relativamente às pesquisas que as crianças trouxeram de casa, houve uma boa adesão por parte dos pais e as crianças que trouxeram bastantes informações sobre as abelhas. Depois, em conjunto, foram exploradas algumas delas e perceberam que já tinham respostas a algumas das questões que gostariam de saber. Contudo, também não houve a oportunidade de planificarmos em conjunto, quais as suas propostas a realizar sobre este tema. Na próxima semana trataremos disso, e embora saibamos que as propostas devem surgir dos interesses das crianças, nós temos o dever de as saber orientar e de não deixar que se afastem muito do assunto, nem que se baseiem sempre nas mesmas áreas de conteúdo, nomeadamente, na expressão plástica. Devido ao facto de o trabalho de projeto ser feito em conjunto, enquanto orientadoras das crianças temos o dever de as saber conduzir, e aproveitando as suas ideias devemos utilizá-las da melhor forma, permitindo que as crianças possam tirar o maior proveito possível das experiências que lhes proporcionamos.

Referências bibliográficas:

Zabalza, M. (1994). Planificação e Desenvolvimento Curricular na Escola. Porto: Ed. ASA.

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ANEXO 4 – 11.ª REFLEXÃO- JARDIM-DE-INFÂNCIA

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